
“Não somos inválidos. Nem temos capacidades limitadas (…) Os nossos programadores são dos melhores do mundo, não tenha dúvida disso. Ninguém o contesta. Até os nossos colegas na Índia o reconhecem. Nós damos conta do recado”
Resposta do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, a uma oferta de ajuda tecnológica feita por Michael Dell, presidente da fábrica de computadores Dell, durante a sessão de abertura do Fórum Econômico Mundial.
Crédito da foto: worldeconomicforum

Nesta semana, a Edelman publicou a 10ª versão do seu Estudo de Confiança, que analisa como os brasileiros vêem a credibilidade de diversos setores da sociedade.
Uma das principais conclusões é que o setor de tecnologia apresenta um dos maiores índices de confiança (80%), na frente do automotivo (78%) e de biotecnologia e energia (73%).
Em resposta por email, Ronald Mincheff, presidente da Edelman Brasil, disse que um dos principais motivos desse alto índice é que o setor é visto como representante do futuro e palco de investimentos e de geração de emprego para o Brasil.
“O brasileiro viu seu poder de compra se consolidar, possibilitando mais acesso aos benefícios das novas tecnologias, o resultado não poderia ser diferente”.
Ainda segundo a pesquisa, as empresas (67%), seguidas de ONGs (62%), da mídia (60%) e governo (43%) são os líderes de confiança do brasileiro, com um detalhe importante - no Brasil, a forma como uma empresa trata os empregados é um dos principais fatores que influencia em sua reputação.
O estudo pode ser visto na íntegra aqui.

Neste ano, o Fórum Econômico Mundial apostou, mais uma vez, no uso de novas ferramentas para a transmitir e formentar alguns debates (principalmente com pessoas que estão de fora do espaço do evento). A parceria com o YouTube foi mantida.
Twitter (com uma espécie de narração lance a lance dos debates)
Mogulus (transmissão ao vivo dos debates com direito a sala de chat ao lado)
NetVibes (uma página especial está agregando todo o conteúdo produzido sobre Davos)
Flickr (nada de especial, apenas as fotos oficiais que estão sendo publicadas)
YouTube (você pode enviar perguntas em vídeo aos participantes do Fórum)
FriendFeed (agrega vídeos, fotos e posts sobre Davos junto a comentários)
No final de semana, os “cidadãos-repórteres” (usuários convidados que ganharam um concurso interno) do YouTube e da MySpace começam a enviar informações direto de Davos.
Neste ano, mais uma vez, editores de blogs convidados têm trânsito quase livre nos bastidores.
Crédito da foto: worldeconomicforum
Veja também:
O Fórum Econômico ficou mais social

Depois de BBC e The Guardian, o NYTimes vai realizar o seu primeiro encontro com desenvolvedores.
Semelhante ao Open Hack Day, promovido pela Yahoo! em diversos países, durante um dia estudantes e desenvolvedores assistirão a palestras e oficinas.
O foco principal será nas APIs e na transformação do site do NYTimes em uma plataforma aberta de conteúdo. O encontro está marcado para o dia 20.
Além de incentivar a criação de aplicativos em torno do conteúdo do jornal, uma das intenções do NYTimes com o encontro é sondar possíveis desenvolvedores para trabalharem no site.
No ano passado, em certos eventos ligados a web nos EUA, era comum ver pessoas do NYTimes convidando os participantes a preencher uma ficha para concorrer a uma vaga como desenvolvedor.
Veja também:
Como hackear um portal de notícias

=> Extensão do Firefox que modifica a navegação no YouTube. Depois de instalada, como em um cinema, os vídeos do YouTube passam a abrir em tela preta, sem nada dos lados, apenas com o vídeo no centro da tela.

=> Deu branco? O Plinky é um site que tenta resolver esse problema. É como um Twitter, só que ao invés de perguntar “o que você está fazendo?”, ele faz outras questões que podem servir de inspiração para escrever um texto.
As perguntas não são tão aleatórias, mas baseadas nas informações que você insere em seu perfil no site. Questões do tipo chegam até você – “O que você faria com US$ 1.000?”, “Descreva como seria um super-herói ideal para você”, “Descreva a coisa mais legal que você viu em um país estrangeiro”.
A idéia é que essas questões sirvam de inspiração para um post, uma matéria, uma coluna…

=> A Google lançou uma plataforma que permite saber se um provedor de internet está fazendo traffic shaping (bloqueando ou prejudicando o acesso a algum aplicativo, tecnologia: p2p, Skype, torrents etc).

