A nova salvação da lavoura

itabletgizmodo01Se a Apple e parte da imprensa de tecnologia gostam de rumores, nesta quarta-feira aumentaram as especulações de que a empresa vai lançar um Tablet (imagem ao lado).

Segundo o blog Gizmodo, a Apple teria entrado em contato com diversas empresas de mídia – entre elas, New York Times e editoras Oberlin Press e McGraw Hill – para licenciar conteúdo para o gadget, que poderá permitir ler jornais e revistas em formato digital, em uma tela de 10 polegadas.

Para variar, criou-se um sensacionalismo em torno do leitor, que não teve nenhum detalhe oficial anunciado. Por enquanto, é somente especulação. Mesmo assim, o gadget já começa a ser visto como a próxima salvação (mais uma) da mídia impressa – jornais, revistas, livros.

Por outro lado, o Kindle, leitor de ebooks da Amazon, não está sendo bem recebido em algumas das universidades piloto para testes do gadget. Apesar da possibilidade de economia (o uso do Kindle pode proporcionar até 50% de economia com livros), estudantes estranham utilizar o aparelho.

Segundo a revista FastCompany, em vez de usar o Kindle, pode existir uma certa preferência pelo aplicativo do Kindle no iPhone, que permite pesquisar e ler livros no celular da Apple.

Crédito da foto: Gizmodo

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Semana da busca do Santo Graal

Publicado por Tiago Dória, em 30 de setembro de 2009 (Quarta-feira).
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Tecnologias patéticas

Chave mental

O Guardian convidou celebridades e cientistas ingleses para imaginar a tecnologia de seus sonhos. Valia de tudo. Imaginar o que quisesse.

Em meio a algumas invenções plausíveis, o comediante Ben Miller sugeriu uma chave em seu cérebro (foto acima), na qual poderia controlar a frequência – pensar somente em porcaria ou em coisas importantes. Michaela Strachan, apresentadora de TV, queria um gadget que permitisse ir ao trabalho sem poluir o meio ambiente (um “pássaro-robô” gigante).

saunamovel

Por sua vez, a revista Life que, recentemente, voltou à vida por meio da web, publicou uma galeria de fotos das 30 invenções mais patéticas de todos os tempos.

Uma mala antiladrões, que, ao ser puxada de sua mão pelo ladrão, você aciona um dispositivo que a faz abrir o fundo e derrubar tudo o que está dentro no chão. Acreditava-se que o ladrão se assustaria e não roubaria mais a mala. E ainda uma sauna móvel que você pode levar para a sala, o quarto, o escritório (foto ao lado).

Tudo isso me lembra o livro dos irmãos Eric e Jonathan Dregni, Follies of Science: 20th Century Visions of Our Fantastic Future, lançado em 2006, sobre “um futuro que nunca chegou”, a respeito de tecnologias e invenções que, em sua época, aparentavam genialidade, mas hoje soam utópicas e causam estranheza.

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De onde vem aquele som da internet discada?

Publicado por Tiago Dória, em .
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Como a CNN entrou na “Era do iPhone”

cnn_app

Com uma estratégia um pouco diferente de outras empresas de mídia, a CNN lançou um aplicativo para o iPhone. O aplicativo é pago. Custa US$ 2 (mais ou menos R$ 3,50).

E, na realidade, ao pé da letra, a CNN não está oferecendo o mesmo conteúdo de seu site no aplicativo, mas personalização. Informações de tempo e tráfego com base em sua localização (se você está na avenida X, receberá informações sobre a região onde está a avenida).

Ademais, a possibilidade de seguir somente certos tópicos (apenas notícias sobre “greve”, “bancos”) e de salvar as notícias automaticamente em cache, permitindo acessá-las mesmo com o celular offline.

Outros destaques são a possibilidade de enviar fotos e vídeos direto para o canal de “jornalismo cidadão” da CNN, o iReport, e ainda poder acompanhar a transmissão ao vivo da emissora (não é a mesma programação do canal na TV a cabo, mas do “CNN Live“, que já é transmitido pelo site). A navegação também pode ser feita em uma interface que lembra o recém-lançado Google Fast Flip. Ou seja, você pode “zapear” facilmente por diversas notícias.

Porém, dois problemas já aparecem.  Mesmo sendo pago haverá exibição de publicidade (o que pode não satisfazer alguns) e, segundo lembra o Silicon Alley Insider, o aplicativo poderá não agradar às operadoras, que não gostarão de ver o sinal da CNN ser transmitido nos celulares.

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Site monta lifestream do que acontece ao seu lado

Publicado por Tiago Dória, em 29 de setembro de 2009 (Terça-feira).
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Y!ou na TV

Para quem não viu ainda, hoje foi ao ar o primeiro anúncio para TV da campanha de US$ 100 milhões da Yahoo!. O investimento é histórico, é o maior da empresa nos últimos 15 anos.

