“Tentar absorver todas essas tecnologias de uma hora para outra é praticamente impossível. Por isso, que nós devemos experimentar novas tecnologias constantemente”.
Sree Sreenivasan, co-fundador da Associação dos Jornalistas do Sul da Ásia e professor da Universidade de Columbia, sobre a recente cobertura da imprensa aos ataques na Índia.
Segundo ele, em geral, os jornalistas demoram muito a utilizar novas ferramentas, como Facebook, Twitter e blogs. Somente percebem a importância e o potencial dessas ferramentas quando acontece uma tragédia e diversos cidadãos as utilizam para trocar informações.

Como seria a nossa vida se não existisse internet? Hoje em dia é difícil imaginar.
A história é contada no formato de um “pop-up book”, aqueles livros normalmente voltados para crianças e que são cheios de montagens e dobraduras no meio das páginas. Em inglês.
Dica do Mashable.

Entre os dias 3 e 5 de dezembro, acontecerá o II Seminário Internacional Rumos do Jornalismo Cultural, no Itaú Cultural, em São Paulo.
Eu serei o mediador de um dos painéis, o “Digito, logo reporto”, no dia 04, quinta-feira, às 19h30.
Antonio Granado, editor do site do jornal Público, de Portugal; e Fábio Malini, professor de comunicação da Universidade Federal do Espírito Santo, farão parte da mesa.
Mais detalhes e a programação completa do evento, que contará com a participação de Andrew Leland, editor-chefe da revista The Believer, estão no site do Itaú Cultural (box à esquerda).

O Mahalo é um site criado em 2007 por Jason Calacanis e que tinha como proposta inicial ser “um sistema de busca feito por pessoas”. De uns tempos para cá, ele encontrou o seu caminho, que é o de ser um agregador de notícias, operado por pessoas e não apenas por algoritmos ou robôs.
Logo após as primeiras informações sobre o ataque em Mumbai terem começado a circular pelo Twitter, o Mahalo colocou no ar uma página que agrega conteúdo sobre a tragédia produzido em diversos lugares – YouTube, Flickr, Twitter- e links para portais de notícias – BBC, CNN, Times of India etc.
Em meio a toda a cobertura oficial dos sites da CNN e do The Guardian, chamou a atenção o liveblogging feito por dois estudantes de jornalismo da Holanda.
Loek Essers e Peter van der Ploeg começaram no Cover it Live a agregar conteúdo de várias fontes – BBC, CNN, Reuters, e principalmente conteúdo do YouTube, Flickr e mensagens no Twitter sobre a tragédia.
Da mesma forma, o blog brasileiro AllesBlau (Notícias de Blumenau) segue essa idéia de ser um agregador de informações e está se tornando referência na cobertura da enchente em Santa Catarina.
No AllesBlau, por exemplo, existem links para notícias da Folha Online, do Valor, do Estado de S. Paulo, do Terra, do Diário Catarinense, além de conteúdo do YouTube, Flickr, Twitter e material enviado por leitores. O conteúdo é quase ilimitado.
Enfim, é bem emblemático como os sites que mais estão se destacando nas coberturas de ambas as tragédias (atentados na Índia e enchente em Santa Catarina) funcionam, antes de tudo, como hubs de informação. Além da agilidade, por trás desses sites, existe uma idéia muito forte de agregação e curadoria de conteúdo.
No fluxo constante de informações destes sites, percebe-se que o critério jornalístico fala mais alto. Conforme Ariel Gajardo, um dos criadores do AllesBlau, explica em um post – “não existem amarras editoriais”.
Além disso, não existe aquele medo de fazer propaganda de marcas (se eu linkar ou falar da foto que está no Flickr, eu vou fazer propaganda do site de imagens que é do Yahoo!. Se eu embutir um vídeo do YouTube na matéria, vou fazer propaganda do site de vídeos, que é da Google. Se eu usar o Skype numa entrevista, vou fazer propaganda da empresa que o criou… ).
Enfim, o conteúdo deles não é limitado por questões corporativas. Caso contrário, perde-se conteúdo, fontes, material com alto “valor jornalístico” publicado nestas redes e quem sabe, a longo prazo, relevância.
O AllesBlau, o Mahalo e o liveblogging dos estudantes holandeses são uns bons exemplos de que os sites de notícias têm muito a ganhar ao deixarem de lado amarras corporativas e o medo de fazer propaganda de marcas de uma suposta concorrência (youtube, flickr, twitter, orkut).
Crédito das fotos: Vinu e Agência Brasil

