Google é a empresa que mais monitora as nossas atividades na web

Google

É o que mostra um estudo da Universidade de Berkeley chamado Know Privacy. Segundo a pesquisa, a Google é capaz de monitorar as atividades dos usuários em 92 dos 100 sites mais visitados. Em segundo lugar no ranking de monitoramento, vem a Microsoft.

O fato da Google estar em primeiro lugar entre as empresas que mais coletam dados sobre as nossas atividades online não é uma surpresa. Acredito que seja uma das empresas/marcas  mais onipresentes na web. Sem contar que muito do modelo de negócios da Google vem de transformar o registro de nossas atividades online em receita ao disponibilizar anúncios contextualizados.

Esse monitoramento se daria pelo uso do Google Analytics, registro dos termos que buscamos, Google Adsense, por meio de cookies, o que permite que a Google tenha um monitoramento cruzado das atividades de uma pessoa ou um grupo de pessoas na web.

O interessante é que o estudo mostra que, mesmo sabendo que, em geral, essas informações são utilizadas de forma anônima, as pessoas têm sim medo de que os dados de suas atividades online sejam utilizados sem autorização por terceiros ou que venham a se tornar públicos (mais ou menos, o que aconteceu com a AOL, em 2006, quando vazou o registro das buscas de vários usuários).

Aliás, as pessoas até gostariam de ter mais controle e noção sobre a forma como as informações de sua navegação são utilizadas.

A pesquisa não chega a nenhuma conclusão se as empresas estão utilizando de forma irregular (fora do que está nos “termos de uso“) as “pegadas” que deixamos na web em nossa navegação diária, mas mostra que a Google está consolidando a cada dia um grande “banco de dados de intenções da humanidade”, o que já foi levantado pelo jornalista John Battelle em seu livro A Busca.

Veja também:
Histórias escondidas nas buscas

Publicado por Tiago Dória, em 9 de junho de 2009 (Terça-feira).
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Para tirar os dicionários da “Idade da Pedra”

Wordnik

A quantidade de ferramentas ligadas a idiomas é bem grande. O Urban Dictionary talvez seja uma das mais famosas. É um dicionário apenas de gírias em inglês, daquelas que ainda estão em guetos e, claro, ainda não foram catalogadas por nenhum dicionário.

De cabeça, lembro também do Save The Words, site do Dicionário Oxford, que tenta evitar que palavras em inglês caiam em desuso.

Hoje, o LifeHacker apresentou o Wordnik, que é um dicionário online inglês-inglês bem detalhista. Além de fornecer o significado e a pronúncia do termo, ele mostra seus relacionamentos com fotos no Flickr e um gráfico que indica o quanto uma palavra é utilizada (o termo “computer”, por exemplo, teve um pico de uso dos anos 90 para cá).

Chama a atenção que o site foi criado por Erin McKean, da editora da Universidade de Oxford e palestrante da conferência TED, que acredita que os dicionários online ainda estão na Idade da Pedra.

O Wordnik talvez não seja o derradeiro na área, mas mostra para onde os dicionários online devem caminhar, tem previsão de lançamento de uma API pública para quem quiser fazer mashups com todos os termos.

Publicado por Tiago Dória, em 8 de junho de 2009 (Segunda-feira).
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Minha coluna no Notícias MTV está na internet!

O Notícias MTV, programa de TV do qual sou colunista de tecnologia, passou a ser publicado completo na internet (todas as edições estão aqui).

É uma oportunidade para quem perdeu, quer rever, não tem TV em casa, está fora do país ou simplesmente gosta de assistir a tudo no computador.

Segue abaixo o programa com a minha última coluna, matérias sobre o Dia do Desafio contra o sedentarismo e as estilistas Gêmeas comentam a Casa de Criadores em São Paulo. O Notícias MTV também está com um perfil no Twitter para quem quiser acompanhar as últimas novidades.

Falando nisso, a Carol Bensimon, escritora que já foi entrevistada por mim aqui, no blog, será a mais nova colaboradora do programa. Bacana, né?

