Visualização de dados no TEDxAmazônia

Visualização de dados é o assunto do momento. Aaron Koblin, designer do Google Creative Lab, estará em novembro no Brasil para participar do TEDxAmazônia.

Koblin é especialista em “transformar montanhas de dados em algo legível” e ficou conhecido recentemente pela participação no desenvolvimento do “filme interativo em HTML5″ The Wilderness Downtown, feito para a música We Used To Wait, do grupo Arcade Fire.

No ano passado, no TEDxSP, a brasileira Fernanda Viégas fez uma apresentação de introdução à questão da visualização de dados.

Veja também: Jornalismo deve se tornar sexy

Publicado por Tiago Dória, em 5 de outubro de 2010 (Terça-feira).
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Ideias de #henryjenkinsbr e #sijol

Na sexta-feira e no sábado, estive em dois eventos importantes sobre mídia no Brasil. Primeiro, na palestra de Henry Jenkins, autor do livro Cultura da Convergência, realizada no Projac, no Rio de Janeiro.

Algumas ideias que circularam na apresentação e no debate após a palestra:

* A melhor forma de minimizar os trolls é fortalecendo e dando armas para os fãs. Não existem melhores defensores do seu trabalho do que a sua base fiel. Aliás, se você não tem ou não conseguiu identificar a sua base de fãs, é melhor rever o que tem feito até agora.
* Antes, as crianças brincavam com bonecos e armas de brinquedo. Hoje elas brincam de “fazer mídia”. Por exemplo, criar mashups e redublagens, que logo são publicadas no YouTube.
* Transmídia é um conceito mais antigo do que imaginamos. A história de Cristo é transmídia, a conhecemos por meio de vitrais de igrejas, por exemplo.
* Seja ela legal ou ilegal, toda a mídia produzida por nós estará disponível em diversas plataformas.

Depois, no sábado, estive no Seminário Internacional de Jornalismo Online, organizado pelo Knight Center, que aconteceu na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.

* Não são os celulares que são móveis, mas sim as pessoas. As pessoas sempre foram móveis. Portanto, devemos fazer produtos pensando nas pessoas e não em aparelhos.
* Previsões sobre o uso do celular sempre são furadas. O uso do celular cresce bem mais rápido do que o previsto.
* Uma das vantagens do digital é a perenidade do conteúdo. Praticamente, tudo fica para sempre disponível.
* Sistemas automatizados como Google mudam os critérios de relevância da informação.
* Ainda há um culto ao improviso e ao voluntarismo nas “redações digitais”, com isso há um desgaste muito grande entre as equipes. É necessário planejamento e busca da excelência.

Veja também: O que aconteceu no 1º Transparência HackDay

Publicado por Tiago Dória, em 31 de maio de 2010 (Segunda-feira).
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Erros que deram certo

Erros que deram certo, aquele tropeço que, no final, se mostrou necessário, acidentes de percurso. Tudo isso será tema central da Pop!Tech 2010.

Considerada uma das principais conferências sobre ciência e tecnologia, a Pop!Tech acontece todo ano, durante 3 dias seguidos, em outubro, em Camden, nos EUA.

Outras apresentações (subtemas) serão sobre o poder da simplicidade e o software como intermediário cultural. A lista completa de palestrantes deve sair em breve.

Veja também: Curadoria humana terá mais importância na web

Publicado por Tiago Dória, em 30 de abril de 2010 (sexta-feira).
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Curadoria humana terá mais importância na web

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Cada vez mais, na hora de uma escolha, o crowdsourcing, a sabedoria das multidões será substituída pela “curadoria”. Nisso, rankings darão espaço para especialistas.

Essa foi uma das ideias apresentadas por Bill Tancer, diretor-geral de pesquisas globais da Hitwise, que mais chamou a minha atenção, durante a sua palestra no HSM ExpoManagement 2009.

Segundo ele, uma coisa é você chegar a um garçom num restaurante e perguntar pelo prato mais pedido (ranking/sabedoria das multidões).  E outra é você seguir críticas em jornais ou a “sugestão do chef” (curadoria humana).

A mesma coisa se aplica aos sites de vídeo. Ver a lista dos mais populares do YouTube é bem diferente de ir a um site como o Vidque e saber quais são os vídeos mais legais.

Para Tancer, essa tendência de curadoria crescerá.

Sua palestra no HSM ExpoManagement 2009 teve como base o seu livro Click, no qual ele mostra o quanto os termos que pesquisamos nos sistemas de buscas dizem sobre nós, a respeito do nosso comportamento e personalidade.

Tancer mostrou números de duas tendências no mercado de busca. As pessoas estão mais “sofisticadas” nas buscas, utilizando mais que um ou dois termos nas pesquisas. Por outro lado, estão cada vez mais insatisfeitas com os atuais sistemas de buscas (não encontram o resultado desejado e/ou quando encontram não é de forma rápida).

