Capa da primeira biografia autorizada sobre Steve Jobs

A previsão de lançamento é para o dia 21 de novembro.

A obra será escrita por Walter Isaacson, editor executivo da TIME, e terá como base mais de 40 entrevistas feitas com amigos, familiares e o próprio Steve Jobs.

A biografia será publicada quase um mês após a de Jeff Bezos, fundador da Amazon.

Atualização - O livro será lançado no Brasil (em português) também no dia 21 de novembro.

Veja também: Ebook sobre como hackear a BBC

Publicado por Tiago Dória, em 15 de agosto de 2011 (Segunda-feira).
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“iPadização” do computador pessoal

A Apple é a típica empresa que, com o passar dos anos, criou uma consistente posição no mercado, sendo identificada pelos consumidores com algo do futuro da internet. O que a Apple faz hoje será comum no mercado daqui a pouco. Foi assim com os aplicativos para smartphones, as telas sensíveis ao toque de mão, os tablets e o iTunes. Poucas empresas de tecnologia têm essa imagem.

Nesta semana, a empresa deixou clara essa posição ao lançar o Mac OS X Lion, nova versão do seu sistema operacional. O lançamento é visto como uma mudança profunda, similar a que ocorreu nos anos 80, quando a Apple apresentou um dos primeiros produtos com interface gráfica de usuário.

O Lion traz diversos conceitos da interface dos tablets para o computador pessoal (desktop). Por um certo tempo, as interfaces de sistemas para desktop influenciaram as interfaces móveis e touch. Agora o contrário acontece. O Lion mescla elementos do mobile/touch com o desktop.

No Lion, estão diversos recursos e elementos visuais da interface do iPad – aplicativos em tela cheia, salvamento automático de quase tudo, instalação de aplicativos com apenas um clique, rolagem natural das páginas (o que confundiu muita gente no início), além da dispensa do uso de pastas/diretórios e do mouse (se você não usa o computador para jogar games complexos e editar gráficos detalhados, dá para se virar tranquilamente com o trackpad de múltiplos toques).

O recurso LaunchPad (imagem acima), por exemplo, faz com que a interface do desktop fique semelhante à do iPad, com todos os aplicativos centralizados na tela. Similar ao iPhone ou iPad, você pode organizá-los em “folders”.

A integração com a App Store ganha mais destaque. Semelhante ao iPad, todas as atualizações e compras são centralizadas na loja de aplicativos da Apple. O próprio Lion não foi distribuído em CDs, mas apenas via transferência por meio da App Store.

A tendência é que a App Store torne-se o único meio de distribuição dos aplicativos usados no Mac, o que proporcionará mais simplicidade e segurança na compra e atualização dos softwares. No entanto, poderá aumentar ainda mais o controle da empresa sobre todo o ecossistema.

A Apple não é a única a seguir essa linha de trazer elementos da interface mobile para o desktop, dispensando assim pastas e barras de rolagem. Apresentado no mês passado, o Windows 8 tem vários recursos visuais do sistema Windows Phone 7 da Microsoft.

A intenção da empresa cofundada por Bill Gates é parecida – ter uma experiência mais unificada em todos os seus dispositivos, sejam eles mobile ou desktop.

Enfim, a tendência é que, cada vez mais, as interfaces mobile e desktop fiquem homogêneas e que as empresas mesclem ainda mais a sua visão mobile com a desktop. O que, no final das contas, promete ser uma das principais características da chamada “Era Pós-PC“. Período de tempo que, a rigor, não indica a morte do computador pessoal, mas sim sobre o que vem após.

No caso, esse “após” promete ser um cenário formado pelo computador pessoal (desktop) sofrendo modificações para suportar experiências cada vez mais mais intuitivas e unificadas.

Estamos num momento histórico da computação pessoal.

Veja também: Era pós-PC, segundo Ray Ozzie

Publicado por Tiago Dória, em 21 de julho de 2011 (Quinta-feira).
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Ilustrador da Pixar cria “livro-aplicativo”

No começo de 2010, John Makinson, diretor geral da Penguin Books, disse que, num futuro muito próximo,  livros não se tornariam ebooks, mas sim softwares (aplicativos).

