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	<title>Tiago Dória Weblog &#187; entrevistas</title>
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	<description>Doses diárias de cultura web, tecnologia e mídia</description>
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		<title>Entrevista exclusiva com a blogueira Yoani Sánchez, vencedora do The BOBs 2008</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 12:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
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		<category><![CDATA[The BOBs 2008]]></category>
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		<description><![CDATA[
Ontem, eu, António Granado, autor do blog Ponto Media e editor do site do jornal Público, de Portugal, e Fábio Malini, jornalista e professor de Comunicação da Universidade Federal do Espírito Santo, fizemos uma entrevista ao vivo com Yoani Sánchez, blogueira cubana vencedora da categoria de Melhor Blog do The BOBs 2008 e considerada uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-4437 aligncenter" title="yoani" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/12/yoani-482x300.jpg" alt="" width="482" height="300" /></p>
<p>Ontem, eu, <a href="http://ciberjornalismo.com/pontomedia/" target="_blank">António Granado</a>, autor do blog <a href="http://ciberjornalismo.com/pontomedia/" target="_blank">Ponto Media</a> e editor do site do jornal Público, de Portugal, e <a href="http://fabiomalini.wordpress.com/" target="_blank">Fábio Malini</a>, jornalista e professor de Comunicação da Universidade Federal do Espírito Santo, fizemos uma entrevista ao vivo com Yoani Sánchez, blogueira cubana vencedora da <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,3826593,00.html" target="_blank">categoria de Melhor Blog do The BOBs 2008</a> e considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista TIME.</p>
<p>É uma entrevista/bate-papo bem importante, pois é uma das primeiras após a premiação do The BOBs e é a primeira vez que a blogueira conversa após uma intimação mais séria que recebeu das autoridades cubanas, nesta quarta-feira, por organizar um<strong> encontro de blogueiros</strong>.</p>
<p>Seu blog, o <a href="http://desdecuba.com/generaciony_pt/" target="_blank">Generación Y</a>, tem o acesso restrito em Cuba desde março, o que, segunda ela, a obriga a atualizar o site com a ajuda de um amigo que coloca no ar os textos enviados por ela.</p>
<p>A entrevista foi feita nesta quinta-feira, na abertura do debate &#8220;Digito, logo reporto&#8221;, do <a href="http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2688&amp;cd_materia=746&amp;mes=12&amp;ano=2008" target="_blank">Seminário Internacional de Jornalismo Cultural</a>, promovido pelo Itaú Cultural, em São Paulo, no qual nós três participamos (eu como moderador e Malini e Granado como palestrantes).</p>
<p>Aliás, Yoani era para ter participado pessoalmente no debate, mas a sua saída do país foi negada. Sua participação foi possível somente por telefone.</p>
<p>Confira abaixo como foi o nosso bate-papo. Entre outros assuntos, Yoani fala como lida com as restrições de acesso à internet e a repercussão que teve em Cuba a sua premiação no The BOBs.</p>
<p><object width="353" height="132"><embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=0974e41" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"></embed></object></p>
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		<item>
		<title>Entrevista com o jornalista Mílton Jung, da rádio CBN</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/08/07/entrevista-com-o-jornalista-milton-jung-da-radio-cbn/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 09:25:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
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		<description><![CDATA[
A rádio CBN e o Radar Cultura são duas emissoras/projetos que mostram para onde devem caminhar as rádios no Brasil. Integração com outras mídias, transmissão pela internet e participação mais incisiva ainda dos ouvintes na produção do conteúdo.
Neste sentido, um dos profissionais que vem se destacando neste novo cenário das rádios é o jornalista Mílton [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2484" title="jung01" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/08/jung01.jpg" alt="" width="500" height="82" /></p>
<p>A rádio <a href="http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/home/index.asp" target="_blank">CBN</a> e o <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/04/30/videocast-3-conheca-os-bastidores-de-uma-radio-colaborativa/" target="_blank">Radar Cultura</a> são duas emissoras/projetos que mostram para onde devem caminhar as rádios no Brasil. Integração com outras mídias, transmissão pela internet e participação mais incisiva ainda dos ouvintes na produção do conteúdo.</p>
<p>Neste sentido, um dos profissionais que vem se destacando neste novo cenário das rádios é o jornalista <a href="http://www.miltonjung.globolog.com.br/" target="_blank">Mílton Jung</a>, que apresenta, de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 12h, o programa <a href="http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/home/index.asp" target="_blank">CBN São Paulo</a>, que conta com transmissão ao vivo pela internet.</p>
<p>O seu <a href="http://www.miltonjung.globolog.com.br/" target="_blank">blog</a> é utilizado para mostrar bastidores e receber críticas do programa e, de certa forma, o <a href="http://www.flickr.com/photos/cbnsp/" target="_blank">Flickr</a> para mostrar alguns aspectos da cidade de São Paulo.</p>
<p>Recentemente, Jung passou a integrar o <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/08/10/hype-do-microblogging-chega-ao-brasil-2/" target="_blank">Twitter</a> à rádio. No atual período eleitoral, por exemplo, os ouvintes podem fazer comentários e perguntas ao vivo via <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/08/10/hype-do-microblogging-chega-ao-brasil-2/" target="_blank">Twitter</a> para os candidatos à prefeitura de São Paulo, que estão sendo entrevistados em seu programa.</p>
<p>Como a ferramenta de <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/08/10/hype-do-microblogging-chega-ao-brasil-2/" target="_blank">microblogging</a> funciona como uma espécie de chat de bolso [no celular], as pessoas podem enviar perguntas e comentar o programa de qualquer lugar.</p>
<p>No bate-papo que tive por email com Jung e que segue abaixo, ele fala sobre as suas primeiras impressões sobre o <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/08/10/hype-do-microblogging-chega-ao-brasil-2/" target="_blank">Twitter</a>, o que lhe acrescenta utilizar essas novas ferramentas de comunicação e para onde caminham as rádios nesta ambientação com a internet.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2485" title="jungtwitter" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/08/jungtwitter.jpg" alt="" width="500" height="236" /><br />
<em>Em seu <a href="http://twitter.com/miltonjung" target="_blank">perfil no Twitter</a>, Jung comenta bastidores e pede feedback dos ouvintes</em></p>
<p><strong>1) Antes de tudo, gostaria que você se apresentasse ao público do blog. </strong></p>
<p>Sou de Porto Alegre. E lá comecei a trabalhar. Estou em São Paulo, desde 1991, quando fui convidado para ser repórter da TV Globo. De rádio à internet, atuei em todas as redações. De âncora de telejornal à editor, atuei em todas as funções.</p>
<p>Estou na <a href="http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/home/index.asp" target="_blank">CBN</a> desde 1998. Tenho dois livros na praça: <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5027850&amp;sid=18120621410876537339881&amp;k5=3AFA6185&amp;uid=" target="_blank">Jornalismo de Rádio</a> (Contexto) e <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1822889&amp;sid=18120621410876537339881&amp;k5=37AFC464&amp;uid=" target="_blank">Conte Sua História de São Paulo</a> (Globo).</p>
<p><strong>2) Como você conheceu o <a href="http://twitter.com/miltonjung" target="_blank">Twitter</a> e qual foi a sua primeira impressão em relação à ferramenta?</strong></p>
<p>A apresentação foi pelas páginas da revista <a href="http://macmais.terra.com.br/index.php" target="_blank">MacMais</a> (sou macmaníaco, pelo menos até onde meu conhecimento tecnológico permite). Desde lá tenho namorado a ferramenta, mas somente passei a me relacionar com ela há uma semana.</p>
<p>Ao se encerrar meu primeiro dia de twittagem só me restou olhar para a tela e dizer: &#8220;foi bom pra você&#8221;.  Brincadeiras à parte, a primeira impressão que tive foi &#8220;puxa, é muito fácil mandar notícia por aqui&#8221;. A segunda, &#8220;será que alguém vai me seguir&#8221;.</p>
<p><strong>3) Pelo que percebo, você vem utilizando o blog para falar dos bastidores da rádio. Como você utiliza o Twitter integrado ao blog e à rádio CBN? Partiu de você a idéia de usar o Twitter ou da direção da empresa?<br />
</strong></p>
<p>A idéia foi por minha conta e risco. Coloquei no ar e só depois lembrei de avisar o pessoal da <a href="http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/home/index.asp" target="_blank">CBN</a>. Eles curtiram de cara, ainda bem. Nem seria diferente, a <a href="http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/home/index.asp" target="_blank">CBN</a> está muito interessada nesta interação com as novas tecnologias para ir onde os ouvintes estão. Não por acaso, investiu legal na <a href="http://cbnnocampusparty.blogspot.com/" target="_blank">cobertura da Campus Party</a>, neste ano.</p>
<p>Minha idéia é deixar a pessoa ligada no programa e no <a href="http://www.miltonjung.globolog.com.br/" target="_blank">Blog do Milton Jung</a> o dia todo. Tanto é verdade que as mensagens podem chegar a qualquer momento, mesmo quando estou fora do ar (da rádio). Além de notícias, conto curiosidades dos bastidores: as tentativas da Fabiana Boa Sorte, a conversa paralela dos produtores e as boas tiradas do Paschoal Junior.</p>
<p>Nesta semana, fiquei sabendo de uma entrevista sobre blogs que seria feita pela Tânia Morales na <a href="http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/home/index.asp" target="_blank">CBN</a> através do <a href="http://twitter.com/miltonjung" target="_blank">Twitter</a>. Fui ouvir a entrevista, gostei e já repassei a pauta para colegas de outras emissoras.</p>
<p>Aliás,  vou interromper aqui e escrever para os twitteiros: &#8220;Estou dando uma entrevista para o iG. Quando for publicada eu conto para todo mundo&#8221;.</p>
<p>De volta. O que quero mesmo do <a href="http://twitter.com/miltonjung" target="_blank">Twitter</a> é aumentar a rede de relacionamento e &#8220;ouvir&#8221; o que as pessoas estão pensando sobre os diferentes assuntos da cidade. Quero encontrar novidades. Boas idéias. E pedir ajuda para elas, para que me ensinem a fazer um blog que interesse ao cidadão. E não apenas para satisfazer meu ego.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2486" title="junradiocbn" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/08/junradiocbn.jpg" alt="" width="500" height="374" /><br />
<em>Twitter na rádio para adiantar assuntos aos ouvintes/usuários de internet<br />
</em></p>
<p><strong>4) O que tem acrescentado a você como profissional, jornalista, utilizar o Twitter e o blog?</strong></p>
<p>O <a href="http://www.miltonjung.globolog.com.br/" target="_blank">Blog do Milton Jung</a> e o <a href="http://twitter.com/miltonjung" target="_blank">Twitter</a> têm me oferecido a oportunidade de exercitar a escrita. Adoro escrever, mas no rádio se tem pouco espaço para isto. Fala-se muito. E como se fala.</p>
<p>Mais do que isso, o blog, antes, e o <a href="http://twitter.com/miltonjung" target="_blank">Twitter</a>, agora, têm me permitido implantar idéias que defendo desde muito tempo. No &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5027850&amp;sid=18120621410876537339881&amp;k5=3AFA6185&amp;uid=" target="_blank">Jornalismo de Rádio</a>&#8221; já escrevia, há quatro ou cinco anos, sobre a necessidade de o rádio navegar na internet explorando todas as suas possibilidades.</p>
<p>Hoje, é com muito orgulho, que vejo uma repórter como a Cátia Toffoletto, ganhadora de prêmios internacionais, sair para rua e, além de entrar ao vivo na programação, gravar com seu telefone celular ou fotografar cenas da cidade para que a gente publique no blog. Ela, é bom lembrar, já tem até uma coluna no <a href="http://www.miltonjung.globolog.com.br/" target="_blank">Blog do Milton Jung</a>: O Canto da Cátia.</p>
<p><strong>5) Quais novas tecnologias que você não utiliza, mas lhe atraem para um possível uso futuro?</strong></p>
<p>Gostaria de saber mais, muito mais, de todas as ferramentas que nos são oferecidas. Por enquanto tenho um canivete suíço digital em mãos, mas mal sei usar o saca-rolha.</p>
<p>Seja no meu <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/01/15/uma-fatia/" target="_blank">MacBookAir</a> seja no meu blog, uso pouco das muitas chances que eles me proporcionam. Por isso, quero, principalmente, aprender mais do mesmo.</p>
<p>Com certeza, pretendo investir na imagem. Videocast, videoblog, ou seja lá o que for. Assim as pessoas vão descobrir que eu sou mais bonito que o <a href="http://www.herodoto.com.br/portal/index.php" target="_blank">Heródoto Barbeiro</a>. (Grande vantagem !)</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2487" title="jungalckmin" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/08/jungalckmin.jpg" alt="" width="500" height="405" /><br />
<em>Em um <a href="http://www.dotlink.com.br/t_tecnologia.htm" target="_blank">cross-media</a> constante, blog é utilizado para pautas e feedback</em></p>
<p><strong>6) Você acredita que a internet deu nova vida às emissoras de rádio, no sentido de que, com as transmissões pela internet, elas puderam alcançar um público nunca antes imaginado? Você concorda com essa visão? Qual é o futuro da integração rádio/internet na sua opinião?</strong></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alberto_Dines" target="_blank">Alberto Dines</a>, dos grandes mestres que temos a seguir, me disse há quatro ou cinco anos, que o rádio é a mídia do futuro. Concordei plenamente com ele.</p>
<p>Mas o rádio para sobreviver neste futuro tinha de migrar para a internet. Tinha de explorar estas oportunidades. Já é comum as pessoas ouvirem rádio no computador do trabalho ou de casa enquanto navegam na internet.</p>
<p>Temos de encarar o rádio na internet como um novo negócio. Não apenas algo bacaninha que os descolados estão fazendo.</p>
<p>Se em 1991, quando a <a href="http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/home/index.asp" target="_blank">CBN</a> surgiu, seu grande passo foi levar jornalismo 24 horas para a FM, onde um novo público se formava, hoje o desafio é conquistar as pessoas que estão plugadas.</p>
<p><em>Para ler mais entrevistas, é só seguir a categoria <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/category/entrevistas/" target="_blank">entrevistas</a> do blog.</em></p>
<p><strong>Post relacionado:</strong><br />
<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/06/19/como-foi-participar-de-um-programa-que-mistura-tv-com-twitter/" target="_blank"> Como foi participar de um programa que mistura TV com Twitter</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com a escritora e blogueira Carol Bensimon</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 02:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
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		<category><![CDATA[bensimon]]></category>
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		<description><![CDATA[
&#8220;Há uma nova geração usando a escrita para se comunicar&#8221;
Foto: Ieve Holthausen
A Carol Bensimon, 25 anos, é daquelas garotas que começou com o pé direito em sua profissão [de escritora] e teve o seu trabalho potencializado e construído junto com a rede.
