Frase da semana

“Quem não lê livro de papel, não vai passar a ler por causa do livro eletrônico”

Pedro Herz, dono da Livraria Cultura, em entrevista para a Folha de S. Paulo.

Publicado por Tiago Dória, em 27 de fevereiro de 2010 (sábado).
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Chatroulette nos tira da zona de conforto

Google Buzz ou Foursquare? O novo site “revolucionário” é o Chatroulette, um serviço de videochat. Você entra, não precisa fazer nenhum cadastro; liga a webcam e tem a possibilidade de se encontar de forma aleatória com qualquer pessoa. Não há moderação, não há filtros.

Você decide se quer falar com cada pessoa que encontra ao apertar o botão de “next”. É uma espécie de roleta russa de pessoas.

O Chatroulette nasceu, em novembro de 2009, da cabeça de Andrey Ternovskiy, estudante russo de 17 anos, que, da mesma forma que o site, é descompromissado e não tem (ou tinha) intenção nenhuma de ganhar dinheiro.

O que se percebe é que de chat o site tem pouco, as conversas são efêmeras, a maioria parte logo para apertar o botão de “next”, que permite que você gire a “roleta russa humana”. A graça mesmo parece estar em zapear as pessoas e ter a possibilidade de encontrar os tipos mais variados. O principal atrativo do Chatroulette, portanto, está em sua aleatoriedade.

O principal efeito está em nos tirar da “zona de conforto”. Somos acostumados a socializar somente com alguém que conhecemos ou que temos algo em comum. No Chatroulette, você está aberto a interagir e ser observado por qualquer um.

É a antítese do modelo consagrado do Twitter ou do Facebook, ambientes nos quais relacionamos com pessoas que tenham conosco um mínimo de interesse em comum. Aliás, nestas redes, podemos até bloquear pessoas de quem não gostamos.

Acredito que o Chatroulette em si não traz muita novidade. Há bastante tempo, ainda que sem vídeo, o Omegle permitia, e permite, que você converse de maneira aleatória com qualquer pessoa na internet. E, antes mesmo dele, existiam ferramentas parecidas, mas na dinâmica de ter que baixar um aplicativo e ser utilizado numa conexão discada.

Talvez o Chatroulette tenha chegado na hora certa. Hoje em dia, a banda larga é mais comum e as webcams são quase um acessório nativo dos computadores.

Sarita Yardi, pesquisadora da Universidade de Tecnologia da Georgia, começou a estudar, de perto, o site e descobriu que já existem algumas regras internas e comportamentos comuns, o começo de uma espécie de auto-organização.

Entre elas – clicar em “next” não é socialmente aceito, mas é esperado (seria semelhante a você desligar o telefone na cara da pessoa). As pessoas não querem se encontrar com pessoas conhecidas (a graça é falar com desconhecidos). Usar animais empalhados ou placas em vez de colocar a sua cara visível na webcam não é uma atitude bem vista (quem está na chuva é para se molhar. Tem que mostrar o rosto).

Em princípio, com a popularização e a entrada de investimento externo, penso que dificilmente o Chatroulette continuará com essa dinâmica tão aberta. O site é um campo perfeito para pedófilos e outros tipos de criminosos. Não é recomendado para crianças e muito menos para ser acessado em local de  trabalho. Pornografia é comum.

É bem provável que passe a ter filtros que permitam que a gente bloqueie ou se encontre,  ainda que aleatoriamente, com outras pessoas, mas que tenham interesses comuns. Enfim, que nos coloque de novo na “zona de conforto”.

Logo abaixo, Casey Neistat fez um vídeo bem explicativo sobre o site.

Veja também: Quem está usando e abusando dos sites de streaming

Crédito das fotos: Chrisgallevo e New York Magazine

Publicado por Tiago Dória, em 26 de fevereiro de 2010 (sexta-feira).
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Como o Twitter e a TV se complementam

O NYTimes publicou uma matéria bem valiosa sobre o quanto a TV e a internet se complementam, principalmente quando acontecem grandes eventos, como finais de campeonatos de futebol ou debates políticos. Uma ajuda a alavancar a audiência da outra.

Durante a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, por exemplo, uma em cada sete pessoas que assistia ao evento, ao mesmo tempo, navegava na internet. O Twitter, no caso, era utilizado como ambiente para discutir e opinar sobre o que estava sendo exibido na TV.

De certa forma, a TV Cultura proporcionou isso, quando, de forma pioneira, integrou o Twitter ao programa Roda Viva, lá em meados de 2008.

Além disso, a matéria cita algo que Bill Tancer analisa muito bem em seu livro Click. Sobre o quanto a TV pauta o que discutimos e buscamos na web.

