Frase da semana

“Quase 25% das startups de tecnologia de sucesso foram criadas ou cofundadas por imigrantes”

Economista Robert Litan, citado na coluna de Thomas Friedman no NYTimes.

Publicado por Tiago Dória, em 10 de abril de 2010 (sábado).
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Um site com uma edição exclusiva para Twitter

O Huffington Post é uma das primeiras publicações a integrar o Twitter às suas operações.

Primeiro, fez o óbvio, criou um perfil no serviço de microblogging. Em seguida, passou a utilizar o Twitter como caixa de comentário de suas matérias. Depois, começou a usar o recurso de listas para filtrar informações no microblog.

E, nesta quinta-feira, lançou oficialmente uma edição do Huffington Post para Twitter.

Quando vi a notícia pensei que seria uma versão compacta do Huffington Post, com textos curtos, que tenham “tweetability“, fáceis de serem “retuitados”, mas me enganei. Na realidade, a edição do Twitter do Huffington Post nada mais é do que um agregador.

Destaca as notícias que estão sendo mais “retuitadas” em uma determinada editoria, além de indicar e exibir listas de pessoas para seguir, como “mulheres na área de tecnologia”, “senadores democratas” ou ainda “jornalistas de moda”.

Com a exibição das listas em uma página, a intenção é criar um “fluxo de informação em tempo real”, o que, na prática, não funciona muito bem, pois nem todas as pessoas indicadas nas listas pelo Huffington Post atualizam constantemente os seus perfis.

Há o risco de você acessar a página várias vezes e ver as mesmas informações.

Parece ser interessante para quem não tem tempo nem paciência de fazer essa filtragem, de formar listas no Twitter sobre um determinado tópico.

Veja também: Guia britânico de conduta no Twitter

Publicado por Tiago Dória, em 9 de abril de 2010 (sexta-feira).
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Jornalista-programador ou programador-jornalista?

Nesta quarta-feira, a Universidade da Columbia, que possui uma das escolas de jornalismo mais respeitadas do mundo, anunciou a criação de um curso de mestrado que mesclará disciplinas da área de Ciências da Computação com as de Jornalismo.

A intenção é ir além de “habilidades multimídia”, ensinar o jornalista a criar, programar e gerenciar softwares, a pensar também como um desenvolvedor e engenheiro de software.

A criação do curso, que ainda espera aprovação do Departamento de Educação, não deixa de ser reflexo do quanto a fronteira entre jornalismo e desenvolvimento de softwares está diminuindo.

Dependendo da forma como você trabalha com os dados, criar aplicativos também é fazer jornalismo. Afinal, software é mídia, como diria o investidor Fred Wilson.

Software é mídia não somente no sentido de que as pessoas atualmente acessam softwares como se estivessem acessando mídia, mas por que eles se tornaram o principal intermediário atual da comunicação e da produção simbólica.

O curso da Columbia é bem válido, mas, sem querer pegar no pé dos jornalistas, acredito que atualmente é mais fácil fazer um desenvolvedor/programador pensar como jornalista do que um jornalista pensar como desenvolvedor/programador, por assim dizer.

Reflexo disso foi quando comecei a estudar na Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec). Quando contava aos meus colegas de jornalismo que estava fazendo a Fatec, a primeira coisa que ouvia era – “Pô, desistiu da profissão!”. Por outro lado, quando falava para o pessoal da Fatec que tinha feito jornalismo, eles falavam: “As duas áreas têm bastante a ver. Trabalham com a questão de organização e hierarquização de informações e dados”.

Falo isso (sobre jornalistas e desenvolvedores) não somente por minha experiência na Fatec e em outros lugares, mas pelo que tenho acompanhado em “hack days“, como o Yahoo! Open Hack Day e o Transparência Hack Day, eventos em que, no Brasil, diga-se de passagem, é raro encontrar um jornalista, apesar de todo o papo de “cultura digital”, “colaboração”, “novos paradigmas” que começa a povoar o discurso dos “mais antenados” por aqui.

Para mim, a questão não é somente que o jornalista e o desenvolvedor/programador estão se aproximando um do outro. A coisa é mais profunda, é que desenvolvedores/programadores estão começando a pensar como jornalistas. Vide o último Yahoo! Hack Day Brasil, no qual existiu entre os “hacks” uma grande preocupação em criar relevância em meio a tantas informações, em tornar legível uma montanha de dados e informações.

Lá fora já é comum encontrar desenvolvedores que estão à frente, produzindo por conta própria produtos de jornalismo. Para exemplificar, cito dois. Nick Bilton, no NYTimes, e o desenvolvedor Alan Taylor, que toca em frente o premiado blog Big Picture, do Boston Globe.

