
Durante o seminário TV 2.0, eu me encontrei com Ariel Alexandre, cofundador do Videolog. Sempre quando a gente se encontra (conheço o Ariel há um bom tempo), ele me bombardeia com um montão de experimentos e novidades que estão fazendo com o site de vídeos.
Dentre eles, o que mais chamou a minha atenção foi o e-Videolog, espaço onde usuários mais experientes do site ensinam outros mais novos a editar vídeos, adicionar músicas, trabalhar com programas de edição, captar áudio. Cada tópico é acompanhado de um tutorial em vídeo.
Segundo Ariel, a ideia é incentivar a comunidade de usuários do site a trocar conhecimento. As dicas servem tanto para pessoas iniciantes quanto para os mais experientes com a produção de vídeos.
Por enquanto, o e-Videolog já conta com 17 tutoriais sobre vídeo.
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Enquanto algumas publicações acreditam que o Twitter “rouba audiência”, o Financial Times (FT) incentiva os seus leitores a utilizarem o serviço de microblogging.
Aliás, o anúncio, que faz parte da campanha We live in Financial Times, deixa subentendido que as coisas acontecem primeiro lá.
Porém, é a ideia de ver o Twitter apenas como um serviço de “news alert”, o que vai um pouco contra a posição da Newsweek, no post abaixo.
Veja também: Uma nova sintaxe para o Twitter
“Nós não queremos que isso seja apenas um feed RSS. Nós queremos que isso tenha um pouco de voz”
Mark Coatney (@mcoatney), editor de projetos online da Newsweek, comenta a criação do perfil no Twitter e do Tumblr da revista, em entrevista ao site MediaBistro.
Coatney conta que, desde o início, uma preocupação foi tratar o Twitter e o Tumblr como uma voz da publicação na internet e não apenas um feed RSS, que redireciona tráfego para o site da revista. Voz, que, apesar de carregar a marca da publicação, não teria um tom oficial e sisudo.
Com esse posicionamento, em pouco tempo, o Newsweek Tumblr, por exemplo, que funciona também como um agregador (com links para conteúdo externo), conseguiu 6 mil assinantes. Parece pouco, mas, dentro do “ecossistema do Tumblr “, isso representa bastante.
Veja também: WordPress + Twitter = Tumblr
Saiu na respeitada Technology Review, do MIT. As pessoas são bem mais receptivas a spam em redes sociais do que em emails. A conclusão é de um estudo feito por um grupo de pesquisadores da BitDefender e apresentado durante a Conferência sobre Spam do MIT.
Redes sociais se tornaram terreno fértil para spammers. Como parte do experimento, os pesquisadores criaram 3 perfis fakes no Facebook, que foram aceitos tranquilamente por outros usuários, simplesmente por que o perfil estava associado a um amigo já existente na rede social.
Após serem adicionados à lista de contatos, os perfis passaram a enviar mensagens indesejadas e mesmo assim as pessoas clicaram nas mesmas. Aliás, ficou mais fácil para os perfis fakes feitos pelos pesquisadores coletarem informações pessoais sobre os usuários já que, ao serem adicionados à lista de contatos, tinham autorização para visualizá-las nos perfis.
Enfim, os pesquisadores simularam o comportamento de um perfil spammer e descobriram que ele pode agir sem problemas nas redes sociais, às vezes, alcançando melhores resultados do que atuando via email. Em redes sociais, as pessoas estão com a guarda mais abaixada.
Acho que nem precisa de pesquisa para comprovar o quanto redes sociais como Facebook se tornaram terreno para recebimento de mensagens indesejadas. Toda semana recebo diversos pedidos para se tornar fã de páginas de empresas, que nunca ouvi falar ou tenho afinidade.
Às vezes, chamam isso de “ação de mídia social”, mas para mim é spam.
Interessante é a forma como o artigo se encerra. Segundo Kathy Liszka, pesquisadora da Universidade de Akron, para combater o spam não basta matemática e algoritmos. É necessário um pouco de psicologia, até por que nas “correntes de spam” o ele mais fraco é o fator humano, sempre é o usuário.
Veja também: O lado B da internet
De uns tempos para cá, alguns projetos interessantes sobre fotografia vêm se estabelecendo.
A revista fotográfica e 100% digital Pictory, o portal MSNBC utilizando apenas fotos para contar um fato, a Reuters usando técnicas de time-lapse, o The Commons, do Flickr, e, claro, o premiado blog Big Picture, do Boston Globe, são alguns deles.
