Nesta semana, o governo da Líbia entrou no “noticiário de internet” de forma diferente. Confiscou e tirou do ar o encurtador de url “vb.ly”, utilizado para compartilhar “conteúdo adulto”.
Além do conteúdo ser ofensivo para as leis locais, o que motivou o confisco foi o fato do encurtador usar a terminação “.ly”, adotada oficialmente no país (igual ao “.br” aqui, no Brasil).
Em seu blog, Ben Metcalfe, cofundador do “vb.ly”, comenta que a tendência é a Líbia reivindicar para si outros domínios com a terminação “.ly”.
Engraçado que, ao ser divulgada na web, a notícia tomou outro rumo. A questão não é se a Líbia vai utilizar ou não ainda mais a terminação “.ly”, mas sim o quanto os encurtadores podem ter um tempo de vida curto. De uma hora para outra, você pode perder as referências de url.
Nesta quinta-feira, ao comentar a notícia no Twitter, uma vez mais, Tim Berners-Lee, criador da web, se posicionou contra o uso dos encurtadores de url.
No começo do ano, Demi Getschko, pioneiro da internet no Brasil e diretor do Núcleo de Informação e Coordenação (NIC.br), havia feito um alerta sobre os “intermediários” de url.
Numa época em que surge um encurtador de url em cada esquina, sem você saber quem criou e com qual objetivo, o alerta dos dois faz sentido.
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Crédito da imagem: VioletBlue
A Billboard divulgou os vencedores do 1º Music App Awards, concurso de aplicativos de música promovido pela publicação. São eles:
MorphWiz – melhor aplicativo para criação de música
(transforma o iPad em um instrumento musical)
MOG Mobile – melhor aplicativo de streaming de música
(relacionado ao site de compartilhamento de música MOG)
Live Pish – melhor aplicativo de show
(permite acompanhar apresentações direto do celular)
I Am T-Pain – melhor aplicativo de artista
(você pode enviar mensagens de voz com o efeito auto-tune, utilizado pelo rapper T-Pain).
SoundHound – aplicativo mais “envolvente” de música
(permite descobrir qual música está tocando num ambiente. Bem útil)
Gibson Learn & Master Guitar - melhor aplicativo de marca musical
(afinador, metrônomo, dicionário de cifras e lições de guitarra no celular)
Veja também: NPR Music soube unir iPhone à música
Crédito da foto: Madder Carmine
Você usaria um controle remoto com teclado Qwerty para assistir TV?
Nesta terça-feira, o programa ABC Nightline, da emissora ABC, mostrou o trecho de um anúncio de uma TV da Sony equipada com a Google TV.
A novidade é o controle com teclado Qwerty (vídeo abaixo/trecho 2:33).
Apesar da Google TV permitir o controle por voz, a ideia de usar um controle remoto com teclado Qwerty chega no momento em que se discute justamente o contrário.
Para se ter uma ideia, a Prime Sense trabalha com o conceito de controlar uma TV apenas com o movimento das mãos, sem necessidade de controle remoto.
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A ABCNews Radio, uma das maiores emissoras de rádio dos EUA, está seguindo um caminho diferente em sua estratégia digital, na área de microblogging. Em vez de utilizar o Twitter, preferiu o StatusNet, que é em código aberto e pode ser integrado ao popular serviço de microblogging.
O uso é experimental e, por enquanto, não foi fechada nenhuma parceria formal com a empresa de mesmo nome responsável pelo serviço (o StatusNet é a base tecnológica do Identica, ferramenta de microblogging também em código aberto lançada em 2008).
O motivo da escolha é devido a um detalhe que eu comentei há algum tempo (algumas publicações começariam a perceber isso) – ter mais controle e possibilidades de experimentar e personalizar o conteúdo e a experiência do usuário. Algo que é mais complicado de fazer com o Twitter, que adota uma dinâmica “fechada e centralizada“.
Por exemplo, ao contrário do Twitter, o StatusNet pode ser instalado em um servidor próprio.
O perfil da ABCNews Radio já está no ar.
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Visualização de dados é o assunto do momento. Aaron Koblin, designer do Google Creative Lab, estará em novembro no Brasil para participar do TEDxAmazônia.
Koblin é especialista em “transformar montanhas de dados em algo legível” e ficou conhecido recentemente pela participação no desenvolvimento do “filme interativo em HTML5″ The Wilderness Downtown, feito para a música We Used To Wait, do grupo Arcade Fire.
No ano passado, no TEDxSP, a brasileira Fernanda Viégas fez uma apresentação de introdução à questão da visualização de dados.
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Nesta segunda-feira, a Google divulgou um vídeo de apresentação da Google TV.
Desta vez, a questão dos aplicativos é ressaltada.
NYTimes e USAToday são duas publicações que já estão desenvolvendo versões otimizadas de seus sites para a Google TV. E a emissora CNBC já possui um aplicativo para a plataforma.
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As eleições ainda não terminaram. Mas já ficou evidente que quem mais aproveitou o potencial da internet foram os militantes.
