
Nesta segunda-feira, deixa de circular a Gazeta Mercantil, jornal econômico brasileiro com quase 90 anos de idade. Em quase 6 meses, é o segundo jornal brasileiro que deixa de circular.
Apesar do encerramento das operações acontecer no palco da atual crise da mídia impressa, semelhante à maioria dos jornais que estão fechando as suas redações, a Gazeta arrastava problemas administrativos e estratégicos antigos, desde os anos 90, além do impacto da entrada de um concorrente de peso no mercado, o jornal Valor Econômico, em 2000.
Num primeiro momento, a Gazeta Mercantil segue o mesmo caminho do Tribuna da Imprensa, jornal carioca que encerrou a sua circulação no final do ano passado. Hoje, no site do Tribuna, existe um blog mantido por Hélio Fernandes, ex-diretor do jornal.
“Temos que fechar o diário em situação precária. É muito triste; é muito choro e é bem difícil pensar que tudo isso está acabando hoje”, declarou. “Tem gente que está aqui há quase vinte anos. É o trabalho de uma vida…”.
A frase acima é reproduzida do Portal Imprensa, que segue com a cobertura do caso da Gazeta Mercantil. No vídeo abaixo, um dos últimos comerciais do jornal.
Crédito da foto: Marcel Germain
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“Eu ainda tenho um email da AOL. Mas ninguém mais se preocupa com a AOL. A empresa ainda pode ser um negócio viável, mas perdeu a sua capacidade de irritar ou influenciar as pessoas”.
Considerada uma das megafusões que melhor definiu o capítulo da “bolha da internet“, Jeff Bertolucci, articulista da PC World, comenta o fim oficial, anunciado nesta semana, do “casamento” entre a TimeWarner e a AOL – America Online.
A idéia com a megafusão era juntar a nova à velha mídia, mas as culturas das 2 empresas eram incompatíveis. Uma mais tradicional, outra mais aberta. Além disso, com a perda de sua influência junto aos usuários de internet, a AOL vinha se tornando um estorvo para a Time Warner.
Mais recente e envolvendo também uma empresa nova, “de internet”, e outra mais atinga, outro “casamento” que começa a ser colocado em questionamento é o da rede de TV CBS com a Cnet, portal de tecnologia que reúne blogs e vídeos.
Nem sempre os dois mundos querem se encontrar.
Crédito da imagem: caucas

Por email, o Vinicius Zimmer enviou a dica de um especial multimídia que o Diário do Comércio fez recentemente. O Museu da Corrupção, que reúne alguns dos casos mais recentes de corrupção no Brasil.
No espaço, tem até uma pizzaria.
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Concurso de newsgames

Nesta semana, finalmente a Microsoft levou a público o novo projeto/reposicionamento de seu sistema de busca. Terá o nome de Bing e estréia no dia 03 de junho. Num primeiro momento, apenas usuários residentes nos EUA e no Canadá terão acesso completo a todas as funções do sistema, que substituirá a marca do Live Search, atual mecanismo de busca da empresa.
É a 4ª vez em 5 anos que a Microsoft rebatiza o seu sistema de busca, antes MSN Search, depois Windows Live Search, Live Search e agora Bing.
Resultado de 1 ano de pesquisa e com um alto investimento em publicidade previsto para os próximos meses, além de permitir refinar melhor as buscas, o sistema terá como objetivo mostrar mais do que links nos resultados de uma pesquisa. Fazer comparação entre dados de compra, mostrar termos e categorias relacionadas, preview de sites ao passar o mouse em cima de links etc.
Além disso, segundo o anúncio oficial, o Bing trabalhará com “buscas verticais”, proporcionando resultados mais detalhados nas categorias de viagem, compras, saúde e local.

