1) O 2º aplicativo mais utilizado no Facebook é justamente o Windows Live Messenger (9 milhões de usuários ativos por dia). Nenhuma surpresa se a gente for pensar que a maioria das pessoas utiliza o Facebook para comunicação.
2) No mês passado, o Facebook fechou uma parceria com o Skype para fortalecer a comunicação por voz.
3) E agora os rumores de que o Facebook lançará um serviço próprio de email.
O que também não seria nenhuma surpresa para uma empresa que se vê bem mais como uma plataforma de comunicação do que de conteúdo. Sua missão é fornecer uma base tecnológica para que as pessoas possam se comunicar, se conectar. E nada mais natural do que disponibilizar um serviço de mail, uma das tecnologias mais universais de comunicação.
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Sempre comento sobre ferramentas minimalistas. Fazem pouco, mas bem feito.
Nesta semana, o WorkFlowy entrou no ar. Permite criar listas de tarefas a serem feitas.
O funcionamento é bem simples. Uma página em branco onde você pode fazer a sua lista item por item. Itens já realizados são riscados.
As listas podem ser públicas ou privadas. O ruim é que não conta com aplicativo para celular.
Em relação a outras ferramentas, é mais simples que o Evernote, por exemplo, porém mais complexo que o Now Do This.
O WorkFlowy foi desenvolvido por Jesse Patel e Mike Turitzin, alunos de Stanford.
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A partir do ano que vem, o NYTimes publicará uma lista de ebooks mais vendidos, além da tradicional lista de livros de capa dura.
Parte dos dados será fornecida pela RoyaltyShare.
Desde 1935, o jornal publica rankings de livros (impressos) mais vendidos.
Dessa forma, o NYTimes formaliza a importância dos ebooks e mostra que 2010 foi o ano dos tablets e leitores de livros digitais.
Neste ano, houve um aumento de 190% nas vendas de ebook.
Veja também: Livros se tornariam aplicativos e não ebooks
Crédito da foto: carbonnyc
“A maioria de nós pensa os telefones celulares como uma conveniente ferramenta para manter contato com outras pessoas e armazenar informações. Contudo, cada vez mais, cientistas estão explorando meios de usar os celulares para a prestação de serviços cruciais de saúde às pessoas em países em desenvolvimento”.
Em artigo publicado em seu blog, Bill Gates apresenta dois projetos que utilizam o celular como ferramenta para a prevenção e o tratamento de doenças.
O SIM-card biosensor, que permite diagnosticar a malária apenas com celular. A intenção é utilizar a tecnologia em áreas remotas, onde os médicos não podem chegar. E o VaxTrac, que conta com um leitor de digitais. Por meio de informações biométricas, permite saber se uma pessoa tomou uma vacina ou não. Ou seja, outra tecnologia para áreas remotas, que não contam com um sistema de registro e monitoramento de vacinação da população.
Os dois projetos foram apresentados na mHealth Summit, conferência que eu gostaria de ter ido, sobre como utilizar as tecnologias móveis não somente para comunicação, mas também para combater e prevenir doenças.
Veja também: Celular é uma tecnologia dos países em desenvolvimento
Para quem não é da área de marketing, é importante frisar – Philip Kotler é um guru no sentido literal do termo.
A palestra dele foi, até agora, a mais concorrida do HSM ExpoManagement 2010.
Na sessão especial realizada nesta terça-feira à noite, existiam pessoas em pé e sentadas no chão. A área reservada à imprensa foi liberada para que outras pessoas pudessem sentar.
Cinco mil pessoas estavam no auditório e mais algumas centenas do lado de fora, segundo a organização. Se fosse num campo aberto, existiriam pessoas penduradas nas árvores e nas torres de luz para poder assistir à palestra de Kotler.
O nome dele chegou a ficar no trending topics do Twitter durante alguns instantes.
O motivo do burburinho parece ser simples. Além de carregar um currículo como autor de 44 livros, Kotler defende uma visão “humanizada” da comunicação e dos negócios, o que ele chama de Marketing 3.0, marketing centrado em valores e não em produtos ou clientes.
As empresas devem se preocupar com a situação do mundo e contribuir para um mundo melhor. Não basta ser lucrativo e eficiente, tem que se preocupar com os outros. As empresas têm que ter causa e propósito. Um sentido na vida.