A campanha tem como bordão “colocar as pessoas no centro da web” (“Há um novo governante do universo digital: você”) e é vista como resposta a insatisfações de  Carol Bartz, diretora geral da Yahoo!, que, em janeiro, demonstrou uma grande frustação ao saber que a mídia e os investidores não estavam prestando a devida atenção aos produtos e serviços da empresa.

A Google e a própria Microsoft (com a sua campanha pelo Bing), parceira da Yahoo! na área de buscas, andam monopolizando melhor a atenção. Abaixo, segue o anúncio.

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Você sofre de “Search Overload”?

Publicado por Tiago Dória, em 28 de setembro de 2009 (Segunda-feira).
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Bill Gates é um homem 3 em 1

Bill Gates

Sonhador, homem de negócios e “filho da puta”. Assim o escritor e consultor Des DearLove ajudou a definir Bill Gates, cofundador da Microsoft, no final dos anos 90.

Há motivos para essa descrição. Diz um ditado que toda empresa para ser bem sucedida precisa de 3 tipos de homens – um sonhador, um homem de negócios e um “filho da puta”. Segundo Dearlove, ex-editor do Times, de Londres, Gates é um dos poucos executivos que possui essas três qualidades.

A terceira qualidade, claro, não é no sentido puramente pejorativo, mas relacionada a ser um homem sagaz, impetuoso, concorrente feroz e viciado em vencer, sempre. Essas qualidades do cofundador da Microsoft são exploradas no livro “O estilo Bill Gates de gerir” (216 páginas), de Dearlove, que chega em reedição ao público brasileiro neste mês (a primeira edição foi lançada em 2000).

O lado sonhador de Gates vem do fato de ser apaixonado por computadores e assumir uma posição visionária e não tanto de estrategista na empresa. De saber adaptar e popularizar tecnologias existentes para um contexto maior. A Microsoft não inventou o sistema operacional DOS, mas soube aperfeiçoá-lo.

Windows 95O lado de homem de negócios de Gates se reflete no pragmatismo de sempre contratar gente inteligente, mesmo que essa pessoa saiba mais do que ele ou tenha sido um antigo desafeto. Tudo isso casado com uma atitude de não esperar agradecimentos, ciente de que não agradará a todos.

Ser famoso e, ao mesmo tempo, infame são duas coisas intimimamente ligadas na visão de Gates, o que o coloca entre os “bichos-papões corporativos”, onde já estão John Rockefeller e JP Morgan, que, em suas respectivas épocas, foram vistos como geniais e, ao mesmo tempo, como “anti-cristos”, ao passearem na linha tênue sobre o que é ou não é permitido, sobre limites no mundo dos negócios.

No campo comportamental, antes da “Era Google” e de geek isso e aquilo, Gates mostrou que ser nerd é legal. Foi ele quem abriu as portas para o que hoje é visto como normal e bacana – ‘”nerd chique”. Do executivo estilo John Wayne (sorte, pé no chão e coragem) para o estilo Gates (criatividade, conhecimento e ser visionário).

Antes de Gates, “a América corporativa não gostava dos nerds”, sentencia DearLove. E junto com os nerds veio um estilo despojado, blasé e menos hieráquico de trabalhar (você não “precisa mais trabalhar de terno e gravata”), que, durante duas décadas, Gates melhor personificou. E que, claro, abriu espaço para que o atual “estilo de ser Google” fosse facilmente aceito no meio corporativo.

Bill Gates

“Quando ele apareceu, pensei que era o office boy”, teria tido Jack Sams, executivo da IBM que assinara o contrato com a recém lançada Microsoft, em 1981. Acordo que é visto por Dearlove como um dos grandes trunfos da visão de Gates.

Visão que, no entanto, não conseguiu perceber o quanto a internet tornaria os computadores mais relevantes para as pessoas comuns (a Microsoft entrou atrasada na internet). As pedras ainda estão rolando, mas, sem querer, Dearlove aponta que uma das deficiências da Microsoft foi ter caído no erro  da “previsão singular”. Numa empresa, as conversas sobre o futuro não podem ser feitas pelas mesmas pessoas falando das mesmas coisas. E a visão da Microsoft quase sempre foi a de Gates.

gatescapa_04O lado ruim do livro de Dearlove é que ele chega meio desatualizado ao público brasileiro, mesmo problema do livro de Andrew Keen. Para se ter uma noção, a primeira edição foi publicada em 1999, com uma consequente reedição em 2001. O livro que chega ao Brasil tem como base essa última edição.

Em um trecho, por exemplo, o autor fala sobre “o recém-lançado Windows XP”, enquanto, na realidade, estamos na “Era do Windows Vista” e já caminhando para o Windows 7. Questões como a concorrência com a Google ou a saída de Gates do dia-a-dia da Microsoft não têm espaço.

O livro foi escrito no contexto em que Gates ainda era diretor geral e presidente da Microsoft e a companhia era considerada a maior da América, valendo US$ 262 bilhões, além de ainda ser vista como uma empresa prodígio – jovem, vigorosa e petulante (posto que hoje é da Google).

