
Não resta muitas dúvidas de que o hábito de assistir TV e, ao mesmo tempo, navegar na internet já não é mais algo tão anormal.
Recente pesquisa da Nielsen mostrou que 40% dos entrevistados têm esse hábito. Além disso, durante a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, foi detectado que uma em cada sete pessoas que assistia ao evento, ao mesmo tempo, navegava na internet.
A grande questão é surgirem produtos interessantes que trabalhem em cima disso.
A FastCompany apresentou o MetaMirror, conceito desenvolvido pelo estúdio europeu Notion.
A ideia é que o seu laptop ou qualquer outro gadget que você esteja utilizando para acessar a internet seja sincronizado com o que é exibido na TV. No caso, o conteúdo nesses aparelhos funcionaria com um suplemento e ajudaria a dar contexto ao que é mostrado na TV. Ou seja, a TV seria tratada como tela principal e os dispositivos (laptops, tablets, celulares) como 2ª tela.
Para mim, o MetaMirror lembrou o conceito de “conteúdo inteligente“ – plataformas e seus respectivos conteúdos sincronizados de forma “inteligente”.
Num jogo de futebol, por exemplo, no laptop, seriam exibidas estatísticas em tempo real junto com atualizações do Twitter. Durante um programa de culinária, por sua vez, seriam mostradas opções de compra dos ingredientes no exato momento em que eles aparecem na tela da TV. Num show ao vivo na TV, a sincronia resultaria na exibição no laptop de links para comprar ou baixar as músicas de acordo com o desenrolar do setlist da apresentação.
A ideia do MetaMirror é que essa sincronia seja precisa. Em tempo real, o conteúdo mostrado em seu laptop (ou tablet) complementa e muda de acordo com o que é exibido na TV.
Fiquei pensando em como isso poderia ser aplicado na área de telejornalismo. No laptop, talvez a exibição de links para documentos na íntegra, infográficos detalhados, discussões online ou mais informações sobre personagens enquanto são citados em uma matéria na TV.
Atualização às 11h50 – Nos comentários, o @DiogoNovaes mandou a dica de um app que busca fazer essa integração durante as transmissões de Fórmula 1.
Veja também: Como o Twitter e a TV se complementam
Nesta quarta-feira, a partir das 12h30, acontece a premiação do Concurso Universitário de Jornalismo da CNN, em São Paulo.
O evento será transmitido ao vivo pelo blog do concurso.
Eu também devo tuitar alguma coisa direto de lá.
Uma das primeiras revistas com o DNA 100% digital (foi criada em 1996), a Slate aderiu à ideia de ter um lab.
No Slate Labs estão disponíveis aos leitores alguns protótipos, experimentos, produtos da publicação que ainda não são oficiais. Há alguns mashups, newsgames e muita coisa de visualização de dados (claro, é o que está em destaque na área de jornalismo online).
Reuters, MTV americana, BBC, NYTimes, Telegraph e CBS são algumas das empresas que já trabalham com o conceito (clicando nos nomes, você tem acesso aos respectivos labs).
Dependendo da empresa, além de associar a sua marca à inovação, o labs pode ir muito além de uma seção no site, passando a funcionar como uma startup dentro da publicação.
Para quem trabalha com desenvolvimento ou gerenciamento de produtos de jornalismo online, sempre é importante estar de olho nesses “laboratórios”.
É lá que surgem as primeiras tentativas de inovação (acertos e erros) de muitas publicações.
Veja também: Por uma internet em tempo giusto
DeviantArt é uma das comunidades online mais ativas, onde artistas compartilham seus trabalhos. Há 10 anos está em atividade.
Nesta terça-feira, deu um passo diferente, lançou o DeviantArt Muro, ferramenta online e gratuita de desenho.
O Muro foi feito todo em HTML5, detalhe que vai interessar a maioria dos leitores deste blog.
/via @chrismessina
Veja também: Uma revista em HTML5
“Neutralidade da internet” é um assunto que sempre gera burburinho. Não é sem motivos, diz muito sobre como usaremos a internet, plataforma que caminha para ser a principal na entrega de informações e comunicação.
O conceito de “neutralidade da internet” parte do pressuposto de que todos conteúdos e serviços web devem ser tratados iguais. Um provedor de internet (operadora de telecom, empresa de TV a cabo), por exemplo, deve ser neutro, não pode favorecer ou desfavorecer um site ou um tipo de serviço (um site de vídeos abrir mais rápido que os dos seus concorrentes. Ou ainda, bloquear ou prejudicar o funcionamento de aplicativos VoIP).
