Apesar de algumas startups estarem num ritmo mais lento, o Posterous está em movimento, entrou num cronograma de lançar novos recursos quase toda semana.
Nesta quarta-feira anunciou a aquisição da Slinkset, ferramenta que permite construir sites no estilo Digg (onde as pessoas podem votar em qual conteúdo deve ficar em destaque) e que será integrada ao Posterous como nova funcionalidade.
Semana passada, o Posterous anunciou a possibilidade de poder importar o conteúdo de um blog que esteja em outro serviço – WordPress, Tumblr, Blogger, além de poder fazer comentários utilizando o mesmo login da Facebook ou do Twitter.
Para quem não conhece, o Posterous é um novo sistema de publicação de conteúdo para blogs que se caracteriza por trabalhar com o conceito minimalista. Tudo é bem simples, reduzido e sem excesso de funções. Voltado para quem é usuário iniciante de internet ou quer ter um “blog casual”.
Há algum tempo, fiz alguns testes com o Posterous.
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Google News, buscador e agregador de notícias, lançou em sua versão em inglês um recurso que permite buscar apenas pelo nome do jornalista, pela pessoa que produz a matéria. O foco é um pouco diferente. Normalmente, a busca é feita por temas, editorias, títulos ou jornais.
Uma mudança pequena, mas que promete agradar aos que defendem que as “marcas individuais jornalísticas” caminham para ser mais fortes que as “marcas das empresas jornalísticas”.
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Em tempos em que a MySpace fecha escritórios e a Yahoo! anuncia férias coletivas, o usuário L McDuff, do YouTube, postou mais uma de suas paródias. Desta vez, mostra a constante migração de funcionários entre as principais empresas de internet. Vídeo acima.
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Os rumores começaram há quase duas semanas no Guardian e no Techcrunch. E nesta segunda-feira foram confirmados. A MySpace anunciou o encerramento de suas operações em diversos países. O escritório da Myspace Brasil encerrará as suas atividades na próxima semana.
Na terça-feira passada, a empresa anunciou o corte de 30% dos funcionários nos EUA. E em abril, os fundadores da MySpace abandonaram o comando da empresa. Vale lembrar que o que fecha no Brasil é a operação comercial, tecnicamente a rede social continua funcionando normalmente.
Durante o período de quase dois anos no Brasil, a MySpace alcançou o posto de 3ª rede social com mais usuários e ajudou a potencializar a carreira de diversos artistas, entre eles, a Mallu Magalhães.
Acredito que a lição mais imediata que podemos tirar disso é a volatilidade desse mercado de plataformas de redes sociais/sites voltados para música. Algo que já havia comentado no post sobre a “reestruturação” de outra rede social de música, a Last.fm, que também ficará sem os seus fundadores no comando.
Crédito da foto: BLMurch
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Há algum tempo comentei por aqui sobre Lifestreaming, conceito de juntar tudo o que você produz e/ou publica online em um único lugar – posts em blogs, fotos no Flickr, mensagens do Twitter.
Existe em quantidade e qualidade variada serviços que permitem que você faça isso. O Tumblr e o FriendFeed são os mais populares.
A novidade é que surgiu uma ferramenta, a Lifestream backup, que promete fazer um backup (cópia de segurança) de tudo o que você produz na web – desde documentos do Google Docs até lista de sites salvos no delicious. Para fazer isso, cobra uma taxa de US$ 27 por ano (mais ou menos R$ 52) e pede o cadastro de todos logins e senhas dos serviços que você utiliza e quer fazer backup.
É bem útil, previne qualquer perda caso alguma conta sua em algum serviço online seja apagada de uma hora para outra (já soube de várias pessoas que tiveram as suas contas do Flickr e do Twitter deletadas sem nenhum motivo aparente).
Ter um backup não é uma má ideia. Mas a grande questão é: dá para confiar em deixar todos os seus dados com um único serviço? Eu não confio nem em usar todos esses sites que surgem em torno do Twitter, imagine deixar todos os logins e as senhas das minhas contas com um único site.
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Uma linha do tempo com tudo o que você produz na rede

