No texto Google+ e Facebook prometem jogar xadrez, comentei que a Teoria dos jogos – “a melhor estratégia depende da estratégia dos outros” – seria o melhor conceito para entendermos melhor o que acontece entre Google e Facebook.
A próxima decisão de uma empresa depende do que a outra acabou de fazer. Igual a um jogo de xadrez. A teoria faria certo sentido principalmente no embate “Google+ versus Facebook”, que começou neste ano.
A Google lançou o Hangouts no Google+. E o Facebook respondeu com a parceria com o Skype. O Facebook fez modificações em sua política de games, o Google+ respondeu com jogos. A empresa de busca ofereceu o Circles, que permite organizar os contatos na plataforma de rede social. E o Facebook promete responder com a “Smart Lists“.
A funcionalidade está disponível apenas para alguns usuários do Facebook.
Segundo o site ZDNet, a partir de seu histórico de uso do Facebook e informações dos perfis, a “Smart Lists” organiza automaticamente os seus contatos em determinados grupos – colegas de trabalho, amigos da época de escola, amigos próximos. O diferencial em relação ao Circles é que tudo ocorre de forma automática. Você não precisa ficar mapeando suas redes a todo momento.
Com o lançamento da funcionalidade, fica nítido que a Google conseguiu pautar a concorrência.
Por outro lado, a resposta da concorrência tem sido satisfatória. O Facebook está tentando não somente oferecer o que Google+ tem, mas melhor.
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Um removedor portátil de manchas, alimentado por uma bateria de açúcar cristal, foi o vencedor do Electrolux Design Lab 2011.
Todo ano, o concurso elege os produtos conceituais mais inovadores em design e tecnologia na área de eletrodomésticos.
O removedor vem com 4 pré-programas de limpeza – óleo, café, tinta, suor – e tem a ver com algo que comento bastante aqui, no blog – mobilidade.
O designer Adrian Mankovecký, idealizador do projeto, conceituou o removedor pensando em seu uso para qualquer lugar. Tanto que o gadget usa pouca energia.
Mais um que entra para a lista de vídeos conceituais do blog.
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Tela OLED, tradução instantânea de textos, permite escanear documentos, realidade aumentada…
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O serviço público de correio americano está em crise, decreta matéria do NYTimes.
O US Postal Service não foi capaz de competir com empresas privadas, como Fedex e UPS. Para se ter uma ideia, no correio americano, a mão-de-obra é responsável por 80% dos custos, enquanto que nas empresas privadas fica entre 30 e 50%.
O déficit da empresa chegou a 5,7 bilhões de dólares nos primeiros meses do exercício 2010/2011.
É claro que a internet tem uma “meia culpa” na crise. Em parte, o serviço tornou-se obsoleto.
O email funcionou como tecnologia disruptiva no mercado de entrega de correspondência. Basta lembrar que, no começo dos anos 90, em algumas universidades americanas, o email era lembrado como “um treco que permitia economizar dinheiro com telefonemas e cartas”.
No entanto, a crise no correio americano pode ser reflexo de algo que a gente se acostumou a ver. Na Era Digital, muitas empresas quebram por confundirem serviço com tecnologia.
Durante a passagem dos átomos para os bits, muitas empresas entraram em crise de identidade. A Kodak, por exemplo, não se decidia se estava no negócio de memórias visuais (serviço) ou de filmes para câmeras fotográficas (tecnologia utilizada na época). A Kodak demorou muito para perceber que a sua competência central (o que ela faz de melhor) era memória visual, registrar bons momentos de nossas vidas. Em outras palavras, a empresa confundiu serviço com a tecnologia utilizada.
Na área de jornalismo, algumas empresas estão aprendendo isso na prática. Em 2009, em um memorando interno, a diretoria do NYTimes decretou que a competência central da empresa era informação, não importando a plataforma. O negócio deles era produzir e entregar informação relevante e não fazer jornal de papel. Ou seja, a empresa tentou separar serviço de tecnologia.
Mesmo em empresas de tecnologia a gente percebe essa dinâmica. O mérito de Steve Jobs não foi lançar o iPod ou o iPhone, mas sim descobrir a competência central da Apple (usabilidade e design) e aplicá-la em diversos mercados. Separou a tecnologia utilizada da missão tecnológica da Apple. Vide o que aconteceu quando a Apple aplicou o que ela faz de melhor (usabilidade e design) no mercado de música – iPod e iTunes, produtos que se tornaram sucesso.