A intenção é ir além do Google. Porém, o Yahoo! também vem fazendo mudanças em seu sistema de busca, sem alcançar grandes resultados. Nessa linha de pensamento, a “busca em tempo real” do Twitter parece ser algo mais competitivo.
Posso estar errado, mas pelo que puder notar e apesar dos comentários de que o Bing foi feito para bater de frente com o Google, antes de qualquer coisa, essa movimentação da Microsoft está mais com jeito de disputa pelo 2º lugar no mercado de buscas, posição que hoje é do Yahoo!, empresa que, diga-se de passagem, recentemente a Microsoft tentou comprar.
A meu ver, a Microsoft tem mais condições de competir com o sistema do Yahoo! do que com o Google. Atualmente, segundo números da comScore, o Google lidera o mercado – possui 64% das buscas nos EUA, mercado que é utilizado como referência, seguido pelo Yahoo! com 20% e pela Microsoft com apenas 8%.
Atualização - Antes do previsto, o buscador Bing entrou no ar. No dia 01 de junho, ainda com recursos limitados para os brasileiros.
Crédito das imagens: Wired
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Meus testes com o Wolfram Alpha

Segue o link para baixar Onipresente, novo livro do publicitário Ricardo Cavallini, autor do blog Coxa Creme. A versão gratuita que segue abaixo conta com um comentário meu, um prefácio.
O livro também tem uma versão impressa, que é paga.
Com uma perspectiva histórica, Cavallini analisa diversos aspectos que estão acontecendo no campo da comunicação.

Quem acompanha o meu twitter deve ter visto que, na terça-feira, postei sobre a notícia de que o NYTimes havia criado o cargo de “editora de mídias sociais“.
Num primeiro momento, Jennifer Preston, ex-editora da área regional do NYTimes, terá um papel mais educativo, ensinará aos jornalistas e encontrará melhores formas de utilizar blogs, plataformas de redes sociais e microblogs para o jornalismo praticado pelo jornal.
Primeiro aspecto evidente da criação desse cargo é que, pela primeira vez, o jornal está tratando microblogs e redes sociais como ferramentas oficiais de trabalho. Assim como o telefone e o email já são há algum tempo.
O segundo ponto, mais importante, é que o NYTimes está confirmando algo que já era dito nos bastidores e em listas de discussão. Há muito tempo redes sociais e microblogs estão se tornando importantes fontes de tráfego e formas de contato com o conteúdo do jornal, ao contrário da home, página principal do site, que vem sendo obrigada a ter que dividir a sua importância com perfis do NYTimes no Twitter, por exemplo.
O jornal, de certa forma, vai contra o hábito nos sites de notícias e portais de supervalorizar a home e subvalorizar outros canais de contato e apresentação de conteúdo, como buscas orgânicas, twitter, links de blogs, aplicativos, perfis em redes sociais e links de outros sites de jornais.

A home de um site já não é a única, mas uma das fontes de tráfego e contato do leitor com o conteúdo. Cada vez mais ela vem perdendo o poder para outros canais. Por isso, a importância de um editor (gestor) nessa área de onde vem, de forma crescente, tráfego e contato com o leitor.
Neste sentido, para mim, uma editora de “mídias sociais” terá tanto poder e importância quanto um editor da home do NYTimes.
Não é sem motivos que o jornal deu relevância ao cargo e escolheu para a vaga uma pessoa com mais tempo de empresa e gerência, o que gerou uma certa reclamação entre os blogs de mídia. Em geral, esperava-se que o NYTimes contrataria algum “guru das mídias sociais”.
Porém, na área de jornalismo, de nada adianta contratar uma pessoa que saiba mexer nessas ferramentas e entenda a dinâmica, mas não tenha nenhuma experiência com reportagem, apuração ou redação. É o mesmo que contratar um marceneiro que sabe mexer muito com pregos e martelo, mas nunca construiu um móvel, um armário.
O NYTimes não é o primeiro a criar este tipo de cargo, a nomeação tem uma boa dose de marketing, mas simbolicamente essa atitude vai de encontro às recentes decisões da Bloomberg e do Wall Street Journal de querer regularizar o uso de redes sociais e microblogs por parte dos jornalistas a partir de decisões tomadas de cima para baixo.
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Quando a vida profissional começa num blog coletivo

