Eu não matei os jornais, ok?

Webby Awards no YouTube

No começo da semana, na segunda-feira, aconteceu lá nos EUA a cerimônia do Webby Awards, considerado o “oscar da internet”. Cada vez mais, a festa está parecida com a do cinema americano. Tapete vermelho, celebridades, discursos, entrevistas ao vivo.

Neste ano, a produção da premiação resolveu colocar a cerimônia completa na web para quem quiser ver os seus ídolos. Além disso, a cerimônia vem adotando uma regra de que os discursos dos premiados devem ter apenas 5 palavras. Devem ser minimalistas, precisos.

O cofundador do Twitter, Biz Stone, por exemplo, ao receber o prêmio de “melhor acontecimento de 2008″, disse: “A criatividade é um recurso renovável”.

O representante do blog de fotos The Big Picture, do jornal Boston Globe, que adota uma outra narrativa, de mostrar um acontecimento apenas por meio de fotos, foi mais direto: “Não é o jornalismo que está morrendo”.

Por outro lado, Arianna Huffington, fundadora do Huffington Post, o agregador de notícias e opinião que está roubando a cena na área de mídia, investindo em jornalismo investigativo e recebendo mais atenção e anunciantes que muito jornal, foi mais irônica.

Ao receber o prêmio soltou: “Eu não matei os jornais. Ok?”.

Quem quiser conferir todos os discursos de 5 palavras, eles estão reunidos aqui. É interessante notar que, quando têm as suas falas limitadas, as pessoas, em geral, são bem mais precisas e claras nas idéias. No vídeo abaixo, Arianna em seu discurso de 5 palavras.

6 comentários para o post “Eu não matei os jornais, ok?”

  1. Genial essa coisa das 5 palavras. Genial. Só é estranho que o prêmio aconteça no meio do ano e ainda premie acontecimentos de 2008, não? Soa meio atrasadinho.

    abraço’s

  2. Eu não matei os jornais, ok?:
    No começo da semana, na segunda-feira, aconteceu lá nos EUA a cerimônia do Webby .. http://tinyurl.com/ldkwdv

  3. Qual sua opinião sobre a polêmica do blog da petrobras?

  4. Talvez esta preocupação com a redução de texto façam as pessoas perceberem que nós queremos bom conteúdo e não blá blá blá.
    Talvez por isso o twitter esteja fazendo sucesso.
    Abraços,

  5. @Lucas

    Vou falar por cima a minha opinião até agora. Estou esperando a poeira baixar para escrever algo. Não é minha opinião definitiva sobre o caso.

    A Petrobras tem todo o direito de montar um blog e mostrar o seu lado em várias questões.
    A desintermediação é algo que está acontecendo. É real. A imprensa precisa lidar com isso.
    Acho totalmente desnecessário publicar as perguntas dos jornalistas antes do próprio jornal.
    A imprensa não perde a importância com o blog. Pelo contrário, ela tem que adotar mais ainda um papel de fiscalizadora, questionadora e mostrar de forma legível o outro lado, ou os outros lados, que, claro, não entram no blog da Petrobras, que é um blog corporativo montado dentro de uma estratégia de crise.

    abs

  6. Estava aguardando ansiosamente a sua opinião, Tiago. E tenho motivos mesmo.

    Tu fostes o primeiro a citar que trata-se de um recurso de uma “estratégia de crise”. Realmente.

    E concordo. É desnecessário publicar as perguntas dos jornalistas antes do próprio jornal. Se publicasse depois, conseguiria a mesma – ou quase a mesma – repercussão.

    Fico no aguardo da análise completa.

    Abraço.

Deixe um comentário: