Não tenho fé na internet. Tenho fé nas pessoas que estão conectadas por meio da internet
Jim Gilliam, fundador da startup 3dna, voltada para mobilizações online.
O comediante americano Jon Stewart sempre está atento às “inovações” na área de mídia.
Fez piada com o Chatroulette, a supervalorização da visualização de dados, o excesso de interatividade na TV e agora a união entre TV e Twitter.
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A Google é conhecida por tratar a utilização de “posturas e tecnologias abertas” como tática de mercado. Em diversos livros escritos sobre a empresa, essa característica é ressaltada.
Em mercados que deseja conquistar e tem pouca participação, a Google adota uma postura aberta. Por outro lado, em mercados em que está consolidada, adota uma postura fechada.
Percebe-se isso no mercado mobile (postura aberta com o Android) e no de buscas (postura fechada, o Pagerank é uma verdadeira caixa-preta).
Ao que tudo indica essa tática vem dando certo. O Android domina cada vez mais o mercado de sistemas operacionais móveis nos EUA, com 39% de participação, segundo dados da Nielsen divulgados nesta semana (em 2009, o sistema da Google tinha apenas 4%).
Em seguida vem o iOS da Apple (28%), RIM (20%), Windows Mobile/Windows Phone 7 (9%), WebOS (2%) e Symbian (2%).
Segundo a Nielsen, a Apple permanece como a maior vendedora de smartphones nos EUA, pois a empresa produz somente aparelhos com iOS. O Android, por sua vez, está distribuído em dispositivos de diversos fabricantes – HTC, Samsung, Motorola.
Com esses números, o questionamento é se essa liderança do Android será qualitativa e/ou quantitativa. Nem sempre liderança é “market share”. Uma coisa é ter participação maior de mercado. Outra é ser líder na capacidade de inovar e pautar o mercado.
iOS ou Android? Somente o tempo dirá.
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O Storify recebeu o prêmio máximo do Knight-Batten Awards for Innovations in Journalism, concurso que elege as ferramentas mais inovadoras na área de jornalismo.
O prêmio é o mesmo que, em 2007, revelou um dos primeiros “mashups de jornalismo” – o Chicago Crime, site que mapeia os crimes da região de Chicago e que serviu de inspiração para diversos projetos posteriores semelhantes.
Criado em 2010, o Storify faz parte do recente cenário de “startups de jornalismo“.
É uma ferramenta que permite agregar conteúdo de diversas plataformas de redes sociais. Por meio dela, é possível montar uma linha do tempo que pode ser embutida em qualquer site, com tweets, mensagens, fotos e vídeos mais importantes publicados a respeito de um determinado assunto.
A ferramenta é voltada para jornalistas, mas serve para qualquer pessoa que trabalha com conteúdo e quer apresentar informações de forma mais organizada.
Foi cofundada por Burt Herman, ex-jornalista da Associated Press, e Xavier Damman, desenvolvedor especializado em agregadores de conteúdo.
O Storify é elogiado por ajudar a dar contexto e amplificar certos conteúdos publicados no meio da alavanche diária de informações. Além disso, ao agregar todos os metadados de uma mensagem numa plataforma de rede social, automaticamente a ferramenta dá créditos a quem a publicou.
Publicações como Último Segundo, Washington Post e MSNBC já utilizam a ferramenta.
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Paywalls sempre foram uma constante fonte de debates na web. Mesmo sem qualquer formação ou experiência na área de negócios, diversas pessoas adoram discutir a questão.
Nesta semana, parte dos principais sites de mídia está em rebuliço com a informação de que o paywall do NYTimes está funcionando.
A previsão era que, em 1 ano, 300 mil pessoas estariam pagando pelo acesso ao site do jornal. Em 4 meses, esse número é de 224 mil assinantes.
Implantado em março deste ano, o sistema de cobrança busca explorar a base mais fiel de leitores, que, de uma forma ou outra, pagaria pelo acesso ao NYTimes. Quem não é assinante do jornal pode ler de graça 20 artigos por mês. Mais do que isso, é convidado a assinar um plano de acesso. Quem acessa o conteúdo do NYTimes via sistemas de busca, blogs e plataformas de redes sociais continua com acesso gratuito e sem limite de leitura.
Independentemente do quanto a receita vai representar de efetivo nas contas e dívidas do NYTimes, a notícia é, ao mesmo tempo, boa e ruim para empresas online de mídia.
Boa porque mostra que um paywall, mesmo cheio de buracos, bem ou mal, funciona (acredito que as discussões sobre conteúdo online têm tudo para saírem do lugar comum de “ninguém quer pagar por conteúdo” e irem para outro patamar).
A notícia é ruim no sentido de que, provavelmente, nem todo jornal conseguirá trilhar o caminho do NYTimes. Há um bom tempo, a NYTimes Company tem adicionado valores ao site do jornal, que de certa forma vêm sendo percebidos pela base mais fiel de leitores.
