Frase da semana

“Toda vez que eu entro na internet, fico preocupada com o meu peso”

Cate Reid, estudante, a respeito da quantidade de anúncios sobre emagrecimento exibidos na web.

Publicado por Tiago Dória, em 31 de julho de 2010 (sábado).
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Bloco de notas minimalista

Ferramentas minimalistas sempre são interessantes. Fazem pouco, mas bem feito.

Quem acompanha o blog sabe que eu sou fã de serviços desenvolvidos em torno do conceito.

O NotePad.cc segue a ideia. É um bloco de notas minimalista, onde você pode fazer anotações e depois acessá-las de qualquer computador.

Ele gera urls curtas e aleatórias para quem quiser compartilhar no Twitter.

Foi desenvolvido por Jacob Bijani, diretor de criação do Tumblr e fundador do Start.io, serviço de “página inicial” também minimalista.

Veja também: Minhas primeiras impressões sobre o Flavors.me

Publicado por Tiago Dória, em 30 de julho de 2010 (sexta-feira).
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Paywall da Google

Enquanto pessoas sem qualquer experiência ou formação na área de negócios afirmam que nenhum sistema de pagamento por conteúdo funciona na web, a Google está desenvolvendo um sistema de cobrança de conteúdo para publicações online.

A informação foi confirmada recentemente pelo La Repubblica e o WSJ.

No ano passado, o Nieman Lab, ligado à Universidade de Harvard, já tinha adiantado que a Google enviara à Associação de Jornais dos Estados Unidos uma proposta para a criação de uma tecnologia de pagamentos para jornais.

A Google parte do pressuposto de que parte das ideias de paywall não deram certo porque foram mal executadas. Cada site adotava um sistema, você era obrigado a fazer vários cadastros e a digitar diversas vezes o número do cartão de crédito. Facilidade não era o foco.

A intenção é que o sistema da Google (por enquanto, batizado de Newspass) seja único. Funcione em vários sites ao mesmo tempo tanto para micropagamentos quanto para assinaturas. Seja necessário apenas um cadastro com a digitação do número do cartão uma única vez.

Além disso, o sistema seria bem simples, parecido com o da iTunes. Você poderia comprar um artigo apenas com um clique (A ideia de micropagamentos existe há um bom tempo, mas a Apple, por meio da iTunes, foi a que melhor soube executá-la na web).

Interessante essa suposta movimentação da Google. Parece que algumas empresas expoentes do que ficou conhecido como Web 2.0 estão começando a sair do lugar comum e a entender que não é necessário criar ou esperar por um novo e mágico modelo de receita para a internet. Diversos modelos funcionarão ao mesmo tempo, de forma semelhante ao que acontece em outras plataformas, um mix entre serviços subsidiados por publicidade, assinaturas e micropagamentos.

Veja também: Gratuito é bem melhor, mas o pago tem a sua chance

Crédito da foto: Carbon NYC

Publicado por Tiago Dória, em 29 de julho de 2010 (Quinta-feira).
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Privacidade zero para Zuckerberg

O blog Gawker voltou aos velhos tempos e fez uma pauta polêmica.

Na medida em que Mark Zuckerberg, criador do Facebook, disse que privacidade não tem mais importância, o Gawker resolveu colocar um fotógrafo registrando todos os seus passos. Privacidade zero para Zuckerberg.

O resultado são fotos que mostram onde o fundador do Facebook mora, estuda chinês (mandarim) e passeia com a namorada.

O caso me lembrou o CNET versus Eric Schmidt. Em 2005, o diretor geral da Google deu pouca importância para o fato de dados pessoais serem indexados por sistemas de busca como o Google. A partir dessa postura, o site CNET fez uma pesquisa e descobriu informações sobre salário, hobbies e doações políticas de Schmidt. O site de notícias publicou as informações. Todas encontradas por meio do Google.

Na época, Schmidt declarou guerra ao CNET, que foi boicotado de algumas coletivas da Google.

Por necessidade de conectividade, reconhecimento e, principalmente, atenção, as pessoas baixam a guarda da privacidade, mas isso não quer dizer que ela morreu.

Google e Facebook são duas empresas que, por coincidência, perceberam, recentemente, que a privacidade ainda é importante. O Facebook com mais um recuo nas mudanças da política da rede social. E a Google com o desastroso lançamento do Google Buzz.

