Por que um “Facebook Phone” faria certo sentido?

Os rumores deste final de semana são de que o Facebook estaria desenvolvendo um celular próprio. O site CNET correu atrás e descobriu que a história não era bem essa. Na realidade, não seria um celular próprio (hardware e software), mas com a marca do Facebook.

Na prática, seria um aparelho da Nokia ou da Samsung, por exemplo, com diversas funções do Facebook integradas. De repente, a sua lista de contatos no celular seria a do Facebook.

Em suma, como padrão, o Facebook seria embutido no celular. Por enquanto, rumores.

Se a gente levar em conta que o Facebook se vê bem mais como uma empresa de comunicação do que de conteúdo, a ideia do celular faz um certo sentido. A plataforma de rede social está no mesmo negócio da tecnologia de telefonia – conectar pessoas.

Não é à toa que uma vem substituindo a outra.

Mark Zuckerberg, cocriador do Facebook, sempre deixou bem claro – nosso objetivo central é conectar pessoas, fornecer uma eficiente base tecnológica para que as pessoas possam se comunicar, conversar (o que a tecnologia de telefonia tem feito há tanto tempo).

Com sua base de 500 milhões de usuários ativos, o Facebook, portanto, está se tornando uma grande e importante plataforma de comunicação com diversos formatos (menos voz).

A ideia do Facebook Phone não seria tão absurda, mas isso não quer dizer que ela daria certo.

Em 2006, foi lançado um celular da empresa Helio, que era totalmente integrado à rede social de música MySpace (o Facebook daquela época). A ideia não obteve sucesso (apesar de que a MySpace se posicionava bem mais como uma empresa de conteúdo do que de comunicação).

Veja também: Catfish: mais um filme em torno do Facebook

Publicado por Tiago Dória, em 20 de setembro de 2010 (Segunda-feira).
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