Como produto em si, o NYTimes.com evoluiu bastante nos últimos anos (APIs, hacking journalism, algoritmos). O NYTimes.com é um dos poucos sites de jornais que trata UI não como meio, mas sim como fator de geração de valor, o que acaba tornando-o mais competitivo.
Aliás, não causa muita surpresa que o paywall do NYTimes esteja indo melhor do que esperado. Se a gente analisar historicamente os modelos de receitas em diversas plataformas, veremos que empresas de conteúdo sempre geraram receita por meio de publicidade, assinaturas ou ambas. Por enquanto, a internet não mudou isso.
Veja também: Novo trailer do documentário sobre o NYTimes
Crédito da foto: ccmcc
Brad Colbow é designer de interfaces web, além de cartunista.
Volta e meia, ele publica as suas tirinhas na Smashing Magazine, sempre abordando temas como design e desenvolvimento de interfaces.
Em This Is Why Your Newspaper Is Dying, ele resume diversos problemas de UX (user experience) em sites de notícias – vídeos com autoplay, aquela “árvore de natal” (diversos botões para compartilhar) no final de textos, conteúdo espremido na tela em meio a tanta publicidade.
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O programa Espaço Aberto Ciência e Tecnologia, na Globonews, terá como tema a “Era pós-PC”, assunto bem comum aqui, no blog.
Participo do programa fazendo um comentário sobre o assunto.
O programa vai ao ar nesta segunda-feira, às 21h30.
A previsão é que, a partir desta terça-feira, já esteja disponível no site do programa.
Em quase todos os países (…) as pessoas aceitaram a violação de sua privacidade em troca da comodidade (da internet)
Al Gore, ex-vice presidente dos EUA e ativista ambiental, durante a Campus Party México.
A Apple é a típica empresa que, com o passar dos anos, criou uma consistente posição no mercado, sendo identificada pelos consumidores com algo do futuro da internet. O que a Apple faz hoje será comum no mercado daqui a pouco. Foi assim com os aplicativos para smartphones, as telas sensíveis ao toque de mão, os tablets e o iTunes. Poucas empresas de tecnologia têm essa imagem.
Nesta semana, a empresa deixou clara essa posição ao lançar o Mac OS X Lion, nova versão do seu sistema operacional. O lançamento é visto como uma mudança profunda, similar a que ocorreu nos anos 80, quando a Apple apresentou um dos primeiros produtos com interface gráfica de usuário.
O Lion traz diversos conceitos da interface dos tablets para o computador pessoal (desktop). Por um certo tempo, as interfaces de sistemas para desktop influenciaram as interfaces móveis e touch. Agora o contrário acontece. O Lion mescla elementos do mobile/touch com o desktop.
No Lion, estão diversos recursos e elementos visuais da interface do iPad – aplicativos em tela cheia, salvamento automático de quase tudo, instalação de aplicativos com apenas um clique, rolagem natural das páginas (o que confundiu muita gente no início), além da dispensa do uso de pastas/diretórios e do mouse (se você não usa o computador para jogar games complexos e editar gráficos detalhados, dá para se virar tranquilamente com o trackpad de múltiplos toques).
O recurso LaunchPad (imagem acima), por exemplo, faz com que a interface do desktop fique semelhante à do iPad, com todos os aplicativos centralizados na tela. Similar ao iPhone ou iPad, você pode organizá-los em “folders”.
A integração com a App Store ganha mais destaque. Semelhante ao iPad, todas as atualizações e compras são centralizadas na loja de aplicativos da Apple. O próprio Lion não foi distribuído em CDs, mas apenas via transferência por meio da App Store.
A tendência é que a App Store torne-se o único meio de distribuição dos aplicativos usados no Mac, o que proporcionará mais simplicidade e segurança na compra e atualização dos softwares. No entanto, poderá aumentar ainda mais o controle da empresa sobre todo o ecossistema.
A Apple não é a única a seguir essa linha de trazer elementos da interface mobile para o desktop, dispensando assim pastas e barras de rolagem. Apresentado no mês passado, o Windows 8 tem vários recursos visuais do sistema Windows Phone 7 da Microsoft.
A intenção da empresa cofundada por Bill Gates é parecida – ter uma experiência mais unificada em todos os seus dispositivos, sejam eles mobile ou desktop.
Enfim, a tendência é que, cada vez mais, as interfaces mobile e desktop fiquem homogêneas e que as empresas mesclem ainda mais a sua visão mobile com a desktop. O que, no final das contas, promete ser uma das principais características da chamada “Era Pós-PC“. Período de tempo que, a rigor, não indica a morte do computador pessoal, mas sim sobre o que vem após.
No caso, esse “após” promete ser um cenário formado pelo computador pessoal (desktop) sofrendo modificações para suportar experiências cada vez mais mais intuitivas e unificadas.
Estamos num momento histórico da computação pessoal.
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