Enquanto a crise aperta e começam a surgir (e a ressurgir) todo tipo de proposta para salvar os jornais impressos, um negócio que desde o início nunca foi muito lucrativo mesmo, comecei a fazer um apanhado de comerciais de jornais que estão no YouTube.
Vale a pena ver alguns. Vai que esse negócio de jornais impressos acaba mesmo…
Jornal para muitos
Jornal gay
Jornal intocável
Jornal para não cometer erros

Se você é da minha turma, ou seja, gosta de interfaces minimalistas, vale visitar o Minimal sites, que reúne diversos sites deste tipo.
Aliás, recapitulando, alguns “projetos minimalistas” que já passaram por aqui:
Deadline, um site para fazer lista de lembretes, NowDoThis, para fazer lista de tarefas, Rososo, leitor RSS.

The Dark Night: o filme mais baixado em 2008
Vale a leitura de um artigo do The New York Times desta semana. Aborda justamente uma questão que já passou aqui pelo blog diversas vezes. As pessoas estão baixando menos arquivos na internet e utilizando mais sites que fornecem tudo online via streaming – “streaming media“.
Segundo o artigo, a pirataria está se movendo dos sites que fornecem links para downloads de filmes e seriados para sites piratas de streaming, que permitem assistir a filmes e seriados de forma online, sem precisar baixar nada para o computador.
Ainda segundo a matéria, o streaming tem sido mais vantajoso para os usuários. Não precisam ficar esperando para baixar um filme (é só clicar no botão de play e começar a assistir), sua utilização é mais fácil para quem é leigo (não precisa baixar um client de BitTorrent nem ter que juntar arquivos depois) e evita aquela “frustração”, você baixa um seriado inteiro, espera um bom tempo e na hora de abrir o arquivo, descobre que ele está corrompido ou é falso.
Talvez isso explique, em parte, a corrida da indústria de entretenimento para colocar no ar sites que fornecem de graça “streaming legal” de filmes e seriados – Hulu, TV.com (EUA) e Mundo Fox (Brasil). Além de ser uma forma de fugir do formato de DVD, cada vez mais em queda, serviria para brecar o crescimento desses sites de “streaming pirata”.
A meu ver, enquanto, devido a diversos entraves jurídicos e de engenharia, a indústria de entretenimento demorar a absorver essas novas tecnologias de distribuição de conteúdo (p2p, bittorrent e streaming), sempre existirá essa corrida de gato e rato.
A tecnologia de streaming, por exemplo, existe há um bom tempo e sobe cada vez mais na preferência dos usuários, mas quem está utilizando com mais afinco? Os “sites de downloads piratas”.
Veja mais sobre o assunto de “streaming media” nos posts:
Canibal de DVD
Geração que quer clicar no botão de play e não de download.

A Google lançou uma nova funcionalidade para a versão móvel do Google Maps, o Google Latitude, que permite, “em tempo real”, localizar no mapa onde estão seus contatos do Gmail, email da Google.
Você entra no Google Maps no celular ou no site do Latitude e ele informa onde você e os seus contatos estão localizados (somente os que autorizaram saber a sua localização).
Essa localização pode ser feita de forma automática, por meio do GPS integrado ao celular, ele informa onde você está, ou de modo manual, você indica no mapa onde está localizado, o que dá margem para você fornecer uma “falsa localização”. O bom é que o Latitude tem várias opções de privacidade, o que não permite que qualquer um saiba onde você está.
Porém, o conceito não é novo. A operadora Vivo, por meio do Vivo Encontra, já fornece algo parecido. Assim como o Loopt e o Brightkite fornecem aplicativos idênticos. Mas em se tratando de Google, o serviço logo começa a gerar burburinho no primeiro dia em que é lançado.
Tirando a curiosidade de saber onde meus contatos estão, a ferramenta ainda não teve uma utilidade muito prática para mim. Talvez seja interessante na hora de ligar para um contato e ir ao encontro dele (o Google Latitude mostra no mapa o caminho exato que você tem que fazer até chegar a ele).
Vai ser interessante se a Google integrar a tecnologia de geolocalização do Latitude ao Orkut ou ao Google News. Aí teremos serviços mais próximos ao Aka aki (site que mistura rede social com geolocalização) e ao Radar (site que monta um “lifestream” do que ocorre ao seu lado).


