
O site oficial da Rainha Elizabeth II entrou no ar. O projeto chama a atenção, pois teve consultoria de Tim Berners-Lee, criador da web, que, em 2004, recebeu da rainha o título de “Sir”, Cavaleiro da Ordem do Império Britânico.
Entre as novidades, o destaque está na integração da agenda da rainha ao Google Maps. Com isso, as pessoas poderão conferir em um mapa por onde a rainha passará durante uma visita oficial.
Fora isso, digitalização e publicação de documentos inéditos, como um que descreve uma visita de Alexander Graham Bell à Rainha Vitória, que aproveitou para testar o novo invento de Bell, o telefone.
Apesar de Elizabeth II ter sido uma das primeiras rainhas a enviar um email, isso em 1976, por enquanto, o seu site tem um caráter tradicional, mais de diretório de conteúdos históricos (vídeos, fotos, textos) do que um canal de comunicação mais direta com a população.
O lançamento acontece poucas semanas após a Presidência de Portugal inaugurar o seu perfil oficial em sites como Twitter, Flickr e YouTube.
Veja também:
A responsável pelo Papa no YouTube

Quase passou despercebida essa. O Times, de Londres, um dos jornais mais antigos do mundo, também lançou em seu site uma seção/blog no “estilo labs“, o Times Online Labs.
É o espaço onde a equipe de desenvolvimento do site do jornal troca e compartilha com os leitores algumas experiências e escreve sobre inovação. (vale lembrar que a equipe de tecnologia do site do jornal brasileiro O Globo também tem um blog parecido).
Por lá, no blog do labs do Times, tem uma notícia boa. Diversas agências públicas dos EUA, Reino Unido e Canadá que, recentemente, liberaram o acesso público a alguns de seus dados para que as pessoas possam fazer mashups e aplicativos abriram um concurso para escolher os projetos que melhor saibam gerenciar e explorar esses dados.
“O que você faz com um milhão de livros (digitalizados)?”, “O que você faz com um milhão de jornais (digitalizados)?” são as perguntas centrais do concurso, que está em destaque no Times Online Labs.

O Twitter cogitou de cobrar de empresas que usam o serviço de microblogging. Para quem acompanha o noticiário sobre o Twitter não é nenhuma novidade.
Em entrevistas anteriores, Biz Stone, fundador da ferramenta de microblogging, já havia comentado sobre a idéia de oferecer um serviço premium para alguns usuários. Em troca, eles teriam algo a mais, servidores dedicados e sistemas de estatísticas completos, por exemplo.
Porém, uma pergunta fica em aberto. Será que as empresas vão querer pagar por uma versão premium do Twitter ao saber que existem soluções em código aberto e gratuitas como Identi.ca?
O Identi.ca funciona como uma instalação do WordPress, você instala o seu microblog em seu próprio servidor com o seu próprio domínio e não fica à mercê e com todos os seus dados nos servidores do Twitter.
Algo que parece ser mais pertinente e seguro para algumas empresas, principalmente para as que estão pensando em utilizar o Twitter como ferramenta interna de comunicação.
Por coincidência, dois episódios recentes fizeram uma empresa de mídia de peso, a BBC, repensar a sua utilização da ferramenta de microblogging.
Primeiro uma informação (comentário) que vazou sem querer por meio de um funcionário (era para ter sido uma direct message, mas foi para a timeline do Twitter).
Depois, ouvintes da BBC Radio estão reclamando do uso excessivo e das menções constantes ao Twitter durante a programação (você pode pedir uma música pelo Twitter em alguns programas).

