Acho que já é a 3ª vez que o Wall Street Journal quer “reinventar a roda”.
No ano passado, o jornal lançou uma rede social própria. Além de não representar facilidade – os leitores teriam que fazer mais um perfil, decorar mais um login e senha, em mais uma rede social – , falei que não faria sentido, seria como querer “reinventar a roda” no momento em que seus leitores já estavam em redes sociais – Facebook, Linkedin, aSmallWorld – comentando e interagindo com o conteúdo do jornal.
O Journal não tem necessidade de criar “discussões e comunidade”, mas agregar “discussões e comunidade”. O caminho mais natural seria trazer para o site do jornal essas discussões em torno de seu conteúdo que já acontecem na rede, mas estão longe de seu chapéu.
Não deu outra. Foi um fracasso. Hoje, a WSJ Community é quase uma “cidade fantasma”. Agora, outra vez, tentarão ter uma nova rede social própria. Desta vez a tecnologia será terceirizada, não será própria, desenvolvida pela Slingshot Labs, segundo adianta o Techcrunch.
A intenção seria pegar participação de mercado da rede social Linkedin. Em tempos de Facebook Connect (para mim, um dos melhores recursos lançados ultimamente), usado pelo Washington Post, CBS, Billboard, e que integra a rede social Facebook a outros sites, é um caminho contrário.
Uma vez mais, fica a pergunta: “Por que não agregar/integrar-se a redes sociais existentes em vez de reinventar a roda?”
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Nesta quarta-feira, Microsoft e Yahoo! anunciaram um acordo histórico na área de buscas. As operações de busca das duas empresas serão integradas. Existe uma previsão de 2 anos para o acordo ser implementado, que ainda passará pela aprovação de acionistas e agências reguladoras.
Caso seja colocado plenamente em prática, o Bing será o motor de busca do Yahoo!, que ficará responsável pela parte de publicidade nas buscas.
Para a Microsoft, representa um aumento de participação na área de buscas. Antes menos de 10%, a previsão agora é chegar a 30% de mercado (O Google é líder, tem 65% de participação).
Para o Yahoo!, o acordo significa economia. A empresa espera economizar US$ 200 milhões por ano com o desenvolvimento de sua antiga busca.
Para os usuários é bom, mais inovação, mais uma opção de busca. Para quem produz conteúdo, existe a possibilidade de ter uma nova fonte de tráfego.
Se isso vai abalar o Google a longo prazo? A resposta é incerta.
O Google tem um ativo muito valioso, que é o hábito das pessoas em utilizar o sistema de busca.
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Você sofre de “Search Overload”?
Crédito da foto: Yahoo!
Music Hack Day foi um evento que aconteceu no começo do mês, dedicado a explorar as diversas possibilidades oferecidas pelas APIs públicas de sites de música como Last.fm e Sound Cloud.
A idéia era “hackear”, no bom sentido claro, esses sites e criar diversos aplicativos em torno deles. Para ter uma noção melhor do evento, ao lado de outras empresas, o Guardian e a BBC promoveram o encontro, duas organizações que vêm abraçando aos poucos o conceito de cultura digital.
Do Music Hack Day saíram algumas coisas:
1) Zeitgeist Music que, em forma de nuvem, mostra, por década (anos 80, anos 70), quais foram as palavras mais comuns nas letras de músicas. Nos anos 90, o termo “Love” foi muito comum, já nos anos 60, “Know” marcava mais presença nas letras.
2) City Sounds que, com base nos últimos uploads no banco de dados do Sound Cloud, monta uma trilha sonora para cada cidade. São Paulo e Londres, sede do Music Hack Day, estão lá.
3) Music feeds que, a partir de seu username na Last.fm, oferece uma lista de posts de blogs personalizada de acordo com o seu gosto musical.
São aplicativos que isolados podem não ter muito valor, mas se inseridos como novas funcionalidades em sites e redes sociais de música, podem ser bem atraentes.
Vale registrar que, no final do ano passado, o Guardian promoveu um evento semelhante, porém voltado à criação de aplicativos e mashups em torno do site do jornal.
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Chamou a minha atenção essa notícia de que a CBS, emissora líder de audiência na TV aberta nos EUA, voltou a trabalhar com o conceito de “Backpack journalist” ou “Solo journalist“, como é chamado o jornalista multimídia que faz uma cobertura móvel sozinho com o uso de ferramentas digitais – celulares para produzir vídeos, laptops para transmitir e editar o conteúdo.