Outro aspecto comentado pelo pesquisador e que achei interessante é que o perfil de sites como YouTube e Facebook vem mudando. Com base em pesquisas, Tancer afirmou que, neste ano, esses sites sofreram um crescimento demográfico com base na entrada de faixas etárias altas, acima da média normal desses sites. Algo que vai ao encontro de pesquisas recentes que mostram que a chamada terceira idade utiliza cada vez mais esses sites.

Para Tancer, a web já deixou de ser “uma coisa exclusiva de jovens e pessoas de vanguarda”.

Veja também:
Nossas pegadas valem ouro

Crédito da foto: HSM

Devido a problemas técnicos, o blog ficou fora do ar durante parte desta quinta-feira

Publicado por Tiago Dória, em 3 de dezembro de 2009 (Quinta-feira).
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As pessoas estão nas “nuvens” faz tempo

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As grandes empresas podem até estar com um pé atrás, mas os usuários já abraçaram e perceberam os benefícios do cloudcomputing faz tempo. Esse foi um dos argumentos utilizados pelo pesquisador Nicholas Carr para provar que a ideia de “computação nas nuvens” não é somente hype.

YouTube, Wikipedia, Twitter, Gmail são exemplos de que as pessoas já adotaram o cloudcomputing em seu dia-a-dia.

Em passagem pelo Brasil, nesta terça-feira, o pesquisador do MIT (Massachusetts Institute of Technology) participou como palestrante  do HSM ExpoManagement 2009. Eu estive por lá.

Para quem acompanha a sua carreira (livros e blog), Carr não trouxe novidades. Sua apresentação tomou como base o seu último livro publicado, A Grande Mudança (que já comentei aqui, no blog). A internet é uma tecnologia disruptiva tão quanto a eletricidade foi em sua época.

No entanto, o pesquisador do MIT bateu mais na tecla do cloudcomputing e os seus possíveis benefícios – integração entre dispositivos, portabilidade de dados, possibilidade de acessar informações de qualquer lugar.

Apesar de mostrar um estudo indicando que apenas 3% das grandes empresas nos EUA adotam a “computação nas nuvens“, Carr acredita que esse cenário vai mudar. Segundo ele, está morrendo o conceito de ver a web apenas como repositório de páginas e não um sistema.

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Dessa forma, as suas ideias vão ao encontro do pensamento de Patrick Sinclair, engenheiro de software da BBC, que afirmou que o grupo de mídia britânico não vê a web apenas como uma plataforma de distribuição, mas um sistema, o “gerenciador de conteúdo” de seu site.

Engraçado que Carr adotou um posicionamento um pouco diferente de seu livro, no qual ele comenta que você não deve mudar toda a sua infraestrutura para cloudcomputing, mas adotar uma posição híbrida. Ou seja, o desafio atual é saber o que passar ou não para as “nuvens”.

De novidade, o pesquisador trouxe números atualizados e comentou sobre o case do NYTimes. Em 2008, o jornal passou a utilizar cloudcomputing em seu sistema de arquivos.

Mais precisamente os serviços do Amazon EC2 no Times Machine (ferramenta que permite navegar por 70 anos do arquivo do jornal). De 4TB  (terabytes) de arquivos em formato TIFF passou para 11 milhões de arquivos em formato PDF.

Nesta quarta-feira, acontece o último dia do HSM ExpoManagement 2009. Um dos palestrantes será Bill Tancer, autor do livro Click, comentado aqui, no blog, no começo do ano.

Veja também:
Como a BBC ‘reutiliza’ a web

Crédito das fotos: Akakumo e HSM

Publicado por Tiago Dória, em 2 de dezembro de 2009 (Quarta-feira).
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O que mais gostei no TEDxSP

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Neste final de semana, estive na primeira edição da conferência TEDxSP. Maratona de mais de 30 palestras, apresentações de 5 a 15 minutos (a meu ver o tempo ideal para qualquer palestra) sobre temas que iam de biologia a educação, passando, claro, por tecnologia e mídia.

O formato é importado. O TED, na verdade, surgiu em 1.984, nos EUA.

Em relação à diversidade de temas, lembra bastante a POP!Tech.

A apresentação da Fernanda Viégas foi bem conectada com algumas coisas que venho abordando aqui, no blog – transparência e mesclagem de dados, APIs, novas narrativas.

A pesquisadora da IBM e do MIT mostrou que a atual “revolução da informação” faz surgir a necessidade de tradutores para entender esse excesso de informações resultante dela.

Um desses tradutores é a visualização de dados, que ela definiu como um “óculos especial” para enxergar nuances que antes não eram visíveis.

Dentro dessa ideia, Viégas mostrou o site que codesenvolveu em 2007, o Many Eyes, onde qualquer pessoa pode criar os seus próprios infográficos a partir de dados externos.

O Many Eyes é o “motor” utilizado pelo NYTimes no VizLab para desenvolver alguns dos infográficos da versão digital do jornal, tão comentados e elogiados aqui, no Brasil.

Gostei também da apresentação do Fabio Barbosa, presidente do Banco Santander. Ele não usou esse termo, mas falou sobre algo que acho bem importante na administração, que é a “teoria da janela quebrada“. É preciso resolver os problemas enquanto ainda são pequenos.