O estilo Bill Gates de gerir” não é o melhor livro sobre a Microsoft ou o cofundador dela (The Microsoft Way, de Randall E. Stross é bem mais completo), mas é um dos mais concisos.

Em cada capítulo, Dearlove deixa um box com todas as ideias exploradas no texto. E ainda no final do livro faz um resumo das “10 lições que se pode tirar do livro”. O que o faz ser um dos mais didáticos sobre o assunto em português.

Veja também:
O que a Google faria se o mundo fosse apenas dela

Publicado por Tiago Dória, em .
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Frase da semana

“É maravilhoso que Lily Allen dê tanto valor aos nossos posts, a ponto de decidir copiar – ou deveria dizer ‘piratear’? – um texto inteiro”

Mike Masnick, autor do blog sobre direitos autorais Techdirt, em resposta à campanha feita pela cantora Lily Allen contra o download de músicas.

Publicado por Tiago Dória, em 26 de setembro de 2009 (sábado).
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As pessoas pagam por papel

Garota laptopSegundo uma pesquisa da Harris Interactive, feita no Reino Unido, apenas 5% das pessoas entrevistadas pagariam para acessar o seu site de notícias preferido, caso ele começasse a cobrar por acesso ao conteúdo.

O resultado é meio óbvio, pois o estudo foi feito somente com leitores de sites de notícias. Ou seja, pessoas que já estão acostumadas a não pagar pelo acesso.

O interessante da pesquisa é outro detalhe. Caso fosse oferecida uma assinatura grátis da versão impressa do jornal (site de notícias), esse quadro mudaria, 48% pagariam para acessar o site online.

O PaidContent, que publicou o estudo em primeira mão, chega a uma conclusão parecida com um dos pontos centrais do livro Free (Grátis), de Chris Anderson, que comentei na segunda-feira, aqui, no blog. Quando um objeto físico entra na conta final, a nossa percepção sobre custos muda.

Valorizamos mais bens físicos, acreditamos que eles têm um custo natural. Diferente de produtos intangíveis, digitais (blogs, sites de notícias). Acreditamos que conteúdo digital deve ser naturalmente mais barato, pois o seu custo de armazenamento, processamento e distribuição cai a cada ano.

Segundo Chris Anderson, seria como se nós já tivéssemos absorvido naturalmente esse conceito.

Veja também:
Como cobrar por conteúdo na web

Crédito da foto: Carbon NYC

Publicado por Tiago Dória, em 25 de setembro de 2009 (sexta-feira).
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Twitter vira caixa de comentários no Huffington Post

hpost09

O portal Huffington Post resolveu levar a sério a ideia de que as “pessoas estão fugindo da caixa de comentários“.

Agora, ao final de um artigo, antes da tradicional caixa de comentários, existe um box que exibe os últimos comentários feitos no Twitter a respeito do assunto tratado no texto. O box acima, por exemplo, está em uma matéria sobre a parceria entre o Facebook e a Nielsen.

Não são todos os artigos que têm esse recurso. Você ganha instantaneidade, mas os comentários ficam muito efêmeros. Porém, é uma forma de agregar e trabalhar em cima do fato de que parte da audiência pode ter preferência por comentar um artigo em outro ambiente, no Twitter, por exemplo.

Veja também:
Todas as reações e comentários em um único lugar

Publicado por Tiago Dória, em 24 de setembro de 2009 (Quinta-feira).
Categoria: twitter. Tags: , , , ,

Comentários até na casa do chapéu

googlesidewiki

A Google anunciou nesta quarta-feira o lançamento de um recurso na barra de ferramentas GoogleToolbar que permite que você faça anotações e comentários em qualquer site, mesmo que ele não tenha espaço para os mesmos.

Os comentários, que aparecem em uma barra lateral no navegador, também podem ser visualizados por outros usuários (imagem acima), desde que tenham a barra instalada. Enfim, tanto para comentar como para poder visualizá-los, precisa ter a barra instalada (e clicar em “ativar recursos avançados”)

Do ponto de vista do leitor, é bem útil em sites que não permitem comentários. Por exemplo, agora é possível deixar comentários no Blog do Planalto (versão oficial).

Segundo o PaidContent, alguns sites de notícias já estão preocupados com o recurso, chamado GoogleSideWiki e que é superior ao utilizado nas caixas de comentários da maioria dos sites. É possível denunciar comentários falsos e fazer um ranking dos melhores.

A meu ver, além do risco de spam, o problema do Google Sidewiki é que não existe uma integração entre o recurso e o editor do site que recebe os comentários. Eu, por exemplo, não tenho como saber quando alguém fez algum comentário. De repente, é alguma dúvida e que merece uma resposta.

Veja também:
Pessoas estão fugindo da caixa de comentários (atualizado)

Publicado por Tiago Dória, em 23 de setembro de 2009 (Quarta-feira).
Categoria: ferramentas, google. Tags: , , , , ,