A Ford publicou um vídeo a respeito do carro conceitual Evos.
A montadora aposta na tecnologia de cloud computing e no consequente sincronismo de informações e dados. A ideia é que, por meio da tecnologia, o carro converse com o celular, despertador e serviços de informações sobre tráfego e tempo.
A partir de suas preferências e informações em tempo real sobre condições de tráfego e tempo, o carro pode indicar que horas você deve acordar para não perder os primeiros compromissos do dia.
Parece que não é somente Apple, Amazon e Hulu que têm como estratégia tirar proveito de uma das principais características da internet – ser “device agnostic“ (por meio de cloud computing).
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Passa ano, vem ano, e o NYTimes tenta manter a sua imagem futurista (durante 2 anos, o jornal manteve o cargo de “futurista“, que, na época, foi ocupado pelo escritor Michael Rogers)
O conceito, a tecnologia e a dinâmica de uso não são novos. Mas é uma das primeiras vezes que vejo aplicados em um produto da área de jornalismo.
A tecnologia é a da Microsoft Surface.
Foi adaptada pelo pessoal do departamento de P&D do NYTimes.
/via @niemanLab
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A premissa é verdadeira no caso do dicionário Chambers, publicado desde 1901 na Inglaterra.
Dos novos termos adicionados à nova edição do dicionário, quase 1/4 é proveniente da chamada “cultura da internet”. Entre os termos, estão – cloud, paywall e tweet; além das siglas bastante utilizadas em emails e plataformas de redes sociais – OMG (Oh My God) e BFF (Best friend forever).
Na semana passada, a editora Merriam-Webster anunciou a adição no Collegiate Dictionary das palavras tweet, social media e crowdsourcing.
Não é de hoje que termos vindos da web tornam-se oficiais em dicionários. Em 2005, podcast foi eleita a palavra do ano pelo Dicionário Oxford.
Antes, quando você queria encontrar palavras incomuns, tinha que recorrer a livros antigos, repletos de termos fora de uso. Hoje, cada vez mais, é importante também estar de olho no burburinho da web.
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Crédito da foto: Horia Varlan
Desde quando ganharam popularidade entre 2000 e 2010, as APIs são vistas como um termômetro da web. Graças a elas, o ato de desenvolver uma aplicação ficou mais eficiente, principalmente para pessoas que não têm um conhecimento avançado a respeito de programação.
Além disso, as APIs facilitaram a proliferação dos mashups (mesclagem de dados e propriedades de dois ou mais serviços/sites diferentes).
O Programmable Web, que monitora o uso de APIs e a criação de mashups, divulgou um balanço.
Atualmente, existem mais de 3.700 APIs e 6 mil mashups listados no Programmable.
A API mais popular é a da Google Maps, seguida da do Twitter e do Flickr. A API do serviço de mapas da Google é utilizada em 41% dos mashups.
Uma tendência, meio que esperada, no último ano, é o crescimento significativo do uso das APIs do Facebook e do Twitter. As duas APIs foram utilizadas em mais de 900 mashups.
O mashup mais popular criado no último ano é o Office2, aplicativo que, ao explorar a API do Box.net, permite editar, no iPad, arquivos do Word e do Excel em uma interface parecida com a do Office.
Um estudo anterior do Programmable Web indicou que as APIs públicas estão crescendo a uma taxa comparável ao crescimento dos sites há 15 anos.
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Crédito das fotos: Mooi
Inovação não tem nada a ver com quantos dólares você investe em Pesquisa e Desenvolvimento. Tem a ver com as pessoas que você tem. Quando a Apple lançou o Mac, a IBM estava gastando 100 vezes mais em Pesquisa e Desenvolvimento.
A frase não é nova, mas, nesta semana, vale abrir uma exceção.
Steve Jobs, em 1998, ao defender o “peopleware“.
Há a ideia de que a partir do momento em que livros se tornassem softwares (aka aplicativos), inevitavelmente acabariam se remixando com outros tipos de mídia.
Uma startup que ganhou as páginas do NYTimes nesta semana tenta realizar um pouco disso.
A Booktrack pretende oferecer uma tecnologia que permita adicionar trilhas sonoras a livros-aplicativos para tablets. Semelhante a um filme com trilha sonora.
Conheço pessoas que gostam de ler um livro com uma música de fundo. No entanto, a ideia da Booktrack é que cada livro eletrônico venha com uma trilha sonora pré-selecionada. É possível sincronizar a leitura com o som. Se você leu sobre uma porta, você escuta o som dela se abrindo.
Na App Store, há uma versão de The Adventures of Sherlock Holmes desenvolvida pela Booktrack.
A tecnologia pode ser interessante especificamente para livros infantis.
Confesso que não me atraiu. Acredito que a graça de ler um livro é justamente o silêncio, o fato de ser uma atividade concentrada e solitária.
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A renúncia de Steve Jobs ao cargo de executivo-chefe da Apple pegou muitos de surpresa. Porém, a decisão era esperada.
A saída marca o fim de uma era, mas também de um período de incerteza. Todos tinham noção de que Jobs sairia do cargo, mas não sabiam quando.
Tim Cook, que já vinha substituindo Jobs desde janeiro deste ano, será o novo executivo-chefe. Desde o começo do ano, quando Jobs anunciou o seu 3º afastamento da empresa devido a problemas de saúde, analistas já indicavam que dificilmente ele voltaria ao dia a dia da Apple.
Logo após o anúncio da renúncia, as ações da empresa caíram 6%.
Contudo, os efeitos da saída prometem ser quase nulos a curto prazo. Jobs permanecerá junto à empresa como presidente do conselho de administração. Além disso, segundo o Wall Street Journal, o cofundador da Apple continuará envolvido com a estratégia de produtos da Apple.