Acredito que seja um conceito que se aplica muito bem não somente na administração pública, mas também na privada (gestão de plataformas de redes sociais, por exemplo).

Bug em um sistema? Conserte o mais rápido possível.

Em tempos de Twitter e blog, em que todo mundo gosta de levantar bandeiras e mostrar opinião sobre tudo, Barbosa fez o contraponto ao falar que uma atitude vale mais do que mil discursos e bravatas.

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O engenheiro Osvaldo Stella, por sua vez, no finalzinho de sua apresentação, fez uma ótima ligação entre digitalização de conteúdos e a preservação ambiental. O MP3 é a melhor coisa para o meio ambiente, segundo ele. Acabou com os CDs e desmaterializou a música.

É interessante, pois quando se fala de digitalização, quase sempre o lado da queda de custo é abordado, mas pouco sobre o efeito ecológico do digital.

Citando números do crescimento das LAN Houses no Brasil, Ronaldo Lemos, da FGV e Creative Commons, levantou a questão da apropriação das tecnologias nas periferias do Brasil, o que me fez lembrar a questão do autodidatismo. Você aprender por necessidade e conta própria.

Com a palestra de Lemos, ficou mais claro ainda para mim que apropriação de tecnologias e autodidatismo são duas coisas que andam juntas. Não somente hoje, ou no Brasil, mas quase sempre na história e em outros países foi assim.

Outro ponto interessante foi o lançamento do Vote na web, site que simula uma votação, onde você também pode votar nos mesmos tópicos dos políticos. Essa simulação serve para que, no final, você possa confrontar os seus votos com os dos deputados e, a partir disso, descobrir com quais você tem mais afinidade política. Ideia que foi levantada durante o 1º Transparência Hack Day.

Achei o evento meio ufanista em alguns momentos, o que o tornou um pouco cansativo. Em parte, efeito colateral do tema central, “O que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?”.

Quando terminou o TEDxSP, eu saí com uma opinião sobre o evento, mas depois percebi que ainda era cedo para ter uma avaliação final e definitiva. O TEDxSP, na realidade, ainda não terminou.

Saberemos a sua validade somente daqui a algum tempo, pois, diferente de alguns eventos, o TEDxSP não é um ponto de chegada, mas de partida para ações.

Veja também:
O que aconteceu no 1º Transparência HackDay

Crédito da foto: (2) Alexandre Fugita

Publicado por Tiago Dória, em 15 de novembro de 2009 (domingo).
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Competição de startups e projetos de tecnologia da América Latina

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Por email, o Gian Carlo Martinelli, da FGV, avisa. Já está marcado para este ano a 4ª edição do Desafio GV de Venture Capital e Empreendedorismo, que, desde 2006, busca eleger os melhores projetos de jovens empreendedores brasileiros na área de tecnologia.

No final de setembro, acontecerão as finais. A competição, organizada pela Fundação Getúlio Vargas, terá um caráter regional, reunindo participantes de quatro países da América Latina (Brasil, Chile, Argentina e México).

Uma das novidades é que, neste ano, startups poderão ser inscritas para apresentação (não serão apresentados apenas projetos/planos de negócios), além disso, foi criada uma comunidade no Ning para agregar e arquivar todas as informações sobre o evento.

Alguns de vocês devem lembrar, fui na edição do ano passado e o clima era bem parecido ao da Campus Party Labs (jovens empreendedores, investidores e empreendedores com mais experiência trocando idéias).

Fica a dica. Em breve, as inscrições estarão abertas.

Publicado por Tiago Dória, em 15 de fevereiro de 2009 (domingo).
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Debate internacional sobre mídia e cultura em SP

Entre os dias 3 e 5 de dezembro, acontecerá o II Seminário Internacional Rumos do Jornalismo Cultural, no Itaú Cultural, em São Paulo.

Eu serei o mediador de um dos painéis, o “Digito, logo reporto”, no dia 04, quinta-feira, às 19h30.

Antonio Granado, editor do site do jornal Público, de Portugal; e Fábio Malini, professor de comunicação da Universidade Federal do Espírito Santo, farão parte da mesa.

Mais detalhes e a programação completa do evento, que contará com a participação de Andrew Leland, editor-chefe da revista The Believer, estão no site do Itaú Cultural (box à esquerda).

Publicado por Tiago Dória, em 28 de novembro de 2008 (sexta-feira).
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TED Talks em português


Criador de Lost fala sobre a influência da tecnologia na criatividade

Teve início um projeto no YouTube para legendar as palestras da TED, conferência semelhante à POP!Tech, na qual o foco não é discutir produtos e o último hype da internet, mas conceitos e idéias.

As palestras são de 20 minutos no máximo. Altamente recomendadas. Algumas já estão legendadas. A intenção é publicar uma por semana.

É só seguir o perfil da TedTalks em português no YouTube por aqui.

Post relacionado:
DotSUB, o YouTube com legendas, lança nova versão

Publicado por Tiago Dória, em 16 de outubro de 2008 (Quinta-feira).
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