Uma startup dentro da BBC

A postura de sempre pesquisar vem de muito antes, mas desde 1993, a BBC mantém uma divisão de “Pesquisa e Desenvolvimento“, gerenciada por uma equipe dedicada exclusivamente a criar novos produtos, estudar novas formas de convergir tecnologias, distribuir, armazenar e publicar o conteúdo produzido diariamente pelo grupo de mídia.

Da mesma forma que a indústria de alimentos ou de automóveis, de um tempo para cá, parte dos grupos de mídia vem tratando o investimento em pesquisa para criação de novos produtos como algo crucial para o seu futuro.

O New York Times, por exemplo, também possui um laboratório de pesquisa, que funciona como uma startup dentro do jornal. Nos últimos tempos, a equipe do NYTimes vem se dedicando a estudar os “novos leitores eletrônicos” – Kindle, iPad.

A novidade é que a BBC relançou o site de sua equipe de “pesquisa e desenvolvimento”. Ofertas de emprego, dicas de leitura, novos produtos. Tudo o que a BBC está pesquisando é reunido lá. Destaque para os vários relatórios que podem ser baixados.

Veja também: Parece uma “Apple do jornalismo”

Publicado por Tiago Dória, em 3 de março de 2010 (Quarta-feira).
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Memes, números e celebridades do Chatroulette

Além de Sarita Yardi, outros pesquisadores estão de olho no burburinho em torno do Chatroulette, ou melhor, dos sites de videochat que permitem encontrar pessoas aleatoriamente.

Semelhante a quase tudo que vira hype na web, na semana passada, o Chatroulette ganhou diversos clones, como o ShufflePeople e o CamCarousel.

Sinal de que, enquanto redes sociais como Facebook buscam afinar seus sistemas de recomendação para sugerir pessoas que tenham mais afinidades com os nossos interesses, parte dos usuários não vê problemas em interagir a esmo com outras pessoas.

O Web Ecology Project, que reúne pesquisadores de mídia, publicou um relatório sobre o Chatroulette. Alguns dados:

- O Brasil é o 9º país que mais utiliza o site. EUA está em primeiro, seguido da China
- 87% dos usuários são homens e com idade entre 18 e 24 anos
- 80% deixa o rosto visível, apenas 9% utiliza máscaras ou outras formas que não o identifiquem
- De 5 a 8% das pessoas aparecem peladas na webcam

Sobre o futuro do site, o estudo faz algumas previsões, como a diminuição do conteúdo sexual, pois, segundo a pesquisa, para encontrar esse tipo de conteúdo é necessário navegar diversas vezes no Chatroulette. Não é o conteúdo padrão, logo afugentaria quem o procura.

Contudo, dois aspectos apontados pela pesquisa já são visíveis – o surgimento de celebridades do Chatroulette (personagens que estão se tornando conhecidos no videochat, como o “chatroulette Monzta“) e a criação de memes e pegadinhas (colocar um vídeo gravado para a pessoa do outro lado pensar que está conversando com uma pessoa real, por exemplo).

Existe um que foi devidamente registrado abaixo, o jogo “se você virar a cabeça, eu ganho“.

Veja também: Chatroulette nos tira da zona de conforto

Publicado por Tiago Dória, em 2 de março de 2010 (Terça-feira).
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Os trilhões, bilhões, milhões da internet

Para quem gosta de números, a agência Jess3 transformou dados reunidos pelo Pingdom em animação. Segue logo abaixo.

/via @laughingsquid

Veja também: Mais rápido do que a TV

Publicado por Tiago Dória, em 1 de março de 2010 (Segunda-feira).
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Celular é prestação de serviços

A PewInternet divulgou uma pesquisa sobre os hábitos de consumo de informação dos americanos. A principal constatação é de algo que já bati na tecla várias vezes.

Segundo o estudo, 92% dos entrevistados não utiliza uma, mas diversas plataformas para se informar durante o dia. TV, jornal impresso, internet, rádio, celular. Todas têm seu espaço. O hábito diário é formado por uma mistura entre plataformas online e offline. Apenas 7% utiliza um único suporte para se informar ao longo do dia.

De certa forma, é mais uma pesquisa que mostra que a maioria das pessoas tem uma “postura agnóstica” em relação a dispositivos. Não são “presas” a um único dispositivo para se informar. Sinal de que o conteúdo deve estar disponível em vários suportes ao mesmo tempo.

Outras duas coisas chamaram a minha atenção:

A primeira delas. Uma porcentagem considerável (40%) considera importante a possibilidade de personalizar a visualização e o recebimento das informações nos sites de notícias. No entanto, na prática, percebe-se que uma parcela bem pequena utiliza ferramentas de personalização.

E a segunda. Em sua maioria, celulares são utilizados para obter informações a respeito de tempo, trânsito ou eventos que estão em curso. Ou seja, ao que tudo indica, “prestação de serviços” deve ter um papel de destaque na versão móvel das publicações. Porém, não é o que acontece na prática, a maioria destaca o mesmo conteúdo da versão web, utiliza a mesma ou nenhuma estratégia de conteúdo na versão móvel, apesar da busca maior por “serviços”.

Vale mencionar que o estudo foi feito no mercado dos EUA. Pode ser visto e baixado aqui.

Veja também: Rede de blogs para celular

Crédito da foto: Faceme

Publicado por Tiago Dória, em .
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