O que eu gosto nas palestras do Kotler é que ele bate na tecla de que as empresas vendem experiência e não produtos ou serviços. O que lembra uma outra apresentação que assisti recentemente na Pop!Tech – a de Elizabeth Dunn, especialista em psicologia do consumo. Segundo Dunn, nos sentimos bem mais satisfeitos como consumidores quando percebemos que estamos comprando experiências e não apenas produtos físicos.
Em tempos de dissolução da mídia física, a afirmação dos dois faz sentido.
As pessoas no iTunes não estão comprando música, mas experiência e facilidade (não preciso ficar procurando por uma música ou filme para baixar na web). As pessoas não estão atrás de mídia física, mas de experiência musical. O Startbucks não vende café, mas a “experiência do café”. Do mesmo modo, editoras não deveriam vender informação no papel, mas “experiências”.
Uma palestra que gostei no 2º dia do HSM ExpoManagement foi a do indiano Vijay Govindarajan. Tinha curiosidade de assistir à palestra dele. Govindarajan estuda a área de “inovação reversa” e de tecnologias em países emergentes.
Como exemplo de “inovação reversa”, que surgiu nos países emergentes e foi para as nações desenvolvidas, ele falou sobre o Grameen Bank, criado em 1976 e especializado em microempréstimo a pessoas de baixa renda, que tradicionalmente não fariam parte da população bancária.
Aliás, nem é preciso ir muito ao passado, algumas das “tecnologias de crise” mais inovadoras estão surgindo em nações emergentes e depois sendo exportadas para os países considerados desenvolvidos. Exemplo – Ushahidi.
Enfim, em matéria de inovação e tecnologia, os países desenvolvidos têm mais o que aprender com os emergentes do que o contrário. Ou seja, um processo contrário ao início da globalização, quando acreditava-se que os países desenvolvidos criariam as tecnologias e depois as adaptariam com pequenos ajustes aos emergentes.
Outra coisa interessante é que Govindaraja aplica um pouco de “filosofia indiana” junto à ideia de inovação/negócios.
Segundo ele, inovação passa pelo ciclo de decidir o que preservar, destruir e criar.
Quanto mais sucesso uma empresa obtém ao gerenciar o presente, mas difícil será esquecer seletivamente o passado e criar o futuro.
Crédito das fotos: HSM Brasil
Veja também: Startups em destaque na ONA
Mais um projeto que utiliza as possibilidades da nova versão do HTML.
A organização Center for Public Integrity publicou o Looting The Seas, reportagem investigativa sobre irregularidades na pesca do atum.
O layout da matéria, feito com HTML5 + CSS + JS, simula a experiência de utilizar um aplicativo para iPad ou iPhone.
Veja também: Web está mais viva do que nunca
Nesta segunda-feira, passei boa parte do tempo no HSM ExpoManagement 2010, evento de gestão e estratégia que acontece até quarta-feira em São Paulo.
O economista Steven Levitt, autor do best-seller Freakonomics, foi um dos palestrantes. Levitt é considerado um dos economistas com menos de 40 anos mais influentes do mundo.
A palestra dele valeu por dois motivos:
Primeiro por mostrar que, se você quiser fazer sucesso na vida profissional, deve escolher um tema que ninguém leva muito a sério. O pai de Levitt, o médico Michael Levitt, por exemplo, se especializou em uma área que os seus colegas davam pouca importância – “gases intestinais”.
Com poucos profissionais na área, no final das contas, Levitt pai tornou-se o maior especialista em flatulência do mundo (nem preciso dizer que quando Levitt contou essa história, que é verídica, o auditório do HSM caiu na gargalhada).
A própria história profissional de Levitt filho vai por esse caminho. O sucesso do livro Freakonomics vem do fato de que ele foge dos temas tradicionais da economia e aborda assuntos banais que poucos economistas teriam interesse ou não levariam a sério.
Seus colegas acham os newsgames ridículos? Talvez aí esteja uma oportunidade profissional.
Outro ponto interessante da palestra foi quando Levitt contou que o grande problema das empresas é não admitir que não sabem nada, não têm uma resposta para tudo.
“No mundo dos negócios todo mundo sabe de tudo e a coisa mais importante é fingir que não sabe de nada”, ironizou.
Também presente no HSM ExpoManagement, Hans Donner, designer responsável pela identidade visual da Rede Globo, fez uma palestra mais motivacional. Falou sobre sua carreira profissional, exaltou o Brasil e o papel do design em criar uma identidade nacional.