As empresas de telefonia sabem onde estamos, à medida que navegamos na internet deixamos pegadas que dizem muito sobre nós, quando usamos o cartão de crédito nem se fala. Dessa forma Stephen Baker mostra em seu livro Numerati (256 páginas) o quanto a cada dia, sem perceber, alimentamos uma verdadeira mina de ouro de dados pessoais, onde em torno cresce uma lucrativa indústria que trabalha com os rastros que deixamos todo dia em vários lugares.
Lançado no Brasil neste ano pela editora ARX, Numerati revela o quanto esses nossos dados estão à mostra, prontos para serem utilizados e analisados por especialistas e empresas para prever o que queremos, em quem queremos votar ou até com quem queremos namorar.
Numerati, portanto, faz parte de uma série de livros que está saindo no mercado brasileiro sobre o tema. Click, de Bill Tancer, foi o primeiro, lançado mais no começo deste ano. Numerati é o mais recente.
Baker é um pouco mais crítico em relação ao assunto. Tancer é mais profundo no tema. Mas ambos convergem em um ponto. Por parte das empresas, a grande questão, hoje em dia, não é coletar esses dados sobre a gente, mas o que fazer com eles. Como utilizá-los de forma estratégica para a tomada de decisões. Os Numerati são os profissionais responsáveis por essa atividade, de transformar dados dispersos em conhecimento.

Quem são eles? Segundo Baker (foto acima), “são uma elite global de cientistas da computação e matemáticos que analisam todos os nossos movimentos. Eles vasculham montanhas de dados à procura dos nossos padrões de comportamento”. Onde estão? “Nas principais empresas de tecnologia – Google e IBM” para citar duas, atesta o jornalista. O que faz com que o livro de Baker sirva para alimentar as mais variadas “teorias da conspiração” da Era Google.
Para situar melhor o conceito por trás do livro, é importante mencionar que ele surgiu inspirado em um projeto piloto da IBM de monitorar as atividades de 300 mil funcionários e a partir dos dados sobre os seus movimentos criar um modelo matemático de cada funcionário, que serviria para a empresa escolher quais devem ser promovidos, remanejados ou até demitidos. Todos esse dados seriam recolhidos por meio de tecnologias de monitoramento que ajudariam a definir de forma minuciosa o nível de habilidade e produtividade de cada funcionário. Modelagem pura.

A parte do livro que mais prende a atenção é quando Baker discorre sobre o uso dessas tecnologias de monitoramento, de recolhimento de dados, na saúde pública. Cita um interessantíssimo projeto de um “piso inteligente” que registra a temperatura e o padrão de caminhada de uma pessoa.
Ou seja, literalmente, serve para monitorar os passos de qualquer um. Pode ser instalado em casas, lojas e hospitais. Ao ser utilizado ao lado de camas de pessoas idosas ou doentes, qualquer queda no chão seria logo detectada e um alerta enviado.
Baker segue no assunto e segura um pouco mais a atenção ao mostrar o que pode ser feito com a polêmica, mas nada fantasiosa, questão do uso de sensores eletrônicos, chips implantados em nossos corpos que poderiam monitorar a nossa temperatura, batidas do coração, respiração.
Com a ajuda dos Numerati esses sensores poderiam fornecer todos os dados vitais para prever enfermidades das mais simples, uma gripe, até mais complexas, um câncer. Ajudariam-nos a prevenir e a combater qualquer doença ao menor sintoma inicial. Qualquer coisa fora do normal seria avisada. O uso desses sensores poderia tornar-se até uma questão de saúde pública. O que faz Baker tomar a liberdade de deixar a pergunta no ar – e aquele que não aceitar ser monitorado, usar esses sensores, será considerado negligente?

