O que mais aproxima cidadãos de governantes na web?

Perfis em redes sociais, acesso a dados públicos, uma comunicação quase direta em um jogo de perguntas e respostas, ou uma mistura de tudo isso?
A Casa Branca se focou mais na 3ª opção nesta semana. Lançou o Open for Questions, um site onde as pessoas podem enviar e votar em quais perguntas Obama deve responder a respeito de vários assuntos. Talvez o lançamento tenha sido motivado por uma pesquisa que indica que 66% dos americanos recorrem à internet quando têm dúvidas sobre assuntos ligados ao governo.
(Um comentário rápido antes de continuar. Vocês já repararam que o site Casa Branca está adotando a dinâmica de algumas empresas de internet? Com uma certa periodicidade, lança sempre pequenas novidades e recursos, pouco, mas constante. Segundo Chris Hughes, o escritório de campanha de Obama era administrado como uma startup de internet).
Em menos de 12 horas, o Open for Questions recebeu mais de 7.000 questões (a maioria é mais discurso e reclamação do que pergunta). O presidente americano prometeu responder a algumas sobre economia no site da Casa Branca, em vídeo, na quinta-feira.
O sistema de votação sobre quais perguntas devem ser respondidas é semelhante ao do site Digg. Porém, a Casa Branca está utilizando o Google Moderator para operar o site. As perguntas são divididas por temas, como orçamento, empregos, educação e… senti falta de ciência e tecnologia.
Também nesta semana, o Parlamento da Catalunha, na Espanha, reformulou o seu site. O detalhe é a possibilidade dos cidadãos enviarem perguntas ao presidente do Parlamento, que são respondidas no próprio site. Além disso, perfis em redes sociais (YouTube, Twitter e Facebook) fazem parte do pacote. Mesmo caminho do primeiro-ministro britânico.

Pelo andar da carruagem, deu para perceber que montar perfis em plataformas de redes sociais está se tornando o caminho mais fácil para a maioria dos governos.
Mas, conforme a colunista Vanessa Fox bem lembrou em um post no O`Reilly Radar, podem existir coisas que mudam bem mais a relação entre cidadãos e governantes, como fornecer acesso público e, principalmente, fácil e legível a dados do governo que indiquem como é o uso do dinheiro público (gastos, licitações, contratações).
Foi a partir do acesso a alguns desses dados mais estruturados que surgiram sites como o Excelências, da Transparência Brasil, que mostra quem financia quem nas campanhas eleitorais brasileiras.
Não é à toa que 70% dos americanos querem que, cada vez mais, o governo coloque de forma pública os seus dados na internet. É a voz do povo.
Crédito das fotos: Protoflux e Casa Branca
Postado em Quarta-feira, 25 março, 2009 por Tiago Doria
Arquivado em: politica
Fala Tiago, blz? Sabe qual é o site de search q tem o nome, algo parecido com Kosmic? To procurando a url e nem o mestre Google acha.
Valeu!
Fala Mano!
Acho que é o Kosmix (http://www.kosmix.com).
abs
Brigadão!!!
[]s
Dia desses Pedro Doria escreceu sobre assunto similar: “Crowdsourcing”, a transparência que pode ser proporcionada pela internet.
Link: http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=15471
@Charles C
Obrigado. Complementa o post.
abs
[...] Tiago Dória Weblog » O que mais aproxima cidadãos de governantes na web? [...]
[...] Open for Questions Depois do Twitter, Obama abandona o YouTube [...]
[...] De certa forma, esse novo recurso promove e força a transparência política, claro, uma das principais revoluções que a internet pode proporcionar ao relacionamento entre governantes e cidadãos. [...]
[...] Falando em web política, um artigo interessante que encontrei hoje: http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/03/25/o-que-mais-aproxima-cidadaos-de-governantes-na-web/ [...]
[...] Veja também: O que mais aproxima cidadãos de governantes na web? [...]
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