Desde antes de 2004, é a autora do blog Kevin Arnold para Dois, onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-2273" title="bensimon01" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/bensimon01.jpg" alt="" width="315" height="445" /><br />
<em>&#8220;Há uma nova geração usando a escrita para se comunicar&#8221;<br />
Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/ieve" target="_blank">Ieve Holthausen</a></em></p>
<p>A <a href="http://www.carolbensimon.com/" target="_blank">Carol Bensimon</a>, 25 anos, é daquelas garotas que começou com o pé direito em sua profissão [de escritora] e teve o seu trabalho potencializado e construído junto com a rede.</p>
<p>Desde antes de 2004, é a autora do blog <a href="http://www.insanus.org/offset75/" target="_blank">Kevin Arnold para Dois</a>, onde publica diversos textos próprios e conta com um público fiel.</p>
<p>Em um crescendo constante, nestes anos, recebeu convites para escrever contos em diversas publicações, como a revista <a href="http://bravonline.abril.com.br/" target="_blank">Bravo!</a> e o jornal <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;section=capa_online" target="_blank">Zero Hora</a>, até que chegou a hora [em junho deste ano] de publicar o seu primeiro livro, o <a href="http://www.naoeditora.com.br/catalogo/po-de-parede/" target="_blank">Pó de Parede</a>.</p>
<p>É apenas o começo. Na entrevista que fiz com a Bensimon e que segue abaixo, além de falar sobre tecnologia e literatura, ela conta que já está preparando mais um livro, o romance <a href="http://www.carolbensimon.com/" target="_blank">Sinuca embaixo d`àgua</a>.</p>
<p>O <a href="http://www.naoeditora.com.br/catalogo/po-de-parede/" target="_blank">Pó de Parede</a>, que acaba de sair do forno [da gráfica], reúne três pequenas histórias que estão dentro do mesmo escopo. Uma amizade de garotas com personalidades diferentes, a chegada do &#8220;progresso&#8221; em uma pequena cidade e o início de carreira de uma jovem escritora.</p>
<p>É uma leitura leve, tem um ritmo gostoso. Li em apenas um dia. Não tem como não se identificar com alguns ambientes, situações e personagens. Uma das histórias se passa entre 1991 e 2007.</p>
<p>E, em todo livro, Bensimon trabalha com situações universais vividas por jovens &#8211; amores não tão bem correspondidos, convivência com pessoas de temperamentos diferentes, os contratempos do início de uma carreira profissional e a questão da morte quando ainda jovem.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2274" title="bensimon02" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/bensimon02.jpg" alt="" width="500" height="375" /><br />
<em>&#8220;Pó de Parede já nasceu com um certo público-leitor, gente que lê o meu blog e gosta do meu estilo&#8221;</em></p>
<p><strong>1 &#8211; Gostaria que você se apresentasse ao pessoal do blog  :- )<br />
</strong></p>
<p>Olá. Carol Bensimon, 25 anos, de Porto Alegre. Acabo de lançar meu primeiro livro, <a href="http://www.naoeditora.com.br/catalogo/po-de-parede/" target="_blank">Pó de Parede</a>, pela Não Editora. Antes, publiquei contos em antologias e periódicos, como Bravo!, Zero Hora e Ficções (7 letras). Já fui publicitária, mas hoje engreno uma carreira literária e acadêmica. O projeto do meu romance, Sinuca Embaixo d’Água, recebeu uma bolsa (R$ 30.000) da Funarte.</p>
<p>Mantenho, ainda que aos trancos, o blog <a href="http://www.insanus.org/offset75/" target="_blank">Kevin Arnold para Dois</a>.</p>
<p>Em razão do lançamento do <a href="http://www.naoeditora.com.br/catalogo/po-de-parede/" target="_blank">Pó de Parede</a>, tenho respondido muitas questões do tipo “você escreve desde quando” e “de onde vem sua inspiração”.</p>
<p>Agradeço ao Tiago Dória por ter me transportado para um universo de questões completamente diferentes, envolvendo literatura e tecnologia. Foi duro, mas um prazer respondê-las. Vamos a elas.</p>
<p><em>(reação deste blogueiro = obrigado a você! <img src='http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  )</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2282" title="escrita01" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/escrita01.jpg" alt="" width="500" height="229" /><br />
<em>Escrita para se comunicar. Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/tyla/2664435854/" target="_blank">Tyla</a></em></p>
<p><strong>2 &#8211; Com blogs e messengers, você acredita que as pessoas estão se comunicando mais pela escrita? Acredita que isso está influenciando na venda de livros?</strong></p>
<p>Isso me lembra a palestra que assisti com a <a href="http://www.flip.org.br/edicoes_anteriores_autores.php3?idautor=106" target="_blank">Beatriz Sarlo</a> na semana passada, na qual ela dizia que, ao contrário do que muitos acreditam, a grande novidade das últimas décadas, ou mesmo dos últimos cem anos, não é a imagem, mas sim a difusão da palavra escrita.</p>
<p>E completou afirmando que a Internet no fundo é isso, uma quantidade gigantesca de texto. Bem, estejamos de acordo ou em desacordo com o que pensa a <a href="http://www.flip.org.br/edicoes_anteriores_autores.php3?idautor=106" target="_blank">Beatriz Sarlo</a>, não é possível negar que há toda uma nova geração fazendo uso da escrita para se comunicar.</p>
<p>Mas, se isso faz, ou fará, com que se interessem mais pela literatura, acho que é bem difícil de medir. Porque (ok, é um raciocínio óbvio, mas vamos lá) literatura se faz com escrita, mas nem toda escrita gera, ou tem por objetivo gerar, literatura.</p>
<p>Agora, no sentido de possibilitar uma troca, isso sim, acho que faz diferença, tanto para quem escreve (que pode “testar” o seu estilo e os seus textos nos blogs, por exemplo), quanto para quem lê (que pode ter acesso a coisas que não vão chegar, ou ainda não chegaram, na grande mídia).</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2281" title="livrosipod01" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/livrosipod01.jpg" alt="" width="500" height="375" /><br />
<em>Literatura no iPod e onde mais puder</em></p>
<p><strong>3 &#8211; Recentemente na Flip, o escritor <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/07/07/o-livro-nao-e-o-papel-e-o-conteudo-que-esta-dentro/" target="_blank">Marcelo Barbão</a> falou que a literatura está seguindo o mesmo caminho da música, se desligando, cada vez mais, de formatos [CDs, MP3, vinil] para &#8220;se tornar algo livre&#8221;. O que importa é o conteúdo. </strong></p>
<p><strong>Você compartilha dessa idéia? A literatura está realmente se desligando de formatos, a fim de se tornar onipresente, num celular, num livro, num blog?</strong></p>
<p>Hm, vejamos… tenho medo de soar como uma daquelas pessoas que começa todas as suas respostas com um esperto “desde a Grécia Antiga…”, mas vou ter que discordar dizendo algo parecido, do tipo: antes de existir o livro, já existia literatura em histórias que eram contadas oralmente, e no século XIX havia os folhetins, enfim, acho que é natural que os suportes se alterem com o tempo, embora eu não ache que o livro vai acabar, ou pelo menos não a médio prazo.</p>
<p>De qualquer maneira, que o livro acabe ou não, a literatura seguirá, mesmo que sempre haja alguém para dizer o contrário.</p>
<p>É engraçado, por exemplo, que o cinema seja visto como inimigo da literatura, no sentido de ser claramente o mais popular, e sobretudo entre os jovens, mas que, segundo o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Greenaway" target="_blank">Peter Greenaway</a> (de novo uma palestra, ano passado), algo como 70% ou 80% das maiores bilheterias do ano eram filmes baseados ou em livros ou em histórias em quadrinhos.</p>
<p>Quer dizer a literatura fornece um monte de boas (e rentáveis) histórias ao cinema.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-2276 aligncenter" title="poparede01" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/poparede01.jpg" alt="" width="315" height="468" /><br />
<em>Livro já está disponível para <a href="http://www.naoeditora.com.br/catalogo/po-de-parede/">venda</a></em></p>
<p><strong>4 &#8211; Você saiu de uma agência de publicidade para se dedicar ao trabalho de escritora, lançar seu primeiro livro. Pelo que percebo, diversas pessoas perto do meu círculo de contatos estão seguindo caminhos parecidos.</strong></p>
<p><strong>Estão </strong><strong>saindo de seus empregos para montar seus próprios negócios &#8211; uma startup de internet, um blog, uma loja, um restaurante &#8211; enfim, para se dedicar ao que realmente gostam de fazer e de forma independente.</strong></p>
<p><strong>Nisso, muitos estão deixando aquele cobiçado emprego em uma grande empresa para se dedicar aos seus próprios negócios. </strong></p>
<p><strong>Você acredita que seja uma tendência de nossa geração tratar o bom trabalho como algo lúdico? Não ser tão <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Workaholic" target="_blank">workaholic</a>, equilibrar melhor vida pessoal e profissional. Talvez influenciada por essa cultura de autonomia, empreendedorismo e &#8220;faça você mesmo&#8221; que existe na rede?</strong></p>
<p>É, acho que as pessoas estão mais preocupadas do que antes em serem felizes nos seus empregos, mas talvez seja algo específico de um tipo de gente, porque muitos ainda têm aquele velho desejo de passar num concurso público e ter estabilidade para o resto da vida (e não há nada de errado nisso).</p>
<p>Especificamente no meu caso, o que aconteceu é que ficou insustentável conciliar a publicidade com a literatura. Eu não recebia um grande salário, mas podia ser o começo de uma carreira.</p>
<p>Em todo o caso, eu simplesmente sentia um mal-estar tão paralisante, que logo ficou claro que eu jamais seria uma boa publicitária (não gostava o suficiente), e muito menos uma boa escritora (não tinha tempo, nem condições psicológicas). Então eu saí, e logo comecei a dar aulas particulares de francês, o que fez com que eu me sentisse ótima.</p>
<p>E depois veio o mestrado de Escrita Criativa, na <a href="http://www3.pucrs.br/portal/page/portal/pucrs/Capa/" target="_blank">PUCRS</a> (sou bolsista do CNPQ). Quer dizer que, com uma coisa aqui e outra ali, dá para se virar legal. E, o mais importante, agora tenho uma rotina completamente diferente, de montar meu horário e poder caminhar pelo bairro, ler ou escrever no parque, essas coisas.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2278" title="bensimonblog01" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/bensimonblog01.jpg" alt="" width="500" height="268" /><br />
<em>O blog da Bensimon está desde 2004 na rede de blogs <a href="http://www.insanus.org" target="_blank">Insanus</a></em></p>
<p><strong>5 &#8211; De que forma o seu <a href="http://www.insanus.org/offset75/" target="_blank">blog</a>, como ferramenta, ajudou em seu trabalho de escritora, de produzir o <a href="http://www.naoeditora.com.br/catalogo/po-de-parede/" target="_blank">Pó de Parede</a>?</strong></p>
<p>Não só o <a href="http://www.insanus.org/offset75/" target="_blank">blog</a>, mas toda a Internet acabou sendo importante no meu processo de amadurecimento-literário. Conheci gente de outros estados, que também estavam escrevendo, houve uma certa troca, publiquei contos em revistas eletrônicas literárias, criei a rotina de escrever no blog e, a medida que se pratica, se aprende, até que chegou o ponto em que minha auto-exigência, que não é pouca, deixou passar esse pensamento: tá, agora escreve e publica o teu primeiro livro.</p>
<p>Também é interessante que o <a href="http://www.naoeditora.com.br/catalogo/po-de-parede/" target="_blank">Pó de Parede</a> já tenha nascido com um certo público-leitor, gente que me lê no blog e gosta do estilo do meu texto e/ou se identifica com uma certa visão de mundo que paira nos posts. Essas pessoas, portanto, sabem que o <a href="http://www.naoeditora.com.br/catalogo/po-de-parede/" target="_blank">Pó de Parede</a> é o tipo de coisa que eles tendem a gostar.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-2277 aligncenter" title="bensimon031" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/bensimon031.jpg" alt="" width="315" height="475" /><br />
