Por que a CNN comprou a Zite?

Em meados de agosto, a CNN comprou a Zite, empresa responsável pelo aplicativo de mesmo nome – uma revista personalizável que agrega e recomenda conteúdo de diversos sites.

Na época, logo após o anúncio da compra, criou-se uma especulação. A CNN adquiriu a empresa para brecar novos entrantes? Aumentar o portfolio digital?

A resposta saiu nesta semana. Na realidade, a CNN comprou a tecnologia por trás do Zite, que recomenda conteúdos de acordo com a navegação do usuário.

Durante o Digital Publishing Summit, na Flórida (EUA), Meredith Artley, editora da CNN.com, afirmou que a intenção é integrar a tecnologia de personalização ao site da emissora.

Recentemente, a CNN anunciou que a interface do site se adaptará ao que o usuário está fazendo.

Ou seja, utilizará uma dinâmica um pouco parecida com a do sistema de busca Bing, da Microsoft. Quando você procura por um tênis, o Bing se transforma num “guia de compra”, permitindo visualizar os sapatos por preço, marca, estilo.

No caso da CNN, somente nos finais de semana, a interface do site da emissora emulará a experiência de leitura de uma revista digital.

Segundo Artley, essa mudança surgiu a partir da constatação de que, durante o final de semana, a quantidade de usuários cai, contudo o tempo de permanência dobra (time-spent) no site da CNN. Sinal de que, fora dos dias úteis, as pessoas estão mais propensas a ler matérias mais aprofundadas.

Veja também: Nova home da BBC aponta para mudanças na área de mídia?

Publicado por Tiago Dória, em 26 de outubro de 2011 (Quarta-feira).
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CNN lança versão internacional do app (inclusive para o Brasil)

Eu já havia comentado quando a versão do aplicativo restrita aos EUA foi lançada.

A versão internacional do aplicativo da CNN para iPhone mantém praticamente as mesmas características. Possibilidades de -  com apenas dois cliques, enviar fotos e vídeos direto do celular para o iReport, site de jornalismo cidadão da CNN; igual ao Twitter, seguir e receber alertas de somente certos tópicos do noticiário (por exemplo: “apple” “iPhone”); e ainda, poder salvar as matérias para ler depois, mesmo com o celular offline.

Além das notícias serem voltadas para o público global, as únicas diferenças são o fato do aplicativo ser gratuito e não transmitir ao vivo a CNN.

Veja também: NPR Music soube unir iPhone à música

Publicado por Tiago Dória, em 2 de agosto de 2010 (Segunda-feira).
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Twitter Buzz da CNN
(twitter visualization)

Com uma queda constante na audiência dentro de casa, nos EUA, a CNN vem voltando cada vez mais os seus olhos para a internet.

Semelhante às emissoras NBC e MTV dos EUA, o canal 24 horas de notícias lançou o Twitter Buzz, interface que, em tempo real, mostra o que é mais discutido no serviço de microblogging a respeito de um assunto. No caso, a Copa do Mundo.

Cada vez mais comum em sites de emissoras, esse tipo de interface já tem um nome – “twitter visualization”. Existe até empresa se especializando nisso, como a americana Stamen Design, desenvolvedora das interfaces dos sistemas da NBC e da MTV dos EUA.

É algo que nasce de olho num comportamento crescente entre os telespectadores/ usuários de internet – assistir a um evento e, ao mesmo tempo, navegar na internet; no caso, utilizando o Twitter para comentar e opiniar sobre o que está sendo exibido na TV.

Exemplo de como TV e Twitter se complementam.

Veja também: Uma nova sintaxe para o Twitter

Publicado por Tiago Dória, em 14 de junho de 2010 (Segunda-feira).
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CNN completa 30 anos

E abaixo, um vídeo dos anos 80 em que Ted Turner explica o conceito da emissora.

Atualização em 01/06 – Uma linha do tempo com as matérias mais marcantes completa o aniversário de 30 anos.