O Notícias MTV vai ao ar de segunda a sexta-feira, ao vivo, às 21h30!

www.mtv.com.br/noticiasmtv (página do Notícias MTV)
www.twitter.com/noticias_mtv (twitter do Notícias MTV)

(bloco 01)

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Publicado por Tiago Dória, em .
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Frase da semana

aviao_01

“Uma nova tecnologia está sendo implementada, CNS/ATM, que vai fazer com que os aviões mandem mensagens por satélite informando sua localização. No futuro esta vai ser a forma de controle, e não os radares, mas isso ainda não existe”.

No contexto do acidente com o Airbus da Air France, especialistas em aviação falam sobre novas tecnologias em vôos. A tecnologia CNS/ATM poderá ser implementada somente em 2010. Se estivesse em uso, facilitaria na localização do Airbus.

Crédito da foto: vox efx

Publicado por Tiago Dória, em 6 de junho de 2009 (sábado).
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Oh não! Mais uma matéria sobre o Twitter

twittercapa

Por parte da TIME, a postura de colocar o Twitter na capa não causa nenhuma surpresa. A revista já havia dado destaque ao iPhone e aos blogs em um passado recente. Aliás, acho que essa capa com o Twitter veio até que tarde.

Achei a matéria de capa bem repetitiva, acredito que até para os leitores da revista. O próprio Twitter já foi tema de várias reportagens da TIME.

O artigo, assinado pelo escritor Steven Johnson, fala sobre mudanças na forma como nos relacionamos, camada a mais de informação, comunicação mais aberta, ubiquidade da informação. Ou seja, a mesma conversa que a gente ouviu a respeito dos blogs há 10 anos.

Ao ler essa matéria, cai a ficha de quanto reportagens deste tipo alimentam cada vez mais as premissas do texto Can we stop talking about Twitter now?, que li há algum tempo e é da consultoria britânica TEAM, que, vale mencionar, tem um ótimo blog.

Sobre a avalanche de matérias em torno do Twitter diz:

“É importante notar que isso (o twitter) é apenas um meio e, na verdade, muitas das oportunidades e desafios de usar esse meio não são novos”

Segundo sublinha o texto da Team, essas oportunidades seriam a de colocar em pé de igualdade cidadãos e organizações (que sempre detiveram um poder centralizado). A oportunidade de poder mobilizar pessoas e se comunicar com baixo custo, de forma imediata e sem tantas barreiras.

Por muito tempo, a ferramenta blog teve esse papel central e antes dela o email. Lembra do astronauta que enviava emails e atualizava um blog direto do espaço? Pois é, estamos falando da mesma coisa, o que muda são as ferramentas, as interfaces.

Na verdade por trás de blogs, microblogs, da “rede social da moda”, emails existe uma mudança maior e constante. Hoje é o Twitter, supostamente ontem foram os blogs e o email. Amanhã será outra ferramenta. Porém, as oportunidades serão constantes.

Publicado por Tiago Dória, em 5 de junho de 2009 (sexta-feira).
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Para não ser pego de surpresa por mudanças nos “termos de uso”

tosback

A Electronic Frontier Foundation, organização ligada à defesa da liberdade de expressão e de direitos do consumidor na rede, lançou o TosBack. É uma ferramenta que monitora qualquer alteração nos “termos de uso” de diversos sites.

A qualquer modificação, você recebe um aviso. Sites como Google, Facebook e WordPress.com são monitorados.

A ferramenta chega em boa hora, principalmente depois do episódio em que a plataforma de rede social Facebook alterou, da noite para o dia, os seus “termos de uso”, fazendo com que a rede social tivesse o direito sobre todos os arquivos postados no site, mesmo depois que você deletasse o seu perfil.

É nos “termos de uso” de um site que estão informações sobre quais arquivos você pode fazer upload, de quem é o direito autoral e de uso sobre fotos e vídeos postados em um perfil, se um site tem o direito de deletar a sua conta sem avisá-lo. Enfim, é algo que tem a sua importância.

