Velocidade é um dos requisitos básicos dos produtos da Google. Bem mais que os concorrentes, o Gmail e o navegador Chrome são otimizados para serem ágeis.
Não é de hoje que a empresa mostra sua obsessão pela velocidade. Em um vídeo postado há dois anos, engenheiros da Google afirmaram que um dos principais objetivos era tornar a navegação na web mais rápida. Tão simples e ágil quanto folhear as páginas de uma revista.
O motivo dessa obsessão é simples. Quanto mais rápida a navegação, mais buscas são realizadas pelas pessoas e, desse modo, mais anúncios são visualizados. E ainda – quanto mais buscas, mais dados são gerados, o que torna o sistema de busca da Google mais “inteligente”.
Por um lado, essa complusão pode passar a impressão errônea de que para a Google o atual problema dos sistemas de pesquisa é somente uma questão de velocidade e não de relevância e qualidade dos resultados das buscas. Por outro, pode ser usada como uma ferramenta de marketing de seus produtos, além de incentivar os seus times a sempre estarem inovando.
Isso ficou bem evidente nesta terça-feira no anúncio do lançamento do Instant Pages, recurso que permite abrir as páginas com maior rapidez. A tecnologia pré-carrega as páginas do resultado de uma busca, fazendo-as abrirem em menos de 1 segundo (atualmente leva de 2 a 5 segundos).
Por enquanto, nas próximas semanas, a tecnologia estará disponível apenas para usuários nos EUA.
O Instant Pages é uma continuação de outro recurso – o Google Instant, lançado em 2010 e que possibilita o usuário ver os resultados de uma pesquisa enquanto digita os termos. A intenção é a mesma – fazer com que as buscas fiquem mais rápidas e as pessoas naveguem com mais agilidade pelos resultados.
Ou seja, de certa forma, com o Google Instant e o Instant Pages, a Google mostra que tem uma dinâmica para se aproveitar de um dos hábitos mais comuns na web – zapear por páginas, dados e informações.
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No livro “Encartes Especiais“, o pesquisador brasileiro Sergio Picciarelli mostra como a mídia impressa no Brasil vem se aproveitando das novas tecnologias de impressão – uso de chips de luz e som, holografia, tintas fluorescentes, termocrômicas e removíveis. Todas amplamente utilizadas em peças publicitárias, mas pouco no jornalismo.
No livro, Picciarelli cita uma exceção – a Revista Superinteressante, que, em abril de 1997, trouxe na capa uma aplicação de aroma de banana, que servia de isca para chamar a atenção para uma reportagem interna sobre o funcionamento do olfato e a tecnologia do “nariz artificial“.
Lembrei disso ao ler a notícia de que a última edição da Esquire espanhola vem com o cheiro do tradicional ambiente do restaurante El Bulli, que está para fechar as portas (o aroma seria uma mistura de eucalipto com pinheiro. O restaurante fica na Baía de Cala Montjoi, na Espanha).
Ao esfregar a capa, é possível sentir o aroma do estabelecimento, que é tema da reportagem de capa da revista.
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Além da transmissão ao vivo via Facebook da cerimônia de entrega do Webby Awards, considerado o “Oscar da internet”; nesta segunda-feira, acontece o encerramento da Semana de Internet em Nova York.
Para marcar o fechamento da semana, foi realizado um concurso no qual estudantes e artistas foram convidados a resumir a internet em uma única imagem.
Uma seleção das imagens enviadas abre o post. Mas tem mais aqui.
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Nós gostamos de hackear hardware e software, por que não hackear nossos corpos?
Tim Chang, tradicional investidor no Vale do Silício, em uma reportagem da Financial Times Magazine sobre a mistura da “cultura hacker” com a biotecnologia.
Recentemente, em entrevista ao NYTimes, a tecnóloga Ayesha Khanna afirmou que a próxima “grande revolução tecnológica” terá como base a biotecnologia.
PHD é uma tirinha que ficou popular na web.
Criada em 1997 por Jorge Cham (na época estudante de pós-graduação), aborda, de forma cômica e sempre com enfoque na cultura nerd, a vida em uma pós-graduação.