Veja também: Paródia ao ciclo de “24 horas de notícias”

Publicado por Tiago Dória, em 1 de junho de 2010 (Terça-feira).
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Inscrições abertas para o Concurso da CNN. Serei jurado.

“Minha cidade, minha vida, uma atitude” é o tema da 6ª edição do Concurso Universitário CNN de Jornalismo, voltado para estudantes brasileiros de jornalismo e que premiará as melhores reportagens em vídeo sobre o assunto.

Além de ter a sua matéria exibida durante a programação da CNN, o vencedor ganha uma viagem (com todas despesas pagas) para visitar os estúdios da emissora em Atlanta, nos EUA.

Por sua vez, a faculdade que tiver mais estudantes participantes ganha um “Kit reportagem” da CNN (câmeras, microfones etc).

As inscrições podem ser feitas pelo site do concurso e os vídeos enviados pelo YouTube ou Vimeo. Neste ano, uma vez mais, faço parte do júri do concurso.

Veja também: Tecnologia não é somente computador

Publicado por Tiago Dória, em 23 de março de 2010 (Terça-feira).
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CNN estreia vídeo em 360º

Se o cinema está migrando para a tecnologia 3D, os vídeos online estão indo para 360º.

Em seu site, a CNN inaugurou o uso de vídeos em 360º para mostar a situação atual no Haiti.

A tecnologia é a mesma utilizada pela MTV americana, no ano passado, para fazer transmissões ao vivo de vídeo em 360º. Foi fornecida pela Immersive Media, empresa responsável também pela tecnologia do Google Street View.

Para conferir os vídeos em 360º da CNN, é só seguir aqui.

As imagens foram gravadas na última semana em Porto Príncipe (para virar a câmera para os lados, é só clicar no vídeo, segurar e arrastar).

No vídeo abaixo, detalhes de como as cenas foram captadas. Longe de ser uma “espetacularização”, é um bom exemplo de como uma tecnologia, quando aplicada ao campo do jornalismo, pode nos ajudar a ter uma noção melhor sobre um acontecimento.

Veja também:
Cinco “firulas” em sites de notícias em 2009

Publicado por Tiago Dória, em 23 de janeiro de 2010 (sábado).
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Startup do escritor Steven Johnson sai do “anonimato”

Steven Johnson

Pouca gente sabe, o escritor Steven Johnson (foto), autor do já clássico A Cultura da Interface (um dos meus livros preferidos), também é empreendedor/investidor.

Desde 2007, ele toca em frente uma startup chamada Outside.in.

É um site que monta um lifestream do que acontece ao seu lado. Você informa ao sistema onde está e ele retorna posts de blogs, notícias, fotos, lojas online, mensagens no Twitter, tudo relacionado à sua localização geográfica. Por enquanto, funciona somente nos EUA.

A novidade é a que a Outside.in recebeu recursos de um grupo de investidores, entre eles, a CNN. Em troca, a emissora de TV utilizará a tecnologia e publicará em seu site o conteúdo do Outside.in, material que é rotulado de hiperlocal.

O escritor comenta em seu blog o investimento, que representa um momento crucial para a startup.

A ideia é boa, mas a grande questão é a implementação. De que forma esse conteúdo será agregado à interface, ao “conteúdo tradicional” da CNN.

Com “consultores de novas mídias” pipocando em cada esquina,  o jornalismo já está cheio de boas ideias, o que faz com que hoje umas das grandes questões seja mais como executá-las.

Vamos ver como será essa integração.

Veja também:
Uma cidade mapeada pelos próprios cidadãos

Crédito da foto: divulgação

Publicado por Tiago Dória, em 10 de dezembro de 2009 (Quinta-feira).
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Vídeos, grifes, histórico de uso e personalização na CNN repaginada

Nova home da CNN

Quando você entra num site de uma emissora de TV, é para assistir a vídeos, para rever um programa que acabou de ser exibido? Ou você gostaria de ter a possibilidade de salvar no próprio site da emissora uma matéria para arquivar ou ler depois? Se a resposta é sim, o novo site da CNN deve agradá-lo.