Segundo alguns deles, devido ao fato de ser uma “emissora pública”, a BBC tem a obrigação de utilizar “ferramentas sem caráter comercial” e mais acessíveis possíveis. Outros ouvintes reclamam que foram obrigados a abrir uma conta no Twitter (já que informalmente a rádio está usando o serviço como ferramenta padrão de interação com eles).
Pode parecer estranho, mas esse tipo de comportamento é normal na audiência da BBC. Quem se lembra do movimento feito contra o iPlayer, em 2007, deve saber do que estou falando (clique na palavra movimento para entender).
No final das contas isso fez a BBC ficar na dúvida – ter ou não ter o seu próprio serviço de microblogging? Pelo post de um dos desenvolvedores da BBC, a emissora já andou fazendo alguns testes com o Identi.ca, que seria equivalente ao “WordPress dos microblogs”. Diz que a BBC entrou muito cedo no “mundo do microbloging” e não percebeu que esse universo é bem maior.
Se a emissora passar a utilizar o Identi.ca, ajudará a dar mais visibilidade ao projeto em código aberto, que sempre ficou nas beiradas das conversas quando se fala em microblogging.
No entanto, o que é evidente nessa história toda de BBC e “Twitter premium” é que ainda estamos engatinhando no campo do microblogging. Em uma comparação com os serviços de blogs, o Twitter está para o Blogger, assim como o Identi.ca, ou algo parecido, para o WordPress.
E se a história se repertir na área de microblogs, teremos um embate entre os dois serviços e nem preciso dizer quem vai se destacar…
Crédito da foto: Graham

Ontem em sua primeira e já histórica coletiva de imprensa, Obama garantiu mais alguns views e cliques para os sites de notícias que vêm apostando na transmissão ao vivo em vídeo de grandes eventos. CNN, CBS, MSNBC e ABCNews fizeram streaming da coletiva.
O próprio site da Casa Branca fez uma transmissão em vídeo. E até o site de vídeos Hulu abriu o acesso internacional para quem quisesse acompanhar a transmissão ao vivo da coletiva. No Brasil, por exemplo, era possível acompanhar o streaming.
Segundo o site NewTeeVee, com essas transmissões pela web Obama está ajudando a impulsionar a área de vídeos online, principalmente a de transmissão ao vivo (o que era meio esperado, entre os principais apoiadores de sua campanha estão executivos do Vale do Silício).
A sua posse, em janeiro, gerou mais audiência que muita partida final de campeonatos de esportes. A transmissão da cerimônia foi vista por mais de 13 milhões de usuários e os seus discursos no YouTube são mais visualizados que muito videoclipe de banda.
Qualquer assunto ligado a Obama é sinal de audiência, o garantiu ao presidente norte-americano o status de “rock star”.
Sinal de que a lua de mel da mídia online com Obama ainda vai continuar. E de que não é à toa que a Casa Branca já demonstra preocupação com a exposição e o uso excessivo da imagem do presidente. Nada mais natural para um político que simboliza tanta mudança nos EUA.

Nos comentários, o Diogo Teodoro mandou a dica do Aviary. Não conhecia muito bem. Quem simpatiza com a bandeira do cloud computing vai gostar.
É um conjunto de várias ferramentas online para trabalhos gráficos. Todas gratuitas, online (você não precisa instalar nada no computador) e integradas ao Flickr (você pode importar as fotos de lá para depois editá-las).
O Raven, por exemplo, é um editor de imagens vetoriais. Em essência, tem as mesmas funções básicas do Adobe Illustrator. E o Phoenix, talvez mais útil para o usuário leigo, é um editor online de fotos bem completo e com uma interface muito semelhante ao Photoshop.
Na edição de imagens mais pesadas, o aplicativo travou algumas vezes. Sua utilização parece ser melhor para edições mais simples.
O Aviary foi criado pelos mesmos fundadores do site de imagens Worth1000.
Sempre é interessante saber o que acontece fora dos holofotes principais da TED Conference.
Na sexta-feira, por exemplo, o grupo de pesquisa de mídia do MIT aproveitou para explicar com mais detalhes o projeto dos Siftables.
Pode parecer meio bobo, mas para quem não conhece, são uma espécie de pequenos cubos com telas LCD que são sensíveis ao movimento.
Podemos interagir com eles balançando-os, girando-os, enfim realizando vários movimentos. Os Siftables também interagem entre eles, se você colocar um ao lado do outro.
A proposta inicial é que os cubos sejam utilizados na educação (aulas de química, física, matemática). Mas o seu uso pode ir além, como ajudar a montar fluxogramas durante uma reunião.
A Wired fez uma boa observação sobre os Siftables. Seria como se eles transformassem dados digitais em algo palpável.
Segue um vídeo que mostra com detalhes o projeto.

