“Quanto mais eu trabalho, mais sorte eu tenho”

Dessa forma, simples e direta, Alexandre Tadeu da Costa, fundador da Cacau Show, respondeu, ao lado de Romero Rodrigues, cocriador do Buscapé, à pergunta sobre o que é mais importante para criar e manter um negócio de sucesso – trabalho ou sorte?

Os dois foram palestrantes da HSM ExpoManagement 2011, que acontece em São Paulo.

No debate, explicaram como foi o processo de criação de suas startups brasileiras. Uma ligada à alimentação – a Cacau Show, hoje a maior empresa de capital inteiramente nacional fabricante de chocolates. A outra – Buscapé, ligada à web, presente em 21 países da América Latina.

Tanto Alexandre quanto Romero fundaram as suas empresas quando eram bem jovens. O primeiro com 17 anos e o segundo com 21 anos.

Para Romero, trabalho, sorte e intuição devem andar juntos. Contudo, algo foi essencial para o sucesso do Buscapé – ter sempre em mente que o site deveria dar poder aos consumidores (permitir fazer pesquisas de preços).

Antes mesmo da fala de Romero, o investidor e escritor Guy Kawasaki, ex-executivo de marketing da Apple, havia antecipado esse pensamento, em sua palestra no mesmo evento.

Para Kawasaki, bons produtos dão poder às pessoas. Não fazem as pessoas ficarem frustradas. Como exemplo, ele cita o próprio Mac, da Apple, que deixa o caminho livre para que as pessoas trabalhem, sem ficar se preocupando em instalar drives, checar configurações e coisas afins.

Ter medo de polarizar as pessoas é um dos principais erros ao lançar um produto ou tecnologia, segundo o escritor. “As empresas querem criar um produto perfeito, que agrade todas as pessoas, de todas as idades, culturas e classes sociais”.

Segundo o ex-executivo da Apple, grandes produtos marcam as pessoas. Logo, geram paixão e ódio

O Tivo, comum nos EUA e que permite gravar qualquer programa da TV (DVR), é um exemplo. Na medida em que o dispositivo permite que as pessoas não assistam aos intervalos comerciais na TV, ele é adorado por uns e odiado por outros. Não tem meio termo. É 8 ou 80.

Veja também: Falta mão de obra especializada na ‘web brasileira’

Publicado por Tiago Dória, em 7 de novembro de 2011 (Segunda-feira).
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Frase da semana

Há muitos bons motivos para evitar investir em empresas como LinkedIn e Groupon. Você pode ganhar dinheiro, claro, mas também pode perder tudo. Todavia, isso não é uma bolha. É o mercado.

Will Oremus, da Slate, ao comentar a abertura de ações do Groupon.

É considerada a maior abertura de capital de uma empresa de internet nos EUA, desde a oferta de ações da Google, em 2004.

Publicado por Tiago Dória, em 5 de novembro de 2011 (sábado).
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Depois dos protestos, mais gente de olho em você

Foi-se o tempo em que governos viam a internet e outras tecnologias emergentes como inimigas. Cada vez mais, utilizam-nas a seu favor, seja para disseminar propaganda política, seja para fazer monitoramento.

No livro The Net Delusion, o pesquisador Evgeny Morozov mostra como diversos tipos de governo utilizam a rede em benefício próprio.

O tema ainda assusta muita gente, mas não é nenhuma novidade.

A internet surgiu num ambiente governamental (e acadêmico). Nada mais previsível que, 40 anos depois, os governos utilizem-na a seu favor.

A Ieee Spectrum retomou, de certa forma, o assunto nesta semana.

Na matéria The Future of Riots, a revista mostra que os distúrbios acontecidos em Londres, em agosto, tiveram o efeito colateral de acentuar as pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias de vigilância e de reconhecimento facial.

Na ocasião, além da dinâmica do crowdsourcing, a polícia londrina utilizou câmeras com identificação de faces para prender alguns dos responsáveis pelos distúrbios.

Antes mesmo dos tumultos em Londres, um dos sistemas pesquisados revelou que a mistura de cloud computing, webcams e o cruzamento de dados das atuais plataformas de redes sociais pode ajudar a identificar as pessoas em diversos ambientes.

Em um dos testes, com base em perfis no Facebook, foi possível identificar estudantes em um campus de uma universidade.

