1) Condition ONE é um projeto que busca tornar o “videojornalismo” mais imersivo. Para isso, utiliza câmeras DSLR. No aplicativo para iPad, você poderá mudar o ângulo do câmera como se estivesse dentro da ação (uso de vídeo em 360º). (Dica do Pedro Daltro nos comentários)
2) Atavist se propõe a formatar textos longos e “grandes reportagens” para tablets e outros dispositivos móveis – inserção de elementos multimidia (fotos, vídeos, mapas).
3) A Google inaugurou nesta semana 5 formas diferentes de visualizar um blog hospedado no Blogger – Flipcard, Mosaic, Snapshot, Sidebar e Timeslide.
Veja também: Novo layout do portal MSNBC
Acho que há uns 4 anos o PaleoFuture permanece como um dos meus sites favoritos.
É um blog editado por Matt Novak sobre tecnologias retrô e que nunca passaram de protótipos.
A novidade é que o PaleoFuture virou revista impressa.
Na primeira edição, o tema é sobre como, no passado, nós imaginávamos que seria a alimentação hoje em dia.
Nos anos 50, por exemplo, em troca de mais eficiência, acreditava-se que hoje usaríamos apenas pílulas como alimentação.
Veja também: Chris Anderson: átomos são os novos bits
A MTV americana produziu um documentário de 30 minutos sobre o Facebook, o Diary Of Facebook. Será exibido nesta semana nos EUA. O trailer segue logo abaixo.
Veja também: “The Social Network” é sobre mobilidade social
O Guardian começou uma boa discussão sobre o “futuro do liveblogging“, transmissão em tempo real de um evento via blog. Lembra muito a narração de um jogo de futebol via rádio (eu fiz vários livebloggings. Um da Pop!Tech 2007 e outro do Tsunami na Ásia em 2004, por exemplo).
Os blogs de tecnologia foram pioneiros nos livebloggings, que hoje são usados por boa parte das publicações online.
Segundo o artigo do Guardian, a grande vantagem do formato é que você pode reunir várias fontes em um único lugar, produzir um fluxo único de conteúdo, além de evitar ficar editando e reescrevendo uma matéria a cada nova informação. Com o surgimento do Twitter, o formato se tornou mais atraente, uma vez que, junto às atualizações minuto a minuto, você pode fazer uma seleção dos melhores tweets sobre um determinado assunto.
Um grande problema é a falta de contexto. Um leitor que acessa um liveblogging em andamento perde muito do contexto do que realmente está acontecendo.
Kevin Anderson, pesquisador de mídias digitais do Guardian, diz que “curadoria de conteúdo” não é apenas sobre velocidade e quantidade.
Para resolver isso, a BBC mudou a apresentação de seu formato de liveblogging. Ao lado das atualizações minuto a minuto (live updates), existe um box fixo com um resumo do que está sendo reportado (key points), além de um link para a última matéria publicada sobre o assunto.
Essa discussão sobre o futuro do liveblogging é reflexo de como alguns formatos nativos da web não são “fechados”. Estão em constante transformação.
Veja também: Guardian: guia de blogs e participação em comentários
Estávamos acostumados a ser pobres em calorias e agora o problema é a obesidade. Estávamos acostumados a ser pobres em dados, agora o problema é a obesidade de dados
Hal Varian, economista chefe da Google e coautor do sempre recomendado “Economia da Informação“.
Think Quarterly é uma publicação, com edição limitada, produzida pela Google em parceria com a agência inglesa Church of London.
A publicação é voltada para executivos e, em sua primeira edição, aborda a questão da abundância de dados.
Por ironia, nesta semana, David Carr, colunista de mídia do NYTimes, comentou justamente o fato de que, apesar de seus executivos afirmarem o contrário, a Google é sim uma empresa de mídia, com negócios que vão além da “organização de informação”.
/via mediaite
Atualização - Em um comunicado, a Google afirma que a Think Quarterly é apenas um veículo de comunicação corporativa com parceiros e clientes (anunciantes) da empresa de busca. Similar a uma newsletter. Não existe a intenção de comercializar a publicação para o público em geral.
De qualquer modo, o conteúdo completo da Think Quarterly está disponível para qualquer pessoa no site da publicação.
Veja também: Gráfico mostra onda inédita de aquisições da Google
Um dos principais desafios pelo qual a BBC está passando é a respeito da digitalização de seus arquivos. A questão já não é apenas digitalizar textos, vídeos e fotos, mas organizá-los da forma mais inteligente possível.
Um detalhe que os cientistas Gordon Bell e Jim Gemmell destacam no livro “O Futuro da Memória“. A questão da digitalização hoje em dia não é tanto captar, mas recuperar de forma inteligente e útil as informações que temos digitalizadas. Adianta pouco termos tantas informações armazenadas em servidores e banco de dados se não conseguimos recuperá-las e visualizá-las de tal forma que faça sentido prático em nosso dia a dia.
Para justamente recuperar de forma inteligente esse conteúdo digitalizado, o time de Pesquisa e Desenvolvimento da BBC lançou o experimento Musical Moods.
No site, a BBC convida os próprios usuários a classificar o conteúdo da emissora.
