Quinze jornalistas e autores alemães de blogs se juntaram para criar o Manifesto Internet, documento sobre como eles acreditam que o “jornalismo é (ou deveria ser) atualmente”.
Apesar de todo o burburinho, não vi nada de novo nos 17 tópicos do manifesto, mas vale registrar a sua criação. O documento foi republicado, com certo destaque, no Guardian, nesta quarta-feira.
O grupo de 15 jornalistas resolveu publicá-lo por que estava cansado das tradicionais discussões sobre o “futuro do jornalismo”, em que as pessoas falam mais sobre como gostariam que o jornalismo fosse do que a respeito da realidade.
Uma versão em português traduzida do manifesto começa a circular na web.
Para conferi-lo completo, é só seguir aqui.
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Crédito da foto: Tiago S Costa
Duas novidades importantes, em apenas um dia, no sistema de publicação de blogs WordPress.
Uma delas. O suporte ao RSS Cloud, que permite ao WordPress entrar na dinâmica da publicação “em tempo real”. Toda vez que um blog que você assina é atualizado, você recebe uma notificação de atualização automaticamente.
Normalmente há um tempo de espera entre a publicação do post e o recebimento da atualização em seu leitor de RSS. Esse intervalo não existe com o suporte ao RSS Cloud. Você recebe a notificação “em tempo real”.
Por enquanto, o Lazyfeed, que comentei outro dia, é um dos poucos leitores de RSS que dá suporte a essa tecnologia.
E outra. A Automattic, empresa que gerencia o WordPress, anunciou a compra do After the Deadline, corretor ortográfico para o editor de textos do sistema de blogs. Por enquanto, fornece suporte somente para o idioma inglês.
Para utilizá-lo, é necessário instalar um plugin (para quem usa hospedagem própria no WordPress).
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Crédito da foto: Peregrino
Em 2005, Paul Rademacher, na época funcionário da Dreamworks, deparou-se com um problema. Enquanto procurava por apartamentos na região de São Francisco, nos EUA, era obrigado a conferir os anúncios de imóveis no site de classificados Craigslist e, ao mesmo tempo, ficar com um monte de mapas impressos na mão.
Tudo isso para ter uma noção de onde ficava a localização de um imóvel anunciado.
Foi a partir desse problema que ele teve a idéia de juntar o código do Google Maps, sistema de mapas digitais, com os dados sobre imóveis do Craigslist. Criou aquele que é considerado o “primeiro mashup” envolvendo mapas online e dados externos, o Housing Maps.
A partir disso, foi um passo para o jornalista Adrian Holovaty levar esse conceito para o jornalismo. Pouco depois, desenvolveu o ChicagoCrime, mashup que mescla o Google Maps com dados sobre crimes da região de Chicago.
Recebeu diversos prêmios por causa da inovação. E, uma vez mais, abriu caminho para o surgimento de projetos semelhantes, que mostram em um mapa os crimes que ocorreram em uma região.
Na época, bem no começo, o código do Google Maps era fechado, não era permitido criar mashups – bem diferente de hoje em dia. O que a Google fez com essa situação?
Resolveu abrir o código do Google Maps e não processar Rademacher, mas contratá-lo para trabalhar no desenvolvimento do serviço de mapas da Google, onde permanece até hoje.
Holovaty, por sua vez, transformou o ChicagoCrime em um projeto maior, o EveryBlock, site que apresenta dados locais. Não somente sobre crimes, mas desde autorizações de construções até inspeções sanitárias em restaurantes de uma região. Em agosto deste ano, o EveryBlock foi comprado pelo portal MSNBC (parceria da Microsoft com a emissora de TV NBC).
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Crédito da foto: Plougmann
Profecias de que a Google vai dominar o mundo existem aos montes. Jeff Jarvis, jornalista, investidor, autor do blog Buzz Machine e professor de Jornalismo da Universidade de Nova York, resolveu levar essas profecias mais a sério e tirá-las do campo apenas do fantástico e das teorias conspiratórias.
Se a Google administrasse um restaurante, como ele seria? Se fosse dona de uma universidade, como seria a educação oferecida? E ainda. E se a empresa de busca fosse um banco, quais investimentos existiriam? Ainda haveria dinheiro em papel? São algumas das perguntas que Jarvis responde em seu livro “O que a Google faria?” (257 páginas), lançado pela editora Manole, no Brasil.
Na realidade, Jarvis mostra como seria o mundo, caso as principais empresas e organizações que fazem parte de nosso cotidiano pensassem como a Google. A Google raciocina como uma plataforma. Esse é o seu diferencial. E, como consequência, uma empresa “googleficada” seria uma que pensasse de modo distribuído e fosse faminta por dados. Soubesse transformar dados sobre os seus clientes em conhecimento. Trabalharia com a abundância e não com a escassez de conteúdo.
Os “insights” de Jarvis (foto ao lado) sobre o que aconteceria se esse modelo fosse aplicado a diversos setores da sociedade são a base do livro.
