Pioneiro dos newsgames lança novo livro

Ian Bogost, pesquisador pioneiro do tema newsgames, prepara o quinto livro de sua carreira.

How to Do Things with Videogames reunirá casos bem sucedidos do uso de games em diversas áreas. Games utilizados para documentar eventos históricos, educar crianças e adultos, promover arte, pornografia, política e a venda de produtos comerciais.

Como pano de fundo, o pesquisador pretende mostrar que os games saíram da “marginalidade” e hoje estão no centro da nossa sociedade. Bogost acredita que, daqui a alguns anos, a divisão entre jogadores e não-jogadores ficará obsoleta. De alguma forma, toda a sociedade será gamer.

O pesquisador ficou mais conhecido no ano passado, quando lançou Newsgames – Journalism at Play, livro pioneiro sobre o formato que mistura games e notícias e que eu comentei aqui, no blog.

How to Do Things with Videogames está previsto para ser lançado no dia 30 de agosto, nos EUA.

Veja também: Games: a arma secreta da humanidade

Publicado por Tiago Dória, em 13 de julho de 2011 (Quarta-feira).
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Estão confiando no taco do Google+

Algumas pessoas podem ter torcido o nariz para o Google+, mas não os investidores.

Após o lançamento da plataforma de rede social, há duas semanas, o valor de mercado da Google aumentou em US$ 20 bilhões. Segundo a NBC, entre 27 de junho e 7 de julho, as ações da empresa passaram de US$ 482,80 para US$ 546,60.

Nesta terça-feira, circulou na web a informação não oficial de que, em 10 dias, o Google+ já teria mais de 10 milhões de usuários. Seria um dos serviços web que mais cresceu em menos tempo.

Números confiáveis ou não, eles podem dizer pouco. Número de “usuários registrados” sem o parâmetro de “usuários ativos” não diz muito. De repente, as pessoas estão apenas fazendo o cadastro no Google+. Dão uma olhada apenas por curiosidade e não voltam mais.

E uma coisa que ainda está faltando no Google+ são mais motivos para voltar lá. Situação que deve mudar quando a API pública for lançada, o que abrirá espaço para a criação de aplicativos (games e utilitários).

Tem gerado certa polêmica o fato de a Google ter proibido o uso da ferramenta por parte das empresas. Há, porém, a especulação de que, num futuro muito próximo, a Google permita que elas montem perfis na rede social mediante pagamento. Crie uma versão paga do Google+.

O pensamento é que, se as empresas realmente querem fazer parte da “conversação”, elas acabarão pagando, assim como pagam para estar em outras plataformas – TV, rádio, impresso.

Além disso, ao investir dinheiro, espera-se que as empresas tenham uma presença mais produtiva na plataforma de rede social. Por enquanto, nada confirmado.

Interessante observar que, desde o lançamento do Google+, o Facebook vem mudando o discurso e acredita que o sucesso de uma plataforma de rede social não deve mais ser mensurado pelo número de pessoas conectadas, mas sim pela quantidade de informações compartilhada.

Atualmente, 4 bilhões de itens são compartilhados por dia no Facebook.

Veja também: Google+ e Facebook prometem jogar xadrez

Publicado por Tiago Dória, em 12 de julho de 2011 (Terça-feira).
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Ilustrador da Pixar cria “livro-aplicativo”

No começo de 2010, John Makinson, diretor geral da Penguin Books, disse que, num futuro muito próximo,  livros não se tornariam ebooks, mas sim softwares (aplicativos).

De lá para cá, o conceito vem mais ou menos sendo absorvido pelo mercado. O livro Our Choice, do Al Gore, por exemplo, conta com uma versão “livro-aplicativo”.

William Joyce, ilustrador da Pixar e de diversos outros estúdios de animação, criou uma versão “livro-aplicativo” para a animação infantil The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore.

Segundo a revista FastCompany, a intenção é quebrar a barreira entre livro e animação.

O lançamento mostra não somente as possibilidades que se abrem quando você transforma software em mídia, mas também o potencial educacional dos tablets.

Veja também: Filme aplicativo no Facebook

Publicado por Tiago Dória, em 11 de julho de 2011 (Segunda-feira).
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Frase da semana

(Hoje) Você gasta muito tempo filtrando e pouco tempo lendo

John-Paul Schmetz, cofundador do agregador Cliqz, em uma matéria especial da Economist sobre o futuro do consumo de notícias.

Publicado por Tiago Dória, em 9 de julho de 2011 (sábado).
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App Store na casa dos 15 bilhões de downloads

A Apple perdeu a tentativa de ter exclusividade em utilizar o termo “App Store”, mas, em compensação, tornou-se a primeira a anunciar que teve 15 bilhões de aplicativos baixados em sua loja online. Um número expressivo se a gente lembrar que, em janeiro de 2010, a Apple anunciou a marca de 3 bilhões de downloads. Em média, são 75 aplicativos por dispositivo (iPhone, iPad, iPod).