A emissora contratou Mandy Clark, que trabalhará direto do Afeganistão.
A idéia é aproveitar o máximo possível a digitalização de conteúdos, as redes de comunicação e equipamentos cada vez mais leves de carregar para fazer uma cobertura jornalística. O “backpack” vem de mochila mesmo. O jornalista carrega tão poucos equipamentos que cabem numa mochila.
Esse conceito ganhou espaço durante a cobertura da Guerra no Iraque em 2003. Ao invés de trabalhar com uma equipe grande numa zona conflito, opta-se por um jornalista, ganhado assim mais agilidade, principalmente em zonas de conflitos onde é necessária uma certa mobilidade.
Um dos pioneiros na aplicação desse conceito foi Kevin Sites. Conheci o trabalho de Kevin em 2005 (vídeo no final do post), quando ele foi contratado pelo Yahoo! e o seu blog transferido para o portal. Antes ele cobriu a Guerra no Iraque para a NBC News.
Na época, as polêmicas imagens da execução de um iraquiano desarmado e ferido numa mesquita de Falluja por um Marine ganharam repercussão na rede. As imagens foram captadas por Kevin. Sua cobertura sempre chamou a atenção por ser muito ágil em comparação com as das emissoras de TV.
O jornalista até lançou um livro sobre a sua experiência em cobrir conflitos sozinhos.
Se antes o conceito era associado à agilidade na cobertura, hoje é ligado bem mais à economia de custos. Em entrevista ao New York Observer, Paul Friedman, vice-presidente da CBSNews, disse que o “velho modelo” não se aplica mais, as emissoras não precisam mais de uma grande estrutura para cobrir uma guerra. O que, de certa forma, é verdade. Oportunidade para os “peixes pequenos“.
Porém, eu acredito que cada caso é um caso. Nem sempre cobrir sozinho um conflito é bom. Mas para emissoras e portais de notícias que não têm condições de enviar uma equipe grande para cobrir uma guerra ou algum outro tipo de conflito, é algo interessante de se pensar.
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NYTimes e oportunidade para os peixes pequenos
O governo britânico foi um dos primeiros a utilizar o Twitter como ferramenta oficial de comunicação e também é um dos pioneiros a publicar um documento modelo sobre o uso da ferramenta. As regras e dicas pretendem ser válidas para todas as contas do governo inglês no Twitter.
Existem várias questões, como a de que não se deve usar robôs nem utilizar o Twitter como um canal de RSS. As mensagens devem ser escritas por “humanos” e todas devem manter o mesmo tom.
No mínimo, devem ser publicadas 2 mensagens por dia e, no máximo, 10, sendo que deve existir um intervalo de pelo menos 30 minutos entre cada uma, evitando encher a página de atualizações de uma pessoa que segue os perfis do governo no Twitter.
E outra. Seguir qualquer pessoa, sem ser convidado, no Twitter, deve ser evitado, pois pode passar a sensação de “Big Brother”, de vigilância, o governo está seguindo (vigiando) as atualizações de tal pessoa no Twitter.
Ainda não foi colocado em prática, mas o documento está disponível para consulta no site Scribd.
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Político no YouTube é coisa para inglês ver
Crédito da foto: 13bobby
“Vejo isso como uma coisa boa. (O Twitter) está redefinindo os blogs como um canal para escoar as coisas que você não consegue falar em 140 caracteres. E ironicamente, isso está tornando os blogs mais consistentes.
No começo, os blogs foram rotulados como vulgares, mundanos e cheios dessas mensagens sobre ‘o que você estava comendo no almoço’.
Essas mensagens estão agora no Twitter – junto com outras coisas, é claro – enquanto que os blogs podem servir como uma esfera pública para idéias e um lugar onde as pessoas podem exercer a sua criatividade e auto-expressão”.
Em entrevista à revista TIME, Scott Rosenberg tenta “colocar os pingos nos is” nessa história de que o “Twitter matou os blogs”.
Rosenberg, que é co-criador da revista digital Salon, uma das pioneiras na web, lançou recentemente um livro relacionado ao tema, sobre supostas mudanças no uso da ferramenta blog, chamado Say Everything (por enquanto, somente em inglês).