O principal diferencial em relação a projetos anteriores de fotografia é que eles já nasceram inseridos no uso da banda larga, como consequência trabalham com fotos em tamanhos maiores, em quase 1.000px (já que quase não existe a barreira do acesso discado), além de outras tecnologias em conjunto, o que ajuda a criar “uma narrativa mais rica” e algumas “firulas“.
Em seu post sobre a Hora do Planeta, por exemplo, o Big Picture permite que, ao clicar em cada imagem, você “apague” a luz de cada lugar onde foram tiradas as fotos.
O efeito é simples, mas interessante. Vale dar uma olhada.
Veja também: As cidades mais fotografadas no Flickr
Na mesma semana em que a Newsweek publicou uma matéria de capa exaltando o iPad, Scott Rosenberg, cofundador da revista Salon, uma das primeiras revistas totalmente online, soltou essa provocação em seu blog, de que o atual hype em torno do iPad e os seus aplicativos lembra o criado em torno do CDROM, lá em meados dos anos 90.
Um suposto “futuro brilhante” para as editoras estaria no iPad, assim como esteve no CDROM. Em um passado não muito distante, havia um consenso de que todas revistas deveriam ter a sua versão em CDROM, caso contrário estariam fadadas ao fracasso, pois supostamente os consumidores estariam demandando por “conteúdo multímídia e dinâmico” e não “estático”.
No final das contas, as coisas não foram bem assim, o “futuro brilhante” não chegou, o consumidor não ligou tanto quanto o esperado para o tal “conteúdo multimídia e dinâmico” e as versões de revistas para CDROM saíram de moda.
Discordo de Rosenberg em alguns pontos sobre essa analogia com o iPad, na época dos CDROMs estávamos aprendendo a lidar com “interfaces multimídias” (hoje a gente vê que muita coisa foi feita errada), além do mais existia um custo de distribuição dos CDs, mas há que concordar com a questão de que as editoras estão tratando, quase de forma cega, o iPad como uma tábua de salvação para os seus negócios, o que pode resultar em muita frustação no final.
Neste final de semana, o blog de tecnologia Mashable noticiou que a Apple já vendeu todo o seu estoque inicial de iPads previsto para 3 de abril. Novos pedidos de pré-compra serão entregues somente depois do dia 12 de abril. Exemplo de como a Apple está sabendo dominar questões como “gestão de expectativas” e “pré-anúncios de produtos”.
Veja também: iPad: Apple entende que o futuro é agnóstico
Uma semana após o Yahoo! Open Hack Day, vale assistir à apresentação de Tim Berners-Lee sobre o que acontece quando os dados são públicos e abertos.
O pesquisador é rápido e direto. A apresentação dura quase 6 minutos. Foi feita no último TED e está com legendas e transcrição em português (é só clicar em “view subtitles”).
Sobre a importância dos dados abertos, Berners-Lee usa como argumento diversos exemplos de aplicativos e mashups, além do Data Gov.uk Newspaper, publicação que reúne um conjunto de informações sobre uma região – estatísticas sobre crimes, sistema de saúde, transporte, saneamento. Bem relevante para quem quer ou acabou de se mudar para uma região.
Para colocar a cereja no bolo na apresentação, faltou aquela provocação sobre a “credibilidade” dos dados e que ajuda a levar a discussão sobre dados abertos a um outro patamar.
É muito relevante e bacana os governos fornecerem dados públicos e abertos, mas será que esses dados fornecidos correspondem à realidade; como cidadãos, qual garantia temos de que eles não foram manipulados?
Veja também: Site cria infográficos a partir de dados pessoais
“A saída da Google da China será um marco, uma cicatriz, ou uma marca que nunca poderá ser apagada. Vai dizer às gerações futuras o tipo de ambiente em que vivíamos”
Lanpi, ativista chinês, comenta decisão tomada pela Google nesta semana.
Enquanto alguns se estapeiam discutindo a decisão mais do que esperada do TimesOnline de cobrar por acesso ao seu site, o Guardian lançou a sua versão do Chatroulette (em fase de testes).
Não tem nada a ver com videochat, mas com aleatoriedade no consumo de informação. Você entra no GuardianRoulette e ele recomenda a esmo uma matéria do site do jornal. Não gostou? Clique em “play again” que ele indica outra reportagem.
Tudo aleatório. É a mesma dinâmica do Chatroulette (no caso, uma “roleta russa” de matérias).
Enfim, mais um post para a minha série sobre “firulas” em sites de notícias.
Veja também: Cinco “firulas” em sites de notícias em 2009
Crédito da foto: Cry2