Nesta terça-feira, estive no Hub São Paulo para conversar com o pessoal do Busk. Eles tinham acabar de colocar no ar uma nova versão do Busk.com.
O Busk.com é um buscador e leitor de notícias que mistura algumas funções de plataforma de redes sociais e de ferramenta de favoritos online.
Você pode salvar, por exemplo, as notícias que buscou e leu. A partir disso é montado automaticamente um “mapa de consumo de notícias”. De acordo com as palavras-chaves que utilizou para descrever as matérias salvas, você sabe qual assunto tem mais lido nos últimos dias.
Além disso, a partir desse mapa, você pode fazer comparações com outros usuários do Busk. Saber qual grau de afinidade tem com outras pessoas.
Serviços que mensuram a afinidade musical existem aos montes, o Busk mede a afinidade de leitura de notícias.
No final das contas, a ideia é que as notícias sirvam de combustível para você se conectar a outras pessoas (e viceversa). A partir de um perfil de uma pessoa, você pode descobrir outros autores sobre um determinado assunto, por exemplo.
Existem diversas outras funções que estão previstas para serem lançadas, como uma espécie de “banca digital”, onde será possível comprar artigos por meio do sistema de micropagamentos.
Acredito que, a priori, o novo Busk.com terá um grande apelo entre pesquisadores, jornalistas e acadêmicos, que muitas vezes precisam salvar e buscar por artigos e notícias de forma mais estruturada.
Veja também: Escola de vídeo (e-Videolog)
Outro dia comentei sobre o desenvolvimento de uma tecnologia que permite controlar um celular apenas com o movimentos dos olhos, e hoje soube que uma empresa, a eyeSight Mobile Technologies, criou um sistema que permite controlar um celular somente com gestos de mão.
Para jogos no celular, promete ser útil.
Veja também: O verdadeiro EyePhone
O lançamento da câmera integrada que permite gravar vídeos em HD, do iMovie, tornando possível editar vídeos no iPhone, e do FaceTime, que possibilita fazer videochamadas, atestam isso. De certa forma, com o iPhone 4, a Apple resolveu uma deficiência dos modelos anteriores, que era a falta de um bom conjunto de tecnologias de captação e edição de vídeo.
O foco do novo iPhone é nitidamente vídeo. Vídeo como forma de comunicação.
Videochamadas nunca foram uma unanimidade entre usuários de celular (muitas vezes é incômodo e chato receber uma chamada em vídeo, principalmente de uma pessoa estranha), mas o FaceTime promete ser bem interessante para fazer entrevistas em vídeo.
Vamos ver o andar das coisas daqui para frente. Com o iPhone, a Apple trouxe efetivamente a internet para o celular (é o celular que proporciona a melhor navegação). Talvez com o iPhone 4 seja bem sucedida em efetivamente explorar o principal poder da internet como ferramenta de comunicação, que é permitir comunicação via texto, voz e vídeo em uma única plataforma.
Veja também: Steve Jobs e o “culto ao empreendedor”
O novo burburinho nos principais blogs de mídia e tecnologia é o lançamento do Scoop, um guia para celular da cidade de Nova York feito pelo NYTimes, jornal que possui um dos times mais premiados de produtos mobile. O Scoop é um aplicativo exclusivo para iPhone.
Lista os 50 melhores restaurantes da cidade segundo o crítico do jornal, além dos melhores bares e espetáculos que estão cartaz. Tudo com telefone, localização em um mapa e uma descrição. Além disso, trabalha com geolocalização, mostra o que de melhor de NY está acontecendo ao seu redor. A seção “Only in NY” reúne o que existe de exclusivo na cidade, como ver NY em miniatura no Museu de Arte do Queens.
Você pode enviar uma dica de evento para um amigo via SMS, email, Twitter, Facebook.
Porém, o aplicativo possui algumas ausências imperdoáveis, como a falta de um mecanismo de busca. Não é possível fazer buscas por um determinado tipo de restaurante em NY, por exemplo. Neste sentido, o aplicativo do Yelp se sai bem melhor.
Semelhante ao Foursquare, no Scoop você pode fazer check-ins, indicar para os seus contatos em qual lugar está. Basta clicar em “Mark as done” que saberão que você está ou esteve, por exemplo, em um determinado restaurante.