Veja também: Estamos “cadastrados” em redes sociais desde pequenos

Publicado por Tiago Dória, em .
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Wikileaks mostra importância do “jornalismo de dados”

O Wikileaks ganhou, uma vez mais, a atenção das pessoas.

Neste domingo, o site publicou mais de 90 mil documentos secretos sobre as operações militares dos EUA, entre 2004 e 2009, no Afeganistão. Os documentos revelam detalhes nada positivos da atuação do exército americano no país, como mortes de civis não divulgadas.

A publicação dos relatórios mostra que algumas publicações estão tentando atender a uma das habilidades cada vez mais exigidas das equipes de jornalismo – conseguir transformar montanhas de dados em algo legível para os leitores.

NYTimes, Guardian e Der Spiegel receberam com antecedência de quase um mês os relatórios, que estavam em formatos como KML, CSV e SQl. A intenção era que eles tivessem tempo de analisá-los, checá-los e apresentá-los da forma mais atraente e legível aos leitores.

Por coincidência, o Wikileaks enviou as informações para duas das publicações que mais têm efetivamente trabalhado com a questão do jornalismo de dados.

Guardian, mais experiente em lidar com dados, foi o que melhor apresentou e contextualizou o material. Um infográfico interativo foi produzido. Cada relatório foi plotado em um mapa.

O NYTimes, por sua vez, preferiu montar uma reportagem grande com destaque aos casos mais polêmicos e links diretos para os documentos.

A revista Der Spiegel também optou pelos infográficos e chegou a fazer links para a “concorrência”. Ou seja, para as reportagens do Guardian e do NYTimes.

Para entender o Wikileaks, responsável pela divulgação dos documentos, é necessário conhecer um pouco o mantra de que “a informação quer ser livre”. No caso, os fins justificam os meios. O importante é que os documentos fiquem online e acessíveis a qualquer pessoa.

O Wikileaks surgiu em 2006, criado por Julian Assange, importante hacker e ativista da transparência pública na Austrália. Hoje o site é considerado uma organização internacional ligada à liberdade de expressão na web. Conta com uma equipe formada por jornalistas, matemáticos e dissidentes chineses responsáveis por fazer uma checagem inicial das dezenas de documentos sigilosos e denúncias que chegam ao site.

Na prática, funciona como ponte entre denunciantes e o público em geral. A pessoa envia os documentos ao Wikileaks, tem a sua identidade mantida em sigilo e as informações são tornadas públicas.

Concordo com Alexis Madrigal, editor do site da revista Atlantic. Apesar de ter servido de canal para importantes denúncias, como o vídeo da morte dos jornalistas da Reuters no Iraque, ainda é cedo para julgar o Wikileaks. Ninguém sabe com 100% de certeza o que ele é e como realmente funciona. Em princípio, parece que o seu interesse é público e não político em divulgar esse tipo de informação.

No caso dos documentos do Afeganistão, acredito que, no final das contas, o vazamento chamou mais atenção do que o próprio conteúdo dos relatórios.

Neste sentido, é um exagero, claro, acreditar que o Wikileaks substitui o trabalho de algumas publicações. Pelo contrário, ele exalta mais ainda o trabalho delas.

O próprio diretor do Wikileaks já afirmou que seu site sozinho não faz muita coisa. O Wikileaks nasceu no ambiente de informação da internet, onde coexistência é uma palavra importante.

No caso, o Wikileaks divulga apenas as informações brutas. Quem tem paciência ou tempo para analisar mais de 90 mil planilhas? É aí que entra a habilidade dos jornalistas e dos programadores-jornalistas de checar, analisar, questionar, mesclar (mashup) e tornar legíveis esses dados, seja em forma de infográficos, aplicativos ou mesmo uma reportagem em texto.

Acredito que o caso do vazamento dos relatórios do Afeganistão mostra um caminho que será cada vez mais comum. A publicação na web de informações brutas por parte de governos e organizações públicas e privadas. E o trabalho da imprensa em traduzir essa montanha de dados. Contudo, para isso, serão exigidas “novas” habilidades das equipes de jornalismo, como noções de scraping (raspagem de dados), programação e uso de banco de dados.

Veja também: Jornalista-programador ou programador-jornalista?

Publicado por Tiago Dória, em 27 de julho de 2010 (Terça-feira).
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Flickr virou um… guia de viagens

Uma coisa interessante é ver o quanto algumas tecnologias, ao cair nas mãos dos usuários, tomam um rumo um pouco ou muito diferente do que pretendiam os seus criadores.