Veja também: Esconde-esconde na “Era digital”

Crédito da foto: Mag3737

Publicado por Tiago Dória, em 4 de novembro de 2011 (sexta-feira).
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Google Telecom – Parte 2

A Google anunciou que planeja oferecer uma rede de fibra ótica na cidade de Kansas, nos EUA.

Segundo o Wall Street Journal, a intenção é fornecer não somente infraestrutura, mas serviços “triple play” – TV a cabo, telefonia e acesso à banda larga.

O serviço de TV seria disponibilizado por meio da Google TV, projeto que estaria passando por uma reformulação.

Há algum tempo, comentei sobre o quanto a Google Telecom começa a ganhar corpo, principalmente depois que Larry Page assumiu a diretoria da empresa.

Desde agosto, a Google fornece uma rede de fibra ótica para parte das pessoas residentes em Palo Alto, nos EUA.

Ao entrar no negócio de infraestrutura, a Google ganha uma vantagem sobre as demais empresas, que dependem de terceiros para fazer com que os seus serviços cheguem aos usuários finais. Por outro lado, com o posicionamento, a Google ganha novos competidores – as empresas de telecom.

Veja também: Google Telecom mais próxima da realidade

Crédito da foto: d-reichardt

Publicado por Tiago Dória, em .
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As cidades mais digitais em 2011

A Government Technology, principal publicação sobre a digitalização de governos, anunciou os vencedores do 2011 Digital Cities Survey, concurso que busca identificar as cidades mais digitais nos EUA.

A cidade de Honolulu, no Havaí, liderou o ranking.

Sem qualquer custo para os cidadãos, o município criou o projeto Kokua Wireless, que fornece internet sem fio gratuita para toda a cidade. Por meio de antenas no topo dos prédios,  empresas privadas compartilham parte de sua banda ociosa e, em troca, ganham espaços publicitários na rede.

O governo municipal também implementou um sistema de ERP, que digitalizou e integrou todos os dados financeiros da cidade.

A previsão é de uma redução anual dos gastos públicos entre US$ 18 e 35 milhões.

Por sua vez, a cidade de Olathe, no Kansas, abraçou ferramentas sociais – Twitter e Facebook – como uma forma de envolver mais a população em reuniões de orçamento da cidade. Encontros do conselho da cidade passaram a ser transmitidos por uma emissora local, com participação ao vivo dos cidadãos por meio de Twitter e email (no caso de Olathe, a população já tinha uma boa noção de cidadania. A tecnologia foi apenas o combustível para que essa cidadania florescesse ainda mais).

A virtualização de 75% dos servidores da cidade garantiu o terceiro lugar para Roseville, na Califórnia. O processo de virtualização garante maior economia e otimização de uso dos recursos de um servidor.

Percebe-se – o que une todas essas cidades vencedoras do 2011 Digital Cities Survey é um conceito simples. Tratar tecnologia não como meio, mas fator de geração de valor. Lição de casa para municípios em outros países.

Veja também: Para Nova York, web deve ser um espaço público

Crédito da foto: Ricky

Publicado por Tiago Dória, em 3 de novembro de 2011 (Quinta-feira).
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Yahoo! em segunda tela

Neste feriado, o Yahoo! anunciou o lançamento de diversos produtos.

Um deles chamou a minha atenção – o IntoNow. É um aplicativo de segunda tela, desenvolvido para ser utilizado enquanto você assiste a um programa de TV.

Na tela do aplicativo, são exibidas estatísticas, notícias, tweets, conteúdo relacionado, além de informações sobre outras pessoas que estão assistindo ao mesmo programa.

Para sincronizar com a TV, o IntoNow utiliza uma tecnologia de reconhecimento de som. O aplicativo funciona somente com programas em inglês.

Nos meus testes, o aplicativo funcionou aqui, no Brasil. No entanto, somente com canais com sinal em inglês – CNN, Fox News.

Antes de ser comprado pelo Yahoo! em abril, o IntoNow era um aplicativo independente, feito para realizar “check-ins” em programas de TV.

O relançamento do aplicativo faz parte da recente estratégia do Yahoo! de se focar em conteúdo para tablets e outros dispositivos móveis.

Veja também: A disputa pela 2ª tela durante o Oscar

Publicado por Tiago Dória, em 2 de novembro de 2011 (Quarta-feira).
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