É época de fazer aquela pausa e recarregar as energias.
Vou descansar um pouco. Mas volto em janeiro.
Obrigado por tudo e espero que 2011 seja um excelente ano!
Até mais!
Chega o final do ano e a gente percebe que, uma vez mais, nunca dá tempo de ler todos os livros que a gente pretendia. Neste ano, li alguns livros interessantes e que compartilhei com vocês.
Separei 5 deles:
1) Say Everything, de Scott Rosenberg (416 páginas/ Editora Crown Business)
Scott Rosenberg, cofundador da Salon, escreveu um dos livros definitivos sobre blogs. Faz uma reflexão e um histórico de 16 anos da ferramenta, além de apresentar detalhes pouco conhecidos da história dos blogs nos EUA.
2) Newsgames: Journalism at Play, de Ian Bogost (208 páginas/ Editora MIT Press)
Quando o assunto surgiu em 2008, ninguém imaginou que, tão rápido, ele viraria tema de livro. Ian Bogost, pesquisador e desenvolvedor pioneiro de newsgames, teoriza em cima do formato e conta a recente história dessa “nova forma de contar histórias”.
3) Gadget – Você não é um aplicativo, de Jaron Lanier (248 páginas/Editora Saraiva)
Boas críticas à internet são sempre bem vindas. Jaron Lanier, um dos pioneiros da web, faz uma das mais contundentes. Além do motivo por que glorificamos mantras como colaboração online, informação livre e sabedoria das multidões, Lanier questiona o quanto as plataformas de redes sociais padronizam a nossa presença online.
4) The Tyranny of email, de John Freeman (256 páginas/Editora Scribner)
Até hoje, o email é a aplicação de internet mais utilizada e o meio mais usado para compartilhar conteúdo na web. Contudo, o email cria uma “cultura de disponibilidade 24h”. Isso é bom ou ruim? Para obter a resposta, o jornalista e escritor John Freeman analisa o histórico da comunicação escrita, que tem sido pontencializada nos últimos anos com a web.
5) I live in the future and here`s how it works, de Nick Bilton (304 páginas/Editora Crown Business)
Nick Bilton, um dos hackers responsáveis pela guinada digital do NYTimes, escreveu o seu primeiro livro, no qual faz uma análise das recentes tendências na área de consumo de mídia e tecnologia. Bilton acredita que o nosso futuro será fortemente marcado pela diversidade de opções de conteúdo, dispositivos e experiências. E que a indústria pornô tem muito o que ensinar aos jornais.
E mais:
Desperte para a vida, de Bill Gates Sr (208 páginas/Editora Best-Seller)
Não é sobre mídia e tecnologia. Mas o Bill Gates pai escreveu um livro que faz você refletir sobre o quanto a educação familiar pesa na vida profissional de uma pessoa. Sem contar que é interessante saber como foi a infância de Bill Gates, personagem chave na história da computação pessoal.
Veja também: 5 firulas em sites de notícias, em 2010
A melhor retrospectiva até agora foi a feita pela NYTimes Magazine.
Uma retrospectiva não de fatos, mas das melhores ideias que sugiram em 2010.
Alguns conceitos são meio futuristas e, de certa forma, são reflexo de como gostaríamos que fosse o presente. Vale cada clique.
Um deles é o Cardiocam, capaz de analisar os seus sinais vitais por meio de uma simples webcam. Bem útil em regiões que não têm muitos equipamentos hospitalares. O conceito está sendo desenvolvido pela Universidade de Harvard em parceria com o MIT.
Outro conceito é o Revive smartphone, idealizado para aumentar o tempo de vida útil de um celular e, dessa forma, evitar o excesso de lixo eletrônico. É um celular voltado para reuso. Facilmente ele pode ser desmontado e os seus componentes substituídos por novos.
O conceito foi criado pelo estúdio de design Kinneir Dufort.
A retrospectiva completa da NYTimes Magazine está aqui.
Veja também: Tecnologia é o setor com mais credibilidade no Brasil
Frase da semana é uma das seções mais antigas do blog.
Fiz uma lista com 12 que foram publicadas por aqui. Não necessariamente em ordem de importância.
Boa tecnologia é intuitiva, uma tecnologia melhor é transparente, uma tecnologia excelente é invisível
1) Martin Cooper, inventor do celular.
Para viciados em informação, o Twitter é crack
2) Escritor George Packer em artigo publicado na revista New Yorker
Eu tenho 4 filhos, muitos amigos e todos relacionamentos pessoais que preciso. Eu não quero fazer mais amigos
3) Guy Kawasaki nadando contra a corrente, contra a “quase obrigação” de que temos que nos relacionar via plataformas de redes sociais
Quem não lê livro de papel, não vai passar a ler por causa do livro eletrônico
4) Pedro Herz, dono da Livraria Cultura
Uma ciberguerra poderia ser pior que um tsunami
5) Hamadoun Touré, secretário-geral da agência de telecomunicações da ONU.