Quem imaginaria que o YouTube se transformaria em um importante player no mercado de música? Ou ainda que o iPhone se tornaria um player de games, chegando a concorrer com o Nintendo DS e o PSP?

Um exemplo é o Flickr, que surgiu a partir de uma função em um jogo online. Ao cair no gosto de autores de blogs, o site de fotos acabou se transformando em um enorme banco de imagens universal e gratuito para diversos blogs.

Outro “recente uso” é como uma espécie de guia de viagens. Antes de viajar, a pessoa faz uma busca no Flickr para saber quais são os monumentos, os lugares mais populares e atraentes para visitar. Eu mesmo tenho o costume de dar uma olhada no Flickr antes de ir a uma cidade ou país.

De olho nessa utilização, pesquisadores do Yahoo!, que controla o site de fotos, fizeram um estudo sobre o uso do Flickr como guia para viagens.

Com base nos dados do site – palavras-chaves, data de postagem, informação geolocalizada, fotos mais populares – seria possível ter uma funcionalidade para montar itinerários, com sugestões de lugares para visitar. Um pdf bem completo sobre a pesquisa foi publicado.

Por enquanto, o Yahoo! não tem planos de inserir essa função de “guia de viagens” no Flickr.

De qualquer forma, a API é pública para quem quiser tentar fazer algo parecido.

Veja também: Fundador do Flickr volta às origens

Publicado por Tiago Dória, em 26 de julho de 2010 (Segunda-feira).
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Como é ser pai de Bill Gates

Como é que se cria um filho para que ele seja tão bem sucedido e bilionário quanto Bill Gates? Essa é a pergunta que muitos esperam ver respondida ao se deparar com Desperte para a vida (208 páginas/Editora Best-Seller), de Bill Gates Sr, 85 anos, pai do cofundador da Microsoft. Livro no qual ele reúne alguns princípios e insights sobre a sua vida e família.

Quem aguarda uma resposta exata a essa pergunta pode se decepcionar um pouco. No livro, o próprio pai de Gates deixa claro que não sabe o que fez para que o seu filho entrasse para a história, não somente da computação pessoal, mas também das maiores fortunas do mundo.

Porém, no decorrer do livro, Gates pai revela alguns “segredos” da educação de suas duas filhas, Libby e Kristi, e principalmente de Bill Gates, filho que deu mais fama à família.

Na hora do jantar, por exemplo, o pai do cofundador da Microsoft sempre contava aos filhos o que fazia, bem como incentivava-os a falar de suas próprias vidas e a fazer perguntas (segundo ele, isso os fez aprenderem a perceber quem são no mundo). A leitura era valorizada, visitas a bibliotecas eram constantes (até hoje Gates filho mantém o costume de ler um livro e ficar ansioso para compartilhar com os outros o que leu e aprendeu).

Outro ponto era o contato com pessoas mais velhas e de classes sociais diversas.

Havia estímulo à competitividade (após o jantar era feito um jogo de cartas, quem ganhasse não precisava lavar a louça). Às vezes, a família Gates passava duas semanas em um resort, onde outras famílias também se reuniam para almoçar e jogar (mais tarde, Bill Gates adotou uma dinâmica parecida na Microsoft, realizando internamente os Microgames).

Segundo Gates pai, esses encontros ajudaram a dar aos filhos a importância de ter um ponto de permanência em um mundo cheio de incertezas.

Percebe-se que Bill Gates teve uma formação familiar consistente. É aquela educação informal, aquela conversa na mesa de jantar quando você e o seu pai trocam ideias. Enfim, é o que você aprende nas entrelinhas e por osmose.

Aliás, cada vez mais, acredito que uma boa educação familiar está virando “diferencial de mercado”. O pessoal corre atrás de tantos cursos e se esquece de um dos “principais”. Às vezes, sou convidado para ajudar na seleção em algumas empresas. E, a partir dos melhores candidatos escolhidos a uma vaga, percebo o quanto pesa na formação profissional esse tipo de educação.

Mas, voltando ao livro, fica nítido que não só o contexto familiar contribuiu para a formação de Bill Gates, mas também o fato de ter crescido em um país que, por filosofia e não por necessidade, prestigia a iniciativa individual, possibilitando o acesso a capital e a tantos outros recursos, como educacionais e jurídicos. O próprio Gates pai afirma – se meu filho tivesse nascido no Afeganistão, as coisas seriam bem diferentes. A Microsoft nem existiria.