Em entrevista à Bloomberg, Steve Wozniak, cofundador da Apple, lembrou que, assim como as pessoas, a qualidade dos produtos não muda da noite para o dia.
A renúncia de Jobs é até vista com bons olhos, pois o executivo acabava ofuscando outras pessoas talentosas na Apple, como o próprio Tim Cook e o designer Jonathan Ive.
A certeza mais imediata é que, com a saída de Jobs, vai-se embora o carisma e abre-se o questionamento a respeito do estado de saúde do executivo. A carta de despedida de Jobs tem um caráter melancólico. A impressão é que ele está lutando pela vida.
Ao contrário de Jobs, Cook é lembrado por ter uma personalidade mais fechada, de fala mansa, menos carismático. Um profissional acostumado a trabalhar nos bastidores e munido de muitos dados. Formado em engenharia industrial, o executivo teve um papel fundamental em mudar toda a logística da cadeia de suprimentos da Apple, ao reduzir não somente o tempo de estoque, mas ao aprimorar o relacionamento com fornecedores. O que foi crucial para criar o back-end para a produção e o lançamento de produtos de sucesso da Apple, como o iPhone e o iPad.
Steve Jobs é um dos grandes nomes do revolucionário processo de “softwarização” pelo qual o mundo está passando. Durante o último período como executivo-chefe, foi eleito o empreendedor mais admirado pelas novas gerações que cresceram com a internet.
Jobs tinha uma missão. Em 1996, ele retornou à Apple com a visão de transformar os computadores pessoais em objetos de consumo, em objetos que não fossem utilizados somente por especialistas, mas que pudessem ser tão intuitivos de usar quanto um aparelho de televisão.
Se ele não cumpriu essa missão, pelo menos, quase chegou lá.
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Crédito da foto: Zadi Diaz
Lembra que eu comentei sobre a Google estar mais próxima de uma empresa de telecom e da visão de Larry Page a respeito da Google se transformar em uma empresa verticalizada de comunicação, que forneça não somente serviços, mas também infraestrutura?
Nesta semana, a Google passou a oferecer uma rede própria de fibra ótica para pessoas residentes próximas à Universidade de Stanford, em Palo Alto, nos EUA. A próxima cidade a receber a infraestrutura de internet da Google será a de Kansas.
A intenção é que a velocidade de conexão da rede da Google seja cem vezes mais veloz que uma conexão normal com a qual os americanos estão acostumados.
Ao verticalizar as suas operações e entrar no negócio de infraestrutura, por um lado, a Google ganha uma vantagem competitiva sobre as demais empresas – Apple, Facebook, Microsoft - que dependem de terceiros para fazer com que os seus serviços cheguem aos usuários finais (recentemente, o Netflix foi prejudicado por uma decisão da AT&T). Por outro lado, com o posicionamento, a Google ganha novos competidores – as empresas de telecom.
Ao que tudo indica, a Google percebeu que quem domina a infraestrutura de internet tem um grande poder em mãos.
Com a nomeação de Larry Page como CEO da Google, era meio que esperado que a empresa retomasse de forma mais acelerada o seu projeto de ter uma rede própria de telecomunicação.
Segundo o livro Confessions of Google Employee 59, Page sempre defendeu a visão (o que a empresa será daqui a alguns anos) de que a Google deveria se tornar uma empresa verticalizada de comunicação. Além disso, internamente, o executivo foi o principal responsável por incentivar o projeto do Android, sistema operacional da Google para dispositivos móveis.
Aos poucos, as peças vão se encaixando. A Google passa a fornecer chamadas telefônicas via Gmail, compra a Motorola, retoma o projeto de oferecer infraestrutura de telecomunicação. Parece que a Google Telecom está bem mais próxima da realidade.
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Mais um sinal de que algumas empresas podem dar dois passos para frente e um para trás.
Há um bom tempo, nos EUA, a Fox disponibilizava na web alguns de seus programas 24 horas após irem ao ar na TV. No entanto, no último mês, foi tomada a decisão de que os programas estariam na web somente 8 dias após serem exibidos na TV.
Imagina esperar uma semana para assistir a um programa que você acabou de ver na TV?
A intenção da FOX era preservar o índice de assinantes e a receita de publicidade na TV.
Segundo um estudo do TorrentFreak, que monitora o compartilhamento de arquivos na rede, cinco dias após a decisão da FOX ser colocada em prática, houve um aumento significativo no número de “downloads ilegais” de programas da emissora de TV.
Downloads do seriado “Hell’s Kitchen”, por exemplo, aumentaram em 114%.
É quase não impossível fazer uma relação entre o aumento de programas baixados em sites de torrent e a decisão da FOX.
No cenário atual, por si só, a decisão da FOX não é lá muito inteligente, pois “deseduca” um público que, cada vez mais, estava acostumado a utilizar o próprio site da emissora e serviços como Hulu e Netflix para acessar o conteúdo. Serviços que, diga-se de passagem, são considerados legais.
O mesmo TorrentFreak vem levantando a bola há alguns meses de que o número de downloads ilegais de programas de TV e filmes vem caindo depois que serviços como Netflix e Hulu passaram a aumentar a quantidade de conteúdo oferecido e a fornecer uma experiência melhor que os “sites piratas de downloads”.
Ou seja, a decisão da FOX ignora que as pessoas estão, acima de tudo, atrás de facilidade, de ter uma boa experiência com o conteúdo.
As pessoas não pararam de assistir TV. Aliás, elas vêm assistindo como nunca. Contudo, essas mesmas pessoas agora querem poder assistir a um programa quando, onde e como quiser.
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