De lá para cá, o conceito vem mais ou menos sendo absorvido pelo mercado. O livro Our Choice, do Al Gore, por exemplo, conta com uma versão “livro-aplicativo”.

William Joyce, ilustrador da Pixar e de diversos outros estúdios de animação, criou uma versão “livro-aplicativo” para a animação infantil The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore.

Segundo a revista FastCompany, a intenção é quebrar a barreira entre livro e animação.

O lançamento mostra não somente as possibilidades que se abrem quando você transforma software em mídia, mas também o potencial educacional dos tablets.

Veja também: Filme aplicativo no Facebook

Publicado por Tiago Dória, em 11 de julho de 2011 (Segunda-feira).
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App Store na casa dos 15 bilhões de downloads

A Apple perdeu a tentativa de ter exclusividade em utilizar o termo “App Store”, mas, em compensação, tornou-se a primeira a anunciar que teve 15 bilhões de aplicativos baixados em sua loja online. Um número expressivo se a gente lembrar que, em janeiro de 2010, a Apple anunciou a marca de 3 bilhões de downloads. Em média, são 75 aplicativos por dispositivo (iPhone, iPad, iPod).

Tomara que os números não ajudem a levantar outra vez a discussão sobre a “morte da web“, polêmica que faz cada vez menos sentido, principalmente se levarmos em conta que diversos aplicativos para dispositivos móveis têm a web como “back-end“.

Recente estudo anunciou que as pessoas estariam passando mais tempo em aplicativos móveis do que na web.  Porém, ao analisar os números, descobre-se que esse uso em aplicativos é, em sua maioria, voltado para games, que, diga-se de passagem, não têm correspondente na versão web.

Veja também: Qual é a plataforma de games que mais cresce? iPhone

Publicado por Tiago Dória, em 7 de julho de 2011 (Quinta-feira).
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Apple continua educando a audiência

O pesquisador americano Clayton Christensen, professor da Harvard Business School, é conhecido pelo conceito das “tecnologias disruptivas“, tecnologias capazes de mudar não somente a forma como as coisas são feitas, mas também o mercado.

Toda “tecnologia disruptiva” tem um ciclo – surgimento e consolidação. Às vezes, esse ciclo é mais longo devido às próprias pessoas não entenderem ou saberem direito o que fazer com a tecnologia.

Quando o Twitter surgiu em meados de 2006, a principal preocupação dos fundadores da ferramenta era explicar para que ela servia. Até o termo “microblog” foi criado como uma forma de tentar esclarecer melhor a utilidade e o funcionamento do Twitter.

Com a internet em si também não foi diferente, na área de jornalismo, o principal enfoque das primeiras reportagens sobre a rede era explicar para que servia a internet.

Portanto, “educar/treinar” as pessoas pode se tornar parte essencial da dinâmica de consolidação de uma nova tecnologia ou conceito.

Isso tem ficado evidente no novo foco dos comerciais do iPad. No último, a ideia é a mesma. Talvez devido a pesquisas ou à própria noção dessa dinâmica histórica de algumas tecnologias, calmamente, a Apple continua educando as pessoas a respeito do que é possível fazer com o iPad.

Veja também: Briga boa? Apple TV vs Google TV

Publicado por Tiago Dória, em 21 de junho de 2011 (Terça-feira).
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Com iCloud, Apple deixa evidente estratégia “device agnostic”

Uma das principais características da internet é o fato de ela ser “device agnostic“, ou seja, poder ser acessada por meio de praticamente qualquer dispositivo – celular, laptops, tablets, carros. O que faz todo sentido, pois ela surgiu para ser uma plataforma de comunicação e de distribuição de conteúdo que se mantivesse intacta ainda que no caso de terremotos, enchentes, furacões.

Com o anúncio do lançamento do iCloud nesta segunda-feira, a Apple deixou evidente, uma vez mais, que tem uma estratégia para tirar vantagem dessa principal característica da internet.

Por meio do iCloud, que tem como base a tecnologia de cloudcomputing, será possível o backup e a sincronização automática de dados entre diversos dispositivos da Apple.

Ou seja, você poderá acessar o mesmo conteúdo – música, aplicativos, livros, fotos, vídeos – de qualquer dispositivo (iPhone, iPad, Macs, iPod).