O sistema de busca de images do Yahoo! (Yahoo! Images) lançou um filtro que promete facilitar a vida de quem utiliza “imagens da internet”. Existe uma opção para que sejam mostradas nos resultados de uma pesquisa apenas imagens que estejam sob licença da Creative Commons.
Ou seja, que tenham um uso mais livre, possam ser reutilizadas mesmo com algumas restrições. É só clicar em “Options/Advanced Search” e selecionar a opção de “Search only for Creative Commons licensed content”.
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Site permite criar linha do tempo de sua vida

Identify é uma extensão bem simples para o navegador Firefox, que tem a função de ajudá-lo a encontrar/agregar mais dados sobre uma pessoa na rede.
Depois de instalada, basta teclar “ALT + i” (Windows) ou “Ctrl + i” (Mac) na página do perfil de uma pessoa em uma rede social, que aparecerá uma janela que indicará outras informações sobre essa pessoa – outros sites onde ela tem perfil, por exemplo (imagem acima).
A extensão ainda está em testes, notei que ainda não indexa algumas informações, mas dá para utilizá-la sem problemas.
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Imagina ter um blog em que você pode fazer links apenas para você mesmo, mais ninguém. É mais ou menos assim como a Bloomberg acredita que devem ser os blogs dos jornalistas de sua equipe.
Não é de hoje que as empresas estão definindo regras internas de como os seus funcionários devem usar essas novas ferramentas. A discussão não é nova, mas percebe-se que, na maioria das vezes, essas regras ainda são feitas de cima para baixo e por pessoas que têm pouca vivência com o uso de blogs, plataformas de redes sociais e microblogs.
Segundo as regras da Bloomberg, que vazaram neste final de semana e causaram uma discussão entre os principais sites de mídia, um jornalista não pode fazer links, citar trechos ou comentar o conteúdo de concorrentes. Isso vale para blogs, Twitter e até Facebook.
Ou seja, uma prática comum aqui, no Brasil, nos blogs de política, de fazer um clipping (um apanhado das principais notícias do dia publicadas em vários sites) ou até comentar matérias que saíram em um jornal da concorrência, não seria permitida.
Engraçado que a Bloomberg vai totalmente na contramão do mercado, onde os sites de grandes jornais começam a linkar uns para outros, compartilhando tráfego (postura que já é responsável por uma das principais fontes de tráfego de um site de notícias).

Para pegar um exemplo recente, na semana passada, o Financial Times trouxe uma entrevista exclusiva com o diretor geral da Google, que foi linkada e comentada pelos jornais da concorrência, como o Wall Street Journal. No Twitter, jornalistas do NYTimes comentam matérias do WSJ.
Nessas horas, cai a ficha de quanto a “indisciplina” é uma vantagem para os blogs independentes. Como na maioria das vezes não existe medo de fazer propaganda de marcas da concorrência, podem potencialmente fazer uma cobertura mais dinâmica de diversos assuntos.
Na prática, a gente viu isso na cobertura das enchentes em Santa Catarina. Enquanto a edição da maioria dos sites de notícias era engessada, devido a uma política interna de não fazer links para conteúdo externo, o blog AllesBlau se destacou por ter uma edição mais dinâmica ao deixar o critério jornalístico e não o corporativo falar mais alto na hora de escolher para quem linkar ou citar.
No final, a Bloomberg indiretamente demonstrou uma postura de desconfiança da empresa em relação aos seus funcionários. A justificativa oficial para a medida é evitar que jornalistas façam links para informações incorretas. Ou seja, a própria empresa não acredita na capacidade de seus jornalistas serem bons curadores, de saberem separar o joio do trigo, de fazerem links para conteúdo bem apurado.
Ao restringir a atividade de fazer links, a Bloomberg deu uma lição de como engessar o blog de um jornalista.
Crédito da foto: Danielle Bauer
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