<em>&#8220;Um livro é tão barato de se produzir&#8221;<br />
Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/ieve" target="_blank">Ieve Holthausen</a></em></p>
<p><strong>6 &#8211; No livro, um dos personagens, o Carlo Bueno, começa a trabalhar com &#8220;marketing literário&#8221;, inserção de publicidade nos livros, num modelo parecido ao <a href="http://dn.sapo.pt/2005/12/14/media/do_estamos_a_falar.html" target="_blank">product placement.</a> </strong></p>
<p><strong>Você acredita que esse seja um caminho para indústria de livros? Existem autores que trabalham com essa forma de marketing?</strong></p>
<p>Foi algo que eu ouvi num podcast literário francês, e eles diziam que isso estava começando a acontecer nos Estados Unidos. Não sei que autores estão fazendo isso, mas um deles deve certamente ser o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Stephen_King" target="_blank">Stephen King</a>. =)</p>
<p>Bom, piadas à parte, para isso ser realmente lucrativo para as editoras, creio que o livro precisa ser um best-seller arrasador. E não sei se o apelo de um “ele abriu uma coca-cola” é o mesmo de mostrar a coca-cola num filme.</p>
<p>De qualquer maneira, desconfio que a indústria de livros não precise disso, afinal, um livro é tão barato de se produzir. Mas é claro que posso estar sendo tremendamente ingênua.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2280" title="eifel01" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/eifel01.jpg" alt="" width="500" height="375" /><br />
<em>Em setembro, um doutorado na França. Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/michelkuik/99307459/" target="_blank">Michelkuik</a></em></p>
<p><strong>7 &#8211; Como estão os planos para o futuro? Soube que você embarca para a França em setembro para um doutorado.</strong></p>
<p>Estou terminando a minha dissertação de mestrado, que defendo em início de setembro. Antes, vou a São Paulo e ao Rio lançar o <a href="http://www.naoeditora.com.br/catalogo/po-de-parede/" target="_blank">Pó de Parede</a> por lá, junto com outros autores da Não Editora.</p>
<p>Serão lançamentos coletivos, de todo o catálogo da Não (dia 9 de agosto na <a href="http://www.dicasp.com.br/detalhe_lugar.aspx?id=59cde8e33c13d010VgnVCM1000000b0417ac____" target="_blank">Mercearia São Pedro</a>, São Paulo, e dia 11 na <a href="http://www.travessa.com.br/wpgNossasLojas.aspx?TipoArtigo=1" target="_blank">Livraria da Travessa</a> de Ipanema, Rio). E a divulgação do livro deverá seguir por um bom tempo, mesmo à distância.</p>
<p>Em Paris, enquanto faço o doutorado, vou continuar trabalhando no meu romance, <a href="http://www.carolbensimon.com/" target="_blank">Sinuca Embaixo d’Água</a>, que já tem uma primeira versão, mas precisa ser retrabalhado. E pretendo obviamente viver o clichê parisiense, do tipo ouvir jazz, passar fome e flanar.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2279" title="bensimonblog02" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/bensimonblog02.jpg" alt="" width="500" height="263" /><br />
<em>Em produção: romance conta com &#8220;making of</em>&#8221;</p>
<p><strong>8 &#8211; Ah, você ainda vai terminar o <a href="http://www.carolbensimon.com/" target="_blank">Sinuca embaixo d’àgua</a>. Pode adiantar como será o romance? </strong></p>
<p>É, em função da bolsa que recebi da Funarte, eu tinha um prazo a ser cumprido: seis meses para escrever, apenas. Já entreguei pra eles essa primeira versão. Assim, cumprida toda a parte burocrática, tenho bastante tempo para dar uma afinada nas coisas (quero lançar em 2009), até achar de novo aquele ponto do esse-é-o-melhor-que-eu-posso-fazer-agora.</p>
<p>O <a href="http://www.carolbensimon.com/" target="_blank">Sinuca</a> é um romance sobre uma ausência. Antônia morre num acidente de carro, e algumas pessoas tem que aprender a lidar com isso, cada uma a sua maneira.</p>
<p>A narração é alternada sobretudo entre três personagens (mas outros surgem no meio também): Bernardo, melhor amigo de Antônia, um tipo de nerd obsessivo-compulsivo que precisa achar alguma lógica no que aconteceu, e que por isso tenta reconstituir a noite do acidente.</p>
<p>Camilo, o irmão de Antônia, adorador de Guns n’ Roses, junkie, que monta e desmonta carros, e que nunca trabalhou um dia na vida. E Polaco, o dono do bar entre o Lago e a casa de Antônia e Camilo, que guarda uma história obscura envolvendo a pequena cidade onde nasceu, história que, em função da morte de Antônia, volta a assombrá-lo.</p>
<p><em>Para ler mais entrevistas, é só seguir a categoria <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/category/entrevistas/" target="_blank">entrevistas</a> do blog.</em></p>
<p><strong>Post relacionado:</strong><br />
<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/02/17/campus-party-foi-o-maior-encontro-da-geracao-20-no-brasil/" target="_blank">Campus Party foi o maior encontro da “geração 2.0″ no Brasil</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Marimoon, da internet para a TV</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/01/24/entrevista-com-marimoon-da-internet-para-a-tv/</link>
		<comments>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/01/24/entrevista-com-marimoon-da-internet-para-a-tv/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 06:14:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[fotologger]]></category>
		<category><![CDATA[fotos]]></category>
		<category><![CDATA[marimoon]]></category>
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		<category><![CDATA[tv]]></category>

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		<description><![CDATA[
Para alegria de blogueiros, fotologgers e afins, de dois anos para cá, parte da chamada grande mídia e algumas empresas passaram a ver a web como uma vitrine de talentos.
Quem acompanha este blog sabe da ida constante de profissionais que fizeram nome nas novas mídias para as mídias tradicionais.
Neste sentido, a fotologger e  blogueira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/01/marimoon03.jpg" alt="marimoon03.jpg" border="2" /></p>
<p>Para alegria de blogueiros, fotologgers e afins, de dois anos para cá, parte da chamada grande mídia e algumas empresas passaram a ver a web como uma vitrine de talentos.</p>
<p>Quem acompanha este blog sabe da ida constante de profissionais que fizeram nome nas novas mídias para as mídias tradicionais.</p>
<p>Neste sentido, a <a href="http://www.fotolog.com/marimoon" target="_blank">fotologger</a> e  <a href="http://marimoon-blog.blogspot.com/" target="_blank">blogueira</a>  Marimoon, 25, é um bom exemplo de uma pessoa que está fazendo essa ponte entre velha e novas mídias.</p>
<p>Nesta segunda-feira, dia 28, às 19h30, ela estréia como VJ do programa <a href="http://www.mtv.com.br" target="_blank">Scrap MTV</a>, que seguirá com a dinâmica de um blog, com dicas, entrevistas e a participação dos telespectadores pela web e telefone.</p>
<p>A fotologger é também uma típica representante da <strong>&#8220;geração faça você mesmo&#8221;</strong>, que se potencializou com a internet. Em 2003, montou o seu próprio <a href="http://www.fotolog.com/marimoon" target="_blank">fotolog</a>. No boca a boca da internet foi ficando conhecida.</p>
<p>E, pouco tempo depois, conseguiu conquistar e falar diretamente para o seu próprio público. Montou uma grife de roupas própria. E hoje, é tanto o interesse pela <a href="http://www.marimoon.com.br/" target="_blank">Marimoon</a> que a sua loja online vende até a <a href="http://www.marimoon.com.br/loja/index.php?cPath=1" target="_blank">tinta para cabelo</a> que ela utiliza.</p>
<p>Na entrevista que segue abaixo, a Mariana, digo, <a href="http://www.marimoon.com.br/" target="_blank">Marimoon</a> fala sobre a sua ida da web para a TV, como montou a sua própria grife de roupas, problemas com copyright, entre outros assuntos. Confira!</p>
<p><img src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/01/marimoon01.jpg" alt="marimoon01.jpg" border="2" /></p>
<p><strong>1 &#8211; No ano passado, nos EUA, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Amanda_Congdon" target="_blank">Amanda Congdon</a>, que era apresentadora de um videocast na web, foi contratada pela ABCNews para apresentar um programa na TV. Enfim, ela seguiu o caminho da web para  a TV. </strong></p>
<p><strong>Agora, no Brasil, temos você que está indo para a MTV. Você acredita que isso seja uma tendência que veio se consolidar? Pessoas que fizeram nome nas chamadas novas mídias serem contratadas pelas tradicionais?</strong></p>
<p>Antigamente era muito mais difícil encontrar as pessoas, seja para o trabalho que fosse. Como a internet é uma mídia totalmente democrática, na qual todo mundo pode ter seu espaço e divulgar melhor seu trabalho, as grandes mídias têm mais facilidade de encontrar pessoas e trazê-las para os seus canais.</p>
<p><img src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/01/marimoon06.jpg" alt="marimoon06.jpg" border="2" /></p>
<p><strong>2 &#8211; O seu programa na MTV seguirá bem a dinâmica de um blog. Você participou da concepção do projeto? Quais são as suas expectativas?</strong></p>
<p>Eu acompanhei e acompanho. Estou sempre sugerindo coisas para o programa. A equipe tem uma noção muito boa do que faz, são super profissionais e ao mesmo tempo super divertidos de se trabalhar. Já estamos há um tempo gravando pilotos e esse ano já fizemos filmagens externas, estou adorando tudo. É um ambiente e um trabalho muito delicioso.</p>
<p><strong>3 &#8211; E você estará na <a href="http://www.campusparty.com.br/" target="_blank">CampusParty</a>, no começo de fevereiro, em São Paulo. Como será a sua participação neste evento?</strong></p>
<p>Boa pergunta! Eu ia fazer um chat lá, mas não sei se ainda está de pé.</p>
<p><img src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/01/marimoon04.jpg" alt="marimoon04.jpg" border="2" /></p>
<p><strong>4 &#8211; Como surgiu esse seu lado empreendedor, mais especificamente a idéia da sua <a href="http://www.marimoon.com.br/loja/index.php?cPath=2" target="_blank">grife de roupas</a>? Foi devido a pedidos de fãs que perguntavam quais roupas você usava nas fotos?</strong></p>
<p>Exatamente. Eu postava fotos no <a href="http://www.fotolog.com/marimoon" target="_blank">fotolog</a> usando peças que eu mesma havia criado para uso pessoal e as pessoas perguntavam onde eu tinha comprado. Comecei participando de feiras de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anime" target="_blank">anime</a>, onde eu vendia coisas manufaturadas que eu mesma fazia e a coisa acabou rolando legal.</p>
<p>Eu me diverti muito vendo as pessoas usando as peças que eu fazia e acabei indo atrás de outros produtos que elas me pediam, como tinta de cabelo, coturnos, outras coisas que não tinha como eu mesma produzir.</p>
<p>Aí acabei montando uma <a href="http://marimoon.com.br/loja/" target="_blank">loja virtual,</a> onde vendo minhas criações entre outras coisas bacanas. Fui descobrindo como as coisas funcionam na raça e ainda tenho muito o que aprender.</p>
<p><img src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/01/marimoon07.jpg" alt="marimoon07.jpg" border="2" /></p>
<p><strong>5 &#8211; Pelo que percebi você tem uma presença forte na rede, quase onipresente &#8211; perfil no <a href="http://www.fotolog.com/marimoon" target="_blank">Fotolog</a>, <a href="http://www.flickr.com/photos/marimoon/" target="_blank">Flickr</a>, <a href="http://www.youtube.com/profile?user=marimoon" target="_blank">YouTube</a>, <a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16327236502212393189" target="_blank">Orkut</a>, <a href="http://www.myspace.com/marimoon" target="_blank">MySpace</a> e no <a href="http://suicidegirls.com/members/marimoon/" target="_blank">Suicide Girls</a>. Você acredita que, atualmente, seja importante para a vida social de uma pessoa estar presente em diversas redes sociais?</strong></p>