Repercutiu no ReadWriteWeb.
O site de transição do presidente eleito dos EUA passou a utilizar o Open ID, aquele sistema em que você usa uma única identificação para vários sites, evitando decorar tantas senhas e logins e ter que criar um cadastro em cada site que você entra.
AOL, MySpace e Google são alguns dos grandes sites que já utilizam o sistema.
Crédito da foto: flickr do Obama

Se você é da turma do Jakob Lodwick, ou seja, adora interfaces simples e minimalistas, vale a pena dar uma olhada no Deadline, um gerenciador de lembretes de tarefas semelhante ao Remember the milk.
Para agendar as tarefas é bem simples, basta digitar a hora/data/dia e o que você vai fazer em uma mesma linha da caixa de texto. Se quiser, dá para atualizar a lista de tarefas por email.
O Deadline calcula o tempo de acordo com a hora em que você postou a tarefa. Por exemplo, “daqui a 12 horas você tem uma reunião em tal lugar”.
O único problema é que a ferramenta é toda em inglês, mas é possível ajustar os horários para o de Brasília.
Dá para receber os lembretes de suas tarefas no celular, no messenger, via RSS ou por email.
Pesquisadores e médicos do Bellevue Hospital em Nova York e de Londres começaram a documentar o que eles chamam de “síndrome de Truman”.
Um homem que sofre de esquizofrenia, recentemente internado em um hospital britânico, acredita que está dentro de um reality-show, em uma situação semelhante ao do personagem principal do filme O Show de Truman, de 1998, interpretado por Jim Carrey.
Segundo artigo na CNN, outros casos foram detectados neste ano. São pessoas com distúrbios e que acreditam que estão em um reality-show e o mundo não passa de um programa de TV ou um filme.
Baudrillard ficaria orgulhoso dessa história toda.

O portal RBS montou um blog, o Emergência em Santa Catarina, sobre a tragédia, que reúne conteúdo enviado pelos leitores. Outros portais também estão recebendo relatos.
Mas a maioria das fotos, vídeos e discussões está no Orkut, no YouTube, no Flickr e nas mensagens do twitter. As pessoas estão trocando e postando informações nestes ambientes. Com razão, é lá que estão as suas redes de contato mais próximas.
O YouTube já conta com uma boa parte dos vídeos (a maioria produzido com o celular), no Orkut as pessoas trocam informações sobre mortos e como ajudar as vítimas da enchente e um blog montado por moradores e blogueiros conseguiu ser mais eficiente que as rádios locais, que tiveram problemas de transmissão no domingo.
Fica a pergunta: quais portais de notícias estão agregando o conteúdo desses sites e redes? Pouquíssimos.
Nessas horas, seria necessário um serviço de livestreaming, semelhante ao do Blogblogs ou do Eleições Americanas, para agregar automaticamente todas as mídias e informações que estão sendo produzidas sobre a tragédia, sejam em redes sociais ou em portais de notícias (a BBC montou um livestreaming deste tipo durante as eleições nos EUA).
E ainda, um serviço de informações no celular, via sms, semelhante ao adotado pela Cruz Vermelha, no terremoto em Los Angeles, facilitaria bastante a vida de quem está envolvido diretamente na tragédia e que, devido a problemas de queda de energia ou falta de comunicação, não pode acessar um site para se informar.
Por mais contraditório que seja, as pessoas que mais precisam de informação podem não estar conseguindo acessá-las. O celular seria uma provável ponte.
Atualização – A redação do Diarinho, de Santa Catarina, ficou ilhada e, até tudo voltar ao normal, o jornal virou blog, o Diarinho na Chuva. O Times-Picayune também utilizou esse esquema durante a passagem do furacão Katrina nos EUA.
Crédito da foto: AP

Uma das coisas que marcou 2008 foi o interesse crescente de diversas plataformas e usuários de redes sociais em lançar versões voltadas ao mercado brasileiro e/ou em português.
Facebook, que lançou uma versão em pt; MySpace, que chegou ao Brasil no finalzinho de 2007, mas firmou-se em 2008; LinkedIn, que marcou almoço com a imprensa, ameaçou lançar uma versão em pt, mas voltou atrás; e até a Fox Interactive, que colocou no ar o “Bem Simples“, são algumas que começaram a mostrar interesse por aqui.
Pouco conhecido, o próximo site a lançar uma versão em português é o WiseLine, que permite criar uma linha do tempo com acontecimentos de sua vida. Segue no estilo do Dipity, este mais completo.
Fora isso, mais duas redes trabalham em sua vinda ao Brasil nos próximos meses, uma voltada originalmente ao público latino e outra ligada à publicação de blogs.
Uma das respostas a esse interesse, que não é repentino, está na pesquisa da ComScore, publicada na Folha Online, na quinta-feira. O Brasil já é o 2º em acesso a redes sociais.