Caneta elétrica e televisão 3D

Televisão 3D

O Dead Media Archive é um projeto de registro de produtos/tecnologias de comunicação que foram abandonados. É produzido pelo Departamento de Mídia da Universidade de Nova York.

Cita o protótipo de uma televisão 3D nos anos 80. O PicturePhone, que seria uma espécie de telefone com vídeo, predecessor da vídeo-conferência. E a Eletric Pen, uma caneta elétrica.

Existe um blog que faz um projeto parecido de arqueologia de tecnologias, o Paleo Future.

Dica da Luisa nos comentários

Publicado por Tiago Dória, em 30 de junho de 2009 (Terça-feira).
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Pirate Bay segue o caminho do Napster

Semelhante ao Napster, que completou 10 anos recentemente, o Pirate Bay, site que era visto como símbolo da bandeira por “downloads livres”, foi comprado pela Global Gaming Factory X, empresa de softwares e redes de cibercafés. Os fundadores do Pirate Bay concordaram com a aquisição.

Segundo o anúncio oficial da compra, o site tentará encontrar um modelo para oferecer downloads de forma legal, com compensação para os produtores de conteúdo. A previsão é que o negócio se conclua em agosto. O site será comprado por US$ 7,7 milhões (mais ou menos 13 milhões de reais).

Para quem acompanha a área de música não é nenhuma novidade, mais um serviço que começou de forma ilegal, oferecendo downloads à vontade, e depois por alguma pressão jurídica ou até de gastos com infra-estrutura foi obrigado a “legalizar” as suas operações.

Foi assim com o Napster, o Kazaa e até com o YouTube, após ser comprado pela Google em 2006.

O que vinha chamando a atenção era o anúncio recente da criação de um site de vídeos ligado ao Pirate Bay, que se chamaria Video Bay. O site em si hospedaria os vídeos, semelhante ao YouTube, o que faria cair por água abaixo o argumento de defesa do Pirate Bay, de que eles não podem ser processados, pois não hospedam, apenas redirecionam links para conteúdo protegido por direitos autorais. Pelo menos, por enquanto, faz mais sentido a criação desse site de vídeos.

Os detalhes da aquisição ainda não estão muito claros. Mas bem provável que a Global Gaming Factory use o Pirate Bay como hub para a sua rede de games em cibercafés, considerada uma das maiores no mundo.

Para alguns, a pergunta que fica é: como será esse modelo de negócios do “novo Pirate Bay” que vai tentar agradar, ao mesmo tempo, usuários, gravadoras e estúdios, caminho que, há algum tempo, vem sendo trilhado pelo Spotify e o Hulu? Ou ainda – quem será o próximo Pirate Bay?

Veja também:
Volatilidade e cortes na MySpace

Publicado por Tiago Dória, em .
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YouTube dá aulas de jornalismo

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Simplesmente fornecer espaço para a audiência enviar conteúdo e participar da produção de conteúdo de nada adianta muito. É necessário melhorar a qualidade dessa participação.

Neste sentido, o YouTube lançou um canal (YouTube Reporters’ Center), que agrega vídeos nos quais jornalistas de renome dão dicas de como aproveitar melhor as mídias digitais e apurar informações.

Katie Couric, da rede de TV CBS, dá dicas de como conduzir uma boa entrevista; Nicholas Kristof, colunista do NYTimes, fala como se portar em coberturas de conflitos e a Arianna Huffington, fundadora do agregador de notícias e opinião The Huffington Post, comenta sobre jornalismo.

As dicas servem para qualquer pessoa, profissional ou não, que trabalha com a produção de conteúdo.

Veja também:
Como cobrar por conteúdo na web

Publicado por Tiago Dória, em 29 de junho de 2009 (Segunda-feira).
Categoria: jornalismo, videos, youtube. Tags: , , , , ,

O lado B da internet

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Aquele pensamento inquestionável de que a internet e as mídias digitais, por si só, são ferramentas democratizantes está cada vez mais caduco.

