Se na cobertura do anúncio da morte de Michael Jackson quem se destacou foi o blog TMZ e o Twitter, desta vez, em sua cerimônia de funeral, realizada nesta terça-feira, quem atraiu a atenção foi a integração que as emissoras de TV fizeram com a rede social Facebook.
Graças ao recurso Facebook Connect, que permite integrar a rede social a outros sites, emissoras de TV puderam conectar mensagens que eram postadas na Facebook à sua transmissão ao vivo pela web. O recurso funcionou como uma espécie de sala de chat ao lado do vídeo.
A CNN se consagrou com essa integração durante a transmissão da posse de Obama, em janeiro deste ano. Desta vez não foi somente a CNN, mas também as emissoras MTV, ABC e E!, que lançaram mão da operação, que fez a Facebook bater um recorde de mensagens, quase 6.000 mensagens por minuto, o dobro da média na transmissão da posse de Obama.
Nesta segunda-feira, na Facebook, a página do cantor alcançou 7 milhões de fãs, ultrapassando a de Obama, que também diz ser fã de Michael Jackson. A página do cantor é a mais popular da rede social.
A CBS News, divisão da CBS, emissora líder de audiência na TV aberta nos EUA, utilizou a sua parceria com o site Ustream que permite fazer transmissões ao vivo de vídeo pela web. Ao contrário da CNN e da MTV, apostou numa integração com o Twitter.
Da mesma forma, o portal MSNBC (parceria da Microsoft com a emissora de TV NBC) integrou a ferramenta de microblogging à sua transmissão, mas utilizou também uma ferramenta que eu não conhecia muito bem, o Tinker. Funciona como um filtro de assuntos no Twitter. Permite filtrar e agregar assuntos por temas e subtemas. Bem útil para acompanhar e fazer coberturas de eventos.
Ainda não foram publicados os números oficiais sobre a transmissão. A expectativa era que superaria a audiência online de 7,7 milhões de streamings simultâneos na transmissão da posse de Obama.
Pelo menos, na rede Facebook a quantidade de mensagens por minuto foi maior do que na posse. Segundo o blog NewTeeVee, especializado em vídeo online, ao que tudo indica, a posse de Obama ainda é o evento com mais audiência na história da web.
Mais tarde, atualizo o post com mais detalhes.
Atualização - Realmente, o funeral de Michael Jackson não ultrapassou a audiência online da transmissão da posse de Obama em janeiro. O pico foi de 2,2 milhões de streamings. O Techcrunch e o NewTeeVee têm os números completos.
Vale lembrar que a posse de Obama não teve a mesma cobertura na TV, o que talvez explique por que na ocasião um número maior de pessoas assistiu às transmissões na web.
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Jack D. Lail, diretor de inovação do jornal Knoxville News Sentinel, escreveu recentemente que a web está desaparecendo.
O alerta é sobre o fato de que em migrações de servidores ou de sistemas de publicação, jornais acabam perdendo conteúdo, que nunca mais será recuperado. Hoje é tão fácil arquivar informações, existem padrões abertos que permitem estruturar o conteúdo de forma a não perdê-lo em migrações, que a maioria dessas perdas acontece mesmo por falta de cuidado e visão dos jornais, de achar que a “notícia de ontem” não tem importância.
O alerta de Lail veio em boa hora principalmente depois que eu soube que a agência Espalhe teve o seu álbum de fotos deletado sumariamente do Flickr. Sem qualquer aviso prévio ou chance de fazer um backup mais detalhado do conteúdo que estava há anos no ar. Não é a 1ª vez que isso acontece.
Para completar, neste final de semana, devido a um suposto erro humano, o Twitter acabou suspendendo a conta de diversas pessoas. Ou seja, quase que uma parte da web, pequena, mas importante para as pessoas, foi apagada. A chiadeira foi grande. A promessa é que todas as contas suspensas sejam restauradas.
Se para uma pessoa física já é um transtorno ter a sua conta deletada ou suspensa, imagine para uma pessoa jurídica, uma empresa. Por mais irônico que seja, quanto mais esses serviços web ficam conhecidos, ganham escala, mais seus defeitos ficam evidentes. A possibilidade de não poder fazer backups de suas mensagens e contatos é um dos problemas que mais é realçado quando o Twitter deleta ou suspende sem querer contas.
Para mim, essas pisadas de bola do Twitter e do Flickr somente deixam em destaque a importância do conceito por trás de projetos como o WordPress e Identi.ca. São projetos que ainda exigem um pouco de conhecimento técnico do usuário, mas que têm uma base tecnológica que dá mais autonomia.
O WordPress, voltado para blogs, é um projeto mais antigo. O Identi.ca funciona como uma instalação do WordPress, você instala o seu microblog em seu próprio servidor com o seu próprio domínio e não fica à mercê e com todos os seus dados nos servidores do Twitter.
Algo que parece ser mais pertinente e seguro para algumas empresas, principalmente para as que estão pensando em utilizar o Twitter como ferramenta interna ou um importante meio de comunicação. Além de permitir maior customização do blog ou microblog, os dois projetos permitem que os dados de contato e conteúdo fiquem em um servidor próprio com menos riscos de cortes acidentais.
Neste sentido, se a web caminha para mais segurança e autonomia total às pessoas, ao contrário de Twitter e Flickr, serviços como WordPress e Identi.ca naturalmente encampam bem mais essas duas bandeiras.
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Depois do Alternative to, existe um buscador que permite encontrar sites semelhantes a outro em temática e conteúdo. É o SimilarSites.
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“É um fenômeno incrível, mas não tenho idéia de como eles podem monetizar isso. Ninguém ganha dinheiro com a web, hoje em dia, com qualquer outra coisa que não seja relacionada a busca”.
