Um Firefox sem abas

Imagem de Aza Raskin

Junto com as extensões que permitem personalizar o navegador, as abas são “marcas registradas” do Firefox. As próximas versões do navegador  poderão vir sem o recurso. Elas não sumirão de vez, mas ficarão em uma barra lateral (imagem acima).

Por enquanto, é apenas um experimento de, desenvolvedor do Firefox, que vem publicando vários testes em seu blog.

Como quase sempre, vale lembrar que já existe uma extensão que faz isso. A Tree Style coloca as abas do navegador em uma barra lateral.

Publicado por Tiago Dória, em 16 de abril de 2009 (Quinta-feira).
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Por que o Hulu já é o 2º site de vídeos mais acessado?

O Hulu surgiu em 2007

Para quem falava que “caras da velha mídia não sabem ‘fazer’ a internet”, o Hulu está ajudando a quebrar esse mito. O site de vídeos, parceria da Fox com a NBC, que oferece filmes e capítulos de seriados completos, já alcançou o posto de 2º site de vídeos mais acessado dos EUA, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira.

Um crescimento tão chamativo quanto o do YouTube entre 2006 e 2007.

Na minha coluna desta semana na MTV, eu citei o Hulu como exemplo de um projeto que está tentando buscar o meio termo, ao mesmo tempo agradar estúdios de filmes e usuários de internet.

Ser ao mesmo tempo “user-friendly” e “advertiser-friendly”, mesmo que aos trancos e barrancos. É um caminho válido no momento em que os políticos franceses fazem leis radicais contra o download e o futuro do Pirate Bay está no tribunal.

hulu08Em popularidade, o YouTube lidera com folga. É o primeiro, com mais de 50% de todas as visitas a sites de vídeos. Mas em matéria de receita e lucro as coisas são um pouco diferentes.

Uma recente pesquisa mostrou que o Hulu é um negócio mais sustentável, além de ser mais atraente para anunciantes. O site já gera um lucro de US$ 12 milhões com publicidade. O YouTube? Por enquanto, nada.

Com problemas de engenharia e público meio que resolvidos, o futuro do Hulu agora passa por estar disponível não somente nos EUA (o site já está em negociações com parceiros na Inglaterra) e enfrentar a concorrência de outros grupos de mídia. No ano passado, a CBS lançou o TV.com.

Além de atender a uma demanda reprimida, o crescimento rápido do Hulu é atribuído ao site trabalhar dentro do mesmo princípio da iTunes, a loja online da Apple de músicas. Quer combater a “pirataria” para valer? Deixe os processos judiciais de lado e forneça um serviço melhor que os “piratas”, invista em uma “melhor experiência para o usuário” – interface simples, “busca inteligente”, propagandas discretas (você escolhe quais comerciais quer assistir).

Principalmente para a pessoa leiga que não sabe o que é BitTorrent e afins, o Hulu se mostra como a solução mais viável nos EUA, na hora de assistir a um programa completo na web.

É um projeto que acompanho desde o começo, pois, na época do lançamento, em 2007, marcou o momento em que as emissoras e produtoras finalmente pararam de dar murro em ponta de faca e resolveram disponibilizar, de uma forma mais estruturada e de graça, o seu conteúdo na rede.

Segundo Jason Killar, diretor geral do site, em entrevista à Wired, o Hulu nada mais é o que a grande mídia sempre deveria ter feito.

Veja também:
BitTorrent é a TV da audiência global

Publicado por Tiago Dória, em .
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Frank Warren do Post Secret, na POP!Tech

Eu já gostava do trabalho de Frank Warren, do PostSecret, mas depois que li a sua entrevista no livro Blogging Heroes passei a gostar mais ainda, principalmente por que ele vê as tecnologias como uma ferramenta para o bem estar. Tecnologias, simplicidade e humanismo devem andar juntos.

Linha de pensamento parecida com a do cientista Michael L. Dertouzos, do MIT, já falecido, mas, mesmo assim, para quem eu tiro o chapéu.

