Frase da semana

“É uma adolescente agora. Ainda há um longo caminho a percorrer. Comporta-se de forma imprevisível, mas deu muitas satisfações a seus pais e comunidade”.

Leonard Kleinrock, 75 anos, professsor da Universidade da Califórnia, responsável pelo primeiro envio de mensagem entre dois computadores em rede, fala sobre os 40 anos da internet, que foram comemorados nesta semana.

Publicado por Tiago Dória, em 31 de outubro de 2009 (sábado).
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Minha apresentação no MediaOn

Algumas pessoas pediram para que eu publicasse os slides da minha apresentacão no MediaOn 2009 (Seminário Internacional de Jornalismo Online), que aconteceu nesta quinta-feira, em São Paulo.

Normalmente não uso muito texto em minhas apresentações.

Essa do MediaOn até que tem bastante. Segue abaixo.

Publicado por Tiago Dória, em 30 de outubro de 2009 (sexta-feira).
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Dois livros sobre duas grandes recentes empresas

pixarlivro

O primeiro deles é A Magia da Pixar, de David Price. O livro foi lançado no começo deste ano lá fora e conta a história de criação da Pixar, responsável pelo premiado ToyStory e o recente filme/animação UP. A Pixar é mais ou menos como a Disney da geração atual (não é à toa que a Disney comprou a Pixar em 2006). Lá fora, o livro repercutiu por mostrar também os fracassos da empresa.

youtubelivro

O segundo é YouTube e a Revolução Digital, de Joshua Green e Jean Burgess, pesquisador do MIT e da Universidade de Queensland, respectivamente.

Além de contar um pouco a história da fundação do YouTube (há um capítulo escrito por Henry Jenkins), a partir da análise de mais de 4.000 vídeos do site, os pesquisadores tentam descobrir padrões de uso do YouTube. Partem da premissa de que existe uma “cultura própria” em torno do site.

Em breve, com mais calma, comento sobre as duas obras na seção de livros do blog.

Publicado por Tiago Dória, em .
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Uma resposta ao Hulu

Epix

Pelo visto, o TV.com, da CBS, não decolou muito bem. E como resposta ao crescimento do Hulu, 2º site de vídeos mais acessado nos EUA, os estúdios Paramount, Lionsgate e MGM lançaram o Epix, que disponibiliza filmes completos na íntegra e em qualidade HD.

O serviço, que estava em beta até quinta-feira, é limitado a usuários residentes nos EUA, sendo que o site está totalmente aberto somente para assinantes da Verizon. Ou seja, o Epix é um complemento para quem é assinante.

De qualquer forma, é um exemplo de que os estúdios estão abraçando a distribuição digital e por osmose ou não, aprendendo que a melhor forma de combater a “pirataria” é lutar com as mesmas armas – oferecer também conteúdo. É aquela frase que sempre publico por aqui.

Quer combater a “pirataria” para valer? Deixe os processos judiciais de lado e forneça um serviço melhor que os “piratas”, invista em uma “melhor experiência para o usuário”. Muitas vezes o que as pessoas querem é facilidade.

Veja também:
Por que o Hulu já é o 2º site de vídeos mais acessado?

Publicado por Tiago Dória, em .
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Site agrega conteúdo de revistas

Maggwire

Ao mesmo tempo que dispersa, a web tem ferramentas que centralizam conteúdo. Neste sentido, Jian Chai, estudante da Universidade de Michigan, criou o Maggwire, um hub de revistas, que agrega em um único ambiente o conteúdo de diversas delas.

O conteúdo de mais de 650 revistas (por enquanto, somente em inglês) é agregado e separado por temas. É mais ou menos como um Google News das revistas.

Em breve, em parceria com editoras, o site deve lançar um serviço freemium, com base em customização de conteúdo.

Veja também:
Buscadores e agregadores de notícias sob ataque (atualizado)

Publicado por Tiago Dória, em 28 de outubro de 2009 (Quarta-feira).
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Mais um site de jornalismo cidadão chega ao fim

Soitu

Mais um exemplo de que inovação nem sempre gera rentabilidade. O site espanhol Soitu.es, considerado de jornalismo cidadão, fechou as portas. Mais um.

