Esqueça os postes e pense em rede

“Na África, o primeiro banco é uma empresa de telefonia móvel. Um em cada três africanos tem celular. Esqueça os postes e fios e pense mais em redes e satélites”.

Boa entrevista no ElPaís com Antonio Gutiérrez-Rubí, que acaba de lançar o livro 32 Tendencias de cambio 2010-2020.

Publicado por Tiago Dória, em 8 de setembro de 2010 (Quarta-feira).
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Google TV (ao vivo e a cores)

Enquanto muitos aproveitavam o feriadão aqui, no Brasil, a Sony aproveitou a feira de eletrônicos IFA para mostrar o protótipo de um aparelho de TV rodando a Google TV. É a 1ª vez que o serviço, que pretende levar, efetivamente, a web aos aparelhos de TV, é exibido em público.

Durante conferência na mesma feira, Eric Schmidt, diretor geral da Google, afirmou que tem a intenção de tornar a Google TV um “produto internacional” em 2011.

Até o final de 2010, a previsão é que o serviço esteja disponível nos EUA (apenas em televisores HDTV e players Blu-ray da Sony, e num set-top box da Logitech).

Uma vez mais, Schmidt reafirmou a estratégia da Google TV – levar para a TV o conteúdo da web (Twitter, YouTube, Last.fm) e transformar os aparelhos de TV em “computadores”, com navegador, sistema de busca, aplicativos etc.

A partir da demonstração do protótipo da Sony (vídeo abaixo), percebe-se que, entre outras coisas, por meio da Google TV, o telespectador poderá fazer buscas e checar o Twitter enquanto assiste à televisão. Tudo na mesma tela. Ou seja, modelo diferente do conceito de duas telas do MetaMirror, que evita que a “interatividade” interrompa ou minimize a programação na TV.

Veja também: Briga boa? Apple TV vs Google TV

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Frase da semana

“Uma ciberguerra poderia ser pior que um tsunami”

Hamadoun Touré, secretário-geral da agência de telecomunicações da ONU.

Nesta semana, o secretário defendeu, uma vez mais, a criação de um “Tratado Internacional de Paz no ciberespaço”, que evitasse “ciberguerras”, como a que aconteceu com a Estônia em 2007, quando servidores de bancos e do governo foram atacados durante vários dias.

Publicado por Tiago Dória, em 4 de setembro de 2010 (sábado).
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Economist e o fim da universalidade da internet

Fazia tempo que a revista não dava tanto destaque a um assunto ligado à internet.

Matéria de capa da Economist destaca que a universalidade e a abertura da internet estão ameaçadas.

Governos autoritários estariam, cada vez mais, monitorando e restringindo o uso da internet; empresas, por sua vez, criando “produtos fechados” (aplicativos), e provedores de internet, favorecendo ou desfavorecendo um site ou um tipo de serviço.

A matéria é um pouco maniqueísta em alguns pontos e lembra a que foi capa da Wired. Ambas têm como pano de fundo a questão da neutralidade da internet.

A partir da leitura dela, lembrei de algumas coisas que comentei por aqui:

- Aquele pensamento inquestionável de que a internet e as mídias digitais, por si só, são ferramentas democratizantes está cada vez mais caduco. Quem pesquisa ou acompanha essa área precisa ter em mente que essas ferramentas são neutras. Tanto podem ser usadas para restringir como para incentivar a liberdade de expressão

- Estamos tão acostumados com o discurso de que a internet liberta as pessoas e derruba governos, que estranhamos vê-la ser utilizada como ferramenta militar e governamental.

- Quem controla a infraestrutura da internet tem um grande poder nas mãos.

Veja também: Redes sociais se tornaram ferramentas de massa

Publicado por Tiago Dória, em 3 de setembro de 2010 (sexta-feira).
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Briga boa?
Apple TV vs Google TV

Algumas pessoas me pediram para comentar a série de lançamentos que a Apple fez nesta semana. A expectativa estava em torno do lançamento de uma nova versão da Apple TV, aparelho que transmite filmes, seriados e vídeos para a televisão.

A Apple TV ficou menor, mais barata e agora trabalha apenas com streaming de conteúdo.

Para mim, o que ficou mais evidente com o relançamento foi a diferença de estratégia entre Apple e Google. Aliás, para entender o relançamento da Apple TV, é necessário voltar alguns meses, para maio, quando foi feito o anúncio do lançamento da Google TV.