Acima segue a apresentação de Warren na POP!Tech 2008 que recentemente foi publicada na rede. Recomendada. (se quiser dá para baixar o mp3 da apresentação aqui).

Publicado por Tiago Dória, em .
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Buscador de alternativas

Lembra um pouco o Dooblet. O Alternative to é um site que ajuda a encontrar alternativas para qualquer software ou ferramenta online.

Como alternativa ao navegador Firefox, por exemplo, ele indica o Opera.

O Alternative to está na lista de recomendações do Make use of.

Publicado por Tiago Dória, em 15 de abril de 2009 (Quarta-feira).
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Como cobrar por conteúdo na web

Cofrinho

Depois que Eric Schmidt, diretor-geral da Google, deu a bênção, ao afirmar que conteúdo pago por assinaturas pode coexistir com modelos gratuitos na internet,  a idéia de cobrar pelo acesso a conteúdo com caráter informativo passou a ser cogitada outra vez.

Principalmente agora que os jornais entraram mais ainda em uma espiral de busca por uma fórmula mágica contra a constante queda de receita.

Neste sentido, o blog do Nieman Journalism Lab, ligado à Universidade de Harvard, publicou uma entrevista com Alan Murray, diretor executivo do Wall Street Journal, um jornal que, na contramão do mercado, aposta no modelo de assinatura em seu site.

Diferente de outros jornais online, sempre achei a estratégia do WSJ mais criteriosa sobre o que fechar e cobrar pelo acesso.

Murray dá algumas dicas baseadas nesta estratégia sobre como cobrar por conteúdo.  O problema é que ele dá a entender que essas dicas se aplicam a qualquer jornal, época e mercado:

=> O melhor modelo é o híbrido, mesclar conteúdo pago com gratuito

=> Você não deve fechar o acesso e cobrar por informação que é exclusiva sua (furo de reportagem?). Pelo contrário, ela é que vai atrair tráfego para o seu site.

Como a informação é exclusiva, diversos outros sites serão obrigados a citá-lo e a fazer links, do tipo “segundo o Wall Street Journal”.

=> (Não feche o acesso e) Não cobre pelo conteúdo que é mais popular em seu site.

É esse conteúdo que vai atrair, vai construir tráfego para o seu site, que depois você poderá reverter em receita com publicidade. No caso do WSJ,  as seções mais populares são política, artes, opinião, blogs, além do “breaking news”.

=> Conteúdo pago deve ser voltado para nichos, para assuntos e públicos muito específicos. Quanto mais específico, melhor. Rumores indicam que o WSJ está preparando um novo produto de nicho (pago) todo voltado para CFO’s (diretores financeiros de empresas).

Crédito da foto:  Alan Clever

Publicado por Tiago Dória, em .
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Finalistas do Oscar da internet 2009

logo_webbyawards_md

Saiu  a lista de finalistas do The Webby Awards. O prêmio, promovido desde 1996 pela Academia Internacional de Ciências e Artes, elege os melhores sites, aplicativos para celular e vídeos em diversas categorias.

Diferente de prêmios que surgem a cada final de semana, o Webby Awards tem certa relevância no meio.

O destaque é o site do NYTimes, que concorre em 13 categorias (os blogs do jornal se destacaram mais uma vez). Na parte governamental, o site da NASA, que sofreu diversas modificações que foram comentadas neste blog no último ano, está nos finalistas.

Em aplicativos, os feitos para o iPhone se destacam.

No ano passado, durante a cerimônia de premiação, houve uma histeria em torno da eleição de Obama, que neste ano deve ser mais contida.

A lista de finalistas de 2009 segue aqui. Vale cada minuto.

Publicado por Tiago Dória, em 14 de abril de 2009 (Terça-feira).
Categoria: premio

Em livro, 30 super-heróis dos blogs

Bloggers na mesa

Para mim, um dos principais efeitos dos blogs é que eles aumentaram o número de pessoas participantes do mercado de opinião. Para o jornalismo, área a qual estou mais ligado atualmente, além de trazer novos profissionais, um dos principais efeitos foi ajudar a quebrar o tal do tabu da concorrência.