A novidade é que a tirinha virou filme, gravado no Instituto de Tecnologia da Califórnia
O trailer segue logo abaixo. A estreia está prevista para a partir de setembro nos EUA.
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Talvez um dos anúncios mais interessantes na E3 até agora foi o do Wii U, da Nintendo.
O Wii U é o protótipo de um videogame que utiliza um controle que lembra um tablet (imagem acima). O controle vem com uma tela de 6 polegadas sensível ao toque de mão, câmeras e acelerômetro, permitindo interagir melhor com o game que está sendo jogado na TV. Ou seja, leva o conceito de 2ª tela para a área de games – a TV como tela principal e o controle como segunda tela.
A ideia não é muito nova. Nos anos 90, a Sega tentou fazer algo parecido com o VMU para o console Dreamcast. Às vezes, a pequena tela LCD no controle funcionava como um complemento ao jogo na tela da TV. O Wii U lembra também o formato do Nintendo DS levado para a grande tela.
O interessante é que o controle do Wii U pode ser utilizado para outras coisas além de games – controlar a TV, checar fotos e vídeos ou participar de videochats enquanto você assiste a um programa na TV, função que o iPad já realiza como 2ª tela para emissoras de TV.
O anúncio do protótipo mostra que ainda há muito a ser explorado no conceito de 2ª tela. Aliás, pelo visto, a disputa daqui para frente será por quem dominará a segunda tela. Qual aplicativo ou dispositivo nos acompanhará enquanto assistimos aos nossos programas favoritos na TV?
O vídeo abaixo mostra o Wii U em funcionamento.
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Uma das principais características da internet é o fato de ela ser “device agnostic“, ou seja, poder ser acessada por meio de praticamente qualquer dispositivo – celular, laptops, tablets, carros. O que faz todo sentido, pois ela surgiu para ser uma plataforma de comunicação e de distribuição de conteúdo que se mantivesse intacta ainda que no caso de terremotos, enchentes, furacões.
Com o anúncio do lançamento do iCloud nesta segunda-feira, a Apple deixou evidente, uma vez mais, que tem uma estratégia para tirar vantagem dessa principal característica da internet.
Por meio do iCloud, que tem como base a tecnologia de cloudcomputing, será possível o backup e a sincronização automática de dados entre diversos dispositivos da Apple.
Ou seja, você poderá acessar o mesmo conteúdo – música, aplicativos, livros, fotos, vídeos – de qualquer dispositivo (iPhone, iPad, Macs, iPod).
Não é a primeira vez que a Apple deixa clara essa estratégia. Na época outras tentaram, mas ao lançar o iPhone em 2007, foi a primeira empresa a levar efetivamente a web para o celular (era o celular que proporcionava a melhor navegação na rede).
A Apple mostrou que web não precisa ser necessariamente ligada a PC.
Isso, claro, não quer dizer que o “computador pessoal” está morrendo. Recente estudo da Forrester Research revela que a “Era Pós-PC“, tão aclamada por Steve Jobs, cofundador da Apple, é muito mais sobre acumulação do que canibalização de dispositivos (laptops, PCs, smartphones, tablets se complementarão).
E, com o iCloud, a Apple deixa claro que a “Era Pós-PC” é bem mais sobre a “morte” efetiva do PC como única porta para acessar dados na rede.
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No mesmo dia em que a Apple divulgou o lançamento do aplicativo Newsstand, no qual usuários de iPad, iPhone e Mac podem gerenciar e fazer assinaturas de jornais e revistas, o Financial Times anunciou a estreia de uma versão em HTML5 de seu site, voltada para dispositivos móveis.
Na mesma dinâmica da experimental Aside Magazine, a versão em HTML5 roda no próprio navegador (em app.ft.com), dispensando a instalação de aplicativos ou a passagem pela App Store, da Apple.
A versão em HTML5 emula diversas funções de aplicativos comuns para iPad ou iPhone.
Na primeira semana, o acesso será gratuito, depois será cobrada uma assinatura (como era feito anteriormente).
O Financial Times é mais um jornal que resolveu driblar a intermediação das lojas de aplicativos e, por conta própria, gerenciar a sua presença em dispositivos móveis.
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