Para isso, pergunta qual estado de espírito (feliz, triste, chato) você associa a um tema musical de um programa de TV da BBC. Ao responder a pergunta, você está ajudando a classificar os arquivos, além de aumentar os metadados do conteúdo.
A ideia é também brincar um pouco com a memória das pessoas. Todo mundo sempre associa um programa de TV e a sua respectiva trilha musical a uma fase da vida. Lembra de qual programa de TV é essa música? Ela lhe traz boas memórias? Você já a ouviu antes?
Essa associação é muito importante para BBC, pois a música (trilha sonora) tem uma influência grande na forma como consumimos e memorizamos programas de TV. Um telejornal não seria a mesma coisa sem a sua música de abertura.
Mais para frente, a ideia é mesclar e analisar todos os dados coletados pelo experimento para criar uma nova forma de explorar o conteúdo da BBC. Quem sabe fazer uma busca ou uma navegação pelo conteúdo que fuja dos tradicionais parâmetros.
No final, os dados do experimento serão disponibilizados em formato aberto e sob domínio público.
O vídeo abaixo explica com mais detalhes o Musical Moods.
Veja também: As duas telas da BBC
Se a gente olhar com calma, 2006 foi um ano marcante para a web. O YouTube foi comprado pela Google por US$ 1,65 bilhão, o DRM começou a dar sinais de morte, e, sem alarde, o Twitter foi criado (a ferramenta ficaria bem conhecida quase um ano depois, durante o festival SXSW).
No aniversário de 5 anos, o Twitter divulgou um vídeo comemorativo e diversos números hipnotizantes. Contudo, por motivos de autopromoção, não revelou, uma vez mais, o número de usuários ativos da ferramenta (pessoas que realmente estão usando o serviço).
Número de usuários registrados, por si só, sem o parâmetro de ativos, diz pouco (seu serviço tem 20 milhões de pessoas registradas, mas não é difícil imaginarmos que, por exemplo, apenas 8 milhões o utilizam efetivamente).
Durante os 5 anos, em muitos momentos, o serviço de microblogging foi, ao mesmo tempo, super e subvalorizado.
Na área de TV, ajudou a reforçar o conceito de 2 telas e de consumo simultâneo de conteúdo (comento no Twitter o que está passando na TV).
Tornou-se uma importante “plataforma de embarque” para outros sites, fazendo com que os autores de blogs considerem o Twitter uma fonte mais importante de tráfego do que utilizar técnicas de indexação nos sistemas de busca. Injustamente o Twitter foi acusado de “roubar” audiência dos blogs, enquanto que, na realidade, se transformou em um grande redirecionador de tráfego (o que o Twitter “roubou” foram os comentários).
Popularizou uma sintaxe de @s e #hashtags, que depois passou a ser utilizada por outros serviços.
Para alguns, de solução passou a ser problema para o “overload informativo”. No início, o Twitter era visto como um filtro à avalanche de informação. Porém, ajudou a criar outra, o que acabou por abrir espaço para serviços como o Paper.li, que produz um resumo diário do Twitter e funciona como “um filtro do filtro”, ou ainda a revista Flipboard, que destaca os tweets mais importantes de sua timeline.
A maior mudança se deu no ano passado quando o Twitter se assumiu como uma empresa de conteúdo. Na época, Kevin Thau, vice-presidente de negócios da rede de microblogs, afirmou que o Twitter não é uma rede social, seu foco não é conectar pessoas. As pessoas vão ao Twitter para encontrar informações, conteúdo.
Esse posicionamento fez com que o serviço de microblogging mudasse o layout do site e experimentasse formas nem sempre bem sucedidas de monetizar esse conteúdo. Essa postura gerou diversos atritos entre o Twitter e desenvolvedores de aplicativos para o serviço de microblogging (a partir do momento em que o Twitter planeja ter receita com publicidade, é obrigado a controlar melhor a “experiência” dos usuários com o serviço de microblogging).
É nítido que o Twitter perdeu muito do seu impacto inicial. Não é mais novidade para os chamados “early adopters”. Hoje sites e aplicativos, como 4chan, Instagram e até Facebook, são vistos bem mais na ponta de inovação.
Para relembrar os 5 anos, separei 10 posts sobre o Twitter. Uma pena que, com as mudanças de sistemas de publicação do blog, alguns textos acabaram se perdendo.
Repare que, no início, era meio difícil explicar o que era e para que servia o serviço de microblogging.
1) Hype do microblogging chega ao Brasil
2) Primeiro raio-X da “twittosfera brasileira”
3) Como foi participar de um programa que mistura TV com Twitter
4) Twitter até no telão da redação
5) O que acontece quando as celebridades viram “nerds”
7) Compra do Summize pelo Twitter mostra a importância da API pública
8) Difícil arte de mensurar o Twitter
9) Uma nova sintaxe para o Twitter
10) Novo Twitter deixa evidente diferenças com o Facebook
Somente por curiosidade, a imagem que abre o post é do meu primeiro tweet. Em inglês, aliás, pois havia poucos brasileiros no Twitter e a ideia no início era que cada tweet fosse uma espécie de “check-in” – indicasse aos seus contatos o que você estava fazendo em determinado momento.
Veja também: Matou a grade de horário e balançou os direitos autorais