Frase da semana

gfail1

“Já aconteceu do Gmail ficar fora do ar por alguns minutos, mas como hoje, nunca vi, já passou mais de uma hora”

Representante do Google France em declaração ao site 20 Minutes.

Na terça-feira, no período da manhã, quando a maioria das pessoas está acessando seus emails, o Gmail ficou fora do ar por 3 horas. A pane causou problemas para empresas e usuários. A Google pediu desculpas e resolveu ressarcir alguns usuários do serviço pago do Gmail.

O caso rendeu diversas críticas na rede, o Gmail passou a ser chamado de Gfail (imagem acima).

É a segunda vez que um serviço importante da Google sofre uma pane mundial em menos de um mês. No dia 31 de janeiro, devido a uma falha, durante 40 minutos, o Google dizia que todos os sites que apareciam em sua busca estavam infectados e você não conseguia acessá-los.

Publicado por Tiago Dória, em 28 de fevereiro de 2009 (sábado).
Categoria: frasedasemana. Tags: , , , ,

Oportunidade para os peixes pequenos

timesopen01

Algumas pessoas pediram para eu escrever um pouco sobre o TimesOpen. Lá vai.

Na sexta-feira, antes do carnaval, aconteceu o evento, mais conhecido como “hack day do NYTimes“. Pelo que deu para acompanhar daqui, do Brasil, foi bem produtivo e, claro, teve uma boa dose de autopropaganda – feito para chamar a atenção para a transformação do jornal em uma plataforma online de conteúdo.

Para se ter idéia, Tim O`Reilly, criador do termo Web 2.0, foi o convidado principal. Sua apresentação não trouxe novidades, mas ajudou a gerar mídia espontânea em torno do evento e serviu de inspiração para quem estava a fim de hackear (no bom sentido) o site do NYTimes.

Alguns pontos:

1) Começaram a surgir as primeiras aplicações feitas em torno da API do jornal. Uma delas é o NYT Explorer, uma espécie de sistema de busca “mais turbinado” do NYTimes. Ele permite que você filtre os resultados da busca de matérias por localização (onde a matéria foi feita), colunista e editoria.

2) Ficou claro que a intenção do NYTimes com as APIs públicas é seguir o mesmo caminho do Twitter. É fazer muito com pouco.

Em seu início, o Twitter liberou a sua API. Como resultado, em certo momento, usuários desenvolveram o sistema de busca Summize, que, menos de um ano após entrar no ar, foi comprado e incorporado ao Twitter em 2008.

Tornou-se o sistema oficial de busca interno do Twitter. Com isso, o serviço de microblogging economizou um bocado de tempo (energia, dinheiro e foco) em pesquisa para desenvolver um sistema próprio de busca interno.

Pela experiência do Twitter, liberar ao acesso público a API é economizar recursos e criar valor em torno de um produto. Neste sentido, ter a API pública faz parte de uma das principais revoluções e características da internet que é o baixo custo, ou seja, você fazer muito com pouco.

timesopen02

Quem sabe se aproveitar dessa questão pode ter uma grande vantagem competitiva. Vide a Al Jazeera que, antes desconhecida e mesmo fora da TV aberta nos EUA, vem se aproveitando do YouTube para aumentar a sua audiência e relevância, sem gastar muito dinheiro.

Por isso que os maiores interessados nessa questão de API pública deveriam ser justamente os sites de notícias menores que não têm condições de incentivar e criar inovação (desenvolver novos aplicativos, mashups e novas funcionalidades).

O evento TimesOpen deixou esse caminho bem claro. Contudo, por enquanto, quem mais está tirando proveito das APIs são os grandes players, como o NYTimes e a BBC. Mas isso pode se inverter.

Para mim, sites de notícias com API pública serão cada vez mais comuns. Mas, a longo prazo, os que mais se beneficiarão serão os pequenos, que poderão tirar vantagem disso – baixo custo e API pública (inovação vinda de fora) – para serem tão inovadores e desenvolvidos tecnologicamente quanto os peixes grandes.

Veja também:
Compra do Summize pelo Twitter mostra a importância da API pública

Publicado por Tiago Dória, em 27 de fevereiro de 2009 (sexta-feira).
Categoria: nyt. Tags: , , ,

Twitter até no telão da redação

twittertelao

Um bom exemplo de algo que comentei  aqui, no blog, sobre a importância de jornalistas estarem monitorando, de fazerem uma espécie de rádio escuta de redes como flickr, twitter, orkut e agregar o conteúdo relevante encontrado nestes ambientes às suas reportagens.