O principal investidor do projeto, o grupo BBVA, desistiu da empreitada. Pelo menos, o Soitu não virou um elefante branco antes de seu fim.

Dessa forma, vai ratificando algo que comentei. No final das contas, sobreviverão os projetos ligados a grandes empresas de mídia, como o iReport, que têm um constante e consistente respaldo jurídico e econômico por trás.

Do ponto de vista de negócios, é bem complicado o chamado “jornalismo cidadão” ter renda direta capaz de sustentar uma produção mais consistente, até por que acredito que seja algo ligado bem mais a uma economia não-monetária, em que as moedas são reputação e atenção.

Veja também:
YouTube dá aulas de jornalismo

Publicado por Tiago Dória, em .
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Google e Obama (um caso de amor)

Google Obama

Na mesma semana em que o Facebook contrata um jornalista para melhorar a sua comunicação em Washington, o site da revista Fortune publicou um artigo sobre algo que já havia comentado por aqui, sobre a linha tênue entre a Google e o governo americano.

A matéria assinada pelas jornalistas Jia Lynn Yang e Nina Easton mostra que a lua de mel entre Obama e a Google é antiga. Começou em 2004, quando o político visitou o QG da Google, na Califórnia, fato que está registrado em seu próprio livro “The Audacity of Hope“.

A partir daí, foram vários capítulos. Executivos e funcionários da Google tornaram-se doadores da campanha de Obama. Doaram aproximadamente US$ 803 mil, sendo que Eric Schmidt, atual diretor geral da Google, atuou na equipe de transição do presidente americano. O capítulo mais recente foi o fato de executivos da Google serem indicados para cargos no governo Obama.

Recentemente, Andrew McLaughlin, chefe global de políticas públicas da Google, deixou a empresa para assumir o cargo de diretor do gabinete de tecnologia de Obama.

Google e Obama tem afinidades do ponto de vista de “cultura corporativa”. Mas essas afinidades podem ajudar a Google em muitos casos. Atualmente, em Washington, a empresa se prende a 4 questões – neutralidade da internet, acusações de monopólio (caso Google Books), violação de privacidade, além de conflitos de interesses (executivos da Google estão ligados à diretoria da Apple).

Do ponto de vista jurídico, a empresa estaria cada vez mais entrincheirada nestas questões.

Parece que a Google aprendeu por osmose com a Microsoft, que demorou anos para perceber a importância de ter pessoas que defendam os seus interesses em Washington. Segundo o livro de DearLove, a Microsoft somente percebeu isso após sofrer o processo por monopólio no caso do IE.

Veja também:
Dá para fuçar o DNA da Google?

Publicado por Tiago Dória, em 27 de outubro de 2009 (Terça-feira).
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Contra os sites “burros” de notícias

Nick Bilton

Infelizmente neste ano não consegui acompanhar a Pop!Tech. Acompanhei somente via streaming a apresentação de Nick Bilton, profissional que admiro bastante, pois temos uma visão em comum – os atuais sites de notícias são “burros”.

A ideia é bem simples. A maioria dos sites de notícias não sabe as nossas preferências nem o que acabamos de ler. Pior ainda, as suas plataformas não se falam.

Se eu acesso um site no celular no caminho para o trabalho e depois acesso o mesmo no desktop, no escritório, ele não sabe quais notícias já li, repete as mesmas matérias e manchetes, o que gera redundância, resultante da falta de integração e “inteligência” entre as plataformas.

Se eu estou num aeroporto, o site mobile deveria deixar em destaque notícias sobre voos e condições do tempo. Se eu estou em trânsito, o site deveria destacar mais notícias sobre tráfego e, quem sabe, ditar as notícias, já que estou com as mãos no volante e não posso ler.

Enfim, o conteúdo deveria se adaptar ao dispositivo, à ocasião e à localização do usuário. Bilton chama isso de “conteúdo inteligente“.

Eu acho que seria mais sobre “plataformas inteligentes”.