O novo site, que entrou no ar no sábado, antes do previsto, dá destaque especial aos vídeos da emissora, além de fornecer mais opções de personalização aos usuários.

A nova interface, que é mais próxima de um estilo de revista, tem um apelo bem mais visual. Diversas manchetes e textos presentes na home do antigo site foram reduzidos.

A interface é dividida em 3 colunas. A primeira dedicada às notícias mais quentes. A segunda, a vídeos e análises, e a terceira ao conteúdo personalizado de acordo com o usuário (é necessário “estar logado” no site da CNN para conferir o conteúdo personalizado).

Além da parceria com os sites da Oprah, do Ted Talks, da Entertainment Weekly e da revista People, na parte de conteúdo, destaque maior às grifes da emissora – Anderson Cooper e Larry King, por exemplo, comandarão um jogo de quiz online com os usuários, o CNN Challenge. A parte de opinião ganhou novos colaboradores, como Peter Cashmore, editor do blog de tecnologia Mashable.

O NewsPulse, por sua vez, é um novo produto. Um painel onde é possível filtrar e navegar pelas notícias de acordo com os critérios de mais clicadas, comentadas ou por assuntos específicos.

cnnprofile

Contudo a parte que mais chamou a minha atenção foi a de personalização, que abre as possibilidades de:

* Seguir somente certos tópicos (apenas notícias sobre “PS3″ e “Obama”)
* Informações sobre tempo de acordo com a sua localização (funciona no Brasil)
* Salvar matérias (você pode fazer um arquivo pessoal de reportagens)
* Conferir todos os comentários que você fez na CNN (o site faz um histórico dos comentários)

Vale destacar que esses recursos de personalização foram lançados primeiro no recente aplicativo para iPhone da emissora. Outro detalhe é que a parte de Specials foi reformulada. A CNN é pioneira na criação dos chamados especiais multimidia e nada melhor do que reformular essa seção.

O site de “jornalismo cidadão” da CNN, o iReport, também ganhou roupagem nova.

A última reformulação foi feita em 2007. Fez falta uma API pública no novo site.

Veja também:
Como a CNN entrou na “Era do iPhone”

Publicado por Tiago Dória, em 25 de outubro de 2009 (domingo).
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Como a CNN entrou na “Era do iPhone”

cnn_app

Com uma estratégia um pouco diferente de outras empresas de mídia, a CNN lançou um aplicativo para o iPhone. O aplicativo é pago. Custa US$ 2 (mais ou menos R$ 3,50).

E, na realidade, ao pé da letra, a CNN não está oferecendo o mesmo conteúdo de seu site no aplicativo, mas personalização. Informações de tempo e tráfego com base em sua localização (se você está na avenida X, receberá informações sobre a região onde está a avenida).

Ademais, a possibilidade de seguir somente certos tópicos (apenas notícias sobre “greve”, “bancos”) e de salvar as notícias automaticamente em cache, permitindo acessá-las mesmo com o celular offline.

Outros destaques são a possibilidade de enviar fotos e vídeos direto para o canal de “jornalismo cidadão” da CNN, o iReport, e ainda poder acompanhar a transmissão ao vivo da emissora (não é a mesma programação do canal na TV a cabo, mas do “CNN Live“, que já é transmitido pelo site). A navegação também pode ser feita em uma interface que lembra o recém-lançado Google Fast Flip. Ou seja, você pode “zapear” facilmente por diversas notícias.

Porém, dois problemas já aparecem.  Mesmo sendo pago haverá exibição de publicidade (o que pode não satisfazer alguns) e, segundo lembra o Silicon Alley Insider, o aplicativo poderá não agradar às operadoras, que não gostarão de ver o sinal da CNN ser transmitido nos celulares.

Veja também:
Site monta lifestream do que acontece ao seu lado

Publicado por Tiago Dória, em 29 de setembro de 2009 (Terça-feira).
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