Redações sempre têm televisores ligados – para acompanhar o noticário e principalmente a concorrência. Nesta quarta-feira, quando a queda de um avião matou 9 pessoas na Holanda, a redação do britânico Telegraph deixou o Twitterfall ligado em um telão (imagem acima).

É um aplicativo que permite acompanhar todas as mensagens que estão sendo publicadas no Twitter sobre um determinado tema. Funciona como um livestreaming. Dessa forma, a redação consegue monitorar melhor o que está sendo publicado no site.

Isso tem uma importância grande no “atual ciclo de produção da notícia“. Os primeiros relatos e a primeira foto sobre o acidente aéreo na Holanda apareceram antes no Twitter, segundo a CNN.

O que não é nenhuma novidade. Há bastante tempo a ferramenta de microblogging agrega as primeiras informações sobre algo. Em agosto de 2007, por exemplo, quando os editores da CNN nem davam importância ao Twitter, o serviço reuniu os primeiros relatos e fotos sobre um terremoto no México.

Portanto, a notícia é outra. Não é que “tudo aparece primeiro no Twitter”. É que os sites de notícias estão abrindo o olho para o Twitter como fonte de informação e pautas, vide o que o Telegraph está fazendo.

Crédito da foto: Julian Sambles, que trabalha no Telegraph

Veja também:
Como uma notícia circula pela rede

Publicado por Tiago Dória, em 26 de fevereiro de 2009 (Quinta-feira).
Categoria: twitter. Tags: , , , , ,

Frase da semana

piratebaysimpsons

“Não podemos condenar o Google cada vez que encontrarmos um site suspeito em sua lista de buscas. O Google é apenas um indexador, não é uma companhia de conteúdo.

Do mesmo modo, o Pirate Bay organiza links de torrents, mas não produz ou hospeda nenhum bit de arquivos protegidos por copyright”.

Defesa utilizada pelos advogados dos fundadores do site Pirate Bay nesta semana. Quase oito anos depois do julgamento do Napster, programa de troca de músicas pela internet, a história se repete.

O site Pirate Bay vem sendo acusado de incentivar a pirataria e os seus fundadores foram levados a julgamento na Suécia. O resultado do caso, que pode abrir precedentes históricos negativos ou positivos para a “troca livre de arquivos na rede”, deve sair na semana que vem.

Publicado por Tiago Dória, em 21 de fevereiro de 2009 (sábado).
Categoria: frasedasemana. Tags: , , , ,

Conheça o jornalista do futuro

robot1

O consultor de mídia Steve Rubel escreveu um texto sobre o perfil do “jornalista do futuro”.  Do futuro não, do presente, na minha opinião. Sei que o assunto é um pouco batido, mas gostei do post por que ele não cai no tecnicismo.

Utilizando o exemplo de um repórter de Nova York, segundo Rubel, o “jornalista do futuro” é aquele que consegue construir uma forte conexão com a sua audiência. É aquele profissional que sabe usar todas essas ferramentas – Flickr, Twitter, blogs, Orkut – para criar um relacionamento com o público.

É interessante essa visão por que muito se fala que um site ou jornalista tem que ter perfil no Twitter, no Flickr, ter blog, mas nunca se sabe muito bem o motivo. A maioria vai na inércia ou pelo modismo e monta um perfil nesses sites apenas para marcar território, como um fim e não um meio para alguma coisa.

Outra coisa é que esse conceito não cai no tecnicismo, no sentido de que você tem que saber mexer em sites de edição de imagens e vídeos, caso contrário, está fadado ao fracasso profissional. Para mim, mais importante do que aprender a mexer no Photoshop ou no iMovie é dominar conceitos. Técnicas e softwares de edição de imagens e vídeos vão e voltam. Conceitos ficam.

Eu mesmo, quando comecei, uma das premissas do “jornalista do futuro”, dentre outras, era saber HTML, mexer no FrontPage. Hoje, o FrontPage saiu de linha, saber HTML  já se mostra não tão importante com tantos CMS de fácil configuração e customização – WordPress, Drupal – sem contar os publicadores internos de conteúdo utilizados nos jornais.

Enfim, o “jornalista do futuro” é aquele que sabe utilizar essas ferramentas mais recentes para construir um laço mais forte com a sua audiência. Visão que engloba tudo.

O conceito de que tem que ser multimídia, saber trabalhar com images, wikis, plataformas de redes sociais, usar videochats, podcasts, torna-se apenas consequência dessa premissa maior. Ou seja, ser multimídia torna-se um dos meios para alcançar esse relacionamento e não um fim em si mesmo.