Enfim, posso estar errado, mas a minha sensação é a de que teremos mais programadores-jornalistas do que jornalistas-programadores.

Veja também: O que aconteceu no Yahoo! Open Hack Day 2010

Crédito das fotos: Times Open

Publicado por Tiago Dória, em 8 de abril de 2010 (Quinta-feira).
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Como seria um blog em um e-reader?

Não há dúvidas de que a safra de e-readers prometida de chegar ao mercado vai forçar uma mudança ou adaptação do layout dos blogs.

Muitas vezes a interface precisa ser pensada para a experiência tátil, de tocar e não clicar nas coisas na tela. Talvez a navegação dos blogs, que geralmente usa e abusa do scroll vertical (de clicar, scroll, clicar, scroll), não funcione tão bem nos leitores eletrônicos.

Enquanto não surge uma alma caridosa que desenvolva um plugin mágico para WordPress que otimize automaticamente blogs para e-readers, o pessoal da rede de blogs Gawker Media já começou a fazer alguns experimentos de interface neste sentido.

Dois de seus blogs já possuem versões otimizadas (ainda em testes) para e-readers (no caso, iPad) – o Gizmodo, sobre tecnologia, e o Deadspin, sobre esportes.

Pelo que percebi logo de cara, as fotos adquirem um peso bem maior no layout adaptado para e-reader (o que também deve forçar uma mudança em quem produz conteúdo, em ter o cuidado de escolher imagens melhores para ilustrar os seus posts).


Veja também: Os melhores comentários serão valorizados

Publicado por Tiago Dória, em 7 de abril de 2010 (Quarta-feira).
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Bastidores da criação de um aplicativo para o iPad



A NPR (Rádio Pública Nacional dos EUA) é responsável por um dos aplicativos mais populares do iPad, tablet lançado em clima de carnaval neste final de semana. Em questão de minutos após ser lançado, o aplicativo tornou-se um dos mais baixados ao lado de games e utilitários.

Foi desenvolvido pela equipe de pesquisa e desenvolvimento da NPR em conjunto com a Bottle Rocket, empresa especializada em aplicativos para iPhone e iPad. Dá acesso a mais de 1.000 rádios (streamings), sendo que você pode ouvir e ler as matérias ao mesmo tempo.

Em entrevista ao site da Society for News Design, Paulo Lopez e David Wright Jr., designers da NPR,  falam sobre os bastidores do desenvolvimento do aplicativo, além da reformulação do site da NPR (a opção de player em HTML5 foi inserida já que o iPad não roda players em flash).

Segundo os dois, na medida em que o iPad era uma plataforma que ainda nem havia sido lançada, testada por raras pessoas no mundo, uma das principais dificuldades foi fazer os ‘pré-testes com usuários’ da rádio (protótipos de papel foram utilizados).

Por outro lado, uma preocupação foi tornar a navegação “intuitiva e tátil”, característica dos melhores aplicativos. O aplicativo da NPR demorou um pouco menos de um mês para ser desenvolvido.

Os bastidores completos estão aqui.

Veja também: Conheça os bastidores de uma rádio colaborativa

Publicado por Tiago Dória, em 6 de abril de 2010 (Terça-feira).
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Glo: Site para mulheres e com uma interface diferente



Glo é o nome do site/revista online voltada para mulheres que a Microsoft/MSN lançou nesta terça-feira. O principal diferencial está na navegação e interface. Uso intensivo de slideshow de fotos, imagens em fullscreen, navegação que abusa do scroll vertical e uma funcionalidade chamada “scrapbook”, onde você pode salvar as coisas mais interessantes que viu e leu no site.

Apesar de utilizar a tecnologia flash, a impressão que passa é que o site foi pensado para o uso em dispositivos com tela sensível ao toque de mão.

Entre uma matéria e outra da revista, o leitor é convidado a responder a uma rápida pergunta. Mais ou menos, como aquelas perguntas que surgem antes do intervalo comercial de alguns programas de TV e cujas respostas são reveladas depois do intervalo.

O motivo da experimentação está na produtora responsável pelo site. Foi desenvolvido pela empresa de Berman Braun, ex-Yahoo, que vem se destacando por fazer produtos com interfaces diferenciadas, como o site de fofocas WonderWall, também da Microsoft/MSN.

Veja também: Fofocas sempre fazem bem para os contadores de visitas

Publicado por Tiago Dória, em .
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Versão 3.0 potencializará WordPress como CMS

Até maio está prevista para sair a versão final 3.0 do WordPress. Pelo que pude acompanhar em blogs de desenvolvedores, uma das principais características da nova versão do sistema será potencializar ainda mais o WordPress como um sistema de gestão de conteúdo (CMS).