Durante o Seminário sobre Liberdade de Expressão e Democracia promovido pela Revista Imprensa, em maio, em São Paulo, comentei que quem pesquisa ou acompanha essa área precisa ter em mente que essas ferramentas são neutras. Tanto podem ser usadas para restringir como para incentivar a liberdade de expressão.

Citei o caso recente da Moldávia, onde forças locais de segurança foram acusadas de criar falsos perfis no Twitter com informações inverídicas para gerar um ambiente de instabilidade e desinformação não somente interno como internacional.

Neste final de semana, no caderno Aliás, do Estadão, saiu um artigo interessante, traduzido do Washington Post, que toca um pouco nesse assunto, do lado B da internet, sobre o quanto regimes autoritários começam a aprender a usar essas mídias em seu favor.

Hoje soube da existência do site Gerdab, onde autoridades iranianas ou simpatizantes do governo de Mahmoud Ahmadinejad postam fotos dos recentes protestos nas ruas do Irã. O site pede que os usuários ajudem a identificar as pessoas que estão nas fotos para depois facilitar a sua entrega às autoridades de repressão. É o crowdsourcing a favor do governo nada democrático de Ahmadinejad.

Crédito da foto: Conson

Veja também:
Bush vai deixar saudades

Publicado por Tiago Dória, em .
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Frase da semana

“Empresas continuam a construir seus negócios em torno do conceito da internet como fonte dominante de informação, mas se esquecem dos problemas de infra-estrutura que continuarão a piorar com o aumento do tráfego e da nossa demanda por informações em tempo real”.

Tom Krazit, jornalista do portal de tecnologia Cnet, comenta a avalanche inédita de informações que, nesta semana, derrubou diversos sites com a notícia da morte de Michael Jackson.

O interesse na morte do cantor já é considerado um dos eventos que gerou mais tráfego na internet e revela muito sobre como as pessoas se informam e se relacionam com as tecnologias da informação hoje em dia.

Publicado por Tiago Dória, em 27 de junho de 2009 (sábado).
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E a revista Slate se destaca no tributo

Diversos sites, blogs, portais, revistas estão fazendo tributos ao Michael Jackson, mas acredito que um dos melhores é o que a Slate fez.

Uma idéia simples, compilou todos aqueles vídeos do YouTube em que pessoas tentam imitar o famoso passo de dança “Moonwalk”, inventado pelo artista e que virou ícone dos anos 80.

A revista publicou o vídeo em seu próprio perfil no YouTube. Segundo a publicação, é o legado que o cantor deixa no site de vídeos. Segue abaixo. (Dica da @anacarmen)

Veja também:
TMZ se destaca mais uma vez na cobertura

Publicado por Tiago Dória, em 26 de junho de 2009 (sexta-feira).
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TMZ se destaca mais uma vez na cobertura

Apenas algumas linhas de texto no blog TMZ, indicando que Michael Jackson tinha sido levado às pressas para o hospital e a sua posterior morte, foram suficientes para mobilizar a imprensa e deixar as redes sociais cheias de mensagens. O blog foi o primeiro a noticiar a morte de Michael Jackson. A fonte? Ou as fontes que passaram a informação?

O jornalista Harvey Levin (foto abaixo), editor do blog, não revela, mas diz que nesta quinta-feira ele e pelo menos cada integrante de sua equipe fizeram e receberam 100 ligações de telefone. “Não teríamos publicado isso se não fosse verdade”, disse em entrevista ao Los Angeles Times.

A cobertura sobre a morte de Michael Jackson está sendo vista como um momento de ruptura para o TMZ, assim como em 1991 a cobertura in loco da Guerra do Golfo, no Iraque, fez a CNN ficar em outro patamar de relevância para o público e a concorrência.

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O TMZ surgiu em 2005. O nome vem de “Thirty mile zone”, região onde estão os principais estúdios de Hollywood. É um projeto resultante da junção da America Online com a Time Warner, mesma empresa que controla a emissora CNN.