<p>No fundo, eu não atualizo nem uso direito nenhuma dessas contas. Os mais atualizados são o <a href="http://www1.fotolog.com/marimoon/" target="_blank">Fotolog</a> e o <a href="http://www.flickr.com/photos/marimoon/" target="_blank">Flickr</a>, pois eu curto muito o feedback das minhas fotos. Mas se estamos falando de uma &#8220;vida social virtual&#8221;, o ideal é ter menos contas e em lugares mais específicos, que tenham mais a ver com você.</p>
<p>Se você curte fotografia, melhor ir atrás do <a href="http://www.flickr.com" target="_blank">Flickr</a>. Com certeza, você encontrará outros fotógrafos para trocar idéias. O que facilita na hora de socializar são os grupos/comunidades, pois você já encontra direto pessoas que se interessam por um mesmo tema.</p>
<p><img src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/01/marimoon05.jpg" alt="marimoon05.jpg" border="2" /></p>
<p><strong>6 &#8211; Em tempos de <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20173.shtml" target="_blank">Web 2.0</a>, como você vê essa questão do copyright? Você já teve algum problema &#8211; suas fotos serem usadas sem autorização ou o devido crédito?</strong></p>
<p>A internet é uma imensidão, um chinês pode ver uma ilustração de um cara e vendê-la para uma grande marca, por exemplo. Acontecia muito antes da internet, depois então a coisa virou um problemão.</p>
<p>Infelizmente é difícil garantir o copyright de tudo, tem que registrar cada trabalho. E, no fim das contas, para você impedir o uso de uma imagem sua que está num profile fake é muito difícil, pois depende do website ter um responsável que retire aquela conta do ar.</p>
<p>Se você procurar por marimoon no orkut, vai encontrar umas 400 contas e muitas delas são de pessoas dizendo ser eu, pessoas que tiram o &#8220;<a href="http://www.marimoon.com.br" target="_blank">www.marimoon.com.br</a>&#8221; que eu deixo no canto das fotos e colocam um novo endereço ou um nome por cima.</p>
<p>Não tem como controlar, por isso eu somente peço aos fakes que dêem créditos pelo uso das minhas imagens, com um link para o meu <a href="http://www.marimoon.com.br" target="_blank">site</a> ou <a href="http://www1.fotolog.com/marimoon/" target="_blank">fotolog</a> e que todos tomem cuidado quando acharem que estão falando comigo pelo orkut ou MSN, pois pode muito bem ser alguém mal intencionado.</p>
<p><strong>    7 &#8211; Quais são atualmente </strong><strong>seus sites preferidos</strong><strong>?</strong><br />
<a href="http://www.imdb.com" target="_blank">IMDB</a> [cinema], <a href="http://www.last.fm" target="_blank">Last.fm</a> [música], <a href="http://www.flickr.com" target="_blank">Flickr</a> [fotos] e <a href="http://www.mtv.com.br" target="_blank">MTV</a> [novidades].</p>
<p><img src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/01/marimoon02.jpg" alt="marimoon02.jpg" border="2" /></p>
<p><strong>    8 &#8211; Para encerrar, gostaria que você desse alguma dica para pessoas que querem publicar suas fotos na rede, num fotolog. E indicasse trabalhos de outros fotologgers que sejam interessantes de acompanhar.</strong></p>
<p>Um fotolog pode ser recheado de fotonovelas, fotos temáticas [ex: pessoas estranhas no busão], desenhos que você faz na aula, fotos do seu dia a dia e muito mais. Use a criatividade! Lembrando que na internet qualquer pessoa pode ver suas fotos, desde o porteiro até a tia da cantina. Cuidado sempre com o que vai publicar e divirta-se!</p>
<p>Indicação de fotologgers, por <a href="http://www.marimoon.com.br/" target="_blank">Marimoon</a>:</p>
<p>Artista:<br />
<a href="http://www1.fotolog.com/spetolandia" target="_blank">spetolandia</a></p>
<p>Quadrinhos:<br />
<a href="http://www1.fotolog.com/cyanideihappines" target="_blank"> cyanideihappines</a></p>
<p>Bom fotógrafo:<br />
<a href="http://www1.fotolog.com/toca_do_ogro" target="_blank">toca_do_ogro</a></p>
<p>Fotolog divertido:<br />
<a href="http://www.fotolog.com/cosplay" target="_blank"> cosplay</a></p>
<p><em>As fotos são do Flickr da <a href="http://www.flickr.com/photos/marimoon/" target="_blank">Marimoon</a> </em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Confira trechos das entrevistas de 2007</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/12/24/confira-trechos-das-entrevistas-de-2007/</link>
		<comments>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/12/24/confira-trechos-das-entrevistas-de-2007/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Dec 2007 14:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[retrospectiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta época de festas, o blog diminui o ritmo.  As atualizações ficam menos constantes, mas continuam. Separei alguns dos melhores trechos das entrevistas que foram feitas neste ano. Releia ou leia pela primeira vez algumas delas:

Fábio Seixas, direto da Techcrunch 40
&#8220;A minha percepção é de que esse modelo [revenue sharing] é bem recebido pelos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta época de festas, o blog diminui o ritmo.  As atualizações ficam menos constantes, mas continuam. Separei alguns dos melhores trechos das entrevistas que foram feitas neste ano. Releia ou leia pela primeira vez algumas delas:</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/seixas_03-2.jpg" border="2" /></p>
<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/09/18/entrevista-com-fabio-seixas-direto-da-techcrunch-40/" target="_blank">Fábio Seixas, direto da Techcrunch 40</a></p>
<p><em>&#8220;A minha percepção é de que esse modelo [revenue sharing] é bem recebido pelos investidores. Por outro lado, já se vê um certo preconceito com empresas cujo modelo de negócio é unicamente baseado em publicidade&#8221;.</em></p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/spyer_01.jpg" border="2" height="294" width="400" /></p>
<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/09/14/entrevista-com-juliano-spyer-autor-do-livro-conectado/" target="_blank">Juliano Spyer, autor do livro Conectado</a></p>
<p><em>&#8220;O YouTube foi comprado pelo Google por US$ 1,65 bilhão, a News Corp pagou US$ 680 milhões pelo MySpace. Mas ninguém sabe ao certo como reaver esses investimentos. O projeto que tem mais perspectiva de dar certo na Web é aquele que efetivamente transfere poder para as pessoas&#8221;.</em></p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/thiane_01.jpg" border="2" height="320" width="240" /></p>
<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/08/28/edelman-prepara-estudo-inedito-sobre-blog-no-brasil/" target="_blank">Thiane Loureiro, da Edelman Brasil</a></p>
<p><em>&#8220;Ainda a Internet é &#8216;manuseada&#8217; como se fosse mídia tradicional, com mensagens de cima pra baixo (top down). Mas as empresas começam a se abrir e a perceber que é necessário virar esse jogo.  E, em breve, veremos muito mais blogs corporativos recheando o dia-a-dia das corporações&#8221;.</em></p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/lemptdoria.jpg" border="2" height="229" width="400" /></p>
<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/07/17/entrevista-com-leandro-meirelles-do-sampaist/" target="_blank">Leandro Meireles, do blog Sampaist</a></p>
<p><em>&#8220;Acho que o que ainda falta, e que vamos demorar para atingir, é a diversidade editorial e a respeitabilidade que os blogs têm nos EUA. Os blogs brasileiros precisam furar e pautar mais a mídia&#8221;.</em></p>
<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v475/tiagodoria/murilo02.jpg" border="2" height="226" width="400" /></p>
<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/04/17/entrevista-com-jose-murilo-jr-do-global-voices-online/">José Murilo Jr, do Global Voices Online</a></p>
<p><em>&#8220;Na minha opinião, já naquela época todos os players sabiam que não ia dar para seguir por este caminho [uso do DRM]. O curioso é que quem lucrou no período foi o Steve Jobs, e não à toa, foi quem teve a sensibilidade de perceber o momento limite para virar o jogo. Respondendo: o DRM acabou&#8221;.</em></p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/inagaki01.jpg" border="2" height="276" width="400" /></p>
<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/03/31/interney-blogs-brasil-ganha-nova-rede-de-blogs/" target="_blank">Alexandre Inagaki, da InterNey Blogs</a></p>
<p><em>&#8220;Aqui no Brasil, ainda são raros os casos de blogueiros que produzem conteúdo inédito jornalístico, com entrevistas e matérias elaboradas pelos mesmos. Por outro lado, a blogosfera é um ambiente desvinculado dos interesses ideológicos de uma empresa jornalística, dando a um jornalista a possibilidade de elaborar suas próprias pautas&#8221;.</em></p>
<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v475/tiagodoria/bertocchi01.jpg" border="2" height="286" width="400" /></p>
<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/03/12/entrevista-com-daniela-bertocchi-do-intermezzo/" target="_blank">Daniela Bertocchi e os 10 anos da blogosfera</a></p>
<p><em>&#8220;O erro, na verdade, não é esse; o equívoco é achar que o que separa os blogs é a fronteira do idioma [...]. Em primeiro lugar, o que separa os blogs é a fronteira cultural. E o idioma está incluído na cultura, junto com uma data de outros componentes bem complexos (como “identidade”, por exemplo)&#8221;.</em></p>
<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v475/tiagodoria/rodolfo01.jpg" border="2" height="280" width="430" /></p>
<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/02/08/entrevista-com-rodolfo-sikora-do-ijigg/" target="_blank">Rodolfo Sikora, um dos fundadores do iJigg</a></p>
<p><em>&#8220;Web 2.0 para mim é um rótulo para identificar a revolução atual da web, que basicamente surgiu com o advento do AJAX e da possibilidade de integração simplificada entre tecnologias. Agora quer realmente saber minha opinião? Nada disto interessa se não servir para facilitar a vida das pessoas&#8221;.</em></p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/marcogomes09.jpg" border="2" /></p>
<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/01/24/entrevista-com-marco-gomes-do-boo-box/" target="_blank">Marco Gomes, criador do boo-box</a></p>
<p><em>&#8220;Não copie. Não importa se o serviço que você pretende copiar não existe em português. Se você quer um serviço em português, entre em contato com o responsável e peça uma versão traduzida. Se ofereça para ajudar na tradução, mas não copie! Eu mesmo fiz parte da equipe de tradução do FeedBurner para o português&#8221;.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/12/24/confira-trechos-das-entrevistas-de-2007/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Fábio Seixas, direto da Techcrunch 40</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/09/18/entrevista-com-fabio-seixas-direto-da-techcrunch-40/</link>
		<comments>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/09/18/entrevista-com-fabio-seixas-direto-da-techcrunch-40/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Sep 2007 01:16:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[ferramentas]]></category>
		<category><![CDATA[web2.0]]></category>

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		<description><![CDATA[
 &#8220;Modelo de revenue sharing é bem recebido por investidores&#8221;
São Francisco, nos EUA, foi palco de uma das principais conferências sobre web e startups, a TechCrunch 40, que reuniu grandes nomes da web e serviu como palco de apresentação de novas ferramentas web.