Rupert Murdoch, diretor da NewsCorp, grupo de mídia que controla a MySpace, que recentemente fechou diversos escritórios internacionais, fala sobre o Twitter em entrevista ao site The Street.

Além de assuntos para conversas, fofocas rendem visitas como nunca. Pesquisa da comScore mostra que sites de entretenimento, de fofocas de celebridades, vêem as suas visitas crescerem de forma segura.
A pesquisa não leva em conta os últimos acessos com a cobertura da morte de Michael Jackson. Leva em consideração apenas o mês de maio. Mesmo assim, o aumento foi de 7% em relação ao ano passado e o conteúdo em vídeo foi um dos principais responsáveis pelo aumento na audiência.
O estudo foi feito no mercado norte-americano, onde estão Hollywood e os principais sites de fofocas do mundo. Quem lidera a lista de mais visitados, mais populares, é o recente OMG!, da Yahoo!, que tem a proposta de ser mais um site de fotos do que de texto, seguido do blog TMZ, que vem fazendo uma extensa cobertura da morte de Michael Jackson, e em terceiro, o site da People Magazine.
Ou seja, o TMZ está bem longe de ser um site desconhecido. A pesquisa detectou também que o principal motivo por que as pessoas tanto acessam esse tipo de site no trabalho é que eles funcionam como uma forma de escape, de dar uma pausa no trabalho, em assuntos sérios.
Eu gosto dos sites de fofocas por que, em geral, eles sempre são os primeiros a absorver diversas tecnologias – celular para fazer streaming, blogs, cobertura via Twitter. Diferente do jornalismo considerado mais sério – economia e política, que até hoje ainda não absorveu direito essas novas técnicas e dinâmicas. O OMG! mesmo tem diversos recursos interessantes que podem ser aplicados em outros sites de notícias.
Ainda sobre os sites de fofocas, vale mencionar um trecho do livro Cultura da Convergência, de Henry Jenkins, em que o autor nos lembra que quando duas pessoas comentam os últimos desdobramentos de um reality show não estão apenas discutindo banalidades, mas valores éticos e morais. Há um valor real na fofoca.
Por trás de uma notícia de fofoca, de uma atriz que se casou pela 3ª vez ou de um ator que namora uma mulher 20 anos mais nova, o público acaba reiterando algumas opiniões e julgamentos éticos.
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Em tempos em que um público mais “hard user de internet” utiliza cada vez mais o Twitter para fazer comentários sobre um acontecimento, achei bem emblemática a decisão da Google de retirar a possibilidade de fazer comentários no conteúdo do Google News. Segundo a empresa de busca, o motivo era que as pessoas pouco usavam o recurso.
Para mim, vale fazer duas observações neste caso. Primeira, a Google impôs muitas restrições para quem queria comentar. Segunda, existem outras formas de comentar um artigo. Não é por que uma matéria não tem comentários que não quer dizer que as pessoas não a estejam comentando.
Acontece que uma parte do público pode preferir fazer isso em outro ambiente, no Twitter, no Orkut, no Facebook ou em seu próprio blog. Pelo menos, a primeira opção é a que vejo mais comum entre usuários com mais tempo de web.
De olho nesse comportamento, a revista Business Week começou neste ano um projeto/experimento de integrar comentários feitos no Twitter ao seu site.
O WordPress já tem um plugin, o Tweetbacks. Ele traz os comentários a respeito de um post seu feitos no Twitter para a caixa de comentários de seu blog. Não funciona muito bem, não indexa bem, mas é uma tentativa de centralizar/agregar esses comentários.
Atualização – Conforme o Amaral lembrou nos comentários, a revista Newsweek também tem uma espécie de integração com o Twitter. Diferente da Business Week, mas interessante. A revista faz uma pergunta e as pessoas respondem no Twitter. Perguntas e respostas ficam em um box na home do site.
Crédito da foto: Duncan
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Morte de Michael Jackson. O que vem chamando a atenção de especialistas nem é o número de capas e reportagens dedicadas ao artista, algo mais do que esperado, mas a quantidade de vírus, hoax, spam e phishing scam que vem sendo produzido em torno da morte do astro.
Lembra o pós-11 de setembro na web. Ainda não existem números oficiais, mas segundo mostra a BBC, o mesmo vem acontecendo com a morte de Michael Jackson em proporção maior, já que desta vez o Twitter vem sendo utilizado para propagar os falsos links.
Segundo registra a Websense, uma parte desses emails e falsas notícias está em português.
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Está na capa (morte de Michael Jackson)

O estudo é das universidades de Manchester e Leeds e foi publicado em parceria com o Instituto de Jornalismo da Reuters, uma das mais tradicionais agências de notícias. Quando as pessoas estão em dúvida sobre um acontecimento ou buscam uma análise, o Google é a fonte mais confiável.
Apesar de aparecerem links para sites consagrados de notícias nos primeiros resultados das pesquisas, a percepção do público é de que esse método de buscar no Google é mais confiável, tem mais credibilidade. Existe uma percepção de que o conteúdo que é publicado na internet é produzido “por gente como a gente” e um caminho para ter acesso a “fontes independentes de informação”.
Segundo a pesquisa, a chamada “grande mídia” é vista como falha na hora de proporcionar profundidade e explicar um acontecimento ao público. No final, gera mais confusão do que conhecimento.
Achei a pesquisa um pouco simples e deixa muitas questões em aberto, mas ratifica bem que o Google vem sendo utilizado como um grande oráculo, mesmo quando se trata de buscar por notícias e análises. Não é somente para responder a perguntas banais, do tipo “como dar nó em gravata”.
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