Você nunca mais vai assistir a um vídeo sozinho

De todos os novos produtos que a CBS, uma das maiores redes de TV e rádio dos EUA, vem desenvolvendo, acredito que esse seja um dos mais interessantes. É o Social Viewing Room Lounge, uma seção ainda em testes do site da emissora, onde as pessoas podem assistir a vídeos [programas da CBS] de forma remota com outras pessoas.

Numa tela, está o vídeo. Ao lado, uma sala de chat para conversar com outras pessoas que estejam vendo o vídeo, um publicador onde você pode postar “em tempo real” os seus comentários, igual a um Twitter, além de participar de vários testes online.

Fora isso, existe algo que somente a web proporciona – você pode jogar tomates, mandar bejinhos e escrever na tela, o que dá um caráter mais lúdico a experiência de assistir a um vídeo online.

Na visão da CBS, a atividade de ver TV já é social por si só, mais do que assistir a um vídeo no computador, que é uma experiência solitária. Na TV, outras pessoas podem asssitir ao seu lado.

Além disso, naturalmente, a TV é fator de união. Muitas vezes o único momento em que uma família está reunida é para assistir ao Jornal Nacional ou ao Fantástico no final do domingo. E para a CBS falta trazer essa “experiência social” para a web.

Na prática, o Social Viewing Room Lounge é mais ou menos o que a TV Cultura já faz com o programa Roda Viva e a sua transmissão participativa e a Lycos com o Lycos Cinema.

É um avanço em relação ao YouTube, que tem uma funcionalidade meio tosca que permite saber quem está assistindo ao mesmo vídeo que você.

A meu ver, trabalhar com vídeo no ambiente de rede é isso. Não é tentar copiar na web o formato do Jô Soares ou o do Jornal Nacional, que funcionam muito bem na TV. É, antes de tudo, explorar os inúmeros recursos que a web proporciona.

Por enquanto, esse produto da CBS está aberto a qualquer pessoa, mesmo aqui do Brasil. Para testar a Social Viewing Room é só seguir aqui, clicar em “join now” e escolher um nickname.

Somente alguns capítulos de séries estão disponíveis.

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Vídeos online não canibalizam a TV

Publicado por Tiago Dória, em 21 de outubro de 2008 (Terça-feira).
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Vídeos online não canibalizam a TV

Divulgada nesta segunda-feira, uma pesquisa da rede de TV CBS revela que disponibilizar programas completos na rede não diminui a audiência das TVs.

Os vídeos online, pelo contrário, são um aliado, atraem uma audiência mais jovem para a TV. A própria CBS disponibiliza alguns de seus programas e seriados completos na rede. A pesquisa foi feita junto à sua audiência.

Nas porcentagens, dos pesquisados, 35% disseram que são mais atraídos a assistir a um programa na TV depois de encontrá-lo online. E menos da metade, 46% opinaram que, na maioria das vezes, assistem somente online.

Um estudo anterior da CBS indicou que, como padrão, em sua maioria, as pessoas preferem assistir a um seriado na TV, sentado no sofá e com a pipoca ao lado.

Optam pelo vídeo online para assistir a um capítulo que perderam [reprise] ou a um seriado ou temporada que não passa mais na TV. Ou seja, reconhecem que são experiências diferentes e insubstituíveis assistir a um vídeo na TV e no computador.

No caso específico da CBS, os telespectadores utilizam a rede mais para discutir um seriado. As comunidades dos seriados funcionam como um hub e ficam movimentadas antes e depois de um capítulo passar na TV.

Antes, os telespectadores discutem o que vai acontecer no capítulo e depois conversam sobre o que aconteceu ou que gostaram ou não no capítulo.

Agora não lembro de nenhum estudo com conclusões deste tipo aqui, no Brasil, mas acredito que o mesmo deve acontecer nas comunidades relacionadas a novelas.

É sempre importante acompanhar esses estudos da CBS, eles vêm pesquisando bastante as diferenças e afinidades de comportamento entre a audiência online e a da TV.

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Estão deixando a distribuição e se focando no que sabem fazer melhor

Publicado por Tiago Dória, em 21 de julho de 2008 (Segunda-feira).
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Soundtrack: integração entre TV e sites de música

Mais uma vez demonstrando que o seu site supera a de outras MTVs, a MTV norte-americana lançou, em testes, uma nova ferramenta online, a Soundtrack, um “guia interativo de música da TV”.

O site reúne todas as músicas que são tocadas nos seriados da MTV. Por exemplo, se você está assistindo a The Hills e quer saber qual é a música que tocou naquela cena de amor, é só entrar no “SoundTrack“, buscar pelo programa e o dia em que passou o capítulo. Simples e útil, né?

Você pode ouvir a música completa e de graça, mas para baixar tem pagar um valor.

A rede de TV CBS faz uma integração parecida entre TV e site de música. No recém-lançado seriado Swingtown, quando toca alguma música, aparece na tela da TV, em um GC, a mensagem “escute o tema completo em http://www.last.fm/swingtown”.