Tomara que os números não ajudem a levantar outra vez a discussão sobre a “morte da web“, polêmica que faz cada vez menos sentido, principalmente se levarmos em conta que diversos aplicativos para dispositivos móveis têm a web como “back-end“.

Recente estudo anunciou que as pessoas estariam passando mais tempo em aplicativos móveis do que na web.  Porém, ao analisar os números, descobre-se que esse uso em aplicativos é, em sua maioria, voltado para games, que, diga-se de passagem, não têm correspondente na versão web.

Veja também: Qual é a plataforma de games que mais cresce? iPhone

Publicado por Tiago Dória, em 7 de julho de 2011 (Quinta-feira).
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Supermercado do futuro?

Ação promocional para a rede coreana de supermercados Home plus e que teve uma certa dose de futurismo.

Veja também: Comercial futurista da Eidos

Publicado por Tiago Dória, em .
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Com Skype, Facebook reafirma ser um “utilitário de comunicação”

Uma das discussões existentes a respeito das “plataformas de redes sociais” envolve saber em qual negócio elas estão. Se são “utilitários de comunicação”, “plataformas de mídia” (empresas de conteúdo) ou ambos. Dependendo da escolha você tem dinâmicas diferentes.

Historicamente, se você se posiciona no mercado como uma empresa de conteúdo, gera receita por meio de publicidade e/ou assinaturas. Se você se coloca como utilitário de comunicação, a receita se dá via “serviços adicionais” (email por voz, SMS a mais, mais armazenamento etc). É meio difícil, por exemplo, imaginar uma empresa de telefonia (telefones são utilitários de comunicação) inserindo um anúncio no meio de uma conversa telefônica.

No final das contas, as plataformas de redes sociais podem ser duas coisas – plataformas de comunicação e de distribuição de conteúdo. Contudo, elas têm demonstrado que se posicionam melhor no negócio de comunicação do que no de conteúdo.

Em 2007, numa entrevista à TIME, Mark Zuckerberg disse que o Facebook era, antes de tudo, um utiliário. O futuro estava em reforçar cada vez mais o caráter comunicativo da plataforma de rede social. O Facebook seria mais próximo de uma empresa de telefonia do que qualquer outra coisa.

Ou seja, proporcionaria o mesmo tipo de experiência de um telefone – fornecer uma base tecnológica “neutra” para que as pessoas pudessem se comunicar e se conectar.

Não é à toa que, muitas vezes, no dia a dia, as plataformas de redes sociais substituem os telefonemas. Quantas vezes você não deixou de fazer uma ligação e preferiu enviar uma mensagem por meio do Facebook, Twitter ou Orkut?

Nesta quarta-feira, o Facebook reforçou mais ainda esse caráter de utilitário de comunicação com o lançamento da integração com o Skype, que permite aos usuários fazer videochamadas.

Segundo Zuckerberg, a parceria já existia há algum tempo e o lançamento não teria qualquer ligação com o Hangouts, do Google+, declaração que não convenceu muito (a parceria com o Skype poderia existir, mas talvez foi apressada devido ao recente lançamento da Google).

Com a parceria, o Skype tem acesso a uma base de 750 milhões de usuários do Facebook. E os usuários do Facebook, por sua vez, ganham mais um formato para se comunicar.

Por essas e outras, a gente vê que o Facebook vem se tornando um importante utilitário de comunicação com diversos formatos, algo que não será nenhuma surpresa se começar a chamar a atenção das empresas de telecom (aliás, a Telefônica já andou comprando plataformas de redes sociais).

Veja também: Google e uma das coisas mais íntimas que temos online

Publicado por Tiago Dória, em 6 de julho de 2011 (Quarta-feira).
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“Inglês de internet”

A Open University publicou uma série de animações de 1 minuto sobre a história da língua inglesa e as suas variações.

Quem trabalha com tecnologia acaba por conviver no cotidiano com algumas dessas variações, como o hinglish (mistura de hindi + inglês) e o chinglish (chinês + inglês).

Uma das animações aborda o inglês utilizado na internet e que popularizou as expressões LOL e FAIL.

Veja também: Unfriend é a palavra do ano

Publicado por Tiago Dória, em 4 de julho de 2011 (Segunda-feira).
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Google+ e Facebook prometem jogar xadrez

Faz 5 dias que foi lançado o Google+, quarta tentativa da Google entrar, de forma mais efetiva, no “mercado de plataformas de redes sociais”. Diferente das tentativas anteriores, essa parece ter interessado bem mais aos chamados “early adopters“.

Pelo que deu para perceber, dois recursos do Google+ agradaram gregos e troianos.

Primeiro, o Hangouts, recurso de videochat bem simples e que funciona no próprio navegador, sem a necessidade de instalar aplicativos (acredito que a Google poderia até ter lançado o Hangouts como produto separado).