Pelo menos eles estão baixando suas músicas, preste atenção! Você já tem cinco mansões! Está reclamando do que?
6) Liam Gallagher, ex-vocalista do Oasis, provocando os músicos que reclamam da internet.
Um usuário que escreve muitas mensagens não é um usuário influente, e sim um usuário muito ativo
7) Bernardo A. Huberman, diretor do HP Labs Social Computing, responsável por uma pesquisa sobre influência no Twitter
A saída da Google da China será um marco, uma cicatriz, ou uma marca que nunca poderá ser apagada. Vai dizer às gerações futuras o tipo de ambiente em que vivíamos
8) Lanpi, ativista chinês, comenta o embate Google vs China no começo do ano.
Você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos
9) Dizeres no cartaz do filme The Social Network, sobre a criação do Facebook
Toda vez que eu entro na internet, fico preocupada com o meu peso
10) Cate Reid, estudante, a respeito da quantidade de anúncios sobre emagrecimento exibidos na web.
Vocês ainda não viram nada
11) Vinton Cerf, coinventor da internet, ao receber o prêmio especial do Webby Awards por “realizações na vida”
Se existe algo realmente complicado e heroico nesta época de 2.0, é passar despercebido
12) Manuel Cerdá, autor do blog Un mundo libre.
Veja também: Cinco sites e aplicativos que estrearam em 2010
Uma lista com alguns sites e aplicativos que estrearam neste ano e passaram por aqui.
1) Flipboard
Várias empresas tentaram, mas não conseguiram. Parece que o Flipboard é o primeiro a conseguir aplicar o conceito de Daily Me, popularizado por Nicholas Negroponte, nos anos 90. Ou seja, uma publicação personalizada de acordo com as nossas preferências e contatos pessoais.

2) Public Videos
Made in Brazil. Foi criado pelo desenvolvedor brasileiro Fabricio Zuardi. É um banco gratuito de vídeos. Semelhante a um Corbis, mas voltado para vídeos. Bem útil se você precisa de um vídeo para ilustrar um videocast, uma videorreportagem, um videolog.

3) NPR Music app
Dá acesso a todas rádios da NPR e a um catálogo grande de artistas, onde você pode ouvir músicas, shows completos, entrevistas e saber as últimas notícias sobre cada um. As matérias contam com versão em áudio. Bem completo.
4) BBC Dimensions
Permite que você projete uma determinada área em um mapa. Você pode, por exemplo, projetar sobre São Paulo a área de 3,6 km² onde ocorre o Festival de Glastonbury. E, desse modo, ter uma ideia mais precisa da dimensão do festival de música.
5) Daytum
Cria infográficos a partir de dados do dia a dia. Para ter uma noção melhor de como anda se alimentando, a cada dia, você pode inserir informações do que comeu no almoço, e, no final da semana, montar um infográfico com base em sua alimentação.
O mesmo pode ser feito com outros tipos de informações – consumo de mídia (programas de TV mais assistidos, músicas mais ouvidas durante um período).
Veja também: 5 firulas em sites de notícias, em 2010
Uma plataforma de liberdade social. Mais revolucionária que a mídia impressa e capaz de fornecer uma infinidade de informações para as pessoas em suas casas e escritórios. Plataforma que reinventará a política, questionará os direitos autorais, revitalizará comunidades e dará a cada pessoa o acesso direto ao conhecimento e à sabedoria mundiais.
Você acha que o parágrafo acima é uma descrição da internet? Errou. Essa é a descrição captada por um jornalista da New York Times Magazine quando a TV a cabo surgiu no final dos anos 60, nos EUA. Por aí, a gente percebe a expectativa que havia em torno da tecnologia na época.
Ou melhor. Por aí, nota-se que o surgimento de uma nova tecnologia motiva, pelo menos em seu início, teorias otimistas, profecias positivas e quase utópicas. Teorias que funcionam como uma eficiente ferramenta para vender uma tecnologia.
Com o rádio não foi diferente. As barreiras de entrada eram baixas. Proporcionalmente, qualquer pessoa poderia ter a sua própria estação (a tecnologia era barata e fácil de ser instalada).
Acreditava-se que o rádio mudaria a política para sempre. Políticos não poderiam mais ser dissimulados, já que as suas vozes entrariam no lar de cada cidadão.
E as guerras nem existiriam mais, na medida em que todo mundo estaria conectado e os povos entenderiam melhor as diferenças de cada um.
De modo sucessivo, achamos que uma nova tecnologia de comunicação traz a esperança do fim de todos os problemas da vida em sociedade. Existe um motivo natural por que agimos assim.