O evento, que durou dois dias e terminou nesta terça à noite, foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/seixas_01.jpg" border="2" /><br />
<em> &#8220;Modelo de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Revenue_Sharing" target="_blank">revenue sharing</a> é bem recebido por investidores&#8221;</em></p>
<p>São Francisco, nos EUA, foi palco de uma das <strong>principais conferências sobre web e startups</strong>, a <a href="http://techcrunch20.com/" target="_blank">TechCrunch 40</a>, que reuniu grandes nomes da web e serviu como palco de apresentação de novas ferramentas web.</p>
<p>O evento, que durou dois dias e terminou nesta terça à noite, foi organizado pelo <a href="http://www.techncunch.com" target="_blank">Techcrunch</a>, um dos blogs mais influentes sobre web do mundo.</p>
<p>O brasileiro <a href="http://blog.fabioseixas.com.br/" target="_blank">Fábio Seixas</a>, fundador da <a href="http://www.camiseteria.com" target="_blank">Camiseteria</a> e diretor de marketing do site de vídeos <a href="http://www.weshow.com" target="_blank">Weshow</a>, estava presente na conferência e realizou uma das melhores<a href="http://twitter.com/fseixas" target="_blank"> coberturas via Twitter</a>.  Conversei agora há pouco por email com Seixas, que contou as suas impressões sobre a <span class="q">TechCrunch 4.0.<br />
</span></p>
<p><span class="q"><strong>1) Quais são as suas impressões sobre esse primeiro dia de TechCrunch 40? Quais apresentações chamaram mais a atenção? E por quê?</strong> </span></p>
<p>O TC40 se mostrou uma grande reunião das pessoas que estão construindo a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0" target="_blank">Web 2.0</a> no mundo. Fiquei impresionado com o nível das pessoas estão aqui. São grandes investidores, grandes empreendedores, grandes blogueiros. Não assisti a todas as apresentações do primeiro dia pois eu estava fazendo as demostrações do <a href="http://www.weshow.com" target="_blank">WeShow</a> durante o DemoPit.</p>
<p>Mas tive a oportunidade de assistir as apresentações de <a href="http://www.casttv.com/" target="_blank">CastTV </a>[sistema de busca de vídeos], <a href="http://viewdle.com/" target="_blank">Viewdle</a> [sistema de reconhecimento facial em vídeos], <a href="http://loudtalks.com/" target="_blank">Loudtalks</a> [telefone p2p], <a href="http://www.flock.com/" target="_blank">Flock</a> [navegador], <a href="http://www.musicshake.com/" target="_blank">Musicshake</a> [permite criar músicas], <a href="http://www.docstoc.com/betalogin.aspx" target="_blank">.docstoc</a> [compartilhamento de documentos], <a href="http://www.teachthepeople.com/app/ttp" target="_blank">Teach the People</a> [ferramenta de rede social], <a href="http://www.crowdspirit.com/" target="_blank">CrowdSpirit</a>  [digas quais produtos gostaria de comprar] e <a href="http://www.ponoko.com/" target="_blank">Ponoko</a>.</p>
<p>Gostei em especial da <a href="http://www.casttv.com/" target="_blank">CastTV</a> que faz uma busca de vídeos de alto nível com uma interface muito agradável e o <a href="http://www.musicshake.com/" target="_blank">Musicshake</a> que traz o conceito de User Generated Music, onde os próprios usuários podem criar suas músicas.</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/seixas_02.jpg" border="2" /></p>
<p><strong>2) E nos bastidores? Personalidades da web, como Scoble e Om Malik, são acessíveis?</strong><span class="q"><br />
</span><br />
São absolutamente acessíveis. Todos andam pelos corredores batendo papo com todos. Acho que essa é natureza de quem faz a Web 2.0.</p>
<p><strong>3) Quais comentários estão sendo feitos sobre o modelo de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Revenue_Sharing" target="_blank">Revenue sharing</a> [divisão de receita de publicidade com usuários e parceiros]?</strong><span class="q"></span></p>
<p>Boa parte das empresas que se apresentaram trouxeram modelos de negócios baseados em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Revenue_Sharing" target="_blank">revenue sharing</a>. A minha percepção é de que esse modelo é bem recebido pelo investidores. Por outro lado, já se vê um certo preconceito com empresas cujo modelo de negócio é unicamente baseado em publicidade.</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/ponoko_01.jpg" border="2" /><br />
<a href="http://www.ponoko.com/" target="_blank">Ponoko</a>: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sabedoria_das_Multid%C3%B5es" target="_blank">crowdsourcing</a> na criação de produtos</p>
<p><strong>4) Pelo que deu para acompanhar daqui, no Brasil, via blogs, o grande destaque são as ferramentas relacionadas ao conteúdo em vídeos &#8211; sistemas de busca de vídeos, reconhecimento de faces em vídeos etc.  Neste ano, este tipo de conteúdo e ferramenta continua em destaque? </strong><span class="q"></span></p>
<p>As apresentações foram divididas em categorias. As que estavam na categoria conteúdo, tinham algumas relacionadas a vídeo. Mas a grande maioria das empresas não são relacionadas a vídeo. Interessante notar que, de maneira geral, online video tem sido visto como o mercado do momento pelos investidores e empreendedores.</p>
<p><em>Fotos do <a href="http://www.flickr.com/photos/fseixas/" target="_blank">Flickr de Fábio Seixas</a> </em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Juliano Spyer, autor do livro &#8220;Conectado&#8221;</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/09/14/entrevista-com-juliano-spyer-autor-do-livro-conectado/</link>
		<comments>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/09/14/entrevista-com-juliano-spyer-autor-do-livro-conectado/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Sep 2007 03:28:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[
BlogCamp: Spyer sempre presente nas desconferências. Foto Helena Nacinovic
Acontece nesta quarta-feira, às 19h30, na Livraria Cultura, em São Paulo, o lançamento do livro Conectado, do historiador pela USP Juliano Spyer, uma das obras mais recentes e completas sobre mídia social feitas no Brasil. O livro tem prefácio de Caio Túlio Costa.
Na obra, Spyer aborda os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/spyer_01.jpg" border="2" /><br />
<em><a href="http://z001.ig.com.br/ig/59/32/896736/blig/tiagodoria/2007_35.html#post_18937365" target="_blank">BlogCamp</a>: Spyer sempre presente nas desconferências. Foto <a href="http://www.flickr.com/photos/helenan/1241727861/" target="_blank">Helena Nacinovic</a></em></p>
<p>Acontece nesta quarta-feira, às 19h30, na <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/index.asp" target="_blank">Livraria Cultura</a>, em São Paulo, o lançamento do livro <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2197038" target="_blank">Conectado</a>, do historiador pela USP <a href="http://www.naozero.com.br/?q=juliano" target="_blank">Juliano Spyer</a>, uma das obras mais recentes e completas sobre mídia social feitas no Brasil. O livro tem prefácio de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caio_T%C3%BAlio_Costa" target="_blank">Caio Túlio Costa</a>.</p>
<p>Na obra, Spyer aborda os efeitos e as características de fenômenos como MSN, Orkut, YouTube e blogs. É bem completa para quem quer conhecer as experiências colaborativas que estão sendo feitas por meio da web. O destaque é que não é uma produção totalmente fechada, as discussões levantadas no livro continuam no <a href="http://www.naozero.com.br/" target="_blank">blog Não-Zero.</a></p>
<p>Além disso, possui uma característica que valorizo muito &#8211; é uma obra atualizada. Para se ter uma idéia, o <a href="http://z001.ig.com.br/ig/59/32/896736/blig/tiagodoria/2007_32.html#post_18922191" target="_blank">crescimento do uso do Twitter</a> é abordado, além de uma citação a <a href="http://tiagodoria.com.br/barcamp/" target="_blank">BarCamp Sampa</a> realizada em março deste ano. Abaixo segue uma rápida entrevista que fiz com Spyer a respeito do livro.</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/conectado01.jpg" border="2" height="287" width="200" /></p>
<p><strong>1) Você opta por não usar o termo Web 2.0 . Por quê?</strong></p>
<p>Web 2.0 é um termo vago. Ele sugere ao usuário menos informado que essa nova internet é melhor, mas não explica como ou por quê. Nós, que trabalhamos na indústria desde antes do estouro da bolha, sabemos como o aquecimento do mercado favorece o aparecimento de modelos de negócio baseados em idéias mirabolantes de pessoas que querem tirar proveito da moda.</p>
<p>Não acho que a O&#8217;Reilly Media, que lançou o termo, tenha sido mal intencionada. Eles são muito competentes. Mas como o conceito é vago, um site com um blog pode ser vendidoa como Web 2.0. Eu simpatizo mais com o termo &#8220;mídia social&#8221;, que apesar de não ser perfeito, sugere uma forma de comunicação produzida socialmente.</p>
<p>Gosto também de falar em internet colaborativa e esses dias li no <a href="http://ecodigital.blogspot.com/2007/08/comentando-o-post-do-estado_22.html" target="_blank">blog do José Murilo Jr o termo web ao vivo</a>, que se contrapõe às plataformas de comunicação on e offline onde conteúdo é predominante ou inteiramente estático.</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/blogging01.jpg" border="2" /></p>
<p><strong>2) Um dos aspectos interessantes de seu livro é que você trata os blogs como uma ferramenta colaborativa e de publicação de conteúdo tão importante quanto os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wiki" target="_blank">wikis</a>. Você não acha que existe muito fetiche em torno dos blogs? Ou melhor &#8211; atualmente, existe uma supervalorização do uso da ferramenta blog?</strong></p>
<p>De jeito nenhum. Apesar de eu trabalhar desenvolvendo e dando manutenção a ambientes colaborativos há vários anos, só recentemente comecei a me envolver com blogs. É uma ferramenta incrivelmente simples e que propicia uma experiência libertadora: a de conversar com audiências.</p>
<p>Se você se interessa verdadeiramente por um assunto, o blog é a melhor maneira para você encontrar interlocutores, e isso pode aumentar muito o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capital_social" target="_blank">capital social</a> de uma pessoa.</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/coposweb01.jpg" border="0" /></p>
<p><strong>3) Você comenta que o mercado de internet no Brasil tem caráter mais reativo. Espera algo fazer sucesso lá fora para depois implantar aqui &#8211; vide blogs, videocasts, wiki. Pesam para essa característica do mercado a falta da &#8220;figura do investidor de capital de risco&#8221; e o fato do bolo publicitário para a internet ser pequeno, ou esses dois aspectos não são causas, mas conseqüências do mercado de internet brasileiro ser mais reativo do que ativo?</strong></p>
<p>Acho que muita gente está vendo a internet como um caminho para se ficar milionário. O YouTube foi comprado pelo Google por US$ 1,65 bilhão, a News Corp pagou US$ 680 milhões pelo MySpace. Mas ninguém sabe ao certo como reaver esses investimentos.</p>
<p>O projeto que tem mais perspectiva de dar certo na Web é aquele que efetivamente transfere poder para as pessoas. O <a href="http://www.craigslist.org/" target="_blank">Craigslist </a>é uma alternativa gratuita e eficiente aos classificados pagos.</p>
<p>O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Prosper.com" target="_blank">Prosper.com</a> (link em inglês) oferece empréstimos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P2P" target="_blank">P2P</a> com juros infinitamente mais competitivos que os dos cartões de crédito. A <a href="http://www.amazon.com" target="_blank">Amazon</a> chegou onde está justamente por permitir que as pessoas falem umas com as outras o que pensam dos produtos. Quem estiver disposto a correr esse risco, sairá na frente.</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/olpc.jpg" border="0" height="255" width="400" /></p>
<p><strong>4) Você comenta que saber ler e escrever são condições básicas para aproveitar a comunicação em rede. Neste sentido, como você vê o projeto do <a href="http://news.google.com.br/news?q=laptop%20de%20US%24%20100&amp;ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official&amp;client=firefox-a&amp;um=1&amp;sa=N&amp;tab=wn" target="_blank">laptop de US$ 100</a>?</strong></p>
<p>Antes do boom da internet comercial, em meados dos anos 1990, os profissionais que mediam o interesse dos consumidores não botavam fé na web. Nada em suas pesquisas indicava que um número significativo de pessoas trocaria o controle remoto e o sofá na frente da TV pelo desconforto da cadeira, do teclado e do monitor como forma de entretenimento.</p>
<p>Meu amigo <a href="http://andre.passamani.com.br/" target="_blank">André Passamani</a> me contou que viu crianças de rua pedindo aos clientes que saiam de uma lanchonete do Mac Donalds, não esmolas, mas a nota fiscal da compra para elas poderem acessar a internet.</p>
<p>Tenho um amigo que se referiu ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Soulseek" target="_blank">SoulSeek</a>, um site de troca de arquivos de música, como uma ferramenta de conhecimento pela qual ele explora coisas &#8211; peças de arte, palestras, livros em audio &#8211; que de outra forma ele dificilmente teria acesso. Eu acredito que o <a href="http://news.google.com.br/news?q=laptop%20de%20US%24%20100&amp;ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official&amp;client=firefox-a&amp;um=1&amp;sa=N&amp;tab=wn" target="_blank">projeto do laptop de US$ 100</a>, se implantado, terá um impacto muito mais profundo que teremos condições de perceber no curto prazo.</p>
<p><img src="http://z001.ig.com.br/ig/59/32/896736/blig/tiagodoria/imagens/powertothepeople.gif" border="2" height="258" width="380" /><br />
<em>A internet dando poder às pessoas<br />
</em><br />
<strong>5) Em todo o livro você escreve sobre mídia social a partir das limitações e necessidades do mercado e do usuário de internet no Brasil. Em relação às mídias sociais e colaborativas, de forma resumida, o que funciona lá fora e que não dá certo aqui? E por quê?</strong></p>
<p>O brasileiro dá muito valor ao relacionamento. Coisas que sejam objetivas e impessoais talvez interessem menos do que ferramentas que estimulem os participantes a criar e cultivar vínculos. Por exemplo, o projeto <a href="http://www.vivasp.com" target="_blank">Viva São Paulo</a> está no ar desde 2004 e nesse período, internautas de todas as idades publicaram espontaneamente mais de seis mil relatos biográficos relacionados à vida na cidade de São Paulo.</p>
<p>E eles fazem isso não para se sentirem importantes, mas para lembrar coletivamente. Um fragmento de memória repercute no grupo de participantes e elas vão recuperando partes de suas histórias que ficaram perdidas no tempo. Um dos elementos fundamentais desse site é o espaço de comentários. É lá que as pessoas se relacionam.</p>
<p><img src="http://z001.ig.com.br/ig/59/32/896736/blig/tiagodoria/imagens/blogger05.jpg" border="2" height="300" width="400" /></p>
<p><strong>6) E após a publicação desse livro, o que você espera do uso da internet no Brasil?</strong></p>
<p>Espero que o livro ajude a radicalizar a experimentação em torno das ferramentas sociais e colaborativas. Existe um grande mercado de trabalho a ser desenvolvido, que envolve a formação de profissionais para criar, implementar e dar manutenção a esses ambientes.</p>
<p>Apesar da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reserva_de_mercado" target="_blank">reserva de mercado</a> nos anos 1980, que limitou bastante o nosso desenvolvimento tecnológico, temos índices muito altos de utilização da internet. O Brasil pode ser um espaço de encubação de projetos desse tipo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Thiane Loureiro, da Edelman Brasil</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/08/28/edelman-prepara-estudo-inedito-sobre-blog-no-brasil/</link>
		<comments>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/08/28/edelman-prepara-estudo-inedito-sobre-blog-no-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Aug 2007 18:04:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[blogging]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Loureiro &#8211; &#8220;Internet é &#8216;manuseada&#8217; como se fosse mídia tradicional&#8221;
A Edelman, uma das mais importantes agências de relações públicas do mundo e que tem em seu expediente blogueiros como Steve Rubel, do Micropersuasion, está preparando um estudo inédito e talvez dos mais completos sobre os blogs no Brasil.
