Primeiro, o Governo do Estado de São Paulo disponibilizou 250 mil páginas de documentos na web. Em sua maioria jornais, revistas e anuários dos séculos 18 a 20.
Depois, o Arquivo Nacional dos EUA, ligado ao governo norte-americano, liberou parte de seu acervo fotográfico no Flickr. Os documentos estão sob uma licença que permite o seu uso sem a necessidade de pedir autorizações (citar a fonte é desejada).
São mais de 3.000 fotos divididas por temas. Entre as imagens, pessoas conhecidas que fizeram uma visita à Casa Branca.
O interessante é que liberaram o recurso para as pessoas colocarem anotações nas fotos, o que abre espaço para que elas descrevam as imagens.
Vale citar que há dois anos a Biblioteca do Congresso dos EUA tomou iniciativa parecida.
Tanto a liberação dos documentos do Arquivo Nacional quanto da Biblioteca do Congresso dos EUA fazem parte do The Commons, projeto criado em 2008 e que tem como premissa tornar realmente público o acervo de diversas bibliotecas.
Exemplos de como a digitalização e uma afrouxada nos direitos autorais podem ajudar a trazer à tona informações e documentos relevantes.
Veja também:
Grande banco de imagens, mas com alguns direitos reservados
Em caráter de testes, eu instalei no blog o sistema de comentários Intense Debate.
É um sistema mais completo que o nativo do WordPress. Permite fazer comentários utilizando o login do Twitter ou do Facebook, criar threads das conversas e, caso tenha um perfil no Intense Debate, montar um histórico dos comentários feitos aqui.
Em 2008, a Automattic, empresa que gerencia o WordPress, comprou o Intense Debate e fez algumas melhorias. Quem sabe, mais cedo ou tarde, será o sistema nativo de comentários do WordPress. Por enquanto, é um plugin separado.
Eu vou deixar em caráter de teste, pois o Intense Debate ainda tem um histórico meio instável. Soube de blogs que tiveram comentários deletados, problemas com spam, mas de outros em que tudo ocorreu bem. Bom, vamos testando…
Veja também:
Criador do termo “bridge-blogger” está preso até hoje
Nas rodinhas de conversa na Campus Party, um dos assuntos era o iPad. Pelo que notei, a ansiedade é pela possibilidade de assistir a filmes e ler revistas no gadget, já que devido ao toque de mão, ao arrastar o dedo na tela, o movimento de virar as páginas é quase reproduzido.
Com boa aceitação, histórias em quadrinhos já são lidas e produzidas para o iPhone há um tempo e levá-las para o iPad, em tamanho e imagens maiores, seria questão de tempo.
Um dos usos que vi pouca gente comentar, mas que será interessante é para os “jogos casuais”. Aliás, já existe gente escrevendo sobre isso. Para jogos de tabuleiro, o iPad seria uma mão na roda. No iPhone, os “jogos casuais” garantem um pouco da graça do telefone.
Ontem, no Grammy Awards, em uma ação de “product placement” da Apple, de forma inesperada, Stephen Colbert mostrou o iPad a todos. É a primeira vez depois da keynote da Apple, na semana passada, que o produto é mostrado em público. Segue abaixo no vídeo.
Veja também:
iPad: Apple entende que o futuro é agnóstico
As redes sociais deixaram de ser ferramentas de comunicação de nicho para se tornarem de massa. Nesse cenário, o Facebook alcançou uma supremacia em âmbito mundial, tornando-se a maior rede social, com os seus 350 milhões de usuários e 55 millhões de atualizações por dia.
Esse é um dos principais eixos do relatório/dossiê sobre redes sociais publicado pela revista Economist. O documento tem vários pontos que achei interessante:
1) A supremacia do Facebook não seria causada somente pela rede social ter absorvido o conceito econômico de “efeitos da rede” – o valor que um usuário dá a um produto depende de quantas outras pessoas o estão usando -, mas também pela tecnologia.
Ou seja, desde o início, a própria infraestrutura tecnológica do Facebook seria superior em relação aos concorrentes, o que, em parte, garantiria o sucesso e a capacidade da rede social em trabalhar com uma avalanche crescente e diária de conteúdo (por mês, 2,5 bilhões de fotos são publicadas. Engenheiros do Facebook teriam quintuplicado a capacidade do memcached, sistema de cache de memória utilizado pela rede social).
2) Sobre as diferenças entre Facebook e Twitter. O serviço de microblogging mostra o poder do texto na comunicação, enquanto o Facebook demonstra o da multimídia. Além da própria dinâmica (o Twitter é mais próximo do broadcasting – um fala e uma grande quantidade escuta), o conteúdo trafegado nos dois sites é diferente. O Facebook é bem mais multimídia.
3) E para o futuro das redes sociais, o relatório prevê “plataformas inteligentes” e a dobradinha mobile e geolocalização (Foursquare?)
O relatório tem 16 páginas e traz bastante do que já é comentado em bons blogs e eventos na área. Faz parte de uma lista de dossiês que a Economist publica todo ano (a agenda de publicação pode ser vista aqui. Um dos próximos será sobre TV).

Veja também:
Número de Dunbar no Facebook