Reuters versus Associated Press

boxes Na semana passada, a briga foi entre Microsoft e Yahoo! versus Google. Nesta semana, é entre Reuters e Associated Press.

Para quem está acompanhando a novela em torno da “proteção digital” da Associated Press (AP) saiba que aconteceu mais um capítulo e o negócio ficou mais quente.

Depois de publicar uma mensagem no Twitter em que afirmava que a agência de notícias Reuters estava preparada para ajudar aqueles que queriam uma alternativa à AP, o presidente da Reuters Media, Chris Ahearn, escreveu um artigo em que ataca diretamente o posicionamento online da AP.

No artigo, ele diz que acredita na “economia dos links“. E ainda – a Reuters não vai impedir que as pessoas façam links para os seus artigos. Pelo contrário, o link é visto como uma forma de adicionar valor ao conteúdo e a agência de notícias espera justamente isso, que mais pessoas compartilhem o seu conteúdo. De quebra, ainda comparou a AP à indústria musical.

Enfim, a Reuters está querendo se mostrar como uma alternativa à restritiva AP.

Será interessante acompanhar essa troca de farpas entre duas das maiores agências de notícias do mundo. De um lado, a Associated Press defendendo o uso de uma espécie de DRM nas notícias e do outro, a Reuters, com toda aquela idéia de APIs públicas e um flerte com o remix de conteúdo.

Veja também:
Polêmica proteção digital da AP

Crédito da foto: Denis Gustavo

Publicado por Tiago Dória, em 6 de agosto de 2009 (Quinta-feira).
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Como foi o meu “Zuckerberg Day”

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Nesta terça-feira, participei de atividades ligadas à visita de Mark Zuckerberg, co-criador do Facebook, ao Brasil, país cujo número de usuários na rede social dobrou nos últimos 3 meses, e que conta atualmente com 1,3 milhão. A primeira dessas atividades foi a palestra de Zuckerberg na FGV.

O pai do Facebook repetiu algumas informações, como o fato de que a rede fechou agosto com 250 milhões de usuários em todo mundo. E de que, atualmente, não existe a possibilidade de montar um escritório no Brasil, mas o país é um local estratégico para o crescimento da rede social.

Zuckerberg usa muito o discurso da privacidade como atrativo e diferencial do Facebook em relação a outras redes sociais, além da questão de que ela pode ser usada como “social utility”, uma ferramenta para compartilhar conteúdo com o seu círculo de amigos.

Um dos principais produtos da rede social atualmente é o Facebook Connect, que permite integrar o Facebook a outros sites. Diversas parcerias estão sendo fechadas não somente no Brasil, mas em todo o mundo para o uso do recurso por sites de emissoras e portais de notícias.

Zuckerberg na MTV

À tarde, participei da gravação de uma entrevista exclusiva de 1 hora com Zuckerberg na MTV. Cazé, apresentador do Notícias MTV,  foi o entrevistador. E eu participei da produção das perguntas.

Em breve, essa entrevista fará parte de um especial da MTV sobre o Facebook, que contará com uma rápida participação minha.

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Não vou adiantar o conteúdo para não perder a graça, mas a entrevista ficou bem interessante. Zuckerberg estava mais descontraído e acabou respondendo a algumas perguntas que fogem do lugar comum. O Cazé até brincou com o fato dele falar rápido demais.

O que deu para perceber é que Zuckerberg é bem tímido. No começo, ele estava bem nervoso, meio travado, falava rápido, sem pausas, e com os olhos quase lacrimejando, parecia até comigo quando gravei a minha primeira coluna do Notícias MTV.

Depois se soltou mais. No final, até aconteceu algo inusitado. Ele deu uma camiseta de presente, autografou e tirou um rabisco de caneta (!) da tela do Kindle do Cazé (na foto acima, meio distorcida, tirada com o celular, Zuckerberg usa a sua “técnica” para tirar rabiscos de caneta em gadgets).