Como seres humanos, de geração em geração, sempre renovamos a fé de que quanto mais comunicação, melhor. Melhor o entendimento das coisas e a união entre as pessoas. Se alguma coisa deu errado, foi por causa de alguma falha de comunicação. É algo histórico.
O casal se separou? Culpa da falta de diálogo entre eles. O avião bateu no outro? Falta de comunicação precisa com a torre.
Portanto, apesar de mudarem as nossas vidas, mas não a nossa existência (o homem continua cometendo os mesmos erros), toda tecnologia de comunicação é vista historicamente com considerável otimismo.
É uma constante, segundo mostra Tim Wu, professor da Universidade de Columbia e um dos principais pesquisadores da internet, em seu livro The Master Switch (384 páginas/Editora Knopf Books), umas das minhas últimas leituras sobre mídia e tecnologia neste ano.
Segundo Wu (foto abaixo), da mesma forma que a TV a cabo, a internet já estaria preparada para sair dessa nuvem de otimismo e entrar no que ele chama de ciclo de aberto e fechado, tornando-se uma plataforma dominada por poucas empresas.
Para respaldar essa visão, o pesquisador, criador do termo “neutralidade da internet”, usa como argumento justamente o histórico de outras tecnologias de comunicação e de distribuição de conteúdo em rede – rádio, telefonia e televisão. Tecnologias que começaram como hobby, desenvolvidas por inventores jovens e idealistas, mas foram popularizadas por 3 ou 4 empresas com uma postura pragmática e que passaram a dominar o mercado.
Ao relatar esse histórico, Wu nos mostra que existe uma diferença entre inventor e fundador. Uma coisa é você criar algo novo; outra é você tornar essa invenção acessível e financeiramente viável.
Wu disseca não somente a “tradicional” indústria de telecomunicações, mas também temas mais recentes, como a fracassada fusão AOL e Time Warner.
Segundo o pesquisador, o problema da fusão Time Warner/AOL não foi a existência de diferenças de cultura entre as duas empresas – AOL (nova mídia) e Time Warner (velha mídia), mas sim a falta de visão de ambas a respeito do crescimento da banda larga.
Em suma, o que quebrou o modelo da AOL e sua atratividade foi a banda larga. Antes, a AOL era a sua “interface” com a internet, indicava os melhores conteúdos, ligava você a seus amigos.
Com a banda larga, oferecida pelas empresas de telefonia e TV cabo, a necessidade dessa “interface” desapareceu, pois você poderia acessar a internet diretamente. Não precisaria mais de um “provedor de internet”.
Aliás, a AOL também é um símbolo de como mudam as percepções das pessoas a respeito das empresas. Em 2000, a AOL era vista como a “empresa da nova mídia”, aquela que veio revolucionar a indústria de mídia. Hoje, 10 anos depois, é associada às “ilhas de informações” da web.
Basicamente, o livro de Wu reside em mostrar, de forma minuciosa, essa oscilação entre aberto e fechado no mercado de telecomunicações nos EUA. Ciclo que também se repete internamente nas empresas como a Google, para a qual Wu desfere algumas críticas.
A Google usa o “open” como estratégia de negócios justamente em mercados que deseja conquistar e tem pouca participação. Exemplo – celulares, com o sistema Android. Por outro lado, em mercados em que está consolidada, adota uma postura fechada. Exemplo – buscas. A Google não abre o “código” de seu mecanismo de busca – o Pagerank.
É nesse ponto do livro que Wu levanta algo que já comentei por aqui. A Google vai muito além de uma empresa de buscas. A empresa está comprando infraestrutura de internet. Busca, assim, uma integração vertical, marcar presença em todas as áreas da internet – publicidade, conteúdo, e, uma das mais importantes, infraestrutura.
Um posicionamento não muito diferente dos primórdios da indústria de cinema, quando estúdios compravam salas de cinema, com a intenção de dominar todo o processo de um filme – produção, distribuição e exibição – e, dessa forma, diminuir os riscos do lançamento de um novo produto.
Segundo Wu, essas sinergias têm prós e contras. Graças a elas, podemos ter produtos como o iPhone e o Google Nexus One, além de trazer estabilidade para empresas de entretenimento, que podem investir em projetos de risco (o risco é menor na medida em que ele fica dividido entre diversas plataformas).
Mas, por outro lado, segundo ele, podem abrir espaço, hoje em dia, para a discriminação de conteúdo, o que vai totalmente contra a ideia de “neutralidade da internet“, defendida por Wu. Uma empresa de acesso à internet (operadora de telecom, empresa de TV a cabo), por exemplo, deve ser neutra, não pode favorecer ou desfavorecer um site ou um tipo de serviço (um site de vídeos abrir mais rápido que os dos seus concorrentes).