Personagens ou programas que acabaram de ser exibidos na TV logo se tornam os assuntos mais populares em redes sociais e sites de microblogging. Ou seja, como tecnologia pode até estar ultrapassada (para alguns), mas como conteúdo a TV ainda é a grande referência.

Um exemplo dessa união entre TV e web foi dado pela emissora de TV NBC, que lançou o Tweet Tracker. Funciona como um “termômetro do Twitter”, mostra o que é mais discutido no serviço de microblogging a respeito dos Jogos de Vancouver, transmitidos ao vivo pela emissora.

Assuntos mais comentados tem letras e fotos maiores.

Sem dúvidas é uma forma “bem mais sexy” de mostrar o que está sendo discutido no Twitter do que a tradicional lista de trending topics ou apenas uma nuvem de tags, por exemplo.

A interface foi feita pela Stamen Design, mesma empresa que criou um agregador de mensagens do Twitter no último MTV Video Music Awards.

Veja também: Twitter vs caixas de comentários

Publicado por Tiago Dória, em 25 de fevereiro de 2010 (Quinta-feira).
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Videochamadas de emergência no 190?

Comentei sobre o projeto Ushahidi e hoje soube que, na Espanha, o serviço de emergência 112, equivalente ao 190 aqui, no Brasil, utilizará tecnologia que permitirá as pessoas fazerem videochamadas e enviarem fotos e vídeos, por meio do celular, direto do local da ligação.

Se uma pessoa está presente em um acidente de trânsito, ela poderá enviar imagens.

A intenção é que a pessoa que esteja do outro lado da linha, o operador do serviço 112, tenha por meio das imagens e vídeos uma noção melhor da gravidade da emergência e, desse modo, possa gerenciar melhor os recursos e a logística de atendimento.

O sistema que permitirá isso é o Mirror Eyes, tecnologia desenvolvida por espanhóis.

O vídeo abaixo (em espanhol) explica melhor o sistema. Os EUA estariam interessados em adotar tecnologia parecida em seu sistema de emergências 911.

Veja também:
Twitter e direção não combinam

Publicado por Tiago Dória, em 24 de fevereiro de 2010 (Quarta-feira).
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Paródia ao ciclo de “24 horas de notícias”

Qualidade versus velocidade. Hardnews versus matérias de fôlego. São temas que sempre geraram debate na área de jornalismo. Discussão que se potencializou nos anos 80, com o surgimento dos canais “24 horas de notícias” (CNN, Fox News), e se radicalizou com a vinda da internet nos anos 90.

Tim Armstrong, diretor geral da AOL, disse que hoje em dia ainda fazemos esse conflito, mas no futuro ele não existirá, a qualidade virá junto com a velocidade.

Previsões otimistas à parte, o Observer, jornal dominical existente há 220 anos na Inglaterra, lançou uma nova campanha publicitária para o relançamento da publicação, em que justamente faz uma paródia da cultura do ciclo de “24 horas de notícias”.

O Observer sempre foi dedicado a análises e matérias mais trabalhadas, algo próximo do idealizado São Francisco Panorama. Portanto, se vê no direito de destacar o seu papel de publicação mais analítica no “ecossistema de informação”.

Um dos principais comerciais da campanha segue abaixo.

Veja também:
Jornal bonito e provocador

Publicado por Tiago Dória, em .
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“Tecnologia para crises” está entre as mais inovadoras

Depois da revista FastCompany, a ótima Technology Review, do MIT, publicou a sua lista das 50 empresas mais inovadoras.

Na categoria web, sem muitas novidades – Hulu, Twitter, IBM.

O que chamou a minha atenção foi a presença do projeto Ushahidi (havia o conhecido na Pop!Tech 2008, se não me engano). É uma plataforma de visualização e gestão de dados voltada para a utilização em momentos de crise. Foi muito usada recentemente no Haiti.

Tem a proposta de mapear os locais que mais precisam de ajuda em uma região afetada por um terremoto ou enchente, por exemplo. Voluntários podem enviar informações sobre pessoas desaparecidas, falta de água, pontes quebradas, diretamente das ruas por meio de mensagens de celular, email, twitter.

O Ushahidi, na realidade, surgiu como um projeto de “jornalismo colaborativo” no Quênia, em 2007, para mapear relatos de violência durante o processo eleitoral.

É mais um exemplo do uso do celular junto a tecnologias de plotagem de dados, que facilitam a visualização de informações. Mistura de mobilidade e cidadania.