Diversos blogueiros já foram contatados pela agência para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/thiane_01.jpg" border="2" height="320" width="240" /><br />
<em>Loureiro &#8211; &#8220;Internet é &#8216;manuseada&#8217; como se fosse mídia tradicional&#8221;</em></p>
<p>A <a href="http://www.edelman.com.br/" target="_blank">Edelman</a>, uma das mais importantes agências de relações públicas do mundo e que tem em seu expediente blogueiros como <a href="http://steverubel.typepad.com/about.html" target="_blank">Steve Rubel</a>, do <a href="http://www.micropersuasion.com/" target="_blank">Micropersuasion</a>, está preparando um estudo inédito e talvez dos mais completos sobre os blogs no Brasil.</p>
<p>Diversos blogueiros já foram contatados pela agência para participar da pesquisa &#8211; inclusive este que vos escreve. A idéia é criar um documento que ajude as empresas a &#8216;entender melhor a Internet como oportunidade e solução&#8217;.</p>
<p>Para adiantar alguns detalhes do estudo conversei com a <strong>Thiane Loureiro</strong>, gerente corporativa da <a href="http://www.edelman.com.br" target="_blank">Edelman </a>no Brasil e que esteve presente na <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/08/27/blogcamp-no-final-de-semana/" target="_blank">Blogcamp</a>. No final, conversamos também sobre a atuação da agência no Brasil.</p>
<p><strong>1) O que é <a href="http://www.edelman.com.br/" target="_blank">Edelman</a>? E desde quando ela está no Brasil?<br />
</strong><br />
A Edelman é a maior agência independente de relações públicas do mundo e a terceira maior agência do mundo. Estamos no país há 10 anos atendendo grandes empresas com serviços que vão desde assessoria de imprensa até comunicação online, organização de eventos, marketing profissional, comunicação interna, publicações, treinamentos e prevenção e gerenciamento de crise.</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/blocamp02.jpg" border="2" height="300" width="400" /><br />
<em>Estudo busca saber como blogueiros vêem o contato entre empresas e blogs</em></p>
<p><strong>2) A <a href="http://www.edelman.com.br/" target="_blank">Edelman</a> se caracteriza no exterior por ter boas relações com empresas, moderadores de comunidades e blogueiros [vide <a href="http://www.micropersuasion.com/" target="_blank">Steve Rubel</a>]. De que forma esta relação com blogs e rede sociais está sendo construída no Brasil?<br />
</strong><br />
Estamos primeiramente monitorando a Web para os nossos clientes, com alguns projetos corporativos em desenvolvimento e aos poucos construindo relações com os principais blogueiros do país. Não queremos ser mais uma agência que sai em disparada fazendo qualquer coisa.</p>
<p>Temos nos beneficiado de todo o expertise lá de fora para de fato criar um departamento de novas mídias capaz  de desenvolver estratégias e soluções de comunicação. E estamos sendo muito bem recebidos e reconhecidos.</p>
<p>Participamos como palestrantes no <a href="http://gecorp.blogspot.com/2007/05/10-congresso-brasileiro-de-comunicao.html" target="_blank">10º Congresso de Comunicação Corporativa da Mega Brasil</a>, do 1º Congresso sobre Blogs Corporativos realizado pela Feevale no Rio Grande do Sul e do <a href="http://www.digitalage20.com.br/" target="_blank">Digital Age 2.0</a>. Estivemos no <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/08/27/blogcamp-no-final-de-semana/" target="_blank">BlogCamp São Paulo</a> para ouvir e debater temas que contribuem para a profissionalização da blogosfera e sua integração com o mundo corporativo e a esfera pública.</p>
<p>Encorajamos nossos funcionários a ter <a href="http://www.vertente01.blogspot.com/" target="_blank">blogs pessoais</a> e buscamos conhecer todas as novidades para oferecer a melhor ferramenta aos nossos clientes. Nós sempre dizemos que o mais importante na nossa profissão é saber ouvir.</p>
<p>É o que temos feito com a blogosfera também. Estamos conversando com os blogueiros, entendendo deles como eles querem ser abordados. Esperamos que sejam nossos parceiros.</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/steverubel01.jpg" border="2" /><br />
<em>Steve Rubel, famoso &#8220;blogueiro-ponte&#8221; entre empresas e blogueiros</em></p>
<p>Como uma agência de comunicação, não queremos competir com marketing ou publicidade. Devemos ser complementares a eles. Mais do que simplesmente montar um blog ou uma campanha online, pensamos nisso alinhados com todas as outras necessidades de comunicação e negócios. O nosso expertise é gestão de conteúdo, planejamento, a construção de relacionamentos de longo prazo.</p>
<p>Assim como a Edelman nos Estados Unidos criou o <a href="http://www.edelman.com/speak_up/blog/archives/2006/01/the_mea_revolut.html" target="_blank">me2revolution</a>, que conta com <a href="http://www.micropersuasion.com/" target="_blank">Steve Rubel</a>, <a href="http://philgomes.com/blog/" target="_blank">Phil Gomes</a>, <a href="http://leahj.blog-city.com/" target="_blank">Leah Jones</a>, <a href="http://www.womma.org/board/" target="_blank">Rick Murray</a>, entre outros, para prestar consultoria e trazer inovações, nós aqui também nos cercamos dos melhores parceiros para atender os clientes.</p>
<p>O mundo corporativo ainda é incipiente na Web. Mas já temos projetos em andamento e estamos sendo procurados por grandes empresas.</p>
<p>Isso demonstra uma movimentação interessante não apenas com relação a blogs, mas com iniciativas de comunicação interna e gerenciamento de crise também. Ah, somos a primeira agência a ter o social media press release em português.</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/blogggers.jpg" border="2" /><br />
<em>Ainda existe o medo da medo da superexposição nos blogs no Brasil<br />
</em></p>
<p><strong>3) A Edelman está preparando um estudo sobre os blogs e as redes de relacionamento no Brasil. Será semelhante a outros <a href="http://www.edelman.com/image/insights/content/WhitePaper011107sm.pdf" target="_blank">estudos realizados pela Edelman no exterior</a></strong><http:><strong>?<br />
</strong><br />
Medições no Brasil ainda são complicadas e nem todos os blogueiros estão cadastrados em diretórios ou são relevantes para o universo corporativo. </http:></p>
<p><http:>Por isso, mais do que mensurar quantidades, a idéia é discutir como as empresas e as agências de comunicação têm se comportado, como isso tem sido percebido/enxergado por blogueiros, imprensa, empresas e quais são as tendências da Web por aqui. </http:></p>
<p><http:>Queremos traçar características, identificar canais e ter um documento que ajude as empresas a compreender melhor a Internet como oportunidade e solução. Quase como um dos guias que foram discutidos no <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/08/27/blogcamp-no-final-de-semana/" target="_blank">BlogCamp</a>, mas voltado para as empresas.</http:></p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/edelman09.jpg" border="2" /><br />
<em>A Edelman foi responsável lá fora pelo <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2006/12/14/bill-gates-e-os-blogueiros/" target="_blank">famoso encontro de blogueiros com Gates</a></em></p>
<p><strong>4) Você pode adiantar alguns números dessa pesquisa?<br />
</strong><br />
Acho que posso destacar que as opiniões divergem quando o assunto é jornalismo cidadão. Alguns (30%) acreditam que no Brasil isso já acontece faz tempo, enquanto outros (70%) acham que isso nunca vai acontecer por aqui. Daí vê-se que há um problema de definição e uma confusão entre o que é conteúdo participativo e jornalismo cidadão.</p>
<p>Mas todos os que responderam até o momento entendem que o universo corporativo precisa de coragem e investimento para ter iniciativas de sucesso na Internet, principalmente com blogs.</p>
<p>Ainda existe o medo da superexposição, dos comentários negativos e falta enxergar blogs como meios eficientes de divulgação e construção de imagem.</p>
<p><strong>5) A partir desses números da blogosfera brasileira [um preview], como você vê o futuro dos blogs e das redes de relacionamento aqui, no Brasil?</strong></p>
<p>Falta muito para crescer. Faltam profissionais capazes de entender a mudança de comportamento que a blogosfera e as redes promovem, e falta uma compreensão maior sobre que objetivos se pretende atingir com uma ação na Internet.</p>
<p>Ainda a Internet é &#8220;manuseada&#8221; como se fosse mídia tradicional, com mensagens de cima pra baixo (top down). Mas as empresas começam a se abrir e a perceber que é necessário virar esse jogo. E em breve veremos muito mais blogs corporativos recheando o dia-a-dia das corporações.</p>
<p><em>Fotos do Flickr da <a href="http://www.flickr.com/photos/8063113@N08/" target="_blank">Edelman Brasil</a> e do <a href="http://www.flickr.com/photos/laughingsquid/178626213/" target="_blank">Laughingsquid</a></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Leandro Meireles, do Sampaist</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/07/17/entrevista-com-leandro-meirelles-do-sampaist/</link>
		<comments>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/07/17/entrevista-com-leandro-meirelles-do-sampaist/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Jul 2007 03:37:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[blogging]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[
O Sampaist completou um ano. Até hoje me lembro quando Leandro Meireles, editor e idealizador do Sampaist, mostrou o blog para mim. De cara achei bem interessante por ser coletivo e principalmente por ser uma filial brasileira da Gothamist, uma das redes de blogs mais importantes do mundo. Na época escrevi um post a respeito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/lemptdoria.jpg" border="2" height="229" width="400" /></p>
<p>O <a href="http://www.sampaist.com" target="_blank">Sampaist</a> completou um ano. Até hoje me lembro quando Leandro Meireles, editor e idealizador do Sampaist, mostrou o blog para mim. De cara achei bem interessante por ser coletivo e principalmente por ser uma <strong>filial brasileira da <a href="http://www.gothamistllc.com/mediakit/" target="_blank">Gothamist</a>, uma das redes de blogs mais importantes do mundo</strong>. Na época escrevi um post a respeito [<a href="http://z001.ig.com.br/ig/59/32/896736/blig/tiagodoria/2006_26.html#post_18538105" target="_blank">Sampaist, o blog de São Paulo</a>].</p>
<p>Pois é. Um ano passou rápido e hoje o Sampaist acumula 1800 posts e 1400 comentários e é <strong>um dos projetos de blogs mais consistentes do Brasil</strong>. Além disso, tem um papel importante na história dos blogs no país. É a 2ª rede internacional de blogs a abrir uma filial no Brasil  [a 1ª foi a <a href="http://brasil.business-opportunities.biz/" target="_blank">The Business Opportunities Weblog Network</a>]. Aproveitando o aniversário de 1 ano, bati um papo por email com o Leandro.</p>
<p><strong>1 &#8211; Como surgiu a idéia do <a href="http://www.sampaist.com" target="_blank">Sampaist</a>?</strong></p>
<p>Não sei precisar o exato momento em que tive a idéia de montar o <a href="http://www.sampaist.com" target="_blank">Sampaist</a>. Posso garantir que foi durante o tempo &#8220;ócio produtivo&#8221; na internet. Sabe quando você está navegando na web meio sem destino, pulando de um blog para outro?</p>
<p>Pois então&#8230; eu caí no <a href="http://www.gothamistllc.com/mediakit/" target="_blank">Gothamist</a> e achei a idéia de um blog coletivo sobre uma cidade específica muito legal e viável. Na mesma hora, pensei que o formato poderia ser transportado para São Paulo sem problemas.</p>
<p>Nesse mesmo dia, eu já tinha cruzado com uma matéria no NYT sobre como São Paulo tinha virado um destino &#8220;cool&#8221; de turismo. A reportagem era enorme e falava da gastronomia, da noite, da cultura da cidade. Escrevi um e-mail para o pessoal do Gothamist, linkei essa matéria e eles toparam montar o Sampaist.</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/sampaist02.jpg" border="2" height="272" width="400" /></p>
<p><strong>2 &#8211; E como é a relação com o pessoal do <a href="http://www.gothamistllc.com/mediakit/" target="_blank">Gothamist</a>? Vocês têm metas a atingir? Limite de posts por dia, essas coisas.</strong></p>
<p>Nós temos uma relação bastante aberta. Como estamos em outro continente, temos liberdade para fazer parcerias locais. É o que fizemos com a <a href="http://www.obra.art.br/" target="_blank">Obra</a>, que fabrica nossas camisetas, ou com o <a href="http://www.milogarage.com/" target="_blank">Milo</a>, local da festa de um ano do site.</p>
<p>Mesmo tendo essa liberdade, temos metas de posts e de pageviews a atingir. Isso não quer dizer que se não atingirmos a meta vamos fechar, mas são diretrizes para que todos os blogs da rede cresçam de uma forma uniforme.</p>
<p><strong>3 &#8211; São Paulo é uma cidade que gera muitas pautas. Como vocês escolhem os assuntos do <a href="http://www.sampaist.com" target="_blank">Sampaist</a>? Vocês realizam reuniões para decidir o que vai ao ar?</strong></p>