O link é do perfil do seriado na rede social de música Last.fm, comprada pela CBS no ano passado.

No perfil, dá para ouvir de graça as músicas do seriado.

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Como foi participar de um programa que mistura TV com Twitter

Publicado por Tiago Dória, em 17 de julho de 2008 (Quinta-feira).
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CBS vai pagar para blogueiros usarem widgets

Dentro de seu posicionamento de ir onde o usuário está e utilizar a rede como uma ferramenta de distribuição de seu conteúdo, a CBS, uma das maiores redes de TV do mundo, lançou um programa de parcerias com blogueiros.

O blogueiro instala um widget da CBS em seu blog e, em troca, a emissora divide receita de publicidade. Nesse widget, serão exibidas manchetes e vídeos da CBS relacionadas ao conteúdo do blog.

Por exemplo, se eu tenho um blog sobre esportes, os links das manchetes do wigdet apontarão para matérias de esportes da CBS.

É uma forma de utilizar os blogs como rede de distribuição de conteúdo. Mas seria interessante se o sistema fosse parecido ao Adsense do Google.

No Adsense, o sistema ‘escaneia’ o post, busca as palavras-chaves mais comuns e, a partir delas, exibe anúncios [links patrocinados] relacionados ao post.

No caso, o widget da CBS funcionaria parecido – ‘escanearia’ o post, mas, ao contrário de anúncios, exibiria links das matérias da emissora relacionadas ao conteúdo do post. O blogueiro ganharia por cliques nestes links.

Seria um caminho parecido ao serviço Sphere, utilizado pela CNN, que acrescenta ao pé das matérias, links para posts de blogs que estão comentando as mesmas.

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CBS está sem medo de ir ao Vale do Silício

Publicado por Tiago Dória, em 27 de junho de 2008 (sexta-feira).
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CBS comprou uma rede de blogs e videocasts, um site de games…

Atualização às 18h30 – Aconteceu uma entrevista coletiva para a imprensa sobre a compra. Segundo Leslie Moonves, CEO da CBS, a intenção é alcançar uma audiência internacional. Utilizar a Last.fm e a CNET para a CBS atingir um público global.

Posicionamento parecido ao adotado pelo ElPais recentemente – o site para atingir uma nova e crescente audiência global, nunca antes trabalhada de forma estruturada pelo jornal. E o impresso, as operações tradicionais, para alcançar um público mais local e tradicional.

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Foi de uma vez só. Com a aquisição da CNET Networks, a CBS, uma das maiores emissoras de TV e rádio do mundo, levou em um mesmo chapéu um site consagrado de notícias sobre tecnologia, uma rede relevante de blogs e uma crescente de videocasts [CNET TV], além de outros sites paralelos, como Mp3.com, Gamespot e Download.com.

O negócio deverá ser concluído no 3º trimeste e está avaliado em torno de US$ 1,8 bi. Aliás, já é errado chamar a CBS de “emissora de TV”.

Com a aquisição, a CBS torna-se uma das 10 maiores empresas de internet dos EUA, acumulando 54 milhões de visitantes únicos/mês e 200 milhões em todo o mundo.

Depois que a empresa montou um escritório no Vale do Silício no mês passado, novas aquisições e parcerias já eram esperadas. Das grandes compras, Last.fm no ano passado e agora a CNET Networks.

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Por meio da aquisição do videocast WallStrip no ano passado, a parceria com os criadores do LonelyGirl15 para a criação de novos programas dentro da CBS e agora a CNET TV, fica evidente que um dos focos da emissora de TV é em vídeos online.

De quebra, trazer para os seus produtos expertise, conteúdo e audiência desses novos produtores de conteúdo em vídeo.

Em geral, a aquisição da CNET Network está sendo vista de forma positiva pela maioria dos blogs de tecnologia – coloca a CBS na frente de seus concorrentes – ABC e NBC, por exemplo – e abre caminho para uma possível “CBS TV online“.

Bom, pelo menos, acertei quando há um ano falei que a CBS seria uma das empresas de mídia que daria uma das maiores guinadas em relação à web. A contratação de Quincy Smith, atual diretor da CBS Interactive, já revelava isso.

Acredito que vem mais coisa pela frente…

O logo é do laughing squid

Publicado por Tiago Dória, em 15 de maio de 2008 (Quinta-feira).
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Sem medo de ir ao Vale do Silício

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A CBS Interactive, uma espécie de divisão de novas mídias da CBS, uma das maiores redes de tv e rádio dos EUA, vai abrir um escritório lá no Vale do Silício. É a primeira vez que uma grande emissora dos EUA abre um escritório na região, conhecida por ser um berço de novas empresas de tecnologia.

O objetivo é ficar mais perto desse centro de inovação e facilitar as parcerias e aquisições. Sinal de que a CBS vai adquirir mais sites e ferramentas pela frente.