É uma questão delicada para empresas que dependem da infraestrutura de internet – Hulu, Skype, Apple, BitTorrent. Por isso, o conceito de neutralidade assusta muita gente, pois deixa evidente que quem controla a infraestrutura da internet tem um grande poder em suas mãos.
Nesta segunda-feira, Google e a operadora de telecom Verizon apresentaram para parlamentares norte-americanos uma nova proposta de “neutralidade da rede”. A proposta mantém vários princípios da neutralidade – não discriminação de conteúdo, transparência nas políticas adotadas nas redes, acesso universal. Contudo, existe um tópico que permitiria aos provedores criar serviços a mais e diferenciados de acesso.
O texto da proposta é meio confuso, dá margem a várias intepretações. Exclui as redes em fio, questão importante. Mas o que fica entendido é que poderiam existir duas internets, semelhante ao que já acontece na plataforma de TV, na qual existe a TV aberta e a TV a cabo (por assinatura). Existiria uma internet aberta (a que usamos atualmente). E uma outra fechada, onde existiriam serviços especiais e velocidades melhores.
Independente de sua validade, essa proposta mostra que, uma vez mais, a Google está se deslocando de seu núcleo duro, que são as buscas. Na realidade, há muito tempo, a Google deixou de ser apenas uma empresa de busca. A empresa vem se diversificando para reforçar o seu crescimento e aumentar a sua visibilidade.
É difícil encontrar um segmento de tecnologia digital em que a Google não esteja presente, nem que seja de forma bem discreta e apenas para marcar território. No entanto, existe uma área em que a Google está dando atenção especial, é justamente a de infraestrutura. Atitude que talvez seja apoiada na mentalidade de quem possui a infraestrutura da internet estará sempre com a faca e o queijo na mão, além de sua necessidade própria de que tenhamos mais acesso e largura de banda (Recentemente, a Google liberou uploads de até 15 minutos no YouTube).
Logo após o anúncio da proposta, foi criado um abaixo-assinado, revindicando uma posição menos pragmática e mais transparente da Google. O que vai ao encontro do que já comentei por aqui. A Google pode até não ser uma empresa de mídia, mas é vista como uma, no sentido de que queremos que ela tenha uma postura neutra, aberta e transparente. Em sua maioria, esperamos que, por exemplo, a Google defenda valores igualitários, não seja “evil”.
Veja também: Importância da publicidade separa Google e Murdoch
Crédito da foto: Stéfan
Mesmo que ainda polarizada e desqualificada (com muita gente que nem é da área de negócios), a discussão sobre cobrança de conteúdo online começa a ganhar mais espaço. Quem apareceu nesse cenário foi o MediaPass, sistema de cobrança para publicações online.
Semelhante ao sistema de paywall da Google, que ainda está em desenvolvimento, o MediaPass anuncia a simplicidade e a rapidez de configuração como principais diferenciais em relação às antigas implementações de paywall.
O produtor de conteúdo tem a liberdade de cobrar apenas por uma página ou seção do site. Não precisa fechar todo o conteúdo. O MediaPass fica com uma porcentagem de 35%.
A única coisa em que o MediaPass lembra os sistemas anteriores de paywall é o fato de se focar no tipo de conteúdo e não no tipo de público, o que vai um pouco na contramão.
Percebe-se que pagar por conteúdo online é uma questão cada vez mais ligada ao tipo de usuário (base de consumidores mais leais), do que ao tipo de conteúdo (generalista ou analítico, hardnews ou matérias de fôlego, local ou global).
Veja também: As pessoas pagam por papel
O Framework, do Los Angeles Times, se junta a outros recentes projetos de fotografia que estão se estabelecendo – Big Picture, Pictory, Lens e Olhar sobre o mundo.
É um blog de fotos (e vídeos) que nasce inserido no uso da banda larga, por isso trabalha com imagens em tamanhos grandes e outros recursos de visualização.
Em matéria de funcionalidades, parece ser o mais completo – permite desativar o recurso de legendas das fotos e uma categoria – Learn & Discover - reúne dicas de fotografia.
Veja também: Time-lapse na Reuters
Mozilla, que controla o navegador Firefox, lançou uma nova interface para as buscas no Twitter.
Foi desenvolvida pela Quodis – Design Technology, de Lisboa, Portugal.
Veja também: Difícil arte de mensurar o Twitter
“Um usuário que escreve muitas mensagens não é um usuário influente, e sim um usuário muito ativo”
Bernardo A. Huberman, diretor do HP Labs Social Computing, responsável por uma pesquisa bem completa sobre influência no Twitter, divulgada nesta semana.