Depois do Twitter, Obama abandona o YouTube

obamatube

Bastante utilizado durante a campanha eleitoral, o presidente dos EUA Barack Obama abandonou há algum tempo o seu perfil no Twitter. No entanto, o YouTube é novidade.

Não é bem um abandono total do site de vídeos da Google, mas é uma mudança que chama a atenção, já que Obama bateu tanto na tecla da chamada Web 2.0 (aviso: termo em sério risco de extinção), que tem como um dos ícones o YouTube.

A Casa Branca deixou de utilizar o YouTube como site padrão para publicação dos pronunciamentos semanais de Obama. Em seu último pronunciamento foi utilizado um player próprio e o vídeo ficou hospedado nos servidores da Casa Branca.

O motivo da mudança? Segundo Chris Soghoian, do site Cnet, preocupação com privacidade, já que o YouTube instala cookies nos computadores de quem assiste aos vídeos embutidos (na prática, o governo estaria autorizando uma empresa particular a instalar cookies).

Mas rumores indicam que seria devido ao fato da Casa Branca não querer mostrar mais as estatísticas dos vídeos (o youtube mostra a quantidade de views).

Ou simplesmente por que o governo estaria evitando utilizar um serviço com caráter comercial (mesmo problema da BBC com o Twitter, que recebeu protestos de pessoas que acreditam que uma organização com caráter público não deve usar serviços/tecnologias pagas ou com caráter comercial).

A mudança acarretou uma perda que percebi logo de cara. No novo player não dá para assistir aos vídeos no celular. Antes, no YouTube, era possível. Por enquanto, o site de vídeos da Google ainda será utilizado, porém não mais como padrão.

Engraçado que essa mudança de postura da Casa Branca vem no mesmo momento em que ocorre uma discussão sobre de quem é o direito de uso dos conteúdos postados em redes sociais – dos usuários ou da própria empresa que gerencia a plataforma de rede social?

(Atualização) – Saiu a resposta oficial da Casa Branca (vista como meio vaga). Tudo não passa de um experimento, de testar soluções próprias.

Publicado por Tiago Dória, em 2 de março de 2009 (Segunda-feira).
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1996 vs 2009

internetplacaEm 1996, 30 minutos era o tempo médio por mês que uma pessoa passava na internet. Hoje, esse tempo é de 27 horas.

Os números são de uma matéria da revista Slate que fez um comparativo entre passado e presente no uso da internet.

A reportagem não cita isso, mas uma das principais mudanças é que a web deixou de ser somente associada ao ambiente de trabalho e área acadêmica para estar ligada a entretenimento e consumo de mídia (música, vídeos e fotos).

Dica do ShortFormBlog

Publicado por Tiago Dória, em .
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Número de Dunbar na Facebook

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Número de Dunbar é uma teoria segundo a qual o número de indivíduos com os quais podemos estabelecer uma relação não pode passar de 150. Essa limitação existiria devido a própria capacidade do cérebro humano de lidar com a complexidade das relações pessoais.

Alguns moderadores de comunidades online, empresas, escolas e organizações militares utilizam essa regra. Limitam o número de uma equipe ou comunidade a 150 membros. A rede social aSmallWorld, o “Orkut para ricos”, por exemplo, trabalhava em cima dessa teoria. Em uma época, impediu a entrada de novos usuários (redes sociais menores tem mais valor).

O que existia até pouco tempo era o mito de que, por meio das novas tecnologias (plataformas de redes sociais), o homem conseguiria superar essa limitação do Número de Dunbar e poderia gerenciar mais do que 150 contatos.

Mas um artigo publicado na revista The Economist contradiz isso. Em uma pesquisa feita na rede social Facebook pelo sociólogo Cameron Marlow, descobriu-se que um usuário médio consegue estabelecer uma relação estável com no máximo 120 contatos dentro do site.

“Uma pessoa com 120 amigos geralmente responde aos posts de somente 7 desses contatos”

Outra conclusão é que, mesmo em ambientes online, nos comunicamos com o mesmo círculo pequeno e estável de pessoas de sempre. O que ajuda a corroborar a idéia de que, em plataformas como Facebook, reforçamos mais os laços que já temos no “mundo offline” do que propriamente criamos novos contatos.

Como deixou claro Mark Zuckerberg, co-fundador da própria Facebook, em sua histórica entrevista à revista Time, o online é mais potencializador do offline que qualquer outra coisa.

Crédito da foto: gaspi

Publicado por Tiago Dória, em 1 de março de 2009 (domingo).
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