Quem o coordena é Levin, experiente jornalista e produtor de televisão, que trabalhou durante muito tempo na cobertura do mundo das celebridades em Los Angeles, cidade onde o TMZ é bem influente. Muito do sucesso do TMZ é atribuído ao próprio profissionalismo de Levin. Ele é o que tem a melhor rede de fontes, que está presente em bares badalados, restaurantes, delegacias e hospitais.

O blog se destaca não apenas em ter boas fontes, mas por conseguir sustentar um asssunto por bastante tempo. Tem o costume de fazer várias “suítes” a um mesmo assunto, em questão de minutos mobiliza uma rede de colaboradores que trabalha, de forma móvel, com laptops e celulares nas ruas. Ou seja, o TMZ trabalha em rede com colaboradores.

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Outra marca é trabalhar muito com livestreaming, transmissão ao vivo de vídeo pela internet. Talvez reflexo da experiência de Levin como repórter de TV. Mais recentemente, o TMZ se destacou na cobertura da morte de outra celebridade, o ator Heath Ledger.

A morte de Michael Jackson dobrou a frequência de atualizações de mensagens do Twitter e triplicou a da rede social Facebook. Para ter uma noção melhor, 15% de todas as mensagens no serviço de microblog era sobre o artista (dificilmente um assunto chega a 5% de todas as mensagens), segundo registra o NYTimes.

O site do Los Angeles Times, principal jornal da cidade, saiu do ar por alguns minutos. Teve em uma hora mais de 2 milhões de pageviews. E o programa de troca de mensagens da AOL também ficou indisponível por alguns instantes. Não foi nenhum 11 de setembro, mas deu para perceber que muitos sites de notícias ainda não aguentam muito bem o aumento repentino da audiência. O próprio blog TMZ enfrentou dificuldades para continuar no ar.

Veja também:
Está na capa (morte de Michael Jackson)

Publicado por Tiago Dória, em .
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Guia polêmico de conduta na web

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Desta vez foi a agência de notícias Associated Press (AP) que distribuiu aos seus funcionários um guia interno de conduta sobre como utilizar as chamadas “mídias sociais” – blogs, microblogs, plataformas de redes sociais.

É um dos primeiros guias que admite que esses sites são importantes ferramentas de apuração e contato com a audiência e fontes das matérias. Mas, por outro lado, ele exige que todos os funcionários deletem de seus perfis na Facebook material que infringe os padrões da Associated Press. Isso inclui até mensagens que um amigo enviou a você por meio da rede social.

Percebe-se que é mais uma decisão tomada de cima para baixo. Tanto que vai haver uma reunião com os funcionários da AP para ver como vai ficar essa questão. Ou seja, primeiro toma-se a decisão (de cima para baixo) e depois é que vai conversar com as pessoas que serão mais afetadas pelas regras. Reflexo de como a gestão interna dessas empresas ainda é fechada.

Antes, outros veículos já tinham divulgado guias de condutas sobre a utilização dessas ferramentas:

1) O Wall Street Journal que praticamente restringe o uso de qualquer desses sites para fins jornalísticos.
2) A Bloomberg que não permite que os seus funcionários façam links para conteúdo externo nos blogs, menos ainda no Twitter e na rede Facebook.

Engraçado que, em sua maioria, essas regras internas, esses guias de condutas internos, nunca são feitos para potencializar ou incentivar a utilização dessas ferramentas, fazer com que a empresa, os jornalistas se beneficiem desses serviços. São sempre para controlar ou restringir o uso.

O MediaShift publicou um texto bem completo (em inglês) sobre o assunto. Há desde redações que restringem o uso pleno desses sites, outras que não limitam simplesmente por não saberem que eles existem, até algumas que fazem treinamento sobre como utilizá-los de forma mais produtiva.

Veja também:
Como engessar o blog de um jornalista

Publicado por Tiago Dória, em .
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