Além de ser reflexo do fosso atual entre serviços públicos e privados, talvez falte ao correio americano fazer uma análise: O que fazemos melhor? Não estamos confundindo serviço com a tecnologia utilizada, caindo no mesmo equívoco da indústria fotográfica?
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Crédito da foto: RSMS
Nesta segunda-feira, a Netflix passou a oferecer oficialmente no Brasil o seu serviço de streaming de filmes, séries e programas de TV. O lançamento faz parte da expansão internacional da empresa.
Apesar de enfrentar problemas dentro de casa, nos EUA, com fornecedores de conteúdo e operadoras, a Netflix começa a sua expansão com algumas vantagens, como o fato de fechar acordos regionais e não de país em país de licenciamento de conteúdo .
No exterior, a Netflix é apontada como uma das principais responsáveis pela diminuição da pirataria de filmes ao oferecer uma experiência melhor que os “sites ilegais de downloads”.
Na prática, a versão brasileira do Netflix perde em catálogo (a previsão é de no máximo 8 mil títulos) e em qualidade das imagens (os vídeos estão em baixa resolução).
Ganha em facilidade de uso e o fato de ser “device agnostic” – poder acessar o conteúdo de praticamente qualquer dispositivo (Xbox ainda não está disponível)
O preço é de R$ 14,99/mensal. Serviços nacionais oferecem quase o mesmo por preços mais baixos, porém, tenho dúvidas se a Netflix entrou no mercado brasileiro para concorrer em custo.
Ainda é cedo para afirmar que a Netflix terá sucesso no Brasil. O Brasil é a primeira experiência da Netflix fora dos Estados Unidos e do Canadá. A empresa começou a operar por aqui nesta segunda-feira. Concorrentes nacionais alertam para as diferenças culturais.
Vale lembrar que a WalMart, toda poderosa do varejo, enfrentou diversos problemas culturais quando entrou no mercado brasileiro – layouts de lojas inadequados, além de ofertas de produtos não condizentes com a demanda brasileira.
O que fica evidente com a entrada do Netflix é que, não somente lá fora, mas aqui, no Brasil, o mercado de entrega de conteúdo de TV via internet está em disrupção. Google TV e a Apple TV (que, diga-se de passagem, tem o melhor catálogo) prometem expandir seus serviços para outros países.
Um cenário que promete fortalecer antigos players, mas inserir novas empresas no mercado.
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Com o tempo, as pessoas reduzem a quantidade de sites que elas frequentam com alguma regularidade. Nos Estados Unidos, não são mais que 20 sites
Arianna Huffington, fundadora do Huffington Post, em passagem pelo Brasil.
Boas notícias para quem está explorando o conceito de segunda tela.
Mais de 40% das pessoas têm o hábito de acessar plataformas de redes sociais enquanto assistem à TV. Jogar games e bater papo via internet é comum para mais de 20% das pessoas, segundo a edição 2011 do estudo TV & Video Consumer Trend Report da Ericsson.
Realizada em 13 países, inclusive Brasil, a pesquisa mostra que o hábito de assistir TV e, ao mesmo tempo, navegar na internet é, cada vez mais, comum para mais de 60% dos entrevistados.
O hábito se torna mais irresistível quando são exibidos na TV reality shows e programas de esportes, o que abre espaço para a aplicação do conceito de segunda tela (TV como tela principal e dispositivos móveis – laptops, smartphones, tablets – como segunda tela).
De certa forma, o estudo da Ericsson complementa um da Cable & Telecommunications Association for Marketing que indicou que as plataformas de redes sociais e os aplicativos de segunda tela fazem com que as pessoas tenham um envolvimento maior com o que é exibido na TV.
Em 2010, uma pesquisa da Nielsen também detectou que o hábito de assistir TV e, ao mesmo tempo, navegar na internet era comum, no entanto, numa porcentagem menor, apenas 40%.
O interessante de todos esses estudos é que, como pano de fundo, eles revelam que o uso dos dispositivos e plataformas é cada vez mais conectado e simultâneo.
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