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Em livro, 30 super-heróis dos blogs
Crédito da foto: Reinis
Pessoas enviaram links sobre a informação de que a agência de notícias Associated Press (AP) confirmou a sua decisão de utilizar microformats (metadados) e um sistema de rastreamento nas matérias, para poder monitorar e informar melhor sobre as regras de uso de seu conteúdo.
O plano será colocado em prática somente em 2010 e a AP trabalhará em duas frentes – a inserção de metadados em seu conteúdo (textos, fotos e vídeos) para indicar e alertar sobre como ele pode ser utilizado. Até aí normal (os badges da Creative Commons têm função semelhante).
E a polêmica – a adoção de um sistema que rastreará o seu conteúdo e retornará à agência de notícias dados de como o seu conteúdo é utilizado por terceiros na web. Quase um RFID inserido em cada matéria e que servirá para proteger o seu conteúdo contra o uso indevido.
Eu mantenho o que já havia comentado no post Notícias que os computadores podem entender melhor. A decisão da AP ratifica o que havia escrito há duas semanas. Mas vale acrescentar mais duas informações:
1) A agência utilizará em parte a tecnologia desenvolvida pela organização Value Added News, que, vale mencionar, foi um dos projetos ganhadores do prêmio Knight News Challenge, que todo ano elege os trabalhos mais inovadores na área de mídia e tecnologia.
A Value Added News é especializada nisso, em inserir metadados, metainformações, em conteúdo jornalístico (neste slideshow é explicado melhor o seu trabalho).
2) A AP está adotando um posicionamento totalmente contrário à sua concorrente, a agência de notícias Reuters, que recentemente se declarou a favor dos agregadores de notícias, provavelmente, os que serão mais prejudicados com a decisão da AP. Não é uma declaração oficial, mas, no Twitter, Chris Ahearn, presidente da Reuters Media, disse que a agência está preparada para ajudar aqueles que querem uma alternativa à AP.
Em suma, acho que a decisão da AP tem um efeito colateral positivo por levantar essa questão sobre o uso dos microformats (metadados) em conteúdo jornalístico, mas, por outro lado, revela uma posição bem confusa da agência – uma hora lança um portal com livre acesso ao seu conteúdo, outra hora quer processar os buscadores, depois fecha acordos com o Google News e o Technorati e agora quer adotar uma espécie de DRM para proteger o seu conteúdo.
Enfim, passa a impressão de que não sabe muito bem o que quer da vida.
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Site para rastrear os erros da imprensa
Crédito da foto: MJB
“Seja no ambiente de negócios, de amizade ou do romance, os programas de mensagens instantâneas tornaram-se uma parte essencial do dia-a-dia das pessoas”
Mark West, da equipe de desenvolvimento do MSN (hoje chamado de Live Messenger), que completou 10 anos nesta semana. No Brasil, é considerado o “programa de mensagens instantâneas” mais popular – 70% dos usuários de internet o utilizam.
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MSN não quer virar verbo
Para mim, o prêmio Knight-Batten Awards for Innovations, que elege os projetos de tecnologia mais inovadores na área de jornalismo, não trouxe novidades em sua última edição, mas ajudou a ratificar a posição do NYTimes de mais inovador.
A versão digital do jornal liderou a lista de ganhadores que saiu nesta quinta-feira.
O NYTimes.com, que estuda em breve adotar um sistema de conteúdo premium, foi lembrado pelos diversos recursos recentes colocados no ar, como o Custom Times, protótipo que permite consumir e interagir com o conteúdo do NYTimes em diversas plataformas diferentes, e o One Word, que funciona como um termômetro do “sentimento” dos leitores em torno de diversos acontecimentos.
Outro que ganhou destaque foi o Apture, um plugin criado por alunos de Stanford, que, quando instalado em um blog, sugere conteúdos para os quais o editor do blog pode fazer links e permite que os próprios leitores acrescentem informações a um post.
Durante o anúncio dos vencedores, foi destacada a necessidade de empresas de comunicação de grande porte terem internamente equipes pequenas e ágeis que sejam capazes de trazer inovação.
O Knight-Batten Awards for Innovations, ligado à American University, é o mesmo prêmio que, em 2007, revelou o Chicago Crime, site que mapeia os crimes da região de Chicago e que serviu de inspiração para projetos posteriores semelhantes.
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Site monta “lifestream” do que acontece ao seu lado