
Além do State of Blogosphere, o buscador de blogs Technorati começou a publicar um novo estudo, o Attention Index, que mostra quais são os 50 “sites de mídia” mais linkados pelos blogs. O estudo não levou em conta região ou idioma, mas todos os blogs indexados pelo Technorati.
Depois de outros blogs da mesma área, a chamada “grande mídia” é a principal fonte de informação dos blogs, o que já foi comprovado em outros estudos e é até normal. Muitos blogs vivem de comentar, fazer críticas a notícias, a assuntos do momento.
Neste sentido, segundo a pesquisa, os 5 sites que recebem mais links de blogs são:
1) YouTube
2) New York Times
3) BBC News
4) CNN.com
5) MSN
(a lista completa está aqui no Venture Beat).
Vale lembrar que o 2º e o 3º site estão se aproximando bastante da cultura geek e da comunidade de desenvolvedores, público que mais tem blog. Mas o destaque é o YouTube, que lançou recentemente um canal de notícias, estar na frente. Ou seja, há muita gente linkando para vídeo.
Crédito da foto: Mark Roquet
Veja também:
Mesmo com a web, as pessoas ainda se informam pelas mesmas fontes

O The Box, o container da BBC, todo personalizado, com GPS e feito para mostrar na prática a globalização da economia, está no Brasil, mais especificamente no Porto de Santos, em São Paulo. O container está carregado de produtos vindos dos EUA (quem passar de carro de São Paulo para Santos pela Imigrantes poderá vê-lo em um dos pátios à direita).
O projeto The Box foi lançado no ano passado pela BBC e tem o objetivo de mostrar a “globalização da economia” de uma forma diferente. Por meio de um mapa online, os leitores podem acompanhar a trajetória do container, que já passou por diversos países, sempre carregado de produtos.
Toda a sua movimentação é registrada por meio de um GPS. Junto são feitas diversas matérias sobre a economia da região por onde o container passou.
O projeto é inspirado no livro The Box, do jornalista Marc Levinson.
“O teatro não foi superado pelo cinema, como o cinema não foi ultrapassado pela televisão, da mesma forma como a TV também não vai ser banida pelo digital. Todos ainda estão lá.
O que estamos vendo é o acréscimo de camadas na paisagem midiática e assim ocorrem mudanças nas relações entre essas camadas”.
Henry Jenkins, autor do livro Cultura da Convergência, no qual disseca o sucesso de Matrix e Heroes, em entrevista ao Estadão.

O Google deveria comprar o Twitter por causa de sua busca interna? Devemos pensar o Twitter como uma ferramenta de busca? Interessante esse papo vir a tona outra vez. Há alguns anos, em 2005, ouvi a mesma história a respeito do Technorati, o sistema de indexação e busca em blogs.
O Google vai comprar o Technorati por que ele fornece uma busca em “real time”. Ou seja, mostra o que está acontecendo naquele exato momento.
Era quase regra. Você queria saber o que as pessoas estavam falando sobre algo naquele instante? Tinha que correr para o Technorati.
Pois é. No caso, mudaram apenas as ferramentas. Antes os blogs reuniam a notícia em primeira mão, em tempo real, ou seja, os primeiros relatos sobre algo. Agora é o Twitter. Amanhã será outra ferramenta.
Mas uma suposta demanda por um serviço de busca em “real time”, que forneça o mais recente, o que está acontecendo neste instante, e não o mais importante (definido atualmente pelo Pagerank) ainda continua.
No entanto, isso não justifica a visão de que o Twitter é a melhor ferramenta de busca atualmente, pois o “search twitter” indexa apenas o que é publicado por meio da ferramenta de microblogging. Deixa muita coisa de fora. É algo específico de um site.
No final das contas, o que faria toda a diferença seria um sistema maior de busca que indique não o mais importante, mas o mais recente de toda a web e não apenas de um serviço de microblogging, que também um dia deixará de ser o “technorati do momento”.
Engraçado que mesmo em 2005 e agora, na hora de buscar a informação mais recente, não se fala em correr para os sites de notícias, mas para buscadores/indexadores…

Primeiro veio o Napster, depois o iTunes e agora o Spotify. É assim que os sites de tecnologia em geral estão vendo a linha do tempo dos serviços de música online.
Enquanto a imprensa redescobre o Twitter, site lançado lá em meados de 2006, em um terceiro e já cansativo hype mundial em torno da ferramenta de microblogging, um serviço lançado no ano passado na Suécia, terra do Pirate Bay, vem chamando bem mais a atenção.
Spotify é uma espécie de mistura da rede social Last.FM com o iTunes, loja online de música da Apple. Com uma interface parecida ao do iTunes e um sistema de busca interno eficiente, é um programa que dá acesso a um catálogo de bilhões de músicas.
Para você ouvir a qualquer momento de forma legal (tem acordo com gravadoras), sem precisar baixar nada para o computador (é tudo por streaming) e quem sabe um dia no celular também (o serviço está em negociações com algumas operadoras).
O que chegou a dar ao serviço o apelido de “Hulu dos sites de música”, em alusão ao site de vídeos que oferece, de forma gratuita e legal, a exibição de capítulos de seriados e filmes completos.