Publicado por Tiago Dória, em 20 de fevereiro de 2009 (sexta-feira).
Categoria: jornalismo. Tags: , , , ,

Site brazuca de troca de livros

trclivros01

Somente nesta semana, trombei 3 vezes com esse site. É o Trocando Livros, um site nacional de troca de livros. Parecido com o estrangeiro BookMooch.

Funciona de forma simples. Você cadastra os livros que quer trocar, recebe os pedidos das pessoas que querem seus livros, envia os mesmos a elas e, em troca, ganha créditos que você deve usar para pedir livros de outras pessoas.

O site é gratuito, você paga somente pela postagem dos livros no correio.

Conversei rapidinho por email com Arley Lobato, criador do Trocando Livros. Ele falou que o conceito surgiu em outubro do ano passado e que o site conta com mais de 5 mil usuários e 7 mil livros cadastrados. Apesar do crescimento, ele contou que ainda não tem idéia de como lucrar financeiramente com o serviço.

Veja também:
Culpa da internet: venda de livros está aumentando

Publicado por Tiago Dória, em 19 de fevereiro de 2009 (Quinta-feira).
Categoria: ferramentas. Tags: , , ,

FlipGloss

forbesmagnew

Em meio à cansativa discussão sobre o fim dos jornais, o mesmo grupo responsável pela revista Forbes lançou uma nova publicação, a FlipGloss, uma revista sobre fotografia e comportamento que conta somente com uma versão online.

A revista tem um grupo no site de compartilhamento de fotos Flickr, onde os leitores podem enviar e fazer comentários nas imagens, que estão sob licença da Creative Commons, o que permite o seu uso por terceiros sem tanta preocupação com direitos autorais.

Publicado por Tiago Dória, em .
Categoria: fotos. Tags: ,

Cadê a biotecnologia que estava por aqui?

biotech02

Pergunto isso por que conferi a lista anual das 50 empresas mundiais mais inovadoras feita pela revista Fast Company e, pela primeira vez, uma grande parte delas é da área de biotecnologia.

Uma das 10 primeiras do ranking, por exemplo, é a chinesa WuXi PharmaTech, uma das que mais cresce no mundo. Tem ações na Bolsa de Valores de Nova York, comprou diversas empresas americanas do setor no ano passado e, apesar da crise mundial, tem uma expectativa de empregar mais pesquisadores do que o famoso laboratório Pfizer.

Comentei no post O Mundo sofreu um infarto que acredito que o “próximo Google” vai sair da área de biotecnologia/biomedicina, área que trabalha muito com o lado prático da tecnologia. Questão importante em tempos de crise.

Tecnologia que resolva problemas imediatos e seja prática para mim, para o meu vizinho, para a minha mãe, para o cara que trabalha ao meu lado e para os meus filhos, como uma vacina que seja uma espécie de colante.

No entanto, mesmo com a internet, que reduz a escassez de espaço para publicação de informação, ainda é raro ver algum site de notícias brasileiro dedicar alguns kbytes constantes ao assunto. Justamente por ter esse potencial de resolver “problemas universais” e produzir tanta pauta (as pesquisas são constantes) é uma área que deveria ter um pouco mais de destaque no noticiário.

Esse cenário é ainda mais contraditório no Brasil. Depois da produção de aeronaves (Embraer), uma das ramificações do setor de tecnologia em que o país mais se destaca lá fora é justamente na área de biotecnologia, por meio de suas pesquisas de mapear genomas e de produzir sementes modificadas.

Crédito da foto: sachapohflepp

Publicado por Tiago Dória, em .
Categoria: jornalismo. Tags: , , , ,

Drupal no governo de Obama

recovery01

Saiu mais um novo site da administração de Obama. É o Recovery, que mostra como os US$ 787 bilhões de seu plano para reativação da economia norte-americana estão sendo gastos. O plano é como um PAC de Obama, com a diferença que esse busca mostrar transparência nos gastos.

Segundo o blog Bits, do NYTimes, o site peca por não ter ferramentas de comunicação direta com o público. Já o site Ars Technica lembra que, a partir de março, os dados estarão em um formato que permitirá a criação de mahups e aplicativos por terceiros.

O Recovery utiliza o gerenciador de conteúdo Drupal, o que gerou um certo burburinho na comunidade de usuários do sistema em código aberto.

Publicado por Tiago Dória, em 18 de fevereiro de 2009 (Quarta-feira).
Categoria: politica. Tags: , , , ,