Foi a primeira vez que, efetivamente, a militância participou do processo eleitoral produzindo o seu próprio conteúdo. Vídeos no YouTube com montagens e edições a favor ou contra algum candidato, “twitaços” com hashtags combinadas e blogs com posts em defesa de um ou outro político fizeram parte dessas eleições.
É algo sem volta. Na próxima disputa eleitoral, será difícil encontrar um militante que não queira participar do debate eleitoral por meio da criação dos seus próprios vídeos, tweets, fotomontagens e textos.
Não sei quanto a você, mas na última semana , a minha timeline no twitter ficou cheia de hashtags a favor ou contra algum candidato.
Outro destaque foram os projetos de “mídia cidadã”. Na última eleição, eles existiam, mas ainda de forma tímida. Neste ano, eles são bem mais numerosos, muitos criados de forma espontânea, como, aliás, é a maioria das coisas mais interessantes que surgem na internet.
Alguns são projetos desenvolvidos por pessoas comuns, que tradicionalmente estariam fora do processo eleitoral ou da produção de notícias relacionadas ao pleito.
Muitos prometem continuar no ar. A maioria foi criada como ferramenta de fiscalização, e, justamente por isso, terá sobrevida após as eleições.
O Eu Lembro, por exemplo, busca minimizar um dos problemas típicos do eleitor brasileiro – a falta de memória. Você pode montar um perfil, indicar em quais candidatos votou e, caso eles sejam eleitos, receberá atualizações de suas ações. Foi desenvolvido pela Webcitizen.
O Extrato parlamentar, por sua vez, se propõe a ajudar os indecisos ou a reforçar as escolhas dos já decididos. Tem o objetivo de calcular a sua afinidade política com as ideias de diversos candidatos. A ferramenta foi criada pelo projeto Voto Aberto.
Da mesma forma, o site Repolítica ajuda a escolher um candidato de acordo com o seu perfil. Depois de responder a 8 perguntas, o site faz a sugestão de um candidato que mais tenha afinidade com as suas respostas.
Na parte de blogs, o Braziu, formado por ex-integrantes do histórico A Nova Corja, cumpriu o prometido e realizou uma cobertura diferenciada sem apoiar um candidato, ser de “direita ou esquerda”, mas criticando todos, além de realizar livebloggings abertos à participação de qualquer pesssoa durante os debates e a apuração dos votos.
Durante a votação neste domingo, o 48horas Democracia fez uma das coberturas mais voltadas para o debate. De modo bem informal, um bate-papo “quase conversa de bar” e aberto à participação ao vivo da audiência.
Partindo do slogan “Se você pode sujar a minha cidade, eu posso sujar a sua cara”, o Sujo a sua cara simboliza a vingança do eleitor que se incomodou com o excesso de material de propaganda política nas ruas. Muitas vezes irregular e poluindo as ruas. Mais um exemplo de como as coisas mais interessantes da internet surgem de forma espontânea.
O Sem Sujeira segue linha parecida. Funciona como um site denúncia. Os usuários podem enviar, direto do celular, fotos de propagandas irregulares e que se encontrem sujando vias públicas. Por meio de um mapa online, o site mostra o ponto exato onde está a propaganda.
Ainda relacionado à “sujeira” da propaganda política, no próprio domingo, dia da votação, o Projeto Redenção organizou um flashmob para limpar parte das ruas de Porto Alegre.
O Quanto vale seu candidato? parte de uma ideia simples, mas bem últil. Descobrir o patrimônio de um candidato. Os dados são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porém apresentados em uma interface mais amigável.
Em meio ao excesso de informações, os agregadores sempre têm um papel importante. O Politweets agrega os perfis dos políticos que são candidatos. A partir desses dados, produz alguns infográficos, como o de políticos com mais seguidores.
Um dos mais comentados é o Eleitor 2010, que tem o objetivo de maper os relatos de denúncias de crimes eleitorais (propaganda irregular, compra de votos, ofensas). As denúncias podem ser acompanhadas de fotos e vídeos. Na medida em que as denúncias chegam, algumas são verificadas pela equipe de voluntários do site. O Eleitor 2010 tem como base tecnológica o Ushahidi, também utilizado pelo Guardian. E é inspirado em um projeto que surgiu durante as eleições no Quênia, em 2007.
Nestas eleições, aconteceram várias tentativas de censurar a imprensa durante a cobertura eleitoral. O Centro Knight for Journalism in the Americas, ligado à Universidade do Texas, mapeou todas as tentativas de prejudicar o trabalho da imprensa.
O Vote na Web foi lançado durante o TEDxSP, antes mesmo das eleições. O site simula uma eleição em que você pode votar nos mesmos tópicos dos políticos. Essa simulação serve para que, no final, você possa confrontar os seus votos com os dos deputados e, a partir disso, descobrir com quais tem mais afinidade política.
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“A internet merece respeito, carinho e proteção. Boa parte das coisas que você estará consumindo daqui a 25 anos ainda não foi inventada e a internet é o principal ambiente em que essas ideias e invenções serão compartilhadas, difundidas e aperfeiçoadas”
Alexandre Barros, cientista político