Aliás, semelhante ao iTunes, o Spotify usa o discurso da “experiência do consumidor” para fechar acordo com as gravadoras que, na maioria de vezes, concordam em disponibilizar o seu acervo no serviço online de música.
Quer combater a pirataria? Deixe os processos judiciais de lado e a combata por meio da “experiência do usuário”. Forneça um serviço melhor que os sites piratas de streaming de música. Em vez de perder tempo em redes de compartilhamento de arquivo tentando encontrar o arquivo desejado, “basta o usuário ir ao Spotify e em um clique ouvir a música” (sem preocupações com vírus ou arquivos corrompidos).
O argumento do Spotify parece dar certo. O serviço já tem uma base de 1 milhão de usuários (nem mesmo uma recente falha de segurança tem conseguido abalar o seu crescimento).
E, da mesma forma que o site de vídeos Hulu, o Spotify tem recebido elogios do Techcrunch, do The Guardian e do The New York Times, pois é visto como um serviço que encontrou o meio termo, ao mesmo tempo agrada gravadoras e usuários, um dos resultados mais difíceis de se conseguir no mercado de música online.
Se você utiliza a versão gratuita, a cada uma hora entra um pequeno comercial. Na versão paga, por 9,99 euros por mês (mais ou menos 30 reais), você tem acesso a todo o acervo sem exibição de publicidade (atualização: temporariamente, a versão paga não está mais disponível para novos usuários no Brasil).
Porém, o que mais interessou a este jornalista é que a ferramenta cresce justamente em cima da tendência da streaming media. É como um iTunes em que você não precisa baixar nada para o computador, nem tem que andar por aí com um HD atolado de música em MP3.
Não é à toa que o conceito de streaming media foi tão bem sintetizado em uma declaração de Daniel Ek, de 25 anos, fundador do Spotify, em entrevista ao Elpais, nesta semana.
“O futuro está no acesso e não na propriedade”
Por enquanto, o Spotify está fechado para usuários brasileiros (existe a versão paga). Enquanto a “globalização” não chega a alguns serviços e produtos da internet, sempre existe aquela esperança de que, em breve, terá uma versão internacional.
Veja também:
Streaming media sobe na pirataria

Em tempos que o YouTube ultrapassa os 100 milhões de viewers e o Wall Street Journal dá destaque a uma pesquisa que diz que o vídeo online cresce duas vezes mais que a TV, sempre vale a pena saber como será o futuro dos players de vídeos.
Nesta semana, o NewTeeVee, uma das melhores referências sobre vídeo online, tocou no assunto. Plugins que permitem ver vídeos em uma definição melhor, extensões do Firefox que aumentam as opções de customização e “chromeless players”, que possibilitam que você desenvolva os seus próprios controles do player de vídeo, são algumas das tendências que estão por aí.
Depois do YouTube, quem mais está à frente dessas inovações são as emissoras de TV (CBS, ABC e CNN), que, por diversos motivos estratégicos, cada vez mais, buscam melhorar a experiência do telespectador na rede.
Ou seja, a “nova ordem” são players não com muitas funcionalidades ou controles, mas com maior poder de customização para o usuário.
Fairshare é uma ferramenta que permite rastrear o conteúdo de seu blog pela web e saber como e por quem ele está sendo utilizado.
O lançamento é uma parceria da empresa de monitoramento Attributor com a Creative Commons, que oferece licenças mais brandas de direitos autorais.
Depois de cadastrar o RSS de seu blog, você recebe um outro RSS, que disponibiliza links de sites que estão utilizando o seu conteúdo.
A tecnologia é parecida com a utilizada pelo jornal Financial Times para saber quem está republicando sem autorização as suas matérias e artigos, que são protegidos por direitos autorais.
Os carros não chegarão a voar, mas teremos jornais com “papel eletrônico” e, nas escolas, lousas digitais com a tecnologia de tela sensível ao toque de mão (multitouch). A visão é da Microsoft que lançou nesta semana um vídeo conceitual que mostra como a empresa vê o futuro, daqui a 10 anos.
De tempos em tempos, algumas empresas de tecnologia lançam esse tipo de vídeo. Nos anos 80, a operadora AT&T tinha o costume de produzir esse tipo de material. Acertaram em algumas previsões e erraram feio em outras. Com o vídeo da Microsoft não será diferente.
Pela visão apresentada no vídeo, a tecnologia de telas sensíveis ao toque de mão estará cada vez mais onipresente. Será que os pesquisadores da Microsoft estão certos?

É apenas um protótipo de interface, mas não deixa de ser interessante. Como seria uma das possíveis integrações do Twitter com a TV.
Vale notar que algumas emissoras no Brasil já fazem algo parecido há bastante tempo, mensagens/comentários enviados pelo telespectador por meio do celular (SMS) são exibidos em “tempo real”, em um “letreiro” no rodapé da tela.
O programa do Gugu (Domingo Legal), no SBT, o Brasil Urgente, na Band, e a MTV têm ou tinham esse tipo de interação. No caso, mudaria apenas a ferramenta, ou melhor, seria um acréscimo (mensagens de SMS + os comentários no Twitter).
Dica do Bruno, nos comentários.
Veja também:
Como foi participar de um programa que mistura TV com Twitter