Hoje já não é tão raro você ver um autor de blog que está em um jornal fazendo links ou comentando sobre personagens e conteúdos associados a concorrentes. Ou seja, o escopo de seu conteúdo não fica mais restrito aos limites corporativos da empresa à qual estão ligados.

O assunto pode ser cansativo. Falar de blogs é tão 2007. Eu sei. Mas, mesmo assim, a versão em português do best-seller Blogging Heroes (309 páginas), de Michael Banks, chegou em boa hora por meio da editora Digerati. Falo isso por que estão entrando novas pessoas na web, principalmente no Brasil. Muitas vezes para essas pessoas blog é algo novo, uma nova ferramenta de comunicação.

Blogging Heroes é um livro que reúne 30 entrevistas com os mais importantes autores de blogs em inglês. Faz parte de uma série de livros da editora Wiley, que tem as entrevistas com os Heróis da Web 2.0 e os Heróis do marketing online. O livro é no mesmo esquema, várias entrevistas reunidas, no caso, por Banks, jornalista e autor de diversos livros de informática e colaborador da Wired.

Peter Rojas, fundador do Engadet

Um aspecto positivo da versão em português é que o livro veio ao Brasil com a diagramação idêntica à versão original em inglês e uma ótima encardenação, com capa dura e tudo, o que valoriza o produto.

O ponto negativo é a tradução que não é das melhores e os erros de gramática e ortografia que são constantes.

1) Retornar à ela/ Mas se você está apenas começando, você terá de ser ainda mas ativo/ Achar gente que não sejam muito/ Você que blogar para nós?, são alguns dos erros (em negrito) que aparecem no livro.

2) Na entrevista com Ina Steiner, do AuctionBytes, ela diz que: “Os desafios para a entrega de emails estão ficando melhores. Filtros de spam significam que uma correspondência legítima é encarada como spam”. A frase fica um pouco truncada. Na verdade, ela quis dizer que os desafios para a entrega de emails estão ficando maiores.

3)  Na entrevista de Grant Robertson, do Download Squad, ele afirma que teve um blog de “humor policial” durante as eleições de 2004. Blog de “humor policial”? Fui conferir a versão original, houve erro na tradução. Na verdade, era um blog de “humor político” que ele teve em 2004.

Não é querer pegar no pé, mas acho importante destacar esses erros, principalmente por que alguns professores acabam adotando esses livros, sem contar que livros têm um tempo maior de produção, portanto a versão em português de Blogging Heroes merecia uma revisão melhor.

Steve Rubel

Tirando essa tradução à la Google Translator a leitura segue sem problemas (outro dia o Zeca Camargo também comentou rapidamente sobre a baixa qualidade da tradução de um livro no Brasil).

Em Blogging Heroes, cada entrevistado, autor de blog, busca passar dicas de como ter um blog de sucesso e com qualidade constante. Mas nada de fórmulas prontas.

Neste sentido, se destaca a visão mais realista de Steve Rubel (foto acima), do Micro Persuasion e consultor da empresa de relações públicas Edelman. Segundo ele, devido a saturação de blogs, hoje é muito mais difícil você ser notado. As dicas dos gurus de antes já não funcionam tão bem. O jeito de se destacar é ser você mesmo, agregar valor.

A entrevista de Frank Warren, do Post Secret e que foi palestrante na Pop!Tech, é bem inspiradora. Ele bate muito na tecla da questão de ser elegante e não entupir o leitor de uma vez com muita informação, muitos posts, o que pode oprimir as pessoas. É importante deixar o blog respirar um pouco e ser uma ferramenta para o bem estar das pesssoas. Admiro profissionais que têm esse entendimento quase transcendental da comunicação.

Capa de Blogging Heroes

Outro é Dave Taylor, do The Intuitive Life Business Blog, que lembra que a atividade de responder a comentários e emails é tão importante quanto criar posts novos. Normalmente, autores de blogs relegam ao segundo plano a primeira atividade. Enquanto o tempo gasto deve ser igual para elaboração de respostas a comentários e para produção de novos posts.