Veja também:
Uma cidade mapeada pelos próprios cidadãos

Publicado por Tiago Dória, em 23 de fevereiro de 2010 (Terça-feira).
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Versão do blog para celular (corrigida)

Algumas pessoas me alertaram que a versão do blog para iPhone não estava funcionando. Resolvi o problema. Era um conflito entre plugins do WordPress.

Para quem não utilizou ainda, é uma versão otimizada para iPhone, Android, Blackberry Storm.

Dá para comentar e ler os comentários de lá, “retuitar” posts, enviar as matérias por email.

Tudo graças ao WPtouch.

Para acessar o blog no iPhone, basta digitar tiagodoria.com.

Existe uma outra “versão móvel” no http://m.tiagodoria.com, voltada para outros modelos de celulares.

Publicado por Tiago Dória, em 22 de fevereiro de 2010 (Segunda-feira).
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Arte de criar e transmitir boatos

Desde 2005, divulgar boatos dá cadeia na Índia. Nicholas DiFonzo, professor de Psicologia do Instituto de Tecnologia de Rochester (RIT), em Nova York, gosta de utilizar esse exemplo para demonstrar a importância que os boatos têm em nosso dia-a-dia.

A lei indiana foi criada depois que um rumor sobre um possível tsunami mobilizou, sem necessidade, centenas de pessoas e desperdiçou milhares recursos de ajuda para catástrofes.

Apesar de terem essa capacidade de mobilização, boatos e fofocas não são alvo de extensas pesquisas. Assuntos mais nobres ganham destaque. DiFonzo vai pelo caminho diferente. Há mais de 16 anos ele estuda a comunicação informal – boatos, fofocas e rumores. O famoso “ouvir dizer”.

Enfim, tudo aquilo que, nas empresas, nasce na máquina de café. Máquinas de café não fazem apenas café, mas produzem boatos. É onde acontecem as conversas informais, onde todo mundo fica sabendo quem fez isso ou aquilo.

Boatos sempre estão presentes onde há duas ou mais pessoas juntas, lembra DiFronzo em seu livro “O Poder dos Boatos” (304 páginas/Editora Elsevier), que reúne parte de suas obervações na área. O livro se destaca por mostrar que os boatos têm valor. Eles surgem da necessidade humana de tentar explicar o inexplicável. Não é sem motivos que eles crescem justamente em época de incertezas e ansiedades – tragédias e grandes mudanças.

Em outras palavras, boato nada mais é do que uma tentativa de dar respostas às nossas dúvidas. É uma forma coletiva de compreender o mundo. Boatos ajudam as pessoas ao dar uma explicação pronta.

DiFonzo cita o caso de um acidente em uma pequena cidade dos EUA. Um carro com quatro estudantes bateu de frente com um caminhão. Todas morreram na hora. Haviam acabado de se formar no colégio e estavam para entrar na faculdade.

Sem explicações lógicas para o caso, uma tragédia terrível, os boatos começaram a surgir na comunidade.

Eram tentativas de entender algo tão trágico, várias versões para o mesmo caso começaram a aparecer. De que o motorista do caminhão havia acelerado, um terceiro carro havia fechado o das estudantes. Defeito técnico no veículo das vítimas. Sempre eram “explicações” que tentavam inocentar as garotas.

Depois, descobriu-se que o problema foi o uso do celular ao volante. Segundos antes do acidente, a estudante que dirigia o veículo havia recebido e enviado mensagens pelo celular.

É, justamente, quando DiFonzo demonstra esse valor dos boatos, ele ajuda a quebrar mito de que caem em boatos somente pessoas ignorantes e que têm pouco conhecimento dos processos de produção da informação. O que não é verdade, jornalistas, acadêmicos, CEOs, por exemplo, acreditam e propagam boatos o tempo todo.

Quem acompanha os twitters destes perfis, já deve ter percebido que, na pressa e necessidade de “serem relevantes”, semelhante a qualquer pessoa, eles caem em pegadinhas e propagam, muitas vezes sem perceber, informações sem nenhuma base fatual.

Mas por que isso acontece? Segundo DiFonzo, simplesmente pelo fato de que transmitimos boatos devido a diversos motivos. Classe social, profissional ou nível intelectual é o menor deles.

Espalhar boatos é algo humano. Propagamos para entender uma situação e, desse modo, tomarmos decisões mais eficazes. Quanto mais um boato atende às nossas premissas anteriores,  mais o espalhamos, sem remorso, para as nossas redes de contatos. Mais o achamos que é verdade, mesmo sem checar nenhuma das informações.

Pessoas que não gostam de um político, por exemplo, tenderão a propagar e acreditar em boatos negativos sobre ele. Pessoas que não acreditam que a Terra é redonda, mais facilmente propagarão boatos de que a Terra é quadrada.