Desse modo, o aplicativo do NYTimes compete e, ao mesmo tempo, não compete com o Foursquare. Você pode fazer o check-in integrado ao Foursquare, porém há possibilidade de enviar para o Twitter e o Facebook as notificações que está em tal lugar sem precisar passar pelo mencionado aplicativo. Ou seja, o Scoop dispensa o uso do Foursquare.
Enquanto publicações tentam utilizar conteúdo como diferencial na guerra por leitores, anunciantes e atenção, o NYTimes vai por um caminho paralelo – utiliza tecnologia como diferencial. O lançamento do Scoop é mais um reflexo dessa estratégia.
Veja também: Futuro mobile ou agnóstico?
A MTV dos EUA vem fazendo muita coisa interessante.
No final do ano passado, uso de vídeo em 360º em transmissões ao vivo e agora a volta do famoso Tweet Tracker, que funciona como um “termômetro do Twitter”.
Na prática, é uma interface que, em tempo real, mostra o que é mais discutido no serviço de microblogging a respeito de um programa da emissora, no caso, a entrega do MTV Movie Awards 2010. O MTV Tweet Tracker está sendo utilizado neste domingo.
É uma forma mais atraente de mostrar o que está sendo discutido sobre a premiação no Twitter. Quanto mais comentários (tweets) sobre um artista, maior fica a sua foto na interface. Os tweets sobre o evento podem ser visualizados em forma de lista ou “nuvem de fotos”.
Vale lembrar que, em fevereiro, durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, a emissora de TV NBC lançou ferramenta parecida, o Olympic Tracker.
Veja também: Sistema de comentários movido a badges
“Se existe algo realmente complicado e heroico nesta época de 2.0, é passar despercebido”
Manuel Cerdá, autor do blog Un mundo libre.
Susan Petersen Kennedy, presidente da Penguin Books, prevê que, em 5 anos, teremos 20 e-readers no mercado. Muito? Pouco? A afirmação de Kennedy tem jeito de ser um grande chute, mas tem como base os recentes e consecutivos anúncios de lançamentos de e-readers (tablets).
Um deles é o Kno, apresentado durante a conferência D8, nesta semana. Foi idealizado por Osman Rashid, velho conhecido, evangelista do conceito de livros digitais.
Apesar de ter um preço previsto de quase US$ 1 mil, o tablet tem estudantes como público alvo. Lembra o falecido projeto Courier, da Microsoft – também tem como diferencial o fato de não ter uma, mas duas telas (no caso, cada uma com 14 polegadas).
O uso de duas telas supõe o conceito de multitarefa – em uma tela ler um livro e na outra fazer anotações, por exemplo, mas parece que a ideia com as duas telas é mais de reproduzir a experiência de segurar e carregar um livro (de mais de 2 kg).
O Kno, por enquanto, está em fase beta, não está à venda. Pode ser estranho pelo seu tamanho, mas é um sinal de que o mercado de e-readers pode se dividir entre aqueles que tentam copiar o iPad e o Kindle e outros que tentam trazer ideias e abordagens um pouco diferentes.
Ao som de “I want to break free”, do Queen, o vídeo abaixo mostra detalhes do Kno.
Veja também: iPad 2010 = CDROM 1994?
Segundo recém estudo da TNS Technology feito na Inglaterra, 1/5 dos ingleses deseja comprar um iPad. Contudo, 65% (mais que a metade) não sabe para que serve o gadget lançado pela Apple no primeiro semestre deste ano.
De certa forma, o resultado dessa pesquisa ratifica o novo enfoque da campanha do iPad, voltada em explicar o que é e para que serve o gadget. Postura/estratégia comum sempre quando se está migrando ou construindo uma audiência em torno de uma nova ideia.
Lembra o quanto as primeiras reportagens sobre internet se preocupavam mais em explicar o que dava para fazer com ela?
Veja também: 5 coisas que estão falando sobre o iPad
E abaixo, um vídeo dos anos 80 em que Ted Turner explica o conceito da emissora.
Atualização em 01/06 – Uma linha do tempo com as matérias mais marcantes completa o aniversário de 30 anos.
Veja também: Paródia ao ciclo de “24 horas de notícias”