O que senti falta foi de Banks ter explorado melhor os entrevistados. Ele escolheu autores de blogs com perfis bem diferentes (lado positivo), mas praticamente faz as mesmas perguntas para todos, que, em essência, dão quase as mesmas respostas.

No geral, Blogging Heroes é bom livro sobre blogs justamente por que foge das cansativas conversas de fórmulas prontas sobre como ganhar dinheiro com blogs, rankings, SEO e outras coisas do tipo.

São conversas com autores de blogs que estão trabalhando no dia-a-dia, tem um trabalho consistente, estão mais preocupados com conteúdo, publicam um post já pensando em escrever o próximo, não vivem apenas de uma suposta fama adquirida com rankings ou auto-premiações.

É um livro, antes de tudo, sobre a produção “mais caseira” de conteúdo na rede.

Crédito das fotos: Jeremy Toeman, Reuters e Laughing Squid.

Veja também:
Histórias escondidas nas buscas

Publicado por Tiago Dória, em .
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Jornalismo cidadão não existe

Jornalismo cidadão existe?

Veja o que Eduardo Arcos, que não é jornalista (seria considerado “cidadão-jornalista” pelos mais teóricos), escreve sobre o assunto em seu blog, o ALT1040, um dos mais respeitados em língua espanhola. Pelo menos, não sou o único a achar o termo desnecessário.

“O jornalismo cidadão não existe. É um termo, uma etiqueta, uma tag, um chavão inventado por pessoas (ligadas ao jornalismo tradicional) para tentar racionalizar o fato de que agora, especialmente graças à grande disponibilidade de certas tecnologias de hardware e software (internet, câmeras digitais, de vídeo, smartphones, telefones com câmera), as pessoas podem publicar conteúdo que tenha caráter informativo.

(…) Não se trata de uma concorrência entre ‘blogueiros e jornalistas’, menos ainda uma guerra ‘TV vs internet’, se trata de começar a considerar melhor e respeitar mais as pessoas que publicam na internet.

Creio que tão pouco estamos interessados em que nos chamem de jornalistas (porque não somos), o que estamos interessados é que se encontrarem uma notícia por meio de, por exemplo, Twitter, blogs e YouTube, sejam suficientemente sensatos e aprendam a dar crédito a pessoa e não à ferramenta de publicação. (diferente de algo como ‘crédito: YouTube’ ou ‘crédito: internet’)

Em poucas palavras, se trata de construir um ambiente de respeito mútuo. Nem mais nem menos”.

Crédito da foto: Robert Scales

Veja também:
Além de música, o REM manja de UGC

Publicado por Tiago Dória, em 13 de abril de 2009 (Segunda-feira).
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Hedcuts de Steve Jobs, Cameron Diaz, Eddie Murphy e Sean Penn

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Hedcuts são retratos como estes acima e que têm um papel crucial na identidade visual do jornal Wall Street Journal. Quase uma “marca registrada”.

O jornal trabalha com 3 artistas responsáveis por esses famosos retratos. Um dos mais conhecidos é o ilustrator Randy Glass, de cujo site eu retirei as ilustrações acima. Uma boa parte delas está reunida em aqui.

hedcute01

Segundo o Daily Cartoonist, todos os desenhos são feitos à mão, sem a ajuda do computador.

O costume de trabalhar com hedcuts, feitos por cartunistas e retratistas, é reflexo de uma antiga rejeição ao uso de fotos que, de certa forma, perdura até hoje no Wall Street Journal. O primeiro hedcut foi publicado no jornal em 1979, feito pelo artista Kevin Sprouls.

Para quem ficou na curiosidade sobre como são feitos os retratos, um documento do WSJ (em formato pdf) mostra os detalhes da produção de um hedcut.

Dica da Luisa, nos comentários

Publicado por Tiago Dória, em 12 de abril de 2009 (domingo).
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