Além disso, espalhamos informações para criar laços mútuos ou passar a impressão de que “estamos por dentro”. Um exemplo citado é o “vírus do ursinho de pelúcia“.

Em algum momento, alguém deve ter recebido o email sobre um suposto vírus alojado no Windows e que tinha o ícone de um ursinho de pelúcia. O famoso “jdbgmgr.exe“. DiFonzo constatou que muitas pessoas propagaram o boato simplesmente para passar  a impressão de que estavam por dentro das “últimas tendências da internet”.

O Poder dos Boatos” é um livro bem didático. Repete várias vezes a mesma ideia, usa vários exemplos. E é aí que pode estar uma característica do autor, não se aprofunda muito nas ideias. Não é detalhista, fornece mais um panorama geral sobre o asssunto.

Percebe-se isso no penúltimo capítulo, quando DiFonzo pretende dar dicas para empresas sobre como administrar boatos. O autor fica na superfície das coisas e fala sobre o comum.

O pesquisador acerta ao explicar outro motivo por que espalhamos, sem querer, boatos. É para não sermos esquecidos no meio da multidão.

Adaptado ao momento atual, na ânsia de ficar sem assunto, sem atualizar o nosso perfil no Twitter e, assim, perdermos seguidores, acabamos propagando a primeira informação que vemos pela frente.

Em outras palavras,  hoje em dia, como nunca antes, as pessoas precisam de assunto para atualizar seus blogs, twitters e perfis em redes sociais, o que as torna facilmente propagadoras de boatos e rumores.

E sim, a internet ajuda a espalhar boatos, não por causa da sua caratecterística de dar rapidez às trocas de informação, mas, antes de tudo, pelo motivo de ajudar a polarizar as discussões. Segundo DiFonzo, em vez de trazer diversidade, a internet tem facilitado a polarização das discussões. O exemplo se dá no campo dos blogs, que, geralmente, trocam informações e fazem links somente a outros que seguem a mesma ideologia.

Blogs conservadores de política fazem links e trocam informações com blogs conservadores.  Blogs liberais trocam links com blogs também liberais. No Twitter, seguimos apenas pessoas que pensam como a gente. Dificilmente, seguimos ou “retuitamos”  alguém que produz algum tipo de ruído ou publica algo que não gostamos.

Com as ferramentas de personalização, segmentação de conteúdo, a internet torna-se propícia para evitarmos o contraditório, o que também a transforma em terreno fácil para boatos.

DiFonzo justifica essa premissa relatando pesquisas que comprovam que quanto mais polarizado o ambiente, mais fácil os boatos se espalham e menos a sua veracidade é checada. Isso acontece principalmente se os boatos forem repletos de julgamento contra a parte oposta.

Boatos negativos contra democratas, por exemplo, circulam melhor em ambientes republicanos. Boatos racistas circulam melhor em ambientes contra negros. Boatos contra judeus circulam facilmente em ambientes antisemitas, altamente polarizados.

Enfim, quando as partes não se falam, mais boatos são criados e propagados.

Porém, não estamos no fim do mundo.

A internet é uma faca de dois gumes. Por outro lado, ela pode ajudar a desvendar boatos, várias pessoas podem trocar/checar/discutir as informações contidas em um rumor e, dessa forma, em pouco tempo descobrir a sua veracidade. Inteligência coletiva em meio à incerteza.

Existem vários sites de audiência garantida que funcionam como “caçadores de boatos”, como o Snopes e o HoaxBusters. Grandes empresas começam a criar em seu sites centrais de boatos, nas quais levam ao público esclarecimentos sobre certos rumores a respeito de seus produtos e serviços. Algo impensável antes.

Afinal, hoje todos nós potencialmente podemos checar a veracidade de um boato. Podemos fazer isso não por que queremos ser “jornalistas”, mas simplesmente devido ao mesmo desejo humano pelo qual criamos e propagamos boatos, fugir da incerteza sobre qualquer assunto.

Veja também:
Pixar é a Disney de quem já nasceu digital

Crédito das fotos: Livefa, Chough, DesireeDelgado, Missbehave e divulgação

Publicado por Tiago Dória, em .
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Frase da semana

“As pessoas não querem mais conteúdo, elas querem o conteúdo exato”

Devin Wenig, diretor da Divisão de Mercados da Reuters, durante o seminário Paid Content 2010, realizado nesta sexta-feira, sobre estratégias de negócios na área de conteúdo.

Em vez de empurrar mais informação, antes de tudo, publicações precisam trazer, de forma precisa, aquele conteúdo que é relevante e os seus usuários estão procurando.

Publicado por Tiago Dória, em 20 de fevereiro de 2010 (sábado).
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