<p>Pauta é o que não falta em São Paulo. Geralmente a gente tem várias pautas e pouco tempo livre para escrever. Até porque, todo mundo que escreve no <a href="http://www.sampaist.com" target="_blank">Sampaist</a> trabalha e/ou estuda em tempo integral.</p>
<p>O Sampaist promove reuniões presenciais, mas quase nunca falamos de pautas específicas. Geralmente conversamos sobre os rumos que o site está tomando, o que seria legal falar, que série de posts deve ser feita.</p>
<p>E temos um grupo de e-mails bem ativo. Quando a Lígia foi <a href="http://sampaist.com/2007/07/10/top_101_pizzas.php" target="_blank">escrever sobre o Dia da Pizza</a>, ela avisou no grupo de e-mails e cada um deu suas sugestões e ela compilou o post. É geralmente assim que funciona.</p>
<p>Acho que esse sistema funciona bem porque ninguém é obrigado a escrever sobre o que não quer ou não gosta. No final das contas, o <a href="http://www.sampaist.com" target="_blank">Sampaist</a> é um blog em que os autores querem compartilhar com os paulistanos o que acham bom ou ruim na cidade. E tem muita opinião pessoal nisso.</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/partedosampaist.jpg" border="2" height="242" width="400" /><br />
<em>Festa de 1 ano do Sampaist</em></p>
<p><strong>4 &#8211; Aproveitando que o blog fez aniversário de um ano. Durante esse período, quais foram os acertos e os erros do Sampaist?</strong></p>
<p>Eu acho que conseguimos escrever sobre São Paulo sem cair no clichê de &#8220;avenida Ipiranga com a São João&#8221;. Sem cair naquela coisa ufanista do tipo: &#8220;não há nada melhor que minha cidade&#8221;. Na verdade, a gente tenta ter uma visão bem crítica sobre os pontos positivos e negativos da cidade.</p>
<p>Os erros são mais fáceis de serem identificados. Acredito que a principal dificuldade do <a href="http://www.sampaist.com" target="_blank">Sampaist</a>, desde o início, foi formar uma comunidade sólida de comentaristas para interagir com o site e os autores, muito por culpa da ferramenta que usamos (mais sobre o assunto na pergunta seis). E essa interação é fundamental e enriquece demais o blog.</p>
<p>Uma outra coisa que a gente ainda não conseguiu é fazer uma cobertura mais profunda de grandes eventos que acontecem na cidade, como o São Paulo Fashion Week, a Bienal ou o Festival de Cinema.</p>
<p>Nesse caso, o maior problema é conciliar o trabalho com o blog e ter tempo para fazer liveblogging, produzir conteúdo exclusivo e etc. Um dia chegamos lá!</p>
<p><strong>5 &#8211; Você esteve recentemente, em Nova York, com os fundadores da <a href="http://www.gothamistllc.com/mediakit/" target="_blank">Gothamist</a>. Você percebeu alguma diferença na forma das pessoas lá fora tratarem os blogs em geral?</strong></p>
<p>É muito diferente. Inclusive a forma com que a própria &#8220;grande mídia&#8221; trata os blogs. Você vê a todo momento um blog sendo citado em revista, jornal, programa de TV. Isso faz com que o público veja o blog como um meio de informação/opinião de qualidade.</p>
<p>O problema é que lá, diferente daqui, os blogs &#8220;furam&#8221; os grandes jornais e revistas com uma certa freqüência. É por isso que eles se tornaram referência e fonte de notícia. No Brasil isso dificilmente acontece. E quando acontece, geralmente é o blog de algum jornalista político já &#8220;de nome&#8221;, que tem seus contatos de jornalista, não de blogueiro, e o suporte de algum grande portal.</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/partedosampaist2.jpg" border="2" height="223" width="400" /><br />
<em>Blogueiros do Sampaist</em></p>
<p><strong>6 &#8211; O <a href="http://www.movabletype.org/" target="_blank">Movable Type</a> é o sistema de publicação de blogs usado no Sampaist. Em sua opinião, quais são as vantagens e desvantagens desse sistema?</strong></p>
<p>Já usei o Wordpress, o Blogger, BliG e o Movable Type. Ainda prefiro o <a href="http://www.wordpress.org" target="_blank">Wordpress</a>, pela simplicidade e por ser bem mais leve e fácil de instalar que o MT. Mas como no Sampaist eu praticamente não mecho na parte técnica, é tudo feito pelo pessoal de NY, eu me preocupo mais com a parte editorial. E isso o MT não deixa a desejar, na minha opinião. Ele tem um bom gerenciador de autores e podia ter uma interface <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/WYSIWYG" target="_blank">WYSIWYG</a> para postar.</p>
<p>O maior problema do MT é seu sistema de comentários e trackbacks. Ele não evoluiu tanto como os spammers e até o começo do ano a rede <a href="http://www.gothamistllc.com/mediakit/" target="_blank">Gothamist</a> sofria muito com os ataques de spam. O site de NY chegava a receber centenas de milhares de comentários um intervalo muito curto, o que sobrecarregava o site e derrubava o servidor.</p>
<p>Agora parece que, com o desenvolvimento de um novo módulo de comentários, o problema foi resolvido. Só que esse novo módulo é muito mais restritivo ao usuário e é por esse motivo que eu acho que o <a href="http://www.sampaist.com" target="_blank">Sampaist</a> não conseguiu criar uma comunidade de comentaristas fixos.</p>
<p>Agora, o leitor precisa criar um login para comentar com o próprio nome, e-mail e URL. Ele pode comentar como &#8220;guest&#8221;, mas aí os dados dele não aparecem na página de comentários.</p>
<p>Resumindo&#8230; Se o MT não fosse tão complicado para instalar e tivesse um melhor sistema de comentários e trackbacks, ele poderia competir &#8220;pau a pau&#8221; com o <a href="http://wwww.wordpress.org" target="_blank">Wordpress</a>. Agora eu só recomendo para blogs ou redes de blogs que precisam de um bom sistema de autores e que precisam criar vários blogs em uma instalação só. Nisso, o <a href="http://www.movabletype.org/" target="_blank">MT</a> ainda é melhor.</p>
<p><img src="http://i187.photobucket.com/albums/x22/tiagodoria2/saopaulo_copan1.jpg" border="2" height="300" width="400" /><br />
<em>São Paulo vista do Copan </em></p>
<p><strong>7 &#8211; Você é leitor de blogs há bastante tempo [lembro que você acompanha o meu blog <a href="http://tiagodoria.blogspot.com/" target="_blank">desde a época do Blogspot</a>]. No papel de leitor, vê um futuro promissor para os blogs no Brasil?</strong></p>
<p>Eu vejo um futuro muito promissor (não para todos). Na verdade, o presente já está muito diferente do ano passado, por exemplo. Dá para ver que existem pessoas se movimentando para tornar a &#8220;blogosfera&#8221; brasileira mais respeitada, mais rentável e mais visitada. Existem várias redes de blogs se formando e as empresas de publicidade já olham com mais carinho para os blogueiros mortos de fome.</p>
<p>Acho que o que ainda falta, e que vamos demorar para atingir, é a diversidade editorial e a respeitabilidade que os blogs tem nos EUA. Os blogs brasileiros precisam furar e pautar mais a mídia. Tem um <a href="http://www.coletivo.com/2007/05/blogs-so-pauta-mas-no-fazem-notcia.html" target="_blank">texto bem bacana</a> do meu ex-chefe que fala sobre isso.</p>
<p><strong>8 &#8211; Ah, e uma curiosidade, qual é o ponto mais geek de São Paulo, em sua opinião? <img src='http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </strong></p>
<p>São Paulo está cada vez mais geek. <a href="http://www.itaucultural.org.br/" target="_blank">Itaú Cultural</a>, <a href="http://blog.gafanhoto.com.br/" target="_blank">Casa Gafanhoto</a>, pontos wifi pipocando por aí e etc comprovam isso. Mas para mim, um sabadão na Sta. Ifigênia é o programa über geek de Sampa&#8230; Não é para os fracos. <img src='http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com José Murilo Jr, do Global Voices Online</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2007 13:07:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Conheci o premiado blog coletivo Global Voices Online no começou de 2005. Confesso a vocês que, logo de cara, chamou a minha atenção.
O GVO é o que chamam de &#8220;bridge blog&#8220;, um site que faz a ponte entre pessoas de culturas diferentes. Ele registra e traduz para outras línguas as discussões mais significativas que estão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v475/tiagodoria/gvo01.jpg" border="0" height="111" width="400" /></p>
<p>Conheci o premiado blog coletivo <a href="http://www.globalvoicesonline.org/" target="_blank">Global Voices Online</a> no começou de 2005. Confesso a vocês que, logo de cara, chamou a minha atenção.</p>
<p>O GVO é o que chamam de &#8220;<a href="http://tiagodoria.blogspot.com/2005/07/bridge-bloggers.html" target="_blank">bridge blog</a>&#8220;, um site que faz a ponte entre pessoas de culturas diferentes. Ele registra e traduz para outras línguas as discussões mais significativas que estão acontecendo em diversas blogosferas do mundo. [o debate no Brasil <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2007/04/10/brazilians-wrap-up-and-rap-upon-10-years-of-blogging/" target="_blank">sobre 10 anos dos blogs ficou em destaque</a>]. É uma troca constante de informações e opiniões que você não vê na chamada &#8220;grande mídia&#8221;.</p>
<p>Para que vocês conheçam melhor o projeto, conversei com o brasileiro José Murilo Junior, do <a href="http://ecodigital.blogspot.com/" target="_blank">Ecologia Digital</a>, e <a href="http://ecodigital.blogspot.com/" target="_blank">editor de língua portuguesa do GVO</a>. No final, o bate-papo também foi sobre &#8220;jornalismo-cidadão&#8221; e o fim do DRM.</p>
<p><strong>1) Quando e por que surgiu o <a href="http://www.globalvoicesonline.org/" target="_blank">Global Voices Online</a>?</strong></p>
<p>O <a href="http://www.globalvoicesonline.org/" target="_blank">Global Voices Online</a> surgiu do improvável encontro entre <a href="http://www.ethanzuckerman.com/blog/">Ethan Zuckerman</a>, um über-geek missionário (fundador do <a href="http://www.geekcorps.org/">Geekcorps</a>), e <a href="http://rconversation.blogs.com/rconversation/">Rebecca Mackinnon</a>, uma jovem mas experiente jornalista originária dos quadros da &#8216;big&#8217; mídia tradicional &#8212; ex-chefe dos escritórios da CNN na China e no Japão, com vasta experiência na cobertura das Coréias, Paquistão e Filipinas.</p>
<p>O local onde ocorreu este encontro é também significativo: o &#8216;<a href="http://cyber.law.harvard.edu/home/">Berkman Center for Internet and Society</a>&#8216;, de Harvard, berço de outros projetos importantes para a rede como o <a href="http://creativecommons.org/">Creative Commons</a>, <a href="http://www.opennetinitiative.org/">OpenNetInitiative</a>, <a href="http://www.stopbadware.org/">Stopbadware</a>, entre outros.</p>
<p>A convergência destas duas perspectivas &#8212; tecnologia voltada para aplicações sociais aliada a uma clara percepção dos limites colocados pelo modelo de cobertura da mídia tradicional, especialmente nas funções desenvolvidas pelos correspondentes internacionais &#8212; formatou o que veio a ser a missão original do GVO:</p>
<p>&#8216;&#8230; busca realizar uma curadoria, amplificando e agregando a conversação global online, com ênfase em países e comunidades não atendidos pela mídia tradicional (ou seja, excluindo os EUA e Europa Ocidental).</p>
<p>Afirmamos o compromisso de desenvolver ferramentas, instituições e articulações que assegurem que todas as vozes globais possam ser ouvidas&#8217;.</p>
<p>O <a href="http://www.personaldemocracy.com/node/208">encontro de fato ocorreu em dezembro de 2004</a> durante uma conferência reunindo blogueiros de variadas procedências no &#8216;Berkman Center&#8217;, e desde então o GVO vem funcionando como um projeto de mídia sem fins lucrativos &#8216;incubado&#8217; pela universidade de Harvard.</p>
<p>Hoje, a comunidade de editores e autores GVO está em pleno processo de realização de sua autonomia institucional, em vias de se estabelecer como uma organização global sem fins lucrativos com sede em Amsterdam, Holanda. O manifesto do Global Voices em português pode ser acessado <a href="http://www.globalvoicesonline.org/about/gv-manifesto/portuguese/">aqui</a>.</p>
<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v475/tiagodoria/murilo01.jpg" border="2" /><br />
<em>Rebecca, Ethan e José Murilo em Delhi, Índia, no último encontro internacional do GVO</em></p>
<p><strong>2) Vocês trabalham com um grupo de editores em vários países. Você é o editor no Brasil. Como vocês se organizam na produção dos posts? Você é pautado?</strong></p>
<p>Minha atribuição no GVO é editor de lingua portuguesa &#8212; não existem editores por país. Quanto ao funcionamento geral do GVO, considero que o trabalho de retaguarda é a chave do sucesso do projeto.</p>
<p>O intercâmbio constante entre editores e autores, através de listas (globais e regionais), wikis, blog coletivo interno e irc, proporciona uma sintonia virtual surpreendente em se tratando de pessoas com origens tão absolutamente diversas.</p>