Não é a primeira vez que a Apple deixa clara essa estratégia. Na época outras tentaram, mas ao lançar o iPhone em 2007, foi a primeira empresa a levar efetivamente a web para o celular (era o celular que proporcionava a melhor navegação na rede).

A Apple mostrou que web não precisa ser necessariamente ligada a PC.

Isso, claro, não quer dizer que o “computador pessoal” está morrendo. Recente estudo da Forrester Research revela que a “Era Pós-PC“, tão aclamada por Steve Jobs, cofundador da Apple, é muito mais sobre acumulação do que canibalização de dispositivos (laptops, PCs, smartphones, tablets se complementarão).

E, com o iCloud, a Apple deixa claro que a “Era Pós-PC” é bem mais sobre a “morte” efetiva do PC como única porta para acessar dados na rede.

Veja também: Hulu entende que o futuro é “device agnostic”

Publicado por Tiago Dória, em 7 de junho de 2011 (Terça-feira).
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Jornal em HTML5 (sem App Store)

No mesmo dia em que a Apple divulgou o lançamento do aplicativo Newsstand, no qual usuários de iPad, iPhone e Mac podem gerenciar e fazer assinaturas de jornais e revistas, o Financial Times anunciou a estreia de uma versão em HTML5 de seu site, voltada para dispositivos móveis.

Na mesma dinâmica da experimental Aside Magazine, a versão em HTML5 roda no próprio navegador (em app.ft.com),  dispensando a instalação de aplicativos ou a passagem pela App Store, da Apple.

A versão em HTML5 emula diversas funções de aplicativos comuns para iPad ou iPhone.

Na primeira semana, o acesso será gratuito, depois será cobrada uma assinatura (como era feito anteriormente).

O Financial Times é mais um jornal que resolveu driblar a intermediação das lojas de aplicativos e, por conta própria, gerenciar a sua presença em dispositivos móveis.

Veja também: A próxima geração de livros digitais

Publicado por Tiago Dória, em .
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Revista em HTML5

Um grupo de designers alemães criou a Aside Magazine, protótipo de uma revista em HTML5 voltada para tablets.

Além de ser um exemplo do que é possível fazer com a linguagem de marcação, o protótipo roda no próprio navegador, dispensando a instalação de aplicativo ou a passagem pela App Store, da Apple. O que ajuda a levantar a velha discussão – no caso dos tablets, vale a pena desenvolver aplicativos ou criar sites em HTML5 que emulem funções de aplicativos?

Veja também: Como as pessoas usam o iPad

Publicado por Tiago Dória, em 25 de maio de 2011 (Quarta-feira).
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A próxima geração de livros digitais

Push Pop Press é o nome da plataforma de publicação de livros digitais criada pelo desenvolvedor Mike Matas (ex-Apple) e apresentada como parte da “próxima geração de livros eletrônicos”.

A plataforma trabalha com a ideia de transformar livros em software, no caso, aplicativo para iPad.

O livro Our Choice: A Plan to Solve the Climate Crisis, de Al Gore, é um dos primeiros a ser publicado com a plataforma.

O aspecto visual e tátil é bem explorado. Você pode ler os 19 capítulos do livro/aplicativo de forma não linear, arrastar ou maximizar as imagens. Em um mapa, o livro mostra a localização geográfica de diversas informações (localização de um país citado em um texto).

O mais interessante são as animações e os infográficos, que intercalam os textos. Além de firulas na navegação, alguns são acompanhados de áudio para ajudar na compreensão (se você assoprar no microfone do iPad, alguns elementos na tela se mexem).

A experiência ainda não é das melhores. Mesmo depois de baixar o aplicativo, você tem que esperar que cada capítulo carregue, o que demora um pouco.

Num primeiro momento, as firulas na navegação podem parecer meio exageradas e superficiais, mas num livro educacional, como o Our Choice, prometem acrescentar um caráter mais lúdico à leitura.

Na última edição do TED, Matas fez uma demonstração do livro/aplicativo.
(em 0:35 no vídeo abaixo)

Veja também: Livros se tornariam aplicativos e não ebooks

Publicado por Tiago Dória, em 28 de abril de 2011 (Quinta-feira).
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