Diferente da Google TV, que deseja ser o centro da sala de estar, substituindo os  aparelhos existentes, a Apple TV trabalha com a ideia de coexistência. É um aparelho a mais na sala de estar. Na realidade, a intenção é  ser uma opção a mais de conteúdo, além da TV cabo, fornecendo streaming de filmes e seriados com preços entre US$ 0,99 e US$ 4,99.

Durante o lançamento, Steve Jobs, fundador da Apple, soltou 2 indiretas sobre a Google TV, deixando evidente a diferença de estratégia entre as duas empresas.

1) Quando as pessoas sentam no sofá para assistir TV, elas não querem “conteúdo amador”, mas “conteúdo profissional”, em HD. Filmes e seriados.

A Google TV tem como proposta justamente trazer o conteúdo do YouTube (amador) para a TV.

2) As pessoas não querem o computador na TV. Elas não querem ter mais um computador.

A Google TV tem como principal estratégia transformar a TV em um computador (com navegador, buscador, aplicativos etc).

Contudo, pelo que percebi, o que causou burburinho mesmo foi o lançamento do Ping, que acrescenta diversas funcionalidades de rede social ao iTunes.

Você pode montar um perfil, expor os seus gostos musicais, seguir e ser seguido por outras pessoas. O serviço é apresentado como uma “nova rede social de música”.

O Ping acrescenta um elemento social às compras na iTunes. Seu círculo social passa a ter uma maior influência sobre as suas compras.

Na realidade, essa estratégia não é muito nova. O Zune, da Microsoft, tentou fazer isso (unir compra de música online + social), mas, por ter uma base pequena de usuários instalada, ainda não conseguiu avançar muito.

O Ping, ao contrário, já nasce com uma potencial base de 160 milhões de usuários, visto que funciona “dentro” do iTunes.

Porém, pelo que testei, o serviço está bem longe de substituir redes sociais de música existentes, como a Last.fm. Para começo de conversa, o Ping funciona apenas em países onde existe a loja online de música da Apple (a AppStore brasileira vende apenas aplicativos. Ou seja, o Brasil está fora). Além disso, não fornece streaming completo das músicas.

Em suma, ao que tudo indica, não vai tomar tão cedo o lugar da Last.fm, que, diga-se de passagem, possui uma base maior de usuários.

O que o Ping tem de interessante é que ele acrescenta mais um “sistema de relevância” em nosso dia a dia (algo que comentei no post sobre a caixa prioritária do Gmail). Em meio a tantas opções de músicas, o Ping atua como um filtro. Seus amigos e artistas preferidos indicam quais músicas são melhores para comprar. A partir do que você e os seus contatos escutam, o Ping recomenda músicas que merecem ser ouvidas (compradas) na loja online da Apple.

Veja também: Maioria não sabe o que é iPad. Apple explica be-a-bá

Publicado por Tiago Dória, em 2 de setembro de 2010 (Quinta-feira).
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Melhores aplicativos de música, segundo a Billboard

A revista Billboard está organizando um concurso para eleger os melhores aplicativos de música, o Music App Awards. Faz sentido o concurso, os aplicativos de música são os mais baixados.

Entre os finalistas, está o app para iPhone da banda Linkin Park, que, na realidade, é um jogo que tem como trilha sonora as músicas do grupo.

Veja também: Spotify está quase lá…

Crédito da foto: Nettsu

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Fotos da NASA e do jornal Última Hora digitalizadas

Dois lançamentos nesta semana.

A NASA disponibilizou no Flickr mais de 200 fotos de seu acervo.

As imagens, que podem ser utilizadas livremente desde que não seja para uso comercial, fazem parte do projeto The Commons, criado em 2008 pelo Flickr, com a premissa de tornar realmente público o acervo de diversas instituições (exemplo de como a digitalização e uma afrouxada nos direitos autorais podem ajudar a trazer à tona informações e documentos relevantes).

A liberação do acervo era meio que esperada. A NASA é uma das agências norte-americanas que mais vem investindo na comunicação via internet.


O Arquivo Público do Estado de São Paulo, por sua vez, liberou o acesso a mais de 54 mil fotografias e 1.200 ilustrações do jornal Última Hora. A publicação, considerada uma das mais importantes do jornalismo brasileiro, circulou nas décadas de 50 e 60.

Uma reportagem (acima) mostra o uso intensivo dos telefones públicos no Rio de Janeiro.

Em tempos de um celular em cada bolso, é uma raridade.

Veja também: Como apagar as luzes em um blog de fotografia

Publicado por Tiago Dória, em 1 de setembro de 2010 (Quarta-feira).
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