No final de semana, o Google sofreu uma pane mundial. Foi como uma tela azul (famosa tela de erro do Windows) só que do sistema de busca. Durante 40 minutos, o Google dizia que todos os sites que apareciam em sua busca estavam infectados e você não conseguia acessá-los.
Aqui, no Brasil, o assunto foi noticiado e já morreu. Mas lá fora abriu-se um debate sobre uma suposta “monocultura” que o Google criou na web (tudo gira em torno do sistema de busca).
Larry Dignan, do ZDnet, por exemplo, aponta para o perigo (dependência) que a Google criou – as pessoas, em sua maioria, conhecem e utilizam apenas um mecanismo de busca. E diz que o Google ainda não é ponto de monocultura como o sistema Windows foi há algum tempo, mas logo será. E pergunta. E se o mesmo tivesse acontecido com o Ask.com, alguém teria percebido?
Om Malik, do blog GigaOM, um dos mais influentes na área de tecnologia, diz que esse tipo de reação (“a internet quase parou”) será cada vez normal à medida que o Google ficar maior e estender o seu “controle sobre a nossa vida digital”. Para exemplificar essa dependência do Google, comenta-se que sites tiveram uma queda de 50% no tráfego durante a pane.
Essas cutucadas no Google não são novidade. Faz tempo que a lua de mel da Google com parte da imprensa de tecnologia e blogs (pelo menos, os da lista A) acabou. Antes, por exemplo, era raro ver um post explorando as tentativas frustradas da empresa em tornar o YouTube rentável.
Tudo isso abre terreno e dá combustível para o próximo livro de Andrew Keen, autor do The Cult of the Amateur e crítico feroz da chamada Web 2.0. Provisoriamente batizado de The Google Paradox, o livro terá como alvo o sistema de busca.
E baterá na tecla de que quanto mais o Google mata a tradicional indústria editorial com o conteúdo gratuito (via seu sistema de busca), mais livros serão escritos sobre o papel do Google em nossa economia. O que para ele é uma contradição.
No BBC Radio Labs, há um post bem completo sobre como a BBC desenvolve seus sites.

Sensacional esse slideshow de fotos publicado na Columbia Journalism Review. É sobre revistas especializadas, bem especializadas mesmo e desconhecidas.
Não sabia, mas nos EUA existe a Demolition Magazine, uma revista apenas sobre demolição de prédios ligada à Associação Nacional de Demolição.
Não achei muitas informações, mas parece que a publicação existe desde 1972.
Isso sim é conteúdo de nicho.

Todos os idiomas são como organismos vivos em constante evolução e transformação, diria o linguista Steven Fischer. O site Save The Words, do Dicionário Oxford, vai pelo caminho contrário. Ele tenta evitar que várias palavras em inglês deixem de ser utilizadas.
Ao entrar no site, você dá de cara com várias palavras em inglês, a maioria quase fora de uso. Ao escolher e clicar em uma, além de ler o seu significado, você é convidado a “adotá-la” e a se comprometer a utilizá-la em conversas, textos, emails e onde mais puder. Enfim, não deixá-la morrer.
Dica da POP!Tech
E durante o SuperBowl, o Hulu, site de vídeos que oferece filmes e seriados de graça na web, parceria dos canais de TV FOX e NBC, exibiu o seu primeiro comercial para TV.
Anunciantes pagaram até US$ 3 milhões (mais ou menos 7 milhões de reais) para ter um anúncio de 60 segundos exibido durante a final do campeonato de futebol americano, mas o Hulu não pagou nada, devido a um acordo com as redes de TV.
De novidade, o comercial, estrelado pelo ator Alec Baldwin, dá a entender que existe uma versão do site para aparelhos móveis (celulares), possibilidade já comentada pelo CEO do Hulu em entrevistas coletivas (até agora não existe nada no ar).
Uma versão internacional do site? Por enquanto, nada. O jeito é se contentar com o Mundo Fox, lançado pela Fox na América Latina (Brasil), na semana passada.
O lançamento do Hulu e o seu posterior anúncio no SuperBowl são bem emblemáticos. Marcam o momento em que a NBC, a Fox e parte da indústria de entretenimento pararam de dar murro em ponta de faca e resolveram disponibilizar de graça os seus programas completos na rede.
Aliás, a “piada” do comercial (começo do post) é que o Hulu é feito por aliens (extraterrestres)…