O Pixorial é um editor online de vídeo. Desses que trabalham com o conceito de cloud computing. Você não precisa instalar nada no computador para utilizá-lo. Depois que o Yahoo! resolveu encerrar as operações do editor online Jumpcut, o lançamento do Pixorial chamou a minha atenção.
Como todo aplicativo online, o Pixorial é limitado. Você pode fazer o upload de no máximo 10GB de vídeos. E os vídeos editados ficam no máximo 60 dias arquivados. Na interface, ainda faltam alguns botões como o de cancelar o upload de um vídeo. Achei um pouco lento no processamento, não sei se era por causa do excesso de visitas, mas demorou quase 15 minutos para processar um vídeo de 3.5 MB
Porém, possui alguns recursos interessantes como a possibilidade de outras pessoas participarem de forma remota da edição do vídeo, além de poder compartilhar no Facebook automaticamente os vídeos editados e de criar DVDs personalizados a partir de seus vídeos (este último recurso é pago). Trabalha com os arquivos em .avi, .flv, .mov, .mp4, .mpeg, .dv, .rm e .wmv. E permite inserir efeitos simples de transição de quadros.
Enfim, o Pixorial, na versão gratuita, é voltado para edições rápidas e simples e arquivos pequenos. Nem por isso deixa de ser bem útil. Conta com um serviço pago de digitalização de vídeos, você envia uma fita em VHS ou em qualquer outro formato físico e eles retornam com o conteúdo da mesma digitalizado. E ainda há uma versão paga do editor de vídeos, por US$ 24,99 (46 reais por ano) você tem acesso ao upload e armazenamento ilimitado.
O Pixorial tem como criadores ex-funcionários do Netscape e da Oracle.
Veja também:
Sistema de busca para quem está sem idéias
O Twitter está se tornando uma tecnologia madura e, em breve, terá uma taxa menor de crescimento de usuários. Meio óbvio, mas é o que mostra a edição 2009 do estudo “Hype Cycle for Emerging Technologies” que analisa como uma tecnologia é vista pela mídia e adotada por consumidores.
O Twitter passaria, portanto, pelo mesmo ciclo recente dos blogs, que depois de um pico de adoção, tiveram uma diminuição no crescimento.
Segundo o estudo, que é da Gartner, TV pela internet (sites como Hulu) e “energia elétrica sem fio” são duas “tendências” que estão em crescimento (até 10 anos poderiam se tornar mainstream), enquanto que serviços de microblogging e suíte de aplicativos online já estariam entrando em queda.
A pesquisa da Gartner baseia-se numa teoria de que toda tecnologia tem um ciclo. Entre as diversas fases desse ciclo, estariam – invenção, adoção, hype, maturidade e declínio.
Vale registrar que, por não ter sido tão preciso em edições anteriores, o estudo está recebendo algumas críticas.
Veja também:
Site conta a história das “tecnologias verdes”
O Facebook está dando um tiro no Google e não no Twitter. Twitter é apenas efeito colateral. O Facebook sabe que o dinheiro está na “busca em tempo real”, e o FriendFeed a tem.
Robert Scoble, colunista da revista FastCompany, resumiu o anúncio da compra do FriendFeed pelo Facebook nesta segunda-feira. Para mim, depois da aquisição, ficou mais claro que um dos principais focos atuais do Facebook é em desenvolver o seu recurso de busca.
Nesta segunda-feira, quando foi anunciada a compra, o Facebook noticiou também o lançamento de seu novo sistema interno de busca, por meio do qual você poderá saber, por exemplo, “em tempo real” o que os seus contatos estão falando sobre um assunto.
E aí estará uma diferença que o Facebook explorará em relação a outras buscas. O Google define o que é mais relevante por meio da quantidade de links, quanto mais links recebe um site, mais relevante ele é. Na busca do Facebook, que está sendo aprimorada, será um pouco diferente, a idéia é que essa relevância seja baseada em proximidade e conexões sociais.
Se o Facebook conseguir aplicar essa idéia, poderá ter um lugar ao Sol no mercado de busca.
PS – FriendFeed é um serviço pouco usado no Brasil. Mas é um dos que melhor permite montar um lifestream. Foi criado por 4 ex-funcionários da Google, que trabalharam na equipe de criação do Gmail e do Google Maps e que agora farão parte da equipe do Facebook. Aliás, outro motivo da compra foi a aquisição desse capital humano.
Atualização - Ainda relacionado ao assunto busca, o Google anunciou modificações em seu sistema de busca.
Agora que eu vi, a revista Wired resolveu publicar um newsgame próprio. Se não me engano, é o primeiro publicado por eles.
Cutthroat Capitalism é um jogo online sobre a ação de piratas na Somália e funciona como complemento da matéria An Economic Analysis of the Somali Pirate Business Model, também sobre o assunto.
No jogo, você é um pirata (ladrão/sequestrador de navios) que tem como missão conseguir uma certa quantidade de dinheiro e recrutar novos integrantes para a sua “equipe de piratas”.
O newsgame foi co-desenvolvido por Dennis Crothers, que já trabalha com interfaces na Wired.