Donner citou Steve Jobs como exemplo de gestor que coloca o design como ponto crucial num projeto. E indiretamente meio que fez uma ligação entre a Apple e a Rede Globo, são duas empresas que chegaram onde chegaram por valorizar uma identidade visual, a parte do design.
Durante a apresentação, o designer explicou melhor o Timension (imagem acima), projeto de criação de um novo tipo de relógio, que, diga-se de passagem, está presente como recurso nativo do sistema operacional Windows Vista, e conta com aplicativo para iPhone.
A ideia é mudar a forma como acompanhamos o tempo. Diferente do tradicional relógio, trabalha com a questão de luz e sombra, dia e noite, que remete à rotação da Terra em relação ao Sol. O círculo interno refere-se aos segundos; o externo, aos minutos; e o do meio, às horas.
O projeto é ambicioso. Aliás, Donner deixou claro que ambição e, principalmente, persistência são duas características essenciais de quem quer criar coisas novas.
Veja também: As pessoas estão nas “nuvens” faz tempo
Crédito da foto: HSM Brasil
“Os benefícios da tecnologia aos indivíduos, negócios e autoridades públicas devem andar de mãos dadas com o respeito necessário a dados pessoais”
Trecho de um comunicado da União Européia sobre uma nova legislação que dará às pessoas mais controle sobre como as plataformas de redes sociais utilizam as informações pessoais.
Nesta semana, a Google foi condenada a doar US$ 8,5 mi para organizações que apoiam a defesa da privacidade. A empresa de busca sofreu um processo por violar a privacidade de diversos usuários com o desastroso lançamento do Google Buzz.
Como fonte de tráfego e novos visitantes, para os blogs, publicar links para posts no Twitter e no Facebook é mais importante do que utilizar técnicas de SEO, revela a última parte do State of the Blogosphere 2010, estudo anual que faz um raio-X dos blogs em todo o mundo.
Segundo a pesquisa, autores de blogs veem o Facebook e o Twitter como fonte mais eficiente de tráfego e de visibilidade do que utilizar técnicas de indexação ou deixar comentários em outros blogs, atitudes que, até pouco tempo atrás, eram vistas como essenciais para atrair audiência.
Para trazer para si visitantes, 66% usam o Twitter; 65%, o Facebook; 54% colocam comentários em outros blogs, esperando receber atenção e visitas, e somente 38% utilizam técnicas de SEO.
Sinal de que alguns autores de blogs estão publicando menos conteúdo para agradar somente sistemas de buscas.
Assim como em outras mídias digitais, entre os blogs, o Google Analytics caminha para se tornar “padrão de mercado” – 61% dos entrevistados utilizam a ferramenta da Google para mensurar a audiência.
WordPress continua sendo o sistema de blogs mais utlilizado (40%). Apesar de todo hype, o uso do Tumblr não passa dos 2%.
Custo, funcionalidades e possibilidade de customização são, na respectiva ordem, os principais critérios na hora de escolher um publicador ou serviço de hospedagem de blogs.
Aumentou um pouco a quantidade de blogs que usa conteúdo multimídia – fotos. Em 2009, 82%. Neste ano, 87%. Vídeos permanecem na mesma, 50%.
Para gerar receita para os seus blogs, a maioria usa banners, Adsense e programas de afiliados.
Grande parte das pessoas (44%) não gera qualquer receita com o blog.
Neste ano, o vazamento de óleo no Golfo do México foi o assunto que mais causou burburinho nos blogs. Barack Obama foi a personalidade mais comentada e iPad Review, do blog Ubergizmo, o post que mais recebeu links em 2010.
Em resumo, principais pontos do State of the Blogosphere 2010:
1) Crescimento do uso de dispositivos móveis.
2) Twitter e Facebook não são mais vistos como inimigos. Pelo contrário, são importantes fontes de tráfego e novos visitantes. Mais importante que SEO.
3) Google Analytics caminha para se tornar padrão.
4) Autores de blogs considerados profissionais estão atualizando cada vez mais os seus sites.
5) Um otimismo entre os blogs. A maioria das pessoas está mais satisfeita com os seus blogs e pretende investir mais neles – abordar mais assuntos, dedicar-se mais, escrever livros.
Veja também: Novos recursos para blogs