Para minimizar isso, Wu propõe a criação do “Princípio da Separação”, uma forma de autorregulação do mercado de telecomunicações nos EUA. Empresas de conteúdo não poderiam entrar nos negócios de infraestrutura nem de dispositivos. Integrações verticais seriam proibidas. Nunca as três camadas poderiam se misturar na mesma empresa – conteúdo, infraestrutura de rede e dispositivos.
Ideia que o próprio Wu considera meio utópica no momento atual, em que o grande público aproveita os benefícios das sinergias – iPhone, iTunes, Hulu e grandes produções de Hollywood.
Em suma, The Masters Switch reconta a história das telecomunicações nos EUA sob a ótica da questão da “neutralidade da internet“.
O livro terminou para mim com uma sensação de ausência. Wu não responde à pergunta de 100 milhões de doláres. Televisão, rádio e telefonia, tecnologias em rede, começaram como setores extremamente abertos e depois tornaram-se fechados. Não cumpriram, por assim dizer, a utopia que os seus jovens inventores prometiam. Com a internet as coisas serão diferentes? Ela será a primeira plataforma de comunicação a quebrar esse histórico ciclo de “aberto” e “fechado”?
Apesar de muitos afirmarem que a internet é “inerentemente aberta”, o pesquisador revela uma visão pessimista para os defensores da “neutralidade da internet”.
É justamente nessa capacidade de reunir vários formatos de comunicação e pessoas em uma única rede, em uma única plataforma, que está o maior perigo da internet – “com todo mundo em uma única rede, o potencial de poder para controlar tudo isso é muito maior”.
A internet traz diversidade de conteúdo, mas não de plataforma. E quem domina a infraestrutura dessa plataforma tem um grande poder em mãos.
Veja também: O futuro da mídia segundo um hacker do NYTimes
Crédito das fotos: Robert Couse-Baker (1), Don kmel (2), divulgação (3), Qiao (4), JD Hancock e divulgação (5)
No finalzinho, a MTV americana lançou um de seus últimos projetos neste ano – o Music Meter.
É um ranking que revela quais novos artistas estão crescendo em popularidade na web.
A intenção é detectar novos talentos.
Para mensurar a popularidade, a MTV utiliza citações em microblogs, blogs, sites de notícias, além de informações de vendas online de música e views no YouTube.
A tecnologia é da empresa Echonest.
No começo do mês, a revista de música Billboard também lançou um ranking parecido – o Social 50. Porém, com artistas novos e mais antigos.
Veja também: 6 melhores aplicativos de música, segundo a Billboard
Final de ano sempre vale a pena fazer aquela seleção de algumas pequenas mudanças, detalhes, “firulas”, que, no final das contas, podem fazer uma grande diferença.
Separei cinco, não necessariamente em ordem de importância.
1) Elementos fixos na interface
As interfaces de aplicativos vêm influenciando as de sites e vice-versa. Às vezes, são utilizados elementos fixos na interface (barras, botões) para justamente remeter à navegação em aplicativos para iPad e iPhone, e/ou ressaltar algum elemento do site – campo de busca, a navegação ou o box de últimas notícias. Neste ano, o site da Vogue americana, da Economist (com ajuda do Apture), a versão beta do Gawker, o YouTube (playlistbar) e este blog passaram a trabalhar com elementos fixos na interface.
2) Links permanentes para cada parágrafo
Não é muito nova, mas o NYTimes resgatou a ideia de gerar links permanentes para cada parágrafo de um texto. Agora é possível fazer link para um parágrafo específico de um texto publicado no site do jornal. É bem interessante se você quiser citar apenas um trecho e não uma matéria completa.
3) The Bleachers
Quem trabalha com site aberto para comentários sempre tem que lidar com trolls, ataques pessoais e pessoas que entram de sola em uma discussão. Para lidar com esse tipo de comentário, o Business Insider criou o The Bleachers. É uma espécie de lixeira da caixa de comentários. Fica abaixo de todos os comentários. É para lá que vão os comentários sem noção, sem contexto e os ataques pessoais. O símbolo é bem sugestivo.
4) Badge para comentários
Neste ano, o Huffington Post relançou o seu sistema de comentários. A novidade é que passou a trabalhar com badges (igual ao Foursquare). Os leitores que mais compartilham o conteúdo do Huffington Post no Facebook recebem um tipo de badge. Os que mais comentam, outro tipo. Enfim, os leitores recebem badges de acordo com a sua participação no site.
5) Apagar das luzes no Big Picture
Em 2010, o Big Picture continuou servindo de inspiração para a criação de diversos outros blogs de fotografia. No ensaio sobre a Hora do Planeta, o Big Picture permitiu que, ao clicar numa imagem, você pudesse “apagar” a luz do local fotografado. Efeito simples, mas bem aplicado.
Veja também: Cinco “firulas” em sites de notícias em 2009
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