Quem acompanha este blog já conhece a trajetória da CBS. Um case interessante sobre o quanto antigas empresas podem se reciclar com o auxílio da rede. Em menos de um ano, adquiriu sites como Last.fm, o videocast de economia e cultura pop WallStrip e o site de fofocas DotSpotter.

E adotou um posicionamento de ir onde o usuário está e não forçá-los a ir ao site da emissora. Para isso, fechou parcerias de distribuição de conteúdo com os mais variados sites na rede, inclusive passou a usar p2p.

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De certa forma, Quincy Smith, diretor da CBS Interactive e uma espécie de Steve Jobs das empresas de mídia [suas falas são aguardadas], voltará às suas raízes.

Um dos principais responsáveis por essa mudança de 180º em uma das maiores redes de TV e rádio, o executivo trabalhou muito tempo no Vale do Silício e esteve por trás da aquisição do del.icio.us pela Yahoo! e da Netscape pela AOL.

Vai ser interessante ver o desenvolvimento da CBS dentro do ambiente do Vale do Silício.

Publicado por Tiago Dória, em 18 de abril de 2008 (sexta-feira).
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Direto do celular para o site da emissora

A CBS colocou no ar o seu projeto de “jornalismo cidadão” ou “participativo” . É o CBS iMobile. O site tem a função de receber o conteúdo – vídeos e fotos – produzido por telespectadores nos EUA.

Funciona semelhante ao iReport da CNN, como uma espécie de “balaio” – os usuários vão publicando conteúdo e a partir dali, os editores da CBS garimpam o material que vai ao ar e é relevante para a audiência da emissora.

Acredito que, para qualquer projeto de jornalismo cidadão, é algo básico existir um site mobile para receber conteúdo vindo de celular. Percebe-se que as contribuições mais marcantes por usuários são feitas via celular.

Um pouco semelhante a serviços como Flickr e Vimeo, o conteúdo poder ser enviado do dispositivo móvil para o CBS iMobile via MMS ou email [mais utilizado para fotos e vídeos].

No site, há fotos enviadas por uma pessoa direto do aeroporto de Seattle, mostra as longas esperas para embarque e ainda imagens de um protesto contra os 5 anos da Guerra no Iraque.

Enfim, é uma ferramenta para lá de útil, já que jornalista não pode estar onipresente.

Dica do Periodismo Ciudadano

Publicado por Tiago Dória, em 16 de abril de 2008 (Quarta-feira).
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Alta definição que vem direto do laboratório

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The Big Bang Theory em High Definition?

Mais High Definition na telinha do computador. Agora é a vez da CBS, uma das maiores redes de TV e rádio dos EUA, disponiblizar em seu site, ainda em teste, vídeos em HD. A emissora aproveitou para lançar o seu labs, segundo o blog TechCrunch.

Por enquanto, achei o labs da emissora bem tímido, comparado ao da Reuters, que está com uns 11 produtos em testes. No entanto, é válido.

A CBS torna-se assim a mais nova empresa de mídia a colocar no ar um “laboratório”, onde são experimentados novos formatos e abordagens junto ao público. Estava demorando, a emissora está se voltando tanto para as mídias sociais e não ter um labs era uma falha.

Vale lembrar que, nesta semana, outra emissora, a MTV norte-americana também passou a disponibilizar vídeos em melhor definição. Os vídeos em HD da CBS, por enquanto, estão disponíveis somente para pessoas nos EUA.

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Publicado por Tiago Dória, em 28 de março de 2008 (sexta-feira).
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Tudo de graça na Last.fm

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Last.fm: Site organiza festas para promover artistas

Hoje o dia foi de boas notícias para quem gosta de mídias sociais. Depois da dobradinha NYT/WordPress, a rede social de música Last.fm anunciou que permitirá aos seus usuários escutar, via streaming e de graça, todo o acervo do site, incluindo músicas das 4 maiores gravadoras – Sony BMG, EMI, Universal e Warner.

O anúncio foi feito hoje, após muita especulação sobre o futuro da Last.fm, que foi comprada pela CBS em 2007 e conta com mais de 15 milhões de usuários.

Cada música poderá ser ouvida 3 vezes de forma completa. Mais do que isso, tem que pagar uma assinatura, que permitirá escutar todo o acervo quantas vezes quiser.

Não é muita coisa, mas foi a forma que a CBS/Last.fm encontrou para remunerar as gravadoras e os artistas e, ao mesmo tempo, permitir que as pessoas escutem as músicas. O lado bom é que não existirá mais aquele preview de 30 segundos de uma canção. Será possível ouvi-la inteira.

Segundo a Wired, Quincy Smith, da CBS Interactive, que está virando uma espécie de Steve Jobs das empresas de mídia, um “personagem”, anunciou a novidade, que, por enquanto, estará disponível apenas para usuários da Last.fm nos EUA e na Europa.

Foto do Flickr da Last.fm

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Publicado por Tiago Dória, em 23 de janeiro de 2008 (Quarta-feira).
Categoria: cbs, musica