O que não seria nenhuma novidade. Cada vez mais o WordPress é utilizado como um publicador de conteúdo não somente para blogs, mas para todo tipo de site. A revista do WSJ e o site do Ministério da Cultura, por exemplo, rodam totalmente em WordPress.

Reflexo dessa ideia é uma das novidades previstas da versão 3.0 ser a função “posts personalizados“, que classificará os posts por tipo de mídia – podcast, citações, vídeos, chat – algo que ajudará a organizar melhor as informações e que atualmente é possível fazer por meio do uso de categorias, mas que, de forma mais intuitiva, facilitará a vida de quem utiliza o WordPress como CMS de site.

Veja também: WordPress virou coisa de gente VIP

Publicado por Tiago Dória, em .
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5 coisas que estão falando sobre o iPad

Enquanto muitas pessoas aproveitavam o feriado de Páscoa, o iPad foi lançado nos EUA e alguns comentários foram publicados por aí. Separei os melhores:

1) iPad é mais sobre games do que notícias
Apesar das empresas de jornalismo tentarem puxar as atenções para o seu lado, segundo o VentureBeat, o iPad seria mais um console de game do que um e-reader – 44% dos aplicativos para o gadget são classificados como games. Atualmente, os mais baixados da AppStore estão nesta categoria. Eletronics Arts, Activision Blizzard e Gameloft são algumas das produtoras que estão desenvolvendo games exclusivos para o gadget. Será que, por meio do iPad, a Apple finalmente entraria no mercado de games? Ao que tudo indica, a concorrência será no mercado de consoles portáteis, hoje dominado pela Nintendo e o seu Nintendo DS.

2) iPad mata o mouse e não o laptop
Segundo Walter S. Mossberg, colunista de tecnologia do WSJ, um dos primeiros jornalistas a publicar um review sobre o gadget, o iPad chega perto, mas não mata o laptop. O que o iPad tem condições é de mudar a “computação móvel” com sua tela sensível ao toque de mão. Enfim, com a tela sensível ao toque de mão, o iPad prova que, na computação pessoal, é possível existir uma interface que seja diferente das atuais, que não seja baseada no uso do mouse.

3) iPad repete frenesi do CDROM
Cory Doctorow, do blog BoingBoing, e Danny O’Brien, da Electronic Frontier Foundation, ecoam as palavras de Scott Rosenberg, cofundador da revista Salon. O hype das empresas de mídia em torno do iPad lembra o feito em torno do CDROM nos anos 90. Uma suposta demanda por conteúdo “multimídia e interativo” salvaria os negócios das empresas. Jack Shafer, na revista Slate, é mais direto e seco. Se surgir realmente alguma inovação no iPad, ela não virá dos badalados aplicativos das empresas de mídia – NYTimes, TIME etc. Essas empresas não estão mais à frente da inovação, mesmo com um novo gadget ou meio de entregar conteúdo.

4) iPad é computador para os “simples mortais”
Falta de uma câmera nativa, USB e multitasking (poder utilizar mais de um aplicativo ao mesmo tempo no iPad)? Segundo Omar Wasow, do The Root, não adianta os nerds reclamarem. O iPad não foi feito para eles, mas para “pessoas comuns” que querem um computador simples, elegante e intuitivo que atenda às necessidades mais triviais do dia-a-dia, como ler algumas notícias no café da manhã, buscar e conferir uma receita na internet ou ainda jogar um jogo de tabuleiro com os amigos, algo casual.

5) iPad simboliza o “futuro das notícias”
Valleywag, o blog de fofocas do Vale do Silício, é um dos que enche a bola dos aplicativos feitos pelas empresas de mídia. Conteúdo atualizado constantemente, vídeos ao vivo, slideshows, esse é o “futuro das notícias” segundo o blog. TIME, GQ, USAToday, NYTimes, WSJ são algumas das publicações que marcam presença no gadget, além das emissoras BBC, CNN, NPR e ABC, sendo que essa última dá acesso gratuito à sua programação (a CBS faz o mesmo, mas por meio de seu site que pode ser acessado pelo navegador do iPad).

E mais: O blog Gizmodo publicou uma lista bem completa dos melhores aplicativos para o iPad, inclusive com games e utilitários.

Veja também: iPad: Apple entende que o futuro é agnóstico

Crédito das fotos: Tom Winn e divulgação

Publicado por Tiago Dória, em 5 de abril de 2010 (Segunda-feira).
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