O único problema é que o TosBack está em inglês. Uma versão traduzida, em português, valia a pena.

Veja também:
Sistema de busca para quem está sem idéias

Publicado por Tiago Dória, em 4 de junho de 2009 (Quinta-feira).
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Você sofre de “Search Overload”?

overload

Com a sua campanha publicitária lançada nesta quarta-feira para o Bing, seu novo mecanismo de busca, a Microsoft ajudou a criar o termo.

Semelhante ao termo “overload informativo“, o “search overload” refere-se a quando, ao fazer uma pesquisa, você recebe uma quantidade enorme de resultados irrelevantes (sites e links que não têm nada a ver com o que você estava procurando).

A intenção da Microsoft com a campanha é gerar um certo questionamento, que as pessoas troquem o sistema de busca da Yahoo! ou do Google pelo Bing, da Microsoft, que não proporcionaria esse tal de “search overload”.

A mudança poderia acontecer sem custos para o usuário. Afinal de contas, a curva de aprendizado seria mínima, somente seria necessário digitar www.bing.com ao invés de www.google.com no navegador.

Porém, isso promete ser uma tarefa difícil para a Microsoft. Pesquisas mostram um cenário em que grande parte dos usuários está satisfeita com os atuais mecanismos de buscas. Ou talvez pior, uma grande parte esteja acostumada com o “search overload”.

No vídeo abaixo, um dos comerciais do novato Bing, da Microsoft, que aqui, no Brasil, ainda não está com os seus recursos completos.

Crédito da foto: Will Lion

Publicado por Tiago Dória, em .
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Uma cidade mapeada pelos próprios cidadãos

citix

O Citix começou na cidade de Recife em parceria com o Ministério Público. Hoje soube que ele se expandiu para novos lugares, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Trata-se de um projeto do centro de estudos C.E.S.A.R que tem a proposta de mapear as principais atividades que acontecem em uma cidade (os crimes que acontecem em uma região, por exemplo).

O “segredo” está nos mapas que têm uma edição semi-aberta. Um usuário pré-cadastrado pode inserir (plotar) pontos no mapa de locais interessantes para sair, relatos sobre um local, mas também indicar áreas perigosas na cidade. Mapear crimes.

A idéia é que as pessoas construam um mapa (em constante desenvolvimento) sobre uma cidade segundo seus próprios relatos. Na imagem acima, por exemplo, um usuário conta que presenciou um assalto na região da Avenida Paulista e alerta para o perigo no local.

Somente para registro, vale lembrar que lá fora existem projetos mais ou menos parecidos, como o Chicago Crime e o Echos, da Lila King, da CNN.

Veja também:
Site monta “lifestream” do que acontece ao seu lado

Publicado por Tiago Dória, em 3 de junho de 2009 (Quarta-feira).
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Guardian social media

Home do Guardian

Sei que a criação desses cargos tem um quê de marketing na imagem do jornal, simplesmente o cargo de “estrategista” resolveria o problema. É meio difícil, hoje em dia, pensar em estratégia para um jornal sem ter em mente blogs, microblogs, aplicativos, APIs, uso de padrões abertos, conteúdo onipresente e plataformas de redes sociais, mas vale registrar aqui, no blog.

Em sequência, logo após o NYTimes, o jornal britânico Guardian anunciou também um gestor na área de “mídias sociais”. Será a jornalista Meg Pickard, que assumirá o cargo de “Head of Social Media Development”. Diferente de Jennifer Preston, do NYTimes, Meg terá um papel mais de estrategista na área.

E também, ao contrário da escolha do NYTimes, Meg já era conhecida no meio, ela já trabalhava no Guardian em alguns projetos internos e como colaboradora da editoria de mídia e tecnologia.

Veja também:
Parece uma “Apple do jornalismo”

Publicado por Tiago Dória, em 2 de junho de 2009 (Terça-feira).
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