O NYTimes liberou o acesso público a sua 4ª API, a de busca. É a mais esperada e a mais importante de todas, pois representa um ponto crucial na transformação do jornal em uma plataforma online de conteúdo. Ela permite o acesso e a interação a mais de 2.8 milhões de artigos e reportagens do jornal. Material que vem desde 1981.
Com o acesso, é possível desenvolver aplicativos e mashups em torno do conteúdo do site do jornal. As APIs que foram liberadas anteriormente permitiam a interação com conteúdos de seções específicas do jornal – livros mais vendidos, finanças de campanhas políticas etc. Enfim, eram APIs de conteúdos muito específicos.
Pela repercussão na rede, a API de busca teve uma boa aceitação pelos desenvolvedores. O único porém é que a sua utilização é restrita apenas para uso não-comercial.
Os efeitos da liberação dessas APIs, claro, são a longo prazo. Não são elas que vão resolver em curto prazo o problema de verba com publicidade do NYTimes. O que até gerou uma crítica famosa, de que o erro do NYTimes é que ele não está construindo uma plataforma pensando primeiro nos anunciantes.
A meu ver, não que ele não esteja pensando na parte comercial, mas está fazendo uma coisa de cada vez. De nada adianta ter um site bom para anunciantes, mas ruim para os leitores. Leitor vem atrás de conteúdo, pessoas, e não de anúncios.
Neste tipo de transição, do foco das operações do impresso para o online, um dos maiores desafios é transferir a mesma qualidade e capacidade de agregar influência e atenção do produto impresso (jornal papel) para o produto online (o site do jornal).

É um tipo de transição (trabalhosa e repleta de acertos e erros) que o NYTimes acredita que deva ser conceituada, antes de tudo, com foco nos leitores e, como consequência, no conteúdo (vide a preocupação com as APIs).
Talvez ainda seja cedo para falar, mas na minha avaliação, neste ponto, o NYTimes acertou. O site do jornal tem uma qualidade melhor que a sua versão impressa. E pesquisas mostram que o seu site é um dos noticiosos que tem melhor capacidade de agregar atenção.
Portanto, o departamento de conteúdo (jornalismo) do NYTimes cumpriu o seu papel, que era trazer essa qualidade e essa capacidade de agregar atenção para o online. Nisso, abriu caminho para o comercial (anunciantes não estão interessados em notícias, mas nessa capacidade de agregar atenção e influência que os jornais impressos têm – ou tiveram).
Neste sentido, o maior problema atual do NYTimes seria do ponto de vista comercial. Bill Keller, editor do NYTimes, promoveu um debate com leitores para discutir o futuro comercial do jornal.
Pelo histórico do NYTimes e pelas propostas que foram apresentadas, o caminho mais provável será o de se tornar uma fundação, semelhante à BBC. O sistema de cobrar pelo acesso já foi experimentado em um passado recente (acabou em 2007), sem resultados satisfatórios a longo prazo.
Crédito da foto: Steve Rhodes
“Viva os downloads!”
Frase que aparecia em uma janela pop-up no site da Associação Anti-Pirataria Cinema e Música (APCM) logo após ser atacado por crackers, na terça-feira. O caso foi visto como uma retaliação.
Dois dias antes, a Associação havia fechado o Legendas.TV, famoso site brasileiro que fornece, de graça, legendas para filmes e seriados.

Poucos dias antes da cerimônia do Grammy, a Microsoft, por meio da marca MSN, lançou o seu site de fofocas, o WonderWall.
O site não difere de outros deste tipo – pouco texto e muita foto. O destaque fica por conta da navegação na horizontal, bastante uso de slideshows de fotos e a marca MSN que tem uma presença visual bem discreta. O projeto foi assinado pela empresa de Berman Braun, ex-Yahoo.
A redação fica em Los Angeles. E o tom editorial estará entre a revista People e o escrachado e sempre atualizado Perez Hilton.
Apesar de ser visto como a “volta” da Microsoft à produção de conteúdo específico para web, o site terá um caráter mais de agregador (organizador de informações) do que de produtor de conteúdo sobre celebridades (o site linka para conteúdo externo, o que inclui até a concorrência).