Como parte de sua presença na web, a Fox Networks lançou o MundoFox (A TV Online), uma espécie de Hulu para usuários residentes fora dos EUA (América Latina).
Fornece capítulos de séries completos para assistir de graça na web. Alguns legendados, outros dublados em português.
Entre eles, Simpsons, Dexter, Futurama, 24horas, Family Guy (no Brasil, uma Família da Pesada).
O site faz parte da estratégia da Fox Networks na América Latina, que, no ano passado, no Brasil, lançou o Bem Simples, um site de “perguntas e respostas” que ensina como fazer várias coisas.
Um bom exemplo de como as novas mídias (já não tão novas) podem ser oportunidade para alguns, principalmente para os que estão fora do mainstream. Nos dois últimos meses, o canal de TV árabe Al Jazeera teve um aumento de 600% na audiência, que veio via canal no YouTube e o próprio site da emissora (que faz link aos vídeos que estão no YouTube).
A Al Jazeera foi uma das únicas TVs internacionais a ter repórteres dentro da Faixa de Gaza, o que também contribuiu para o aumento da audiência (mas de que nada adiantaria muito se não tivesse um canal eficiente de distribuição).
Devido ao canal árabe ser restrito à TV a cabo, na maioria das vezes, no Ocidente, em 2008, a emissora optou por colocar todos os seus vídeos no YouTube. Ou seja, resolveu apostar na distribuição via internet para alcançar uma audiência maior.
Além disso, a partir de janeiro deste ano, os seus vídeos passaram a estar sob licença da Creative Commons, o que permite a reprodução e o seu uso por terceiros sem tanta preocupação com processos por direitos autorais.

O site de tecnologia Ars Technica divulgou números pertinentes sobre o NetFlix, serviço de aluguel de DVDs e que serviu de inspiração para a criação do brasileiro NetMovies.
Segundo dados recentes, cada vez mais, os usuários do serviço estão deixando de alugar DVDs para aderir ao serviço de streaming da Netflix, que permite assistir de forma online aos filmes (o próprio crescimento do site nos útlimos meses vem do serviço de streaming de filmes).
Dá para fazer três observações a partir disso:
1) Mídia online compete com mídia física (no caso, o streaming de filmes está canibalizando os DVDs).
2) Os estúdios de filmes devem estar comemorando esse cenário. Não é de hoje que eles dão sinais que querem fugir da mídia física, afogada em pirataria, e se focar mais em video on demand (sites como Hulu, Vudu e TV.com), onde eles podem ter mais controle sobre o conteúdo.
3) A previsão do futurista Gerd Leonhard estaria mais certa. Segundo ele, está entrando no mercado de consumo de conteúdo um novo tipo de comportamento. Pessoas que não baixam na rede, mas preferem consumir tudo online via streaming. É aquela turma que não anda mais por aí com um iPod ou um HD repleto de arquivos MP3. Opta por ouvir e armazenar tudo online.
Neste sentido, o mesmo fenômeno que aconteceria no mercado de música – pessoas estão baixando menos MP3 e deixando para ouvir tudo online em sites como Last.fm, Deezer e MySpace – se repetiria no de vídeo. Alugar DVD, baixar um capítulo inteiro? É mais negócio assistir em sites como Hulu, NetFlix e TV.com, que, via streaming, fornecem capítulos de séries e filmes completos.

O Instituto Sergio Motta abriu um concurso para eleger “os piores sites da internet“.
São 4 categorias: susto (sites coloridos, feios e com gifs demais), webmala (site com formulários desnecessários), 3D (uso daquelas letras tridimensionais, sombras) e triângulo das bermudas (site que tem uma navegação terrível).
Para indicar, basta escrever o endereço do site e a categoria correspondente na caixa de comentários do blog do instituto.