Do início ao fim, Numerati faz um registro de como vem acontecendo na prática essa modelagem matemática da humanidade. Das várias tentativas, bem sucedidas e mal sucedidas, de transformar os dados sobre nossos comportamentos em conhecimento, em informação estratégica. Isso em várias áreas – política, medicina, relacionamento e até segurança nacional (no combate ao “terrorismo”).
Apesar dessa divisão lógica de temas, a leitura pode ser decepcionante. No final das contas, Numerati é apenas uma versão maior de uma matéria de capa escrita por Baker para a Business Week. Matéria que ficou famosa na época. Em 2006.
Ademais, tudo é tratado de forma superficial. Por ser superficial, Baker é repetitivo em muitos momentos. É uma boa leitura, mas para quem quiser saber bem por cima como a matemática está se juntando a outras áreas e o quanto e como os dados coletados sobre a gente vêm sendo utilizados por pesquisadores, digo, pelos Numerati.
Crédito da imagem: One Good Bumble
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“Internet é tão vital quanto água e gás”
Em artigo publicado no Times, o primeiro ministro britânico Gordon Brown defende que o acesso pleno à internet seja tratado como algo tão importante quanto serviços públicos como água e gás.

Alguns devem lembrar, neste ano faço parte do júri de seleção do Concurso de Jornalismo da CNN no Brasil. A organização pediu que eu escrevesse um post sobre o tema do concurso, que é sobre “o uso da tecnologia no desenvolvimento social”.
O texto está lá no blog do concurso, que tem outras dicas. Confere lá. É bem simples, mais como ponto de partida no assunto. Tecnologias, jornalismo e humanismo devem andar juntos

The Accidental Billionaires, ou algo como “Bilionários por acidente”, é o nome de capa do livro que conta a história da fundação da rede social Facebook, atualmente a mais visitada nos EUA e com um dos maiores crescimentos em todo o mundo.
O livro faz parte de uma safra que está sendo publicada a respeito de algumas das mais populares plataformas de redes sociais. Em março deste ano, a jornalista Julia Angwin colocou no mercado Stealing MySpace, uma espécie de “biografia não-autorizada” da MySpace.
Já era hora de começar a aparecer obras que registrassem a história desses sites que estão se tornando ícones de uma geração.
The Accidental Billionaires é assinado por Ben Mezrich, autor do best-seller “Quebrando a banca“, sobre a história de um estudante que ficou rico aplicando golpes nos cassinos de Las Vegas. Livro que depois virou filme. Da mesma forma, o livro sobre a Facebook está previsto para parar nas telas.
Segundo os sites Gawker e Cnet que tiveram acesso a trechos do Accidental Billionaires, ao contrário de um estudante tímido e simpático de Harvard, Mark Zuckerberg, cofundador da Facebook, é retratado como um garoto ambicioso e genioso.
Entre os vários pontos registrados no livro. Na realidade, Zuckerberg e Eduardo Saverin, também fundador da rede social, criaram o site para “pegar mulheres”. Na época, eram estudantes de Harvard. Em um episódio, Zuckerberg teria invadido um computador da universidade para roubar fotos de garotas do campus e até teria entrado numa lista negra do FBI por “hackear” um site do governo dos EUA.
Fora isso, o livro tem registros do rápido crescimento da rede social que teria deixado alguns de seus fundadores ricos, inseridos em uma vida de excessos (Saverin teria atacado fogo em seu quarto depois de uma briga com a namorada) e em contato com pessoas que antes estavam longe de seu círculo social, o que também resultou em brigas entre os seus fundadores, fim de amizades e troca de acusações públicas sobre o roubo de idéias.
Parece que o livro é também um pouco sobre a perda da inocência e o amadurecimento e, como um todo, cai bastante para o sensacionalismo.
Tem previsão de lançamento para o dia 14 de julho (somente em versão em inglês, por enquanto).