Cobrar por conteúdo sem perder tráfego

Quem tem blog deve estar sentido isso na pele há um bom tempo. Mas quando acontece num dos jornais mais tradicionais vale mencionar.

O tráfego vindo de redes sociais e microblogs cresce em importância no NYTimes.com, sendo que hoje é responsável por quase 7% do tráfego total do site do jornal. Pouco, mas com um crescimento considerável entre 2008 e 2009.

Esses números ajudam a explicar por que o NYTimes decidiu que não restrigirá o acesso de quem vem de redes sociais em sistema de cobrança a ser implementado em 2011.

Ou seja, o acesso será aberto para quem vem desses sites (Facebook, Twitter). De alguma forma será gerado um “link gratuito/aberto” para que a pessoa possa acessar o NYTimes sem as restrições de seu sistema de cobrança (limite mensal de leitura de artigos).

O que faz sentido, mas por outro lado, essa possibilidade de gerar “links gratuitos” pode ser utilizada como uma forma de burlar o sistema de cobrança, igual ao que aconteceu com o Google News, no ano passado, em seu sistema “First Click Free“.

Foi o que eu comentei com a Ana aqui, nos comentários do blog. O que garantirá em grande parte o sucesso do sistema de cobrança por conteúdo no NYTimes será a forma de implementação. Não é à toa que o jornal deu um prazo de um ano para implementá-lo.

Até lá tem muito chão.

Veja também:
A queda do poder da home

Crédito da foto: respres

Publicado por Tiago Dória, em 22 de janeiro de 2010 (sexta-feira).
Categoria: jornalismo, nyt. Tags: , , , ,

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