Como seria a “googleficação” das empresas aéreas? Em nossa viagem de volta, as companhias aéreas pediriam nossas avaliações sobre hotéis e restaurantes que frequentamos. Em troca de nossa avaliação, ganharíamos milhas. Ou seja, as empresas aproveitariam a própria rede de clientes e o seu valor para reunir conhecimento sobre uma região. Transformariam dados em conhecimento.
Governos, por sua vez, não tentariam resolver os problemas por meio de proibição e regulamentação, mas a partir de inovação e “racionalidade científica”. Para exemplificar, Jarvis cita Al Gore, político tradicional, que procura resolver o problema energético por meio da criação de impostos sobre a emissão de carbono. Tenta tornar a poluição cara. Enquanto, a Google, mais inovadora, tenta resolver o problema com o olho em uma sociedade de abundância, em investir em criatividade, buscar novas formas de energia além das tradicionais. Ou seja, ter abundância de fontes de energia.
No setor de mídia, Jarvis deita e rola. É a sua área. Numa visão bem realista, diz que os jornais deveriam pensar como plataformas, o que necessariamente não significa liberar o acesso público a APIs ou a banco de dados. Significa ver o seu site como um meio e não um fim. Uma plataforma para as pessoas chegarem onde quiserem. Nisso, uma política presente de links abertos é um caminho.
Somente o capítulo “Nova arquitetura”, em que Jarvis aborda o setor de mídia, já vale pelo livro inteiro, que pretende ser um guia de sobrevivência para empresas na “Era Google”.
A meu ver, o problema de Jarvis é que ele adota uma postura muito evangelista, ativista, e pouco científica em relação ao assunto. Apesar de existirem empresas que têm uma postura mais controladora e, mesmo assim, vão muito bem da vida, até o final do livro, ele quer nos convencer de que o modelo da Google é o caminho ideal, pode ser aplicado a praticamente qualquer negócio. Desde uma loja de vinhos até um governo federal. E é, nesses momentos, quando ele sai da análise do setor de mídia, que fica evidente o seu conhecimento meio simplista a respeito de algumas áreas.
No penúltimo capítulo, por exemplo, quando divaga sobre a área jurídica, ele afirma que todos os processos judiciais deveriam estar disponíveis na web, serem buscáveis, disponíveis para qualquer pessoa. Ou seja, Jarvis ignora que existe o direito ao “segredo de justiça”. Existem processos que, por motivos diversos, como envolvimento de crianças ou casos de família, não devem ser acessíveis a qualquer pessoa. Assim como o acesso livre a dados, a privacidade também é liberdade.
Percebe-se que essa postura ativista ofusca a análise de Jarvis quando afirma que a Google está acabando com a intermediação. No começo do capítulo sobre “desintermediação”, ele bate o martelo – “Ninguém gosta de intermediários”.
Contudo, Jarvis se esquece que o próprio Google está se tornando um grande intermediário, um mediador entre a gente e todo o caos de conteúdo da web. A intermediação não acabou. O Google é um intermediador. É ele quem faz o meio de campo na web.
Em “O que a Google faria?“, Jarvis mostra que é um dos poucos escritores que consegue transformar profecias em conhecimento ao montar um guia sobre como a Google faz.
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Na verdade, somos viciados em eletricidade
Crédito das fotos: NASA, Robert Scoble, Missha, divulgação
“O ser humano não consome ‘mídia digital’ ou ‘tradicional’. Ele escolhe a informação de maior valor para ele (…) e busca a informação onde o suporte for melhor”
Walter Lima, professor da Fundação Cásper Líbero, em entrevista para o podcast do site IDGNow!
Para baixar ou ouvir a entrevista completa no próprio navegador, é só seguir aqui.
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Debate sobre APIs, celebridades, jornalismo e microblogs na Cásper
Em complemento ao texto que escrevi sobre a Era do desmanche, Eric Harvey escreveu no Pitchfork um texto muito bom sobre a “história social do MP3“.
No artigo, comenta que o MP3 ajudou a atomizar a música, dividi-la em vários pedaços, sendo que cada pedaço encontrou um “agente publicitário”.
Ou seja, graças ao MP3 cada fã dobrou a sua capacidade de ser um promotor e um distribuidor espontâneo de sua banda ou músico favorito.
Enfim, é um aspecto que não havia comentado no texto.
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Como o Radiohead e o WSJ entraram na Era do desmanche
Desde ontem de manhã, está no ar uma versão clonada do Blog do Planalto, com espaço para comentários.
No blog Trezentos, a jornalista Daniela Silva comenta sobre a ação de clonagem. O que é permitido já que o Blog do Planalto está sob uma licença da Creative Commons que permite criar obras derivadas e reproduções integrais do conteúdo, desde que citada a fonte.
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Blog do Planalto não quer saber de diálogo com leitores
Depois do feriado, dia 08, a escritora Carol Bensimon estará em São Paulo para o lançamento de seu 2º livro, o romance Sinuca embaixo d`água.
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Entrevista com a escritora e blogueira Carol Bensimon