E o segundo, o “Circles“, que, sem necessidade de reciprocidade na hora de adicionar uma pessoa, permite organizar os contatos na rede social. Por meio dele, o usuário pode compartilhar informações com quem quiser – apenas o círculo composto de amigos, de familiares ou somente de conhecidos.

Chama a atenção o fato de o Facebook já permitir isso. É possível separar em “listas” amigos, familiares e conhecidos e, dessa forma, enviar mensagens personalizadas para cada uma. O problema é a complicação em fazer isso.

Com o “Circles“, a Google fez o mesmo que as “listas” do Facebook, porém em uma interface bem mais intuitiva (por aí a gente vê o quanto a interface pode ser um diferencial em um projeto de internet).

Aliás, se a gente for vasculhar o baú, o Pownce, falecida rede de micrologs que pretendia concorrer com o Twitter em 2007, permitia organizar os amigos em conjuntos e dessa forma visualizar e enviar informações específicas para cada grupo de contatos.

Com o lançamento do Google+, fica claro que o Gmail é um produto importante para a Google. O Google+ não é uma rede social criada do nada. Na realidade, ao entrar no Google+,  somos induzidos a construir a nossa rede a partir da lista de contatos já existente no Gmail.

Talvez a Google leve em conta que nossos emails têm informações valiosas sobre as nossas interações sociais. Caixas de entrada e de saída de emails indicam quem está em contato, quando e com qual frequência – têm dados valiosos, inseridos diariamente de forma passiva, e que podem ser utilizados para formar redes.

Não que isso seja ruim, mas a impressão que passa para quem está do lado de fora é que o Google+ foi criado de cima para baixo – a diretoria tomou a decisão e o produto foi feito para atender a uma necessidade da empresa. Ou seja, o Google+ parece ser um pouco diferente de outros produtos da Google, os quais, geralmente, nascem de baixo para cima, os engenheiros criam os produtos e depois os levam até a diretoria.

Neste sentido, apesar da empresa de busca negar publicamente, o Google+ parece ser uma óbvia resposta ao crescimento mundial do Facebook.

Não é de hoje que Google e Facebook passaram a ser vistas como empresas concorrentes, apesar de tratarem informações de formas tão diferentes.

Para definir a relevância de uma informação, a Google leva em conta o seu histórico de navegação e onde você clicou na web. O Facebook também considera os cliques, contudo tem em mira bem mais o que você compartilha e com quem você se relaciona na web, o que gera diferenças.

No Facebook, dificilmente você vai compartilhar ou “curtir” algo escatológico. Tentará não tornar públicos as suas preocupações ou os seus interesses particulares. No Google, você pode buscar qualquer coisa já que ninguém vai conferir o que você anda pesquisando na web. É tudo mais espontâneo. Ou seja, no Facebook as pessoas fazem uma performance. No Google, elas são bem mais “verdadeiras” nas buscas.

Teoricamente, os dados gerados no Google+ seriam utilizados para personalizar as buscas. Em outras palavras, para definir a relevância de uma informação, além de seu histórico de navegação e cliques, a Google levaria em consideração também o que você compartilha e com quem você se relaciona na web.

Pelo que foi apresentado até agora (o produto ainda está em testes), não é impossível que o Google+ faça com que a Google conquiste uma fatia no “mercado de plataformas de redes sociais”, mas daí a afirmar o tamanho dessa fatia e que a rede social será um “Facebook killer” vai uma grande distância.

Tudo depende de como e o quão rápido o Facebook responderá aos recursos do Google+ e o quanto veloz será a Google em conquistar os usuários do Facebook.

Talvez a Teoria dos jogos – “a melhor estratégia depende da estratégia dos outros” – seja o melhor conceito para entendermos melhor o que acontece entre Google e Facebook. A próxima decisão de uma empresa depende do que a outra acabou de fazer. É como um jogo de xadrez.

A “próxima decisão” do Facebook promete vir nesta semana. Segundo o blog Techcrunch, a plataforma de rede social estaria preparando o lançamento de um serviço de videochat que roda no próprio navegador. Em parceria com o Skype, seria uma possível resposta ao Hangouts.

Assim, não será nenhuma surpresa se a empresa de Mark Zuckerberg lançar também um recurso como o “Circles” e que permita a organização de forma mais intuitiva dos contatos no Facebook.

Aliás, essa interface foi desenvolvida, mas não é oficial. Neste final de semana, desenvolvedores criaram um “hack” que possibilita utilizar uma interface similar ao “Circles” no Facebook. Por enquanto, a ferramenta está em Circlehack.

Somente a partir de uma possível resposta do Facebook, teremos nas próximas semanas uma noção melhor do que será o Google+.

Veja também: Estamos “cadastrados” em redes sociais desde pequenos

Publicado por Tiago Dória, em 3 de julho de 2011 (domingo).
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