Internet vai passar os jornais em receita. E daí?

Nesta semana, saiu mais um relatório indicando que a internet vai passar os jornais impressos em faturamento publicitário nos EUA. Um dos principais motivos para esse crescimento é o aumento do uso da banda larga nos EUA, além da mudança do comportamento do leitor.

A notícia foi comemorada com festa, principalmente por quem trabalha com… internet.

Porém, a notícia em si não traz novidades. É um caminho mais do que natural a internet passar os jornais (o que não quer dizer que eles vão “morrer”). A internet surgiu justamente para ser uma plataforma de entrega/troca de informações mais eficiente que os jornais impressos.

Situação parecida acontece quando ocorrem tragédias e eventos de grandes proporções – terremotos, enchentes, furacões. Sempre aparece um “especialista em mídias digitais” com um “artigo bombástico” sobre o fato da internet ter sido o único meio que se manteve íntegro (as pessoas tinham apenas o Facebook e o Twitter para se informar). Como se isso fosse algo fora do normal. A notícia será quando a internet não se mantiver intacta num caso desses.

Basta lembrar que ela foi criada para ser uma rede de troca de informações que se mantivesse sem danos em caso de grandes tragédias ou ataques. Por isso, que, como plataforma de comunicação, ela é “device agnostic“, não é restrita a um único dispositivo. Praticamente pode ser acessada por meio de qualquer dispositivo – celular, laptops, tablets, carros etc.

Portanto, se a internet não está se sobressaindo aos jornais impressos e menos ainda sendo a plataforma de comunicação intacta durante uma tragédia, é sinal de que alguma coisa está errada, não está saindo conforme o planejado.

Veja também: Futuro mobile ou agnóstico?

Crédito da foto: Linder

Publicado por Tiago Dória, em 16 de junho de 2010 (Quarta-feira).
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“Twitter visualization” do Guardian

A interface do Guardian tem uma diferença. Permite rever como foi a movimentação no Twitter em partidas anteriores.

Percebe-se, claro, que, na hora dos gols, dos cartões amarelos e do início da partida, a quantidade de tweets aumenta.

Mais uma amostra de que como a “visualização de dados” anda na moda, principalmente na cobertura desta Copa do Mundo.

Veja também: Twitter Buzz da CNN (twitter visualization)

Publicado por Tiago Dória, em 15 de junho de 2010 (Terça-feira).
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Al-Jazeera vai utilizar o Grátis como estratégia

Em seu livro Free, Chris Anderson, editor da Wired, já mostrava que o Grátis é uma ótima tática para quem está tentando entrar em um mercado. Aliás, não foi o editor da Wired que inventou ou descobriu essa estratégia. Ela é utilizada há um bom tempo em vários mercados.

Para dar um exemplo atual, é o caminho utilizado pela Google quando deseja entrar em um mercado. Enquanto todos estão oferecendo uma versão paga de um produto, a Google vem e passa a oferecer produto semelhante de forma gratuita. Dessa forma, conquista mercado.

Isso acontece por que o gratuito, em muitas situações, tem um apelo maior frente ao pago. Porém, não é algo que funciona para todos os públicos e ocasiões.

Às vezes, oferecer um produto/conteúdo de forma gratuita é um verdadeiro tiro no pé.

Partindo do pressuposto de que concorrentes estão começando a cobrar por conteúdo na web e em outras plataformas – iPad e celulares,  a emissora de TV Al-Jazeera lançou uma estratégia de disponibilizar o seu conteúdo de forma gratuita em todos os canais possíveis (se eles estão cobrando, nós oferecemos de graça). É uma tática contra os crescentes paywalls.

Não é a primeira vez que a Al-Jazeera adota esse tipo de postura para conquistar espaço no Ocidente, região onde a emissora tem mais rejeição e dificuldade de entrar no mercado. Desde 2008, a Al-Jazeera vem utilizando, de forma incisiva e sem muitos custos, plataformas de redes sociais e, principalmente, o YouTube para distribuir o seu conteúdo para o público em inglês.

Veja também: Oportunidade para os peixes pequenos

Publicado por Tiago Dória, em .
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Twitter Buzz da CNN
(twitter visualization)

Com uma queda constante na audiência dentro de casa, nos EUA, a CNN vem voltando cada vez mais os seus olhos para a internet.

Semelhante às emissoras NBC e MTV dos EUA, o canal 24 horas de notícias lançou o Twitter Buzz, interface que, em tempo real, mostra o que é mais discutido no serviço de microblogging a respeito de um assunto. No caso, a Copa do Mundo.

Cada vez mais comum em sites de emissoras, esse tipo de interface já tem um nome – “twitter visualization”. Existe até empresa se especializando nisso, como a americana Stamen Design, desenvolvedora das interfaces dos sistemas da NBC e da MTV dos EUA.

É algo que nasce de olho num comportamento crescente entre os telespectadores/ usuários de internet – assistir a um evento e, ao mesmo tempo, navegar na internet; no caso, utilizando o Twitter para comentar e opiniar sobre o que está sendo exibido na TV.

Exemplo de como TV e Twitter se complementam.

Veja também: Uma nova sintaxe para o Twitter

Publicado por Tiago Dória, em 14 de junho de 2010 (Segunda-feira).
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Frase da semana

“Algoritmos computadorizados são ótimos, mas as pessoas ainda querem o elemento humano. Por isso que elas gostam de pegar notícias pelo Twitter. Há um humano por trás de cada uma delas”

Limor Elkayam, fundadora do agregador de notícias iSpotAStory, em entrevista ao Mashable.

Publicado por Tiago Dória, em 12 de junho de 2010 (sábado).
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Catalisadora da Era da Informação completa 50 anos

Passou meio despercebido, a Xerox 914, considerada a primeira copiadora vendida comercialmente, está completando 50 anos. Em 1960, foi vendido o primeiro modelo.