Hoje temos tecnologias de sensores, de localização. Durante a navegação, muito se recolhe a respeito de informações sobre os usuários, porém isso ainda se reflete muito pouco na experiência do usuário, do ponto de vista de exibição e mesclagem de conteúdo jornalístico.

Não sei quanto a Bilton (nunca tive a oportunidade de falar isso com ele), mas acredito que o próximo grande passo dos sites de notícias e jornais não é colocar o seu conteúdo acessível em diversas plataformas, mas seguir por esse caminho, adicionar “inteligência” a essas plataformas.

Ser multiplataforma, portanto, não seria mais novidade para os grandes sites de notícias. O próximo degrau seria ter plataformas que se falassem, que aprendessem com a nossa navegação. Em suma, “plataformas inteligentes” de jornalismo.

No final das contas, o que os sites de notícias ofereceriam não seria notícias, mas esse “conteúdo inteligente”.

Para encerrar, foi citado um caso que não conhecia. Publick Occurrences, considerado o primeiro jornal na América, vinha com a última folha em branco, para que o leitor pudesse escrever algo quando passasse o jornal para frente, para outra pessoa ler.

Ou seja, já havia um senso de conversação e “interatividade” na mídia impressa. Isso em 1690. Imagina se na época eles tivessem lido o livro do Picciarelli.

Veja também:
Uso multimídia do celular cresce no Brasil

Crédito da foto: kris krüg

Publicado por Tiago Dória, em 26 de outubro de 2009 (Segunda-feira).
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Vídeos, grifes, histórico de uso e personalização na CNN repaginada

Nova home da CNN

Quando você entra num site de uma emissora de TV, é para assistir a vídeos, para rever um programa que acabou de ser exibido? Ou você gostaria de ter a possibilidade de salvar no próprio site da emissora uma matéria para arquivar ou ler depois? Se a resposta é sim, o novo site da CNN deve agradá-lo.

O novo site, que entrou no ar no sábado, antes do previsto, dá destaque especial aos vídeos da emissora, além de fornecer mais opções de personalização aos usuários.

A nova interface, que é mais próxima de um estilo de revista, tem um apelo bem mais visual. Diversas manchetes e textos presentes na home do antigo site foram reduzidos.

A interface é dividida em 3 colunas. A primeira dedicada às notícias mais quentes. A segunda, a vídeos e análises, e a terceira ao conteúdo personalizado de acordo com o usuário (é necessário “estar logado” no site da CNN para conferir o conteúdo personalizado).

Além da parceria com os sites da Oprah, do Ted Talks, da Entertainment Weekly e da revista People, na parte de conteúdo, destaque maior às grifes da emissora – Anderson Cooper e Larry King, por exemplo, comandarão um jogo de quiz online com os usuários, o CNN Challenge. A parte de opinião ganhou novos colaboradores, como Peter Cashmore, editor do blog de tecnologia Mashable.

O NewsPulse, por sua vez, é um novo produto. Um painel onde é possível filtrar e navegar pelas notícias de acordo com os critérios de mais clicadas, comentadas ou por assuntos específicos.

cnnprofile

Contudo a parte que mais chamou a minha atenção foi a de personalização, que abre as possibilidades de:

* Seguir somente certos tópicos (apenas notícias sobre “PS3″ e “Obama”)
* Informações sobre tempo de acordo com a sua localização (funciona no Brasil)
* Salvar matérias (você pode fazer um arquivo pessoal de reportagens)
* Conferir todos os comentários que você fez na CNN (o site faz um histórico dos comentários)

Vale destacar que esses recursos de personalização foram lançados primeiro no recente aplicativo para iPhone da emissora. Outro detalhe é que a parte de Specials foi reformulada. A CNN é pioneira na criação dos chamados especiais multimidia e nada melhor do que reformular essa seção.

O site de “jornalismo cidadão” da CNN, o iReport, também ganhou roupagem nova.

A última reformulação foi feita em 2007. Fez falta uma API pública no novo site.

Veja também:
Como a CNN entrou na “Era do iPhone”

Publicado por Tiago Dória, em 25 de outubro de 2009 (domingo).
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