O que percebi nesta visita de Zuckerberg é que existe muita pressão em cima dele – palestras, agenda apertada, assessores constantemente ao seu lado passando informações, seguranças seguindo cada passo dele, assédio da mídia e de profissionais da área de tecnologia. Porém, com apenas 25 anos, ele parece levar tudo isso numa boa, sem stress.

Bom, é isso. Quando o especial for ao ar na MTV, aviso vocês, seja no Twitter ou por aqui, no blog.

Publicado por Tiago Dória, em 5 de agosto de 2009 (Quarta-feira).
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Mais um dia de hacker de jornal

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O Guardian está gostando mesmo dessa história de “hackear sites de jornais”. Neste final de semana, aconteceu a segunda edição do Guardian Hack Day.

O esquema foi o mesmo. Um encontro entre desenvolvedores e jornalistas e uma competição para criar aplicativos e mashups em torno do site do jornal. O evento foi organizado por Matt McAlister, ex-Yahoo! e atualmente diretor da rede de desenvolvedores do site do jornal britânico

Dos aplicativos criados lá:

1) Um que mostra quais partidos políticos respondem e recebem mais perguntas no Twitter. É uma forma de mostrar quem realmente dá atenção aos eleitores no Twitter.

2) Mapa da gripe suína, que relaciona matérias que foram publicadas e áreas onde a epidemia está presente. É um pouco para uso interno, para alertar a redação sobre quais áreas estão carentes de cobertura sobre o assunto.

3) Um aplicativo que permite às pessoas classificarem como quiserem as matérias, inserirem as palavras-chaves que desejarem. Normalmente, quem define que tal assunto deve entrar na editoria de política ou cultura é o jornalista.

No caso, quem define é o leitor. Ele pode achar que um assunto tem mais a ver com tecnologia do que com economia. Enfim, ele é quem faz a classificação, ele pode definir novos rótulos. Existe essa possibilidade, além da categorização tradicional.

Em breve, esses aplicativos poderão ser inseridos como novos produtos ou novas funcionalidades oficiais do site do Guardian.

Com a realização desses “dias de hacker”, de um jeito ou de outro, o Guardian está adotando a mesma estratégia do Twitter, de trazer inovação de fora, conforme expliquei melhor no post Compra do Summize pelo Twitter mostra a importância da API pública.

Veja também:
Guardian também trabalha com crowdsourcing em documentos

Crédito da foto: Pigsaw

Publicado por Tiago Dória, em 3 de agosto de 2009 (Segunda-feira).
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YouTube ficou local

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O site de vídeos lançou mais um canal agregador, o News Near You. Com mais de 200 parceiros, o canal agrega vídeos de noticiário local. A maioria é relacionada a cidades americanas (nos EUA), mas existe alguma produção do Brasil.

O YouTube usa a identificação por IP para saber onde o usuario está localizado e assim exibe vídeos de notícias de acordo com a sua localização.

Dessa forma, depois do lançamento de um canal agregador de vídeos com caráter noticioso e de outro com “vídeo-aulas de jornalismo“, o YouTube, ao lado de sua estratégia de investir em conteúdo profissional para atrair anunciantes, vem se tornando, oficialmente, um ambiente de notícias.

Veja também:
YouTube dá aulas de jornalismo

Publicado por Tiago Dória, em .
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Frase da semana

Barack Obama

”É difícil ganhar uma eleição twittando”

Em entrevista ao Estadão, Ben Self, estrategista da vitoriosa campanha de Obama na internet. Segundo ele, de nada adianta a internet se você não é capaz de mobilizar as pessoas. E ainda – ratifica que o que elegeu Obama presidente não foi a internet por si só, mas uma série de fatores.

Veja também:
“Integração entre mídias” é a grande vencedora das eleições nos EUA

Publicado por Tiago Dória, em 1 de agosto de 2009 (sábado).
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