Segundo a revista Atlantic, sua tecnologia foi uma das catalisadoras da Era da Informação. Isso por que, anos antes da popularização da internet, ela permita algumas coisas com as quais hoje estamos acostumados, como a personalização, desagregação e criação de conteúdo de forma simples e barata.

Ou seja, a copiadora da Xerox possibilitava a disseminação mais fácil de informações (bastava copiar um texto e sair espalhando), criou os primeiros passos para a era do desmanche dos pacotes de conteúdo (posso copiar apenas um trecho de um jornal ou livro) e, claro, abriu um caminho mais fácil para que as pessoas produzissem as suas próprias publicações.

Por essas e outras, ela foi vista como “lançadora de tendências”

Em seu aniversário, ela conta até com um perfil bem humorado no Twitter (@Xerox914)

Veja também: Google de celebridades e seus gadgets preferidos

Publicado por Tiago Dória, em 11 de junho de 2010 (sexta-feira).
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Roc: site permite criar músicas no próprio navegador

Aviary é um dos poucos conjuntos de ferramentas online que sobreviveu ao boom deste tipo de tecnologia em 2008, pico da chamada Web 2.0. Lembra que toda semana era lançado um editor online e gratuito de algum tipo de mídia?

Criado pelo pessoal do Worth1000, na verdade, o Aviary é uma suíte online – reúne editor de imagens vetoriais, fotos, áudio. Todos com versões gratuitas que rodam no navegador. Você não precisa instalar nada no computador. Trabalha com a ideia de cloud computing.

A novidade é que, nesta quinta-feira, foi lançado o Roc, que permite criar músicas, trilhas, ringtones. Faz par com o Myna, editor online de áudio.

Semelhante a outras ferramentas deste tipo, tem várias limitações, é voltada para estudantes e pequenos produtores de conteúdo que querem ter uma ferramenta simples e barata para criar trilhas para podcasts e outros projetos de áudio.

Veja também: Pandora dos filmes

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ElPaís lança ferramenta de microblogging

Depois dos fracassos consecutivos do “Community Center”, do USAToday, e do WSJ Community, parte do site do Wall Street Journal, fazia tempo que não via uma publicação querer criar sua própria plataforma de rede social.

O Eskup pode ser definida como uma, onde os leitores podem discutir assuntos do noticiário e ter um contato mais direto com os jornalistas do ELPaís.

Diferente do Twitter, é possível enviar mensagens com até 280 caracteres acompanhadas de fotos e vídeos. Além disso, você pode seguir não somente pessoas, mas temas do noticiário atual. Todo conteúdo está sob licença da Creative Commons.

O Eskup tem uma função que permite integrar as mensagens com as do Twitter e do Facebook. O serviço já nasce com uma API pública.

Veja também: WSJ vai tentar reinventar a roda

Publicado por Tiago Dória, em 10 de junho de 2010 (Quinta-feira).
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Reinventando o PC

Antes de apresentar o seu superestimado iPhone 4, Steve Jobs, cofundador da Apple, esteve na conferência D8, promovida pelo Wall Street Journal. O evento teve um pouco de tudo. Um Mark Zuckerberg TENSO, apresentação de tablet educacionalAlan Mulally, da Ford, falando sobre a possibilidade de instalarmos aplicativos nos carros, igual a um smartphone, além de Jobs declarando o fim do PC ou talvez do computador como o conhecemos.

Para variar, a declaração do cofundador da Apple foi vista apenas como uma cutucada na Microsoft, uma provocação barata. Não somente no Brasil, mas lá fora ainda existe, de forma geral, o vício de cobrir tecnologia como se fosse futebol – quase tudo acaba se resumindo a Apple vs Microsoft, Google vs Microsoft, blogueiros vs jornais, alguma coisa vs outra coisa.

Porém, a questão é mais ampla. A afirmação de Jobs de que PCs estão se tornando “caminhões” (ou seja, uma coisa grosseira) ecoou de forma diferente em parte da web.

Logo que li a frase lembrei de uma provocação do pesquisador Nicholas Carr. No começo deste ano, Carr afirmou que estava nascendo uma nova era na computação pessoal e lembrou que ainda produzimos computadores como se eles fossem utilizados somente por geeks.

Enquanto usados apenas por geeks, tudo bem computadores necessitarem de instalação, atualização constante de antivirus e firewall ou ainda a digitação de linhas de comando, mas depois que passaram a ser utilizados por “simples mortais”:  as coisas mudaram de  figura.

Hoje, computadores pessoais não são mais utilizados somente por “entusiastas de tecnologia” e menos ainda somente para trabalho. Segundo Carr, atualmente queremos fazer uma infinidade de coisas com um computador. As expectativas são outras em relação aos PCs.

Ou, em outras palavras, seria o que mostra Deyan Sudjic, diretor do Design Museum de Londres, em seu livro A Linguagem das Coisas – computadores deixaram de ser “ferramentas científicas” para se tornarem objetos de consumo.

Neste sentido, o que é mais intuitivo e humano – manipular um mouse ou utilizar toque de mão na tela para controlar um computador?

Quem gostaria dessa discussão seria Michael Dertouzos, professor do MIT. Em seu livro A Revolução Inacabada (leitura recomendada), o pesquisador dizia que a chamada revolução digital começaria somente a partir do momento em que utilizar um computador seria tão simples e intuitivo quanto ligar uma TV ou usar um fogão. Os tablets seriam o início disso? Por que um computador não pode ser simples e menos técnico quanto utilizar um carro ou uma TV?

Veja também: O fim da internet como a “Terra Prometida”

Crédito da foto: mandyxclear

Publicado por Tiago Dória, em .
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