Nesse contexto de educação familiar consistente e de valorização da iniciativa individual, aos 11 anos de idade Gates começou a ficar independente, chegando a assustar o seu próprio pai. Por conta própria, no ensino médio, tinha “jornada dupla”. Todas as noites ia à Universidade de Washington aprender um pouco sobre computadores. Gates pulava a janela do quarto no meio da noite, com o endosso de sua irmã mais velha, Kristi, que dava cobertura para as fugas.

Foi um passo para Gates ficar ainda mais próximo de Paul Allen, cocriador da Microsoft, e dar os primeiros passos para a fundação da empresa de software.

Em 1975, largou a Universidade de Harvard para se dedicar integralmente à Microsoft. Isso deixou Gates pai preocupado. No entanto, esse fato lhe ensinou que pessoas curiosas exigem a liberdade de encarar a vida à sua própria maneira. Isso deve ser respeitado.

Gates, de certa forma, seguiu um caminho próprio, diferente de seus colegas e irmãs, e deu certo no final, afirma o pai.

Desperte para a vida tem o efeito imediato. Ele desmitifica aquela visão de que, de forma oportunista, Bill Gates se afastou da Microsoft para cuidar de uma organização filantrópica. Na realidade, esse tipo de atitude é comum na família Gates.

Desde seus avós a sua família está envolvida com filantropia. Seu pai seguiu o mesmo caminho, largou o trabalho diário em seu escritório de advocacia para se dedicar à filantropia. Em 1994, fundou a Fundação William H. Gates, que, 5 anos mais tarde, com a entrada de seu filho Bill Gates como principal controlador, seria renomeada para Fundação Bill e Melinda Gates, considerada a maior no mundo ligada à filantropia (caixa de US$ 33 bilhões/ano).

Mary Gates, mãe do cofundador da Microsoft, por sua vez, era conhecida por seu trabalho voluntário junto à United Way of America e à cidade de Seattle, onde a família Gates está bem presente.

O livro tem o efeito secundário de humanizar o Bill Gates competitivo e que utilizou as estratégias mais agressivas disponíveis para que a Microsoft conquistasse ou mantivesse presença de mercado.

Desperte para a vida não é sobre tecnologia. Como livro de prática de negócios ou desenvolvimento pessoal, não é dos melhores. É dividido em capítulos curtos, cada um com ensinamentos ou princípios. Porém, Gates pai repete a mesma ideia diversas vezes. Na realidade, Desperte para a vida era para ter sido apenas um ensaio particular para a família. Depois surgiu a ideia de transformá-lo em livro.

É um bom livro se for tratado como uma obra sobre filantropia, mas principalmente sobre paternidade, como criar uma família – mantê-la unida, apesar da distância e da morte de alguns (Mary Gates, mãe de Bill Gates, morreu vítima de câncer de mama em 1.994, seis meses após o casamento de seu filho com Melinda).

Neste sentido, o pai é tão bem sucedido quanto o filho. Os dois têm mais semelhanças do que diferenças. Reflexo disso está no prefácio minimalista que Gates escreveu para o livro de seu pai.

“Pai, na próxima vez em que alguém lhe perguntar se você é o verdadeiro Bill Gates, espero que responda ‘Sim’. E que diga a eles que você é todas as coisas que este outro luta para ser”.

Veja também: Caminho para a imortalidade digital

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Frase da semana

“Quando as pessoas me perguntam qual o maior nome na música, elas querem que eu diga Apple. Eu geralmente respondo: YouTube”

Tom Silverman, cocriador do New Music Seminar, sobre o costume, cada vez mais comum, de utilizar o YouTube como player de música.

Nesta semana, além da reformulação da página de música, o site de vídeos anunciou a transmissão de mais shows ao vivo.

Publicado por Tiago Dória, em 24 de julho de 2010 (sábado).
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Concurso da CNN em fase decisiva

O Concurso Universitário de Jornalismo da CNN está entrando em seus momentos decisivos.

Neste sábado, estarei reunido o dia inteiro, em um hotel em São Paulo, com os outros integrantes do júri para fazer a primeira seleção das melhores reportagens.

Boa sorte para quem está participando do concurso. Dia 28 sai a lista dos 10 finalistas.

Publicado por Tiago Dória, em 23 de julho de 2010 (sexta-feira).
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