O Open Plataform, do Guardian, colocou no ar uma galeria que reúne todos os aplicativos feitos em torno do conteúdo do jornal. Funciona, mais ou menos, como as lojas de aplicativos da Apple e da RIM (BlackBerry). A diferença é que todos os aplicativos são fornecidos de graça e nem todos são voltados para uso exclusivo no celular.
Entre os disponíveis, o “Guardian Anywhere“, feito para o Android, sistema operacional da Google para celular, e outro que rastreia as despesas de viagens dos políticos britânicos, o MPs Travel Expenses Map. Na área de música, um que mescla a tradicional lista de “1.000 músicas que todo mundo tem que ouvir” com dados do Last.fm e links para sites de letras de músicas.
Graças ao uso de APIs públicas e padrões abertos por parte do Guardian, hoje é possível fazer esses mashups e aplicativos com base em informações e dados da publicação. Algo que, claro, enriquece o conteúdo do jornal e o transforma em uma plataforma online de conteúdo (o site torna-se um meio e não um fim em si mesmo).
Vale lembrar que um dos assuntos deste ano do seminário sobre mídia na Cásper foi justamente sobre o uso de banco de dados e APIs no jornalismo.
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É melhor rever os conceitos quem acha que é apenas nepotismo o investimento da Google em biotecnologia, mais especificamente na 23andMe, empresa de mapeamento genético, de Anne Wojcicki, esposa de Sergey Brin, cofundador da Google.
Nesta quinta-feira, tornou-se público outro investimento da Google em uma empresa de biotecnologia, a Adimab, especializada na produção de medicamentos à base de proteínas e que é parceira dos laboratórios farmacêuticos Roche e Merck.
Não é a primeira vez que a Google investe em áreas que, aparentemente, não têm qualquer relação com o ramo principal da empresa. A Google tem mesma característica de diversas outras empresas do Vale do Silício, que é a de não apenas “reinventar a roda” – desenvolver um email com capacidade maior aos existentes -, mas investir em outras empresas que estejam iniciando e desenvolvam “tecnologias disruptivas”, capazes de derrubar uma já existente no mercado.
A Google investe por meio do Google Ventures, fundo de investimentos criado no começo deste ano.
Existe um investimento constante em pesquisa para o desenvolvimento de energia elétrica mais barata, o que faz sentido já que os servidores da Google consomem muita energia.
Ademais, Larry Page, também fundador da Google, e Brin, desde 2007, injetam dinheiro na Tesla Motors, que desenvolve carros esportivos movidos a eletricidade, não-poluentes.
Brin, quando estudante, tinha interesse por biotecnologia. E ainda na época da universidade, Page investiu tempo e neurônios no projeto de um carro movido a energia solar, o Maize & Blue.
O interesse dos fundadores da Google por biotecnologia e energias não-poluentes é antigo. Enfim, se a Google está investindo nessas áreas é também devido ao próprio histórico de seus fundadores.
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Crédito da foto: Missha
Memoryshare pretende ser o grande arquivo de memórias da BBC e de seu público. Reúne parte do conteúdo da emissora desde 1.900 e ainda material enviado pela própria audiência.
A intenção é captar, agregar e publicar memórias e experiências da própria BBC e, principalmente, de pessoas que estão envolvidas em torno dela.
O destaque é a interface 3D de navegação, feita com base na ferramenta Boomzoom. Permite buscar assuntos por uma linha do tempo, tópicos ou ainda por cores (cada cor representa um dia da semana).
O MemoryShare já existe em sites locais da emissora, mas recentemente foi destacado, com nova interface, em seu portal internacional. Foi codesenvolvido pela magneticNorth, produtora que vem se especializando em aplicações interativas envolvendo conteúdo informativo.
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