Veja também:
Concurso de newsgames
No dia 22 (um sábado), Marimoon (VJ da MTV), Manoel Lemos (criador do Blogblogs), Rodrigo Alvares (co-criador do blog Nova Corja) e eu (como colunista do Notícias MTV) participaremos de uma das mesas-redondas sobre mídia (blogs) da Feira do Guia do Estudante, em São Paulo.
Como o evento é voltado para estudantes que estão escolhendo a sua carreira profissional, vamos falar sobre a nossa trajetória profissional, escolhas, dicas, como está o mercado etc.
A Feira do Guia do Estudante tem entrada gratuita, mas é preciso fazer uma prévia inscrição online.
Quem acompanha a POP!Tech, evento do qual fui blogueiro oficial, sabe que a conferência sempre foi muito voltada ao uso das tecnologias para o desenvolvimento social. Apesar de serem duas coisas naturalmente indissociáveis, a POP!Tech sempre teve um enfoque especial nessa área.
Os organizadores da conferência anunciaram neste final de semana o lançamento do Projeto Flap Bag, que tem a proposta de “hackear” mochilas e bolsas. Se até o site do jornal britânico Guardian resolveu abraçar essa idéia de hackear as coisas, por que não objetos do nosso dia-a-dia, principalmente as mochilas que estão se tornando a “bolsa de homem”?
O objetivo é criar uma bolsa que seja mais adequada às necessidades atuais e que, ao mesmo tempo, trabalhe com a questão da mobilidade e o uso de energia renováveis. Para isso foi necessário juntar o projeto Portable Light, que trabalha com o uso da tecnologia de energia solar, à Timbuk2, uma empresa de bolsas e mochilas criada em São Francisco, que liberou espaço para que os seus produtos sejam hackeados.
Disso já surgiu uma bolsa com conexão USB, painel solar para carregar a bateria de celulares, câmeras e laptops enquanto você anda. Sempre com esse espírito de “apropriação de tecnologia”, a idéia é “hackear” um pouco mais ainda as bolsas e mochilas à medida que forem usadas.
Num primeiro momento, serão distribuídas para comunidades na África que têm dificuldade de acesso a energia. Depois poderão ser voltadas para um público mais amplo. Os “jornalistas de mochilas” iriam adorar.
Para quem se interessou pelo assunto, o AfriGadget está cobrindo cada passo do projeto.
Veja também:
Mais um dia de hacker de jornal
“É difícil quebrar esse hábito”
Sem citar nominalmente o Google, em entrevista ao site Beet.TV feita nesta semana, Stefan Weitz, diretor do Bing, novo sistema de busca da Microsoft, admite que as pessoas criam um hábito de uso com o mecanismo de busca que escolhem que é bem difícil de quebrar.
Microsoft e Yahoo! fecharam um acordo histórico na semana passada para tentar bater o Google no mercado de buscas.
Ao que tudo indica, o ataque que derrubou e causou lentidão no Twitter, no Facebook e no YouTube, na realidade, era voltado contra um único usuário, um autor de um blog na Geórgia, conhecido como Cyxymu e que tinha perfis em todos os sites atacados.
Seria um ataque político, Cyxymu é do movimento pró-Geórgia. Seria uma tentativa de silenciá-lo.
Um pouco mais técnico, Graham Cluley, da empresa de segurança Sophos, escreveu um dos posts que mais repercutiu sobre o asssunto. Segundo ele, um ataque de Distributed Denial of Service (DDoS), o que afetou o Twitter e o Facebook nesta quinta-feira, é a mesma coisa que 15 homens bem acima do peso tentarem passar ao mesmo tempo por uma porta giratória. São tantos acessos simulados e simultâneos a um servidor que ele cai. E ainda alfinetou:
“Isto levanta o pensamento espantoso de que uma ‘vendetta’ contra um único usuário possa ter levado o Twitter a ficar fora de serviço, obrigando-nos a levantar questões sérias sobre a fragilidade do site”.
Por essa e outras, que tenho dúvidas se o Twitter será a base tecnológica para o conceito do microblogging. Acredito que o conceito do Twitter fica, mas tenho incerteza se uma ferramenta centralizada, fechada, como o Twitter ainda será a melhor opção. Serviços como o Identi.ca acabam sendo lembrados nestes momentos por sua proposta descentralizada e em código aberto.
Em essência, esse ataque mostra a importância que o Twitter, o Facebook e o YouTube adquiriram, mas também as suas fragilidades.
Veja também:
Quando parte da internet é apagada
Crédito da ilustração: Matt Hamm
Se a gente parar para pensar, certos sons, ruídos, fazem parte de nosso dia-a-dia, sendo que alguns são capazes de evocar memórias de lugares, lembranças de pessoas e momentos da vida. Com base nesse conceito, o site da BBC começou um projeto que mistura geotagging e colaboração à distância.
O Save Our Sounds funciona como um audiomapa da BBC, que agrega vários sons captados em todo mundo. Sons do cotidiano que podem estar em risco de extinção, como o do apito do amolador de facas.
Esse trabalho de pesquisa, uma espécie de arqueologia, antropologia do som, não é feito sozinho. Os usuários do site da BBC são convidados a fazer o upload de sons. Vale publicar desde sons de animais até de tecnologias que estão quase em extinção, como o barulho de uma máquina de fax.
Do Brasil, pelo que reparei, veio o registro do som de cigarras nas ruas de Brasília.
Veja também:
Como a BBC faz seus sites