<p>Neste ambiente basicamente composto por blogueiros, os editores (regionais e linguísticos) organizam a colaboração dos autores com base nas manifestações das respectivas blogosferas. Portanto, em última instância quem pauta o GVO são os blogs locais, cabendo aos GVOers coletar, contextualizar, e traduzir.</p>
<p>Circunstâncias especiais podem originar pautas inter-regionais: neste momento, por exemplo, está sendo montada uma resenha sobre a reação global dos blogs ao código de conduta para blogueiros do Tim O&#8217;Reilly, e aí todos colaboram.</p>
<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v475/tiagodoria/murilo02.jpg" border="2" height="226" width="400" /><br />
<em>&#8220;uso do inglês ainda é determinante na multiplicação de ativismos na rede&#8221;</em></p>
<p><strong>3) Você foi convidado a participar do <a href="http://www.globalvoicesonline.org/" target="_blank">Global Voices Online</a>? Outros blogueiros podem participar do projeto? Quais são os critérios?</strong></p>
<p>Fui convidado a participar em virtude de um <a href="http://www.lessig.org/blog/archives/003366.shtml">comentário que fiz</a> no blog do Lessig &#8212; simples assim. Ou seja, o GVO é formado por blogueiros que estão sempre a procura de novos colegas antenados e motivados, e que enxerguem no projeto uma oportunidade para alargar seus horizontes.</p>
<p>Neste caso, estou falando não só da oportunidade de relacionamento com culturas e contextos ultra-diversificados, mas também da experiência na formação e gerenciamento de uma efetiva comunidade online de âmbito global.</p>
<p>Um critério fundamental é que os interessados tenham fluência de escrita em duas línguas &#8212; uma delas o inglês. De minha parte, como editor de língua portuguesa, estou em busca de colaboradores que possam traduzir para o inglês, reportagens com a cobertura dos temas abordados nas blogosferas dos países lusófonos.</p>
<p>Uma boa oportunidade para os blogueiros de língua portuguesa interessados em iniciar sua colaboração com o Global Voices está no recente lançamento do Projeto GVO-Lingua, que <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/">traduz para o português</a> (e <a href="http://fr.globalvoicesonline.org/">outros</a> <a href="http://bn.globalvoicesonline.org/">idiomas</a> ) reportagens de outras blogosferas postadas no site GVO em inglês.</p>
<p>A proposta é bem original e tem gerado uma dinâmica inovadora &#8212; nesta mesma onda algumas coberturas da blogosfera brazuca foram traduzidas para o <a href="http://zh.globalvoicesonline.org/hant/2007/03/25/323/">chinês</a> (!).</p>
<p>Para quem quer começar, é bem mais fácil traduzir do inglês para o português, não é? Espero que possamos encontrar interessados entre os leitores de seu blog, e aqui deixo o contato (portuguese at globalvoicesonline.org).</p>
<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v475/tiagodoria/hindus01.jpg" border="2" height="272" width="400" /><br />
<em>Diversas culturas sempre estão em destaque no GVO</em></p>
<p><strong>4) Percebo uma preocupação do <a href="http://www.globalvoicesonline.org/" target="_blank">Global Voices Online</a> em mostrar ações de movimentos sociais e outros grupos que, normalmente, estão à margem da cobertura da grande mídia. </strong></p>
<p><strong>Você acredita que uma das funções ou características dos blogs é fazer um contraponto à grande mídia, ou blogs, ao escolherem novos nichos e enfoques a um assunto, acabam por si só fazendo esse contraponto naturalmente?</strong></p>
<p>Em minha opinião a principal característica do fenômeno blog é proporcionar visibilidade à manifestação individual, pessoal, desprovida das camadas institucionais que permeiam, direcionam e formatam (aprisionam? capturam?) a cobertura da grande mídia.</p>
<p>Portanto considero a especificidade da manifestação dos blogs decorrência natural de um conceito que incorpora de forma radical os princípios da read/write web, no âmbito de um processo de descentralização e desintermediação que a rede irá gradativamente operar em todos os setores.</p>
<p>Já estamos vendo o desenrolar do processo nos segmentos da música e da mídia, e este ano parece que o audiovisual é a bola da vez.</p>
<p>Sendo formada por blogueiros internacionais em conversa constante, a comunidade GVO me parece bem posicionada para perceber, captar e amplificar estes elementos transformadores que podem ser observados de forma sistemática nas diversas blogosferas, e que dificilmente seriam reportados pelos veículos da mídia tradicional.</p>
<p>Neste sentido, no atual momento da história, os blogs são um contraponto à mídia tradicional. Mas acredito que esta revolução está apenas começando&#8230;</p>
<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v475/tiagodoria/xo2.jpg" border="2" /><br />
<em>Xô, Sarney! </em></p>
<p><strong>5) E quais são os movimentos sociais mundiais e minorias que, em sua opinião, sabem melhor usar a internet como ferramenta de organização e de divulgação das suas ações?</strong></p>
<p>Não querendo puxar a brasa para a nossa sardinha, mas já fazendo isso, declaro: são os blogueiros em geral. Entretanto, devo ressaltar que o uso do inglês ainda é determinante na multiplicação e qualificação do alcance de campanhas e ativismos na rede.</p>
<p>Como ilustração, nas últimas eleições aqui no Brasil tivemos o caso da censura da campanha do Senador José Sarney ao <a href="http://alcinea-cavalcante.blogspot.com/">blog da Alcinéia Cavalcante</a>, sobre o qual postei <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2006/09/01/election-and-censorship-dialectics-in-the-brazilian-blogosphere/">artigo no GVO</a>, e algumas horas depois recebia solicitação de informações sobre o ocorrido diretamente do &#8216;<a href="http://www.rsf.org/">Repórteres Sem Fronteiras</a>&#8216;.</p>
<p>Resultado: ao fim deste mesmo dia a informação sobre o caso estava circulando na rede global também em francês e espanhol, tornando impossível o exercício da surdez seletiva pela grande mídia local.</p>
<p>Recentemente tivemos uma discussão interna na comunidade GVO que resultou em um interessante post do colega tunisiano <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2007/04/04/lessons-from-the-free-kareem-campaign/">Sami Ben Gharbia</a> sobre as razões para o sucesso ou fracasso de campanhas de ativismo online, tomando como base o caso do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2007/02/25/egito-sentenca-de-quatro-anos-para-blogueiro/">blogueiro egípcio Kareem Sulaiman</a>.</p>
<p>Alguns elementos nos levam a considerar que a ousadia na apresentação e ilustração dos fatos para o grande público constitui fator estratégico, e que tal atitude varia em relação ao grau da repressão (medo) existente no país em questão.</p>
<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v475/tiagodoria/reuters_logo.jpg" border="2" height="161" width="215" /></p>
<p><strong>6) No ano passado, vocês <a href="http://about.reuters.com/pressoffice/pressreleases/index.asp?pressid=2671" target="_blank">fecharam uma parceria com a Reuters</a>. Talvez seja um dos primeiros blogs a fechar um acordo de conteúdo com uma agência de notícias. Como funciona essa parceria? Vocês fornecem conteúdo a <a href="http://about.reuters.com/home/" target="_blank">Reuters</a>? E por que você acredita que a <a href="http://about.reuters.com/home/" target="_blank">Reuters</a> se interessou pelo conteúdo de vocês?</strong></p>
<p>Esta parceria é realmente interessante e inusitada, e pode <a href="http://www.pbs.org/mediashift/2007/02/digging_deeperreuters_looks_to_1.html">abrir caminhos interessantes</a> para a nova ecologia da mídia na rede.</p>
<p>Entretanto, minha opinião é que a Reuters ainda não tem clareza sobre como efetivamente explorar o potencial da comunidade GVO. Um exemplo de utilização são as páginas de países do site Reuters-Africa (ex: <a href="http://africa.reuters.com/nbc/ET/">Etiópia</a> ) que apresenta links para os últimos posts GVO da blogosfera local.</p>
<p>Parece uma forma da agência demonstrar que está &#8216;prestando atenção&#8217; aos blogs, e isto sem dúvida representa um avanço significativo, mas o passo decisivo e transformador seria uma real interação dos correspondentes internacionais com os blogueiros locais, e isto ainda não aconteceu.</p>
<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v475/tiagodoria/ohmynews.jpg" border="2" /><br />
<em>Redação do OhMyNews</em></p>
<p><strong>7) O <a href="http://www.globalvoicesonline.org/" target="_blank">Global Voices Online</a> é considerado um projeto de jornalismo cidadão. Recentemente, diversos projetos pioneiros do jornalismo cidadão mostraram problemas, como o <a href="http://english.ohmynews.com/" target="_blank">OhMyNews</a>, que está com dificuldades financeiras e queda de leitores. </strong></p>
<p><strong>Você acredita que esteja faltando alguma coisa na &#8220;receita&#8221; desses projetos? Talvez uma visão mais &#8220;pé no chão&#8221; [visão administrativa e menos experimentalismo ou "romantismo"]?</strong></p>
<p>Tenho algumas dificuldades com este conceito de &#8216;jornalismo cidadão&#8217;. Se isto significa cidadãos comuns fazendo jornalismo, creio que o termo não é adequado para descrever o que o GVO realiza.</p>
<p>Mas entendo que o termo tem sido usado para etiquetar todas as iniciativas que de alguma forma propõem dar visibilidade a narrativas originadas fora do âmbito do jornalismo profissional &#8212; uma apreciação bem jornalística, eu diria.</p>
<p>Uma característica fundamental que vejo no sucesso do <a href="http://www.globalvoicesonline.org/" target="_blank">Global Voices Online</a> é a força de sua comunidade de colaboradores, e a forma como as decisões fundamentais sobre o projeto são sempre debatidas de forma horizontal e participativa.</p>
<p>Neste momento em que o GVO se prepara para deixar seu berço dourado na universidade de Harvard e ganhar autonomia institucional, todas as questões relativas à configuração da nova empresa são compartilhadas com o grupo e debatidas coletivamente.</p>
<p>Minha tendência é comparar o modelo com as comunidades de desenvolvimento Open Source, onde os princípios da articulação participativa em rede estão presentes no próprio DNA do projeto.</p>
<p>Não tenho maiores informações sobre o que está havendo com o <a href="http://english.ohmynews.com/" target="_blank">OhMyNews</a>, mas à distância me parece que o modelo era inovador em arregimentar colaboradores não-profissionais para a produção de conteúdo, mas ainda conservador no seu modelo de negócio e de gestão.</p>
<p>Respondendo diretamente à sua pergunta eu diria que a visão mais &#8216;pé no chão&#8217; neste caso é a do GVO, que enxerga real valor nos editores e autores que compõem sua comunidade de colaboradores.</p>
<p>Entretanto, não posso deixar de reconhecer que tal visão é também bastante experimental, e &#8216;romântica&#8217;.</p>
<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v475/tiagodoria/drmfim01.jpg" height="250" width="250" /></p>
<p><strong>8 ) Aproveitando a entrevista, como você vê as iniciativas da <a href="http://z001.ig.com.br/ig/59/32/896736/blig/tiagodoria/2007_15.html#post_18820875" target="_blank">EMI e da própria Microsoft de vender músicas sem o DRM</a>? Você acredita que o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/DRM" target="_blank">DRM</a> vai acabar em breve?</strong></p>
<p>Em 2004 eu já fazia <a href="http://ecodigital.blogspot.com/2004_06_24_ecodigital_archive.html">referência</a> sobre o assunto no meu velho blog (&#8217;<a href="http://ecodigital.blogspot.com/">Ecologia Digital</a>&#8216; ).</p>
<p>Nesta ocasião, o <a href="http://craphound.com/">Cory Doctorow</a> fez uma palestra na Microsoft (!) apresentando uma argumentação brilhante contra a opção das empresas pelo DRM (veja a <a href="&lt;http://creta.cesar.org.br/meira/opencms/meira_site/PG_PRINCIPAL/?article=/meira_site/PG_PRINCIPAL/EDITORES/ARTIGOS/PAG00000284">ótima tradução integral</a> do <a href="http://www.meira.com/">Silvio Meira</a> ), demonstrando que:</p>
<p>(1) Sistemas DRM não funcionam, (2) Sistemas DRM fazem mal a sociedade, (3) Sistemas DRM são ruins para os negócios, (4) Sistemas DRM são ruins para os artistas, e (5) DRM é uma péssima decisão de negócios para a Microsoft.</p>
<p>Na minha opinião, já naquela época todos os players sabiam que não ia dar para seguir por este caminho, mas ainda havia um &#8216;gap&#8217; de tempo onde seria possível lucrar com o modelo enquanto não caísse a ficha para os usuários.</p>
<p>O curioso é que quem lucrou no período foi o Steve Jobs, e não à toa, foi quem teve a sensibilidade de perceber o momento limite para <a href="http://ecodigital.blogspot.com/2007/02/steve-jobs-prope-fim-do-drm.html">virar o jogo</a>. Respondendo: o DRM acabou.</p>
<p><em>Fotos dos Flcikrs de <a href="http://www.flickr.com/photos/josemurilo/" target="_blank">JoseMurilo</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/fikra/332629516/" target="_blank">Fikra</a></em></p>
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