Cinco livros que eu comentei em 2010

Chega o final do ano e a gente percebe que, uma vez mais, nunca dá tempo de ler todos os livros que a gente pretendia. Neste ano, li alguns livros interessantes e que compartilhei com vocês.

Separei 5 deles:

1) Say Everything, de Scott Rosenberg (416 páginas/ Editora Crown Business)
Scott Rosenberg, cofundador da Salon, escreveu um dos livros definitivos sobre blogs. Faz uma reflexão e um histórico de 16 anos da ferramenta, além de apresentar detalhes pouco conhecidos da história dos blogs nos EUA.

2) Newsgames: Journalism at Play, de Ian Bogost (208 páginas/ Editora MIT Press)
Quando o assunto surgiu em 2008, ninguém imaginou que, tão rápido, ele viraria tema de livro. Ian Bogost, pesquisador e desenvolvedor pioneiro de newsgames, teoriza em cima do formato e conta a recente história dessa “nova forma de contar histórias”.

3) Gadget – Você não é um aplicativo, de Jaron Lanier (248 páginas/Editora Saraiva)
Boas críticas à internet são sempre bem vindas. Jaron Lanier, um dos pioneiros da web, faz uma das mais contundentes. Além do motivo por que glorificamos mantras como colaboração online, informação livre e sabedoria das multidões, Lanier questiona o quanto as plataformas de redes sociais padronizam a nossa presença online.

4) The Tyranny of email, de John Freeman (256 páginas/Editora Scribner)
Até hoje, o email é a aplicação de internet mais utilizada e o meio mais usado para compartilhar conteúdo na web. Contudo, o email cria uma “cultura de disponibilidade 24h”. Isso é bom ou ruim? Para obter a resposta, o jornalista e escritor John Freeman analisa o histórico da comunicação escrita, que tem sido pontencializada nos últimos anos com a web.

5) I live in the future and here`s how it works, de Nick Bilton (304 páginas/Editora Crown Business)
Nick Bilton, um dos hackers responsáveis pela guinada digital do NYTimes, escreveu o seu primeiro livro, no qual faz uma análise das recentes tendências na área de consumo de mídia e tecnologia. Bilton acredita que o nosso futuro será fortemente marcado pela diversidade de opções de conteúdo, dispositivos e experiências. E que a indústria pornô tem muito o que ensinar aos jornais.

E mais:

Desperte para a vida, de Bill Gates Sr (208 páginas/Editora Best-Seller)
Não é sobre mídia e tecnologia. Mas o Bill Gates pai escreveu um livro que faz você refletir sobre o quanto a educação familiar pesa na vida profissional de uma pessoa. Sem contar que é interessante saber como foi a infância de Bill Gates, personagem chave na história da computação pessoal.

Veja também: 5 firulas em sites de notícias, em 2010

Publicado por